Retalhos de Memórias: relatos de trabalhadores têxteis Cariocas



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Retalhos de Memórias: relatos de trabalhadores têxteis Cariocas.

Ricardo Medeiros Pimenta



Introdução:

Esta pesquisa analisa o trabalho e as condições sociais experimentadas pelo operariado das Companhias têxteis América Fabril e Nova América através das memórias dos próprios trabalhadores. Sendo assim, partimos da idéia de que os “retalhos” de seus depoimentos individuais são partes de um locus coletivo construído e mantido pelas lembranças, bem como pelos esquecimentos.

Tão singular quanto complementar à formação de uma História do operariado, está a memória daquele grupo social; dos que hoje se configuram como antigos protagonistas de uma História, ainda com algumas “lacunas”; e que não para de nos apresentar novas questões. O trabalho se baseia na metodologia da história oral, a partir de entrevistas com trabalhadores das duas fábricas. Fontes escritas produzidas tanto pelos trabalhadores como pelas empresas, nos auxiliam também na montagem desse mosaico.1

As duas companhias, escolhidas por apresentarem uma relação singular, embora tenham percorrido histórias distintas, foram concebidas a partir de um núcleo comum. Após um longo período de separação e caminhos diferentes, tiveram em seus términos uma convergência de seus espaços, direções e de seus operários.

Estes atores sociais, de diferentes fábricas as quais compunham estas duas companhias, têm em seus relatos, momentos onde identidade, trabalho e coletividade são “pares” aos seus espaços fabris de origem. Verdadeiros “retalhos”, através destes depoimentos, mas que são por demais partes uns dos outros. Constituintes de uma Memória ainda atuante, em seu presente.

Assim, a Memória operária torna-se o pano de fundo; “nutre” e embasa esta identidade construída pelos mesmos. Mantém, recupera e constrói as lembranças de coletividade, das ações daquele operariado, e de sua realidade vivida. Como as fontes documentais — indispensáveis ao historiador —, os relatos destes homens e mulheres acerca de suas vivências são e devem ser incorporados à investigação histórica.

Estes relatos são também, assim como todo o processo de construção documental exercida pelo homem tão priorizado na investigação do historiador, uma produção no tempo daqueles que o viveram. “Dos homens no tempo”.2 É assim, a fala, também fonte. Fonte de pesquisa, tão suscetível à construção do conhecimento provida pelo homem; tão “verdadeira” quanto um documento o qual não podemos atestá-lo como sendo portador de uma verdade total e inquestionável.

“Não procedemos de maneira muito diferente da aranha, quando tece a teia para caçar e sugar as presas. (...) Nós, conhecedores, pretendemos exatamente o mesmo (...) como que fixando e determinando. Fazemos assim um rodeio que nos reconduz à nós mesmos, às nossas necessidades”.3


É assim a memória, trazida pela fala; uma interseção do algo vivido, com a construção daqueles que o viveram, no presente. Sendo assim, antes da fala de alguns operários, apresentarei de forma breve um histórico destas companhias fabris onde os mesmos, a cada depoimento, recuperam e constroem sua memória.
As Companhias América Fabril e Nova América. Um breve histórico:

As duas companhias têxteis fabris tratadas neste trabalho tiveram grande importância no quadro da indústria têxtil do Rio de Janeiro, principalmente no início do século XX. A mais antiga, então Companhia América Fabril, teve sua fundação em Pau Grande localizada na região rural do Rio de Janeiro, hoje em Magé, em 1878 ainda como uma fábrica-fazenda.

A partir daí, a pequena fábrica de tecidos, parte de uma Sociedade Solidária — ainda com o nome de Santos, Peixoto & Lobo —, não pararia de crescer. Em 1895, já com a mudança de sua razão social para Sociedade Anônima Companhia América Fabril, a mesma inaugurava a Fábrica Cruzeiro na região do Andaraí, Município do Rio de Janeiro.

Seguida da aquisição e construção de outras fábricas no decorrer dos anos seguintes, a Companhia América Fabril, composta pelas fábricas Pau Grande e Cruzeiro inicialmente, tornou-se, na década de vinte, uma das cinco principais empresas têxteis do Brasil.4 Foram as fábricas que a compuseram posteriormente: fábrica Bonfim, na região do Caju, em 1903; a fábrica Mavilis, vizinha a Bonfim, em 1911; e a fábrica Carioca, na região do horto florestal — hoje Jardim Botânico —, em 1920.

É também, na década de 20 que a Companhia Nova América, teve sua criação. Sua ligação com a América Fabril fora, então, seus fundadores. Uma Diretoria demissionária da América Fabril. Sua fundação — sendo dada grande importância à época, como foi no Jornal do Comércio, por exemplo — exercida pelo mesmo grupo dissidente da então Companhia América Fabril era composta pelos industriais Mark Sutton e Affonso Alves Bebianno.

A Companhia Nova América possuía como região a ser construída, terrenos da Estação de Del Castilho, da estrada de ferro auxiliar, Estação Liberdade, estrada de ferro rio d’ouro em Inhaúma. A construção de sua primeira unidade, Fábrica Domingos Bebianno5, era considerada pelos jornais locais, em 1924, como sendo da fábrica mais moderna que se tinha notícia no Rio de Janeiro.

Assim como a América Fabril, a Nova América rapidamente compôs o quadro das principais empresas têxteis do Brasil ainda na década de 20. Aos anos que se seguiram, estas duas Companhias estiveram disputando — juntamente com demais indústrias de grande porte na capital — o mercado no Rio de Janeiro.

Embora houvesse maiores indícios de assistências ao operariado na Companhia América Fabril devido à sua infra-estrutura já consolidada: vilas operárias, farmácias, escolas, além de sua associação de operários fundada em 1919; a Companhia Nova América pareceu passar em suas duas primeiras décadas de existência sem uma política assistencial bem consolidada. Apenas na década de 40 uma série de ações daquela empresa possibilitaram uma finalização das vilas operárias, conhecidas como Cidade Jardim6 — em Inhaúma — além da melhor estruturação da associação esportiva, da cooperativa e escolas.

Os anos seguintes mostraram que o capitalismo industrial vigente alimentou por muito tempo ainda as formas de trabalho existentes e as circunstâncias que nelas se inseriam. O operariado das duas companhias fabris, alguns homens e mulheres tendo passado inclusive pelo período da 2ª guerra mundial, viram nos “capítulos” de suas vidas que se seguiram momentos de crise vividos pelas companhias fabris e momentos de ânimo os quais se refletiam em seus salários, em seu tempo de trabalho — nitidamente taylorista7 —, e em suas práticas sociais. Estas práticas se mostram de alguma forma presentes nas falas de alguns entrevistados. Segundo o senhor Milton Raposo, hoje chefe do departamento de pessoal da Companhia Nova América:
“(...) nós contratávamos gente de todo o lugar; eles mesmos, em volta da fábrica tinha, tinham várias casas que alugavam quartos; então eles ficavam ali durante a semana, só ia pra suas residências nos finais de semana.(...) sempre a Nova América trabalhou com três, três turnos (...) de 06:00 às 14:00; 14:00 às 22:00 e 22:00 às 06:00. (...) Então, a produção ela sempre trabalhou.”8
Durante a década de 1960, o suporte tecnológico das fábricas da Companhia América Fabril já era considerado em maioria obsoleto. Além de uma crise de nível nacional, na produção têxtil, e de um crescimento urbano significativo, começava nesta década o processo degenerativo de uma das maiores companhias têxteis do Brasil. Suas unidades foram sistematicamente desativadas durante os anos que se seguiram.

Em 1968 a maior unidade da Companhia América Fabril, Fábrica Cruzeiro (localizada entre os bairros do Andaraí, Vila Isabel e Grajaú), fora finalmente desativada quase por completo e desmembrada entre credores como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Habitação. Assim, como último esforço na crise vivenciada daquela empresa, era efetuada a compra da Companhia Deodoro Industrial em 1968; recompondo seu parque industrial, porém não obtendo o retorno pretendido.

Em 1971 as fábricas Bonfim — no Caju —, e a precursora Pau Grande em Magé, foram desativadas e a Companhia finalmente entrava em concordata quando, após reativação das unidades de Santana — construída ainda na década de 50, perto de Pau Grande —, Deodoro e parte da Cruzeiro, devido à aprovação e sob direção da Companhia Progresso do Estado da Guanabara, estas vinham definitivamente em 1978 a se desaparelhar e finalizar quaisquer atividades fabris, com exceção da Deodoro e Santana que perduraram até 1983, quando foram vendidas para a empresa Multifabril — a mesma que compraria em 1984 a Companhia Nova América, em Del Castilho, e a transferiria para sua nova unidade, localizada em Santa Cruz da Serra, denominada Unidade Fonte Limpa.

A falência e a fusão destas duas empresas têxteis aparecem para alguns ex-operários como algo um tanto “nebuloso”. Entre algumas explicações, o senhor Milton Raposo utiliza-se de suas palavras:

“Então resultado: transformou tudo para Nova América. Então ficou Nova América Pau Grande, Nova América Deodoro, Nova América Del Castilho (...) Eu tenho funcionário aqui, do meu departamento, foram na época da América Fabril. Tem período trabalhado na América Fabril. Tanto é que para final de ano nós aqui costumamos presentear todo ano os empregados com 25 anos de trabalho. Então nós damos um relógio para eles”.9
Entre outras falas, alguns depoentes oriundos da Companhia Nova América têm a América Fabril como parte integrante, de origem, da história de sua empresa — e assim parte da história de vida deles próprios; de sua identidade. Entretanto, o que tem se revelado nos depoimentos dos operários da América Fabril é uma identificação temporalmente inversa, pois é na falência, no término que o conhecimento — até de uma existência — de uma companhia Nova América surgiu para alguns deles.

Fazer um estudo acerca dos operários, e não os ouvir, quando o é possível, é fazer algo de fora. Assim, no próximo tópico a proposta é exercer uma ação investigativa, por vezes até “arqueológica” na fala, na interpretação do operário.


Os Operários têxteis: Costurando os retalhos.

O trabalho de Memória com os operários têxteis apresentou-se até o momento em pontos os quais pudessem servir de alicerce aos argumentos apresentados. Neste tópico com a intenção de balizar algumas possibilidades a respeito de Resistência, Espaço e Identidade no escopo deste trabalho, utilizo mais algumas falas, algumas partes da memória deste operariado.

A respeito da Identidade, o senhor Salvador mostra-a em seu discurso potencializada pelo afeto gerado pelo peso da Instituição fabril.

“(...) eu ainda sonho com a fábrica. Quase toda semana... ainda sonho que eu estou lá dentro trabalhando. Ainda não saiu daqui ó... (...) Então eu digo o seguinte, a gente não sai da Nova América; a gente se ausenta [emoção]. Mas não sai... Hoje, é como um disquete, está aí gravado...”.10


A instituição está aí presente. Assim como na fala do senhor Salvador, o indivíduo, ainda que em momento de exterioridade à instituição da qual ele fez parte, sente-se um pouco ela. A presença da instituição fabril no operário, em sua memória faz parte das “engrenagens” de seu “maquinário identitário”.

Enquanto Basaglia11 vê na ação da instituição — se refere não só ao hospício, mas também à fábrica, a escola, entre outros — uma ação de distribuição de papéis de clara distinção, no que se refere ao uso do poder; para Foucault12 — e neste ponto atenho-me à sua idéia de relações de poder —, tais relações não estariam puramente traduzíveis em uma relação maniqueísta — opressor e oprimido. O poder é exercido pelos que são dirigidos também, até como forma de resistência. Resistência muito visível nos escritos de Thompson, onde: “O processo de imposição da disciplina social não deixou de encontrar resistências”.13

Resistências as quais são por vezes mais, por vezes menos visíveis nas relações instituídas nos espaços fabris.
“(...) Aí trabalhei ali, parece que uns 15 anos. Aí acabou aqui, por que tinha muito ladrão naquela época [riso] (...) Pegava pano... Essas coisas (...) Operário mesmo que carregava [risos].(...) Era pano que Deus me livre... [riso]”.14
Resistências ao próprio tempo de trabalho, ao próprio relógio taylorista:

“Olha, o único lugar que eles gastavam o tempo mesmo era no banheiro. [riso] Eles iam fumar um cigarro, — Ah! Eu vou fumar um cigarro —­ aqueles cigarros deles, ás vezes levavam quarenta minutos... Por que é lá que, é lá que eles levavam o tempo deles, por que na sala não podia. Por que, como é que você vai ficar parado dentro de um setor de trabalho, sendo que existe um encarregado, um contra-mestre, gerente; sempre circulando por ali?”.15


O operariado mostra-se ciente de suas resistências; e ciente igualmente das relações de poder existentes no seu espaço de trabalho. A idéia de coletividade está implícita em seus discursos. Pois tanto quanto na formação deles, em sua memória, é mostrado a quem os ouve um não-isolamento das experiências vividas. Ou seja, suas ações reveladas estão — segundo Hannah Arendt — exercidas:

“(...) diretamente entre os homens sem a mediação das coisas ou da matéria, corresponde à condição humana da pluralidade, ao fato de que homens, e não o Homem, vivem na Terra e habitam o mundo”.16


Estas ações encontram no espaço social — seja de trabalho, familiar ou de lazer, por exemplo — seu meio de congraçamento. De potencialização. Na fala do senhor Salvador é possível visualizar tal questão no tocante ao público freqüentador do clube dos operários da Companhia Nova América:

“(...) A da Amaro Hamaty [Rua] ali também foi junto, foi quando se construiu a Cidade Jardim, né? Foi feito aquele prédio; e construiu-se a escola, a escola Domingos Bebianno e o clube; o clube Nova América, né? Por que antigamente ele era lá onde, lá na avenida Itaoca, onde hoje é, é um posto de gasolina, a sede do clube era ali;mas quando era ali não... Não tinha freqüência não, só o pessoal do futebol; que ia para lá tomar cerveja, domingo iam jogar sueca... Não havia, não havia atividade. Só quando foi ali para a Amaro Hamaty [Rua], que as famílias começaram a comparecer (...) E... Ali tinha vantagem de ter as famílias todas morando em volta. Aos sábados à noite tinha, tinha cinema, projeção de filmes; e domingo, durante o dia tinha bailinhos lá para aquela mocidade lá (...) Além disso, fazia-se uma grande, uma grande festa em São João, na época de São João, não é? Na época de São João fazia-se uma grande festa mas usava-se o, o campo de futebol (...)”.17


De certo, o poder instituído pelo controle fabril, não é unicamente exercido por seus implementadores. Eram nas “ações dos homens”, dos operários, que os outros “fios” que constituem esta “teia” mostravam-se de outras formas e em outros espaços — em Pau Grande, o senhor Valdeci S. Dias discorre sobre as relações entre operários e seus superiores no dia-a-dia:

“(...) Alguns eram um pouco exigentes, mas acontece que eles batiam de frente com a gente; eles precisavam mais da gente que a gente deles. Por que eles precisavam do serviço. Eles tinham a teoria na caneta, né? Mas o serviço quem entendia era quem? Era a gente. Aí o que que acontecia? Eles tinham que... colar com a gente; se eles não colassem com a gente, eles perdiam espaço. E se a gente isolasse eles, eles não tinha como trabalhar com a gente (...)”.18


Considerações Finais:

Através da oralidade foi possível entrar em contato com parte de uma Memória do operariado têxtil das Companhias América Fabril e Nova América. No que tangem os meios de resistência, as construções de suas identidades, e os usos de seus espaços sociais, a Memória esteve presente a cada “fôlego” destes personagens os norteando de forma a construírem suas falas e a si mesmos.

Este trabalho, possivelmente criou mais perguntas que respostas a respeito destes operários, de seus kosmos e de suas falas. E, sendo assim, criou também meios a mais de seguir adiante nesta investigação. No estudo da Memória desses grupos sociais e de suas ações.

Referências Bibliográficas:

ARENDT, Hannah. A Condição Humana. Trad Roberto Raposo, posfácio de Celso Lafer. 10ª edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

BASAGLIA, Franco. “A Instituição da Violência” In: La institucion negada. Trad. Jaime Pomar. Barcelona, Barral Editores, 1972.

BLOCH, Marc. (1941 – 1942). Apologie pour l’histoire ou métier d’historien. Paris: Colin, 1949 (trad. Port. 3ª ed., Europa-América, Mem-Martins, 1976).

FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. (org. e trad. Roberto Machado). Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979 (reimpresso de 2004).

LEVY, Maria Bárbara. A indústria do Rio de Janeiro através de suas sociedades anônimas. Rio de Janeiro: Editora UFRJ; Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, 1994.

NIETZSCHE, F. Oeuvres philosophiques complètes (1982, vol.5). S/D.

THOMPSON, E.P. A Formação da Classe Operária Inglesa: a maldição de Adão.Volume 2, Col. Oficinas da História, vol. 5; Tradução: Renato Busatto Neto, Cláudia Rocha de Almeida. Rio de Janeiro, editor Paz e Terra. 1987.



WEID, Elisabeth von der. BASTOS, Ana Maria Rogrigues. O Fio da Meada – Estratégia de expansão de uma indústria têxtil. Rio de Janeiro, Editora: Fundação Casa de Rui Barbosa, Confederação Nacional da Indústria, 1986.

1 Parte integrante da Dissertação a qual desenvolvo no Mestrado de Memória Social e Documento – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Sob orientação do Professor Doutor Marco Aurélio Santana.

2 BLOCH, Marc. (1941 – 1942). Apologie pour l’histoire ou métier d’historien. Paris: Colin, 1949 (trad. Port. 3ª ed., Europa-América, Mem-Martins, 1976). Pp.32-33.

3 NIETZSCHE, F. “Fragmentos póstumos”, 15[9]. In: Oeuvres philosophiques complètes (1982, vol.5)

4 CIFTA. Estatísticas da indústria, comércio e lavoura do algodão relativas ao ano de 1927. Rio, Tip. Do Jornal do Commercio, 1928.

5 JORNAL DO COMMERCIO, publicado em 08 de março de 1924. Acervo particular Companhia Nova América.

6 DIÁRIO OFICIAL. (Seção I) segunda-feira 19 de março de 1945. Acervo particular Companhia Nova América.

7 Produção e tempo; fábrica e cronômetro marcam o tônus do trabalho fabril seguindo o modelo implementado por Frederick Winslow Taylor que instituiu o relógio à mesma.

8 Entrevista com o Sr. Milton Raposo chefe de departamento de pessoal da Companhia Nova América, concedida ao autor em 28 de julho de 2004.

9 Entrevista com o Sr. Milton Raposo, chefe de departamento de pessoal da Companhia Nova América, concedida ao autor em 28 de julho de 2004.

10 Entrevista com o Sr. Salvador Oggiano, aposentado pela Companhia Nova América, concedida ao autor em 11 de agosto de 2004.

11 BASAGLIA, Franco. “A Instituição da Violência” In: La institucion negada. Trad. Jaime Pomar. Barcelona, Barral Editores, 1972. p. 129-169.

12 FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. (org. e trad. Roberto Machado). Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979 (reimpresso de 2004).

13 THOMPSON, E.P. A Formação da Classe Operária Inglês:, A maldição de Adão.Volume 2, Col. Oficinas da História, vol. 5; Tradução: Renato Busatto Neto, Cláudia Rocha de Almeida. Rio de Janeiro, editor Paz e Terra. 1987. p.293.

14 Entrevista com o Sr. Júlio Muniz Cardoso, aposentado da seção de alvejamento pela Companhia América Fabril, unidade Pau grande, Cachoeira Grande; concedida em 22 de agosto de 2004.

15 Entrevista com o Sr. Valdeci Simões Dias, aposentado pela Companhia América Fabril, unidade Pau grande; concedida em 22 de agosto de 2004.

16 ARENDT, Hannah. A Condição Humana. Trad Roberto Raposo, posfácio de Celso Lafer. 10ª edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003. p.15.

17 Entrevista com o Sr. Salvador Oggiano, aposentado pela Companhia Nova América, concedida ao autor em 11 de agosto de 2004.

18 Entrevista com o Sr. Valdeci Simões Dias, aposentado pela Companhia América Fabril, unidade Pau grande; concedida em 22 de agosto de 2004.



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