Resumos das Comunicações resumos registo Geoarqueológico do Alto Ribatejo



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CONFLUÊNCIA DE RIOS – CONFLUÊNCIA DE IDEIAS

Iº CONGRESSO DE ARQUEOLOGIA DO ALTO RIBATEJO

11-12 Novembro de 2011

Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha



Resumos das Comunicações

RESUMOS

 


Registo Geoarqueológico do Alto Ribatejo

 

Pierluigi Rosina* – prosina@ipt.pt



Hugo Gomes** – hugo.hugomes@gmail.com

 

Resumo

Na região do Alto Ribatejo (Portugal Central), o rio Tejo flui através de três unidades geológicas e geomorfológicas: o maciço Hespérico metamórfico (Pré-Cambrico e Paleozóico), o maciço calcário Estremenho, Mesozóico, e a bacia de sedimentos Cenozóicos. Assim, nesta área relativamente pequena (2.500 Km2), a paisagem é bastante diversificada.

Os depósitos quaternários regionais são representados principalmente por terraços fluviais do Pleistocénico, que encerram os testemunhos arqueológicos mais antigos; os enchimentos de cavidades cársicas (no maciço calcário), onde se encontram a maioria dos registos com fósseis de vertebrados; os sedimentos eólicos e as coberturas detríticas (coluviões), que representam os contextos mais comuns para os sítios arqueológicos holocénicos.

Cada um dos depósitos supracitados é associado a problemas geoarqueológicos específicos: conservação selectiva dos diferentes materiais, a sua dispersão, formação dos sítios, perturbações sin e pós-deposicionais, actividades antrópicas, entre outros. Serão apresentados alguns exemplos das problemáticas mais comuns relacionadas por um lado com os depósitos fluviais e de outro com as coberturas coluvionais.

 

* Instituto Politécnico de Tomar, Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências – Portugal



** Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências – Portugal

 

 



Dados Arqueobotânicos do Alto Ribatejo – perspectivas futuras

 

Cristiana Ferreira* cristiana_belo@yahoo.com.br



Ethel Allué**

Francesc Burjachs***

Luíz Oosterbeek**** loost@ipt.pt

 

 Resumo



 

Na região do Alto Ribatejo foram desenvolvidos, na última década, alguns trabalhos de reconstituição paleoambiental tendo por base a Arqueobotânica. Ethel Allué iniciou, em 1999, as investigações em Antracologia e Palinologia, aplicando-os em alguns sítios arqueológicos do Alto Ribatejo, com o objectivo de conseguir uma contextualização paleoecológica desta região (Allué, 2000), e mais tarde, na perspectiva de continuar os trabalhos iniciados, foram sendo desenvolvidos novos estudos palinológicos, que visavam proporcionar uma “imagem” mais clara da evolução da paisagem ao longo do Holocénico e almejando encontrar os factores para tal evolução através a correlação de resultados dos vários sítios estudados (Ferreira, 2008, 2010).

Atendendo aos dados já obtidos e numa perspectiva futuro, vimos através desta comunicação apresentar o “ponto de situação” desta linha de investigação aplicada à região do Alto Ribatejo, e dar a conhecer o caminho que pretendemos continuar a seguir.

 

* Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências. Instituto Terra e Memória (ITM). Museu de Arte Pré-Histórica, Portugal



** Professor de Recerca de ICREA – Institut Català de Paleoecologia Humana I Evolució Social (IPHES)

*** Professor de Recerca de ICREA – Institut Català de Paleoecologia Humana I Evolució Social (IPHES)

**** Instituto Politécnico de Tomar

 

 



Zooarqueologia e Tafonomia da Transição para o Agro-Pastoralismo no Baixo e Médio Vale do Tejo: um projecto de investigação

 

Nelson Almeida* – nelsonjalmeida@gmail.com



Palmira Saladié**

Enrique Cerrillo Cuenca***

Luiz Oosterbeek****

 

 Resumo



No âmbito da transição para o agro-pastoralismo na Península Ibérica os debates focam-se sobretudo nos conjuntos artefactuais; no entanto, diversos estudos sublinham a relevância de indicadores paleobiológicos e paleoeconómicos, como os arqueofaunísticos. Ainda que seja visível um desenvolvimento da pesquisa, vários conjuntos carecem de um estudo ou revisão crítica que os torne passíveis de discussão. Importa construir uma estratégia interpretativa focada nestes conjuntos para, posteriormente, os cruzar com os demais.

O projecto incide no baixo e médio vale do Tejo (Estremadura, Alto Ribatejo, Extremadura espanhola) sem considerar fronteiras nacionais anacrónicas e pretende contribuir para colmatar esta lacuna da pesquisa recorrendo à Zooarqueologia e Tafonomia numa óptica de revisão de dados e estudo de colecções inéditas. É nosso intuito discutir os paradigmas aplicados a este período, partindo de escalas regionais que permitam uma confrontação à escala peninsular e europeia.

 

* Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências (uID 73 - FCT); Instituto Terra e Memória; Museu de Arte Pré-Histórica de Mação (Portugal).



** Institut Català de Paleoecologia Humana i Evolució Social (IPHES); Area de Prehistoria, Universitat Rovira i Virgili (URV, Espanha).

*** Instituto de Arqueología – Mérida; Consejo Superior de Investigaciones Científicas (Espanha).

**** Instituto Politécnico de Tomar (Portugal); Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências (uID 73 - FCT).

 

 



Aspectos paleoclimáticos do Alto Ribatejo durante período Atlântico 

Luana Campos* – lcampos.ms@gmail.com



Resumo

A paisagem pré-histórica, observada através da degradação do ambiente em contextos não agropastoris, em sítios arqueológicos no Alto Ribatejo, infere a possibilidade da ocorrência de distintos eventos climáticos. Estes, foram diagnosticados através do cruzamento de dados desta região com outras da Península Ibérica, demonstrando que o clima foi um factor significativo na adopção de uma nova estratégia social, económica e cultural dos grupos que habitavam a região.

* Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências (uI&D 73 – FCT), Bolseira CAPES (Brasil)

 

 



Pensar a Pré-História do ponto de vista da Gestão Territorial

 

Luíz Oosterbeek* loost@ipt.pt



 

Resumo

É discutida a dimensão territorial da arqueologia e a sua utilidade para a compreensão não apenas das estratégias adaptativas como para a construção das noções operatórias básicas que regulam, no plano cognitivo, o comportamento humano. Discute-se em que termos os trabalhos de arqueologia do IPT se têm orientado nesta perspectiva.

 

* Instituto Politécnico de Tomar



 

Arqueologia e Território: o projecto Ecos-Ouverture 12 anos depois

 

Luís Santos* – lsantos@ipt.pt



 

 Resumo

O projecto “Ecos-Ouverture” foi, no final da década de 90, o primeiro projecto Europeu de abordagem territorial que tomou a arqueologia como fundamento estratégico. A disseminação dos resultados em vários estados membros da EU revelou-se como elemento integrador da actuar estratégia, que resultou da inicial visão compartimentada das várias áreas integrantes da Gestão do Território e que no presente, com naturalidade, se aplicam em uníssono na visão de Gestão Integrada do Território.  Revisita-se o projecto, apontando as suas principais contribuições e limitações, elencando-se este marco histórico como impulsionador das várias etapas desenvolvidas pelo grupo multidisciplinar responsável pela actual corrente de Gestão Integrada do Território.

 

* Unidade Interdepartamental de Arqueologia, Conservação e Restauro e Património da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico de Tomar



 

As mais antigas Ocupações Humanas do Baixo Vale do Tejo: balanço prospectivo

 

Sara Cura* – saracura@portugalmail.pt



Stefano Grimaldi** – stefanogrimaldim@unitim.it

Pierluigi Rosina*** – prosina@ipt.pt

 

 Resumo



Os vestígios arqueológicos mais antigos que testemunham a presença humana no baixo vale do Tejo serão sistematizados e discutidos.

O contexto geológico condiciona a distribuição e preservação destes vestígios, na sua maior parte localizados nas formações fluviais da bacia hidrográfica do Tejo ou, mais raramente, em formações fluvio-lagunares e nos limitados depósitos kársticos.

Por outro lado, também são poucos os sítios com investigação profunda e ainda a decorrer e os mais antigos datam do Pleistocénico Médio/Final.

As datações dos conjuntos arqueológicos quer em sítios de ar livre, quer em grutas indicam-nos que a presença humana não será mais antiga que o intervalo OIS 8-9.

No entanto, é difícil explicar estas datas tão recentes quando comparadas com aquelas provenientes dos sítios da Serra de Atapuerca ou da região de Guadix-Baza.

 

* Museu de Arte Pré-Histórica de Mação – Instituto Terra e Memória


Grupo “Quaternário e Pré-História” do Centro de Geociências, uID73 – FCT
Professora convidada do Instituto Politécnico de Tomar
Doutoranda em Quaternário, Materiais e Culturas (UTAD)

** Laboratorio di Preistoria "B.Bagolini"

Dipartimento di Filosofia, Storia e Beni Culturali

Università degli Studi di Trento

*** Instituto Politécnico de Tomar, Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências – Portugal

 

 



O Paleolítico Inferior da região de Torres Novas revisitado

 

João Pedro Cunha Ribeiro* – jpcunharibeiro@fl.ul.pt



 

Resumo

Na margem direita do rio Tejo, entre a foz da ribeira da Ponte da Pedra, junto do Entrocamento, e a foz do rio Alviela, a jusante de Pombalinho, desenvolvem-se de forma particularmente expressiva e escalonada formações fluviais de idade quaternária. A presença de indústrias líticas paleolíticas associadas às formações fluviais mais recentes encontra-se aí há muito documentada. Trabalhos desenvolvidos na região durante os anos noventa permitiram recolher novas colecções e definir o posicionamento de tais materiais no quadro crono-estratigráfico local. O estudo tecno-tipológico destes novos conjuntos líticos, associáveis na maioria dos casos ao mundo das indústrias acheulenses,  e a análise da sua dispersão geográfica, tornaram possível delinear um modelo relativamente claro de ocupação do território e de exploração dos seus recursos naturais por parte destes primeiros habitantes da região.

* Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

 

 



The Latest Prehistory of the Lower Zêzere Valley

 

Ana Cruz* – anacruz@ipt.pt



 

 Resumo

The archaeological sites now presented are considered as paradigm-sites and correspond to a relatively small region of the lower Zêzere valley; they are chronologically considered in the transition period to the Neolithic great span of human society’s behaviour. There are several interpretative models that correspond to this transitional period and they are discussed aiming a better understanding of the internal and external dynamics in this small region connected to the Tagus river valley. The recent prehistoric context of this region, located in Abrantes Municipality, is yet connected with a wider region – the High Ribatejo. One discuss the Neolithic process considering the artifactual evidences provided by the fieldwork and the presence / absence of some items which could be decisive for the adoption of a new way of life and to the obvious repercussions at an ideological and sociological level.

 

* Centro de Pré-História do Instituto Politécnico de Tomar



 

 

O ‘Povoado’ da Medroa (Jogada – Aldeia do Mato – Abrantes). Breve Síntese sobre os resultados da escavação (2006/2007)

 

Álvaro Baptista*alvaro.batista@cm-abrantes.pt



 

 Resumo

O presente artigo irá incidir de forma sucinta sobre os resultados das escavações efectuadas neste povoado. Este irá dar a conhecer estruturas postas a descoberto e algum do espólio mais significativo recolhido em contexto estratigráfico. Far-se-á particular referência ao achado de um Menir e aos resultados da datação por luminescência, que se baliza entre 4000 e 2000 a.C. e que marca o inicio do agro-pastoralismo e o Final do Calcolítico na área.

 

*Assistente de Arqueólogo do quadro da CM Abrantes.



Aluno Finalista do Curso Técnicas de Arqueologia do IP Tomar

 

 



Caracterização de pigmentos em Arte Rupestre

 

Pierluigi Rosina* – prosina@ipt.pt



Hugo Gomes** – hugo.hugomes@gmail.com

Andrea Martins*** – andrea.arte@gmail.com

Luíz Oosterbeek**** loost@ipt.pt

 

 



Resumo

A caracterização mineralógica de pigmentos, existentes em vários abrigos com arte pintada do nosso território é desenvolvida no seguimento de outros projectos de investigação em funcionamento: "Ruptejo" - "Arqueologia Rupestre da bacia do Tejo", "Rupscience" de responsabilidade do Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências, FCT e "Abrigos com Arte Esquemática Pintada do Centro de Portugal: Mundo Simbólico e Antropização da Paisagem", de responsabilidade de Andrea Martins.

No nosso território existem diversos núcleos de arte rupestre cuja técnica de execução utilizada foi a pintura.

O Pego da Rainha em Mação, a Faia (Vale do Côa) e o abrigo do Ribeiro das Casas (Almeida), os abrigos do Maciço Calcário Estremenho, e o núcleo de abrigos localizados na Serra de S. Mamede (Arronches) constituem quatro núcleos importantes para a caracterização da denominada Arte Esquemática no território Português.

Este trabalho permitirá a obtenção de dados que raramente são alcançados nos estudos sobre arte rupestre, nomeadamente a composição mineralógica dos pigmentos, os processos de degradação das pinturas, a identificação de micro-organismos que sobrepõem os painéis pintados e uma contextualização geológica e arqueológica dos processos de produção dos pigmentos.

Partindo da revisão exaustiva da bibliografia, o presente trabalho visa alargar consideravelmente o corpus dos estudos técnicos e analíticos sobre arte rupestre, aprofundando as abordagens contextualizadoras, que poderão permitir a construção de modelos interpretativos relacionados com os demais vestígios das ocupações humanas e que integre a totalidade do registo e não apenas alguns contextos seleccionados.

O objectivo geral responde à principal lacuna identificada: a escassez de estudos sobre os componentes das pinturas rupestres, sendo praticamente inexistentes no nosso território. Estes estudos são de extrema importância pois permitem uma aproximação às matérias-primas utilizadas para a realização dos pigmentos, bem como a possibilidade de efectuar datações directas após a fase de identificação dos componentes químicos e dos processos utilizados.

A existência de abrigos com pinturas rupestres está em parte relacionada com a natureza dos contextos geológicos, que favoreceu a sua conservação, mas também com outros factores, nomeadamente a própria composição dos pigmentos. O objectivo principal deste projecto é assim a caracterização e estudo da composição mineralógica, petrográfica e da colonização micro-bio-mineralógica de abrigos com arte rupestre, realizando também a análise da distribuição dos sítios no território.

 

* Instituto Politécnico de Tomar, Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências – Portugal



** Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências – Portugal

*** Universidade do Algarve, FCT

**** Instituto Politécnico de Tomar

 

 



A importância da Fonte Quente enquanto «lugar central» no contexto do povoamento pré-histórico do Alto Ribatejo, durante a Pré-História Recente

 

Carlos Batata* – batata.c@clix.pt



Nelson Borges* – nelson.borges@mail.pt

 

 



Resumo

O sítio é conhecido desde o fim da primeira metade do século XX, com trabalhos de inventariação e prospecção de Camarate França e Abel Viana. Nos anos 80 e 90, Ana Rosa Cruz e Luís Oosterbeek desenvolvem trabalhos de sondagens e escavações arqueológicas em diferentes pontos, admitindo a existência de três núcleos de povoamento (Covão da Arrascada, Alto de São João/ Fonte Quente e Carreira de Tiro), tendo detectado abundantes vestígios materiais e estruturais.

Entre 2005 e 2007, a OZECARUS, no âmbito da construção do IC9, desenvolveu extensos trabalhos arqueológicos, de prospecção e escavação, que possibilitaram a união dos núcleos de povoamento identificados previamente por Cruz e Oosterbeek, num único sítio arqueológico, com cerca de 20 há de extensão.

Os trabalhos de escavação arqueológica proporcionaram a identificação de estruturas próprias de um habitat calcolítico fortificado, como cabanas, lareiras, empedrados, alinhamentos, estruturas funcionais. A fortificação do povoado apresentava, pelo menos, três linhas de muralha, construídas em diferentes momentos, e um torreão, localizados não no topo do cabeço, mas a fechar o acesso pelo vale.

A utensilagem lítica é extremamente rica e diversificada, com as quantidades de lâminas e lascas a serem medidas na ordem dos milhares de elementos, assim como as pontas de seta que ultrapassam a centena de unidades.

Por todas estas razões, a Fonte Quente deve ser assumida como o lugar central do povoamento pré-histórico nesta região, integrando a sua localização no contexto dos terrenos férteis do vale do Nabão e procurando a memória dos seus antepassados nas grutas de Tomar.

 

* Ozecarus



 

 

Granjas, aldeias e povoados: considerações sobre o sistema de organização territorial na transição entre o Bronze e o Ferro no Alto Ribatejo

 

Paulo Félix – pfelix_pt@yahoo.com.br



 

Resumo

A investigação levada a cabo desde há algumas décadas no Alto Ribatejo que incidiu especificamente sobre a caracterização das formações sociais que habitaram a região durante a etapa final da Idade do Bronze e os inícios da Idade do Ferro possibilitou a recolha de informação arqueológica importante para a reconstrução de um processo histórico que, entre outros aspectos, pode ser representado por um complexo sistema de organização e controlo territorial cuja evolução é indicativa da necessidade de formulação de novas soluções de gestão social e política.

 

 

Os vestígios das sociedades metalúrgicas nas grutas do Alto Ribatejo



 

Ana Graça* – anagraca@ipt.pt

Ana Cruz* – anacruz@ipt.pt

 

 



Resumo

O Alto Ribatejo em termos geomorfológicos enquadra a extremidade Noroeste do Maciço Calcário, regra geral denominado de Estremenho. Neste, estão situadas as grutas da zona designada por Canteirões do Nabão, em particular a Gruta do Cadaval cujo contributo é analisado no âmbito da compreensão do quadro de ocupação humana regional entre a pré-história recente e a Idade Média. A sua utilização no quotidiano das populações e o seu simbolismo, bem como, as analogias possíveis com as realidades circunvizinhas e contemporâneas permitir-nos-ão alargar o conhecimento sobre a história regional destas sociedades através do seu território efectivo de exploração.

 

* Centro de Pré-História do Instituto Politécnico de Tomar



 

 

Protohistória do Concelho de Mação: alguns dados preliminares da nova investigação

 

Davide Delfino* – davidedelfino@libero.it



Luíz Oosterbeek** – loost@ipt.pt

Fernando Coimbra*** – coimbra.rockart@yahoo.com

João Baptista**** – jbaptist@utad.pt

Hugo Gomes*5hugo.hugomes@gmail.com

Massimo Beltrame*6massimo.beltra@gmail.com

Pedro Cura*7pedro-cura@hotmail.com

 

Resumo

O Concelho de Mação situe se numa parte do Alto Ribatejo estratégica pela exploração dos recursos minerais e pelas comunicações antigas ao longo do rio Tejo. Conta também com variados sítios pela Idade do Bronze Final e Primeira Idade do Ferro: os povoados do castelo Velho de Caratão e do Castelo Velho da Zimbreira, os prováveis povoados do Castelo do Santo e do Castro de Amêndoa, o depósito de bronzes do Porto do Concelho e o provável depósito da Senhora da Moita, e finalmente significativas manifestações de arte rupestre como em Cobragança. Os numerosos materiais (cerâmicas e metais) que furam achados quer ocasionalmente desde a década dos ’40, quer no curso dos trabalhos de campo na década dos ‘80, nunca foram estudados completamente. Recentemente uma equipa do Grupo “Quaternário e Pré-História” voltou a fazer investigação neste assunto, quer nos materiais das reservas do Museu de Mação, quer no campo investigando novos sítios, privilegiando a compreensão da estratégia de ocupação e controlo do território em função dos recursos minerais. Pretende se com a presente comunicação apresentar o estado da arte, os objectivos na nova investigação e os primeiros resultados do estudo do material cerâmico do povoado do Castelo Velho de Caratão com a contribuição da arqueometria, como bem os primeiros dados da primeira campanha de escavação do Castelo Velho da Zimbreira.

 

* Instituto Terra e Memória-Grupo "Quaternário e Pré-História" do Centro de Geociências (uID73 F.C.T.)



** Instituto Politécnico de Tomar – Instituto Terra e Memória-Grupo "Quaternário e Pré-História" do Centro de Geociências (uID73 F.C.T.)

*** Instituto Terra e Memória-Grupo "Quaternário e Pré-História" do Centro de Geociências (uID73 F.C.T.)

**** Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

*5 Instituto Terra e Memória-Grupo "Quaternário e Pré-História" do Centro de Geociências (uID73 F.C.T.)

*6 Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – Instituto Politécnico de Tomar

*7 Museu de Arte Pré-Histórica de Mação


Grupo Quaternário e Pré-História do Centro de Geociências (ulD 73 FCT)

 

 



Arte rupestre incisa entre o Tejo e o Zêzere: contributo para o seu inventário, tipologia e datação

 

Fernando Coimbra* – coimbra.rockart@yahoo.com



Sara Garcês* – sara_garcez@hotmail.com

 

 



Resumo

A arte rupestre produzida por incisão é frequentemente denominada filiforme por alguns investigadores portugueses. Todavia torna-se necessária uma distinção entre motivos elaborados com traço médio/grosso e os executados a traço fino, que constituem os verdadeiros filiformes.

Nesta comunicação os autores apresentam um inventário dos sítios rupestres com este tipo de arte no âmbito geográfico mencionado. É elaborada uma tipologia de motivos, distinguindo-se a espessura de traço, apresentando-se paralelos de outras regiões de Portugal e de Espanha, abordando-se ainda a problemática da cronologia deste tipo de arte.

 

* Instituto Terra e Memória-Grupo "Quaternário e Pré-História" do Centro de Geociências (uID73 F.C.T.)



 

 

Avaliação da evolução urbana nos principais aglomerados do Médio Tejo

 

Sérgio Jorge – sergioljorge@hotmail.com



Rita Anastácio* – rfanastacio@ipt.pt

Cristina Soares – cnsoares@gmail.com

 

 

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