Revista “Cabral, o Viajante do Rei” 1ª Edição



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Revista “Cabral, o Viajante do Rei” - 1ª Edição


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Casa do Brasil/Casa de Cabral

Centro histórico de Santarém, Portugal, esquina da estreita e movimentada rua Vila de Belmonte. Tapumes cobrem a fachada de um casarão em reforma. No seu interior, histórias de um passado muito ligado à História do Brasil. Pois é provável que tenha sido lá a última morada do nosso descobridor, bem ao lado da igreja da Graça, onde está enterrado próximo à sua mulher, dona Isabel de Castro. Em 22 de abril do ano 2000, exatamente 500 anos após a chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, o antigo casarão, já então recuperado, será inaugurado com o nome Casa do Brasil/Casa de Cabral e abrigará um centro de estudos cabralinos e brasileiros.

A reforma da casa é iniciativa da Câmara Municipal de Santarém com a colaboração brasileira da Organização Odebrecht, através da sua empresa portuguesa Bento Pedroso Construções Ltda. O projeto arquitetônico e a dinamização é de responsabilidade do arquiteto português José Augusto Rodrigues, Diretor da Divisão de Núcleos Históricos da municipalidade de Santarém.

Investigações históricas indicam que Cabral passou seus últimos dias naquele lugar. Não necessariamente naquela, mas talvez em uma casa construída naquele sítio, em cujos escombros devem ter sido erguidas outras ou acrescentadas estruturas de novas casas. Essa construção terá pertencido ao vasto patrimônio que ele, sua mulher, dona Isabel de Castro e seus parentes acumularam em Santarém.

A descoberta do valor histórico do casarão aconteceu quando, diante da ameaça de desabamento de suas ruínas, a Câmara Municipal de Santarém, antes da decisão de demoli-la, providenciou minuciosa verificação. Encontrou então fortes indícios de se tratar de um dos remanescentes do casario que os registros permitem concluir tenha pertencido a Cabral e seus familiares. Há documentos que provam que o descobridor foi residir nessa cidade logo após o Descobrimento do Brasil. E indicações de que as casas que existiram no local são as mesmas que, em 1560, dona Margarida da Silva, viúva de Fernando Álvares Cabral, primogênito do descobridor, vendeu ao Convento da Graça (situado ao lado da futura Casa de Cabral): certamente Fernando herdou-as do pai. A julgar por aí, a casa que agora se reedifica, em algum tempo e certamente com diferente formato, pertenceu de fato a Pedro Álvares.

Por todas essas evidências a Câmara optou por desapropriar e reconstruir o casarão, transformando-o em um espaço de evocação ao descobridor do Brasil no qual, entre outras atividades, funcionarão um centro de estudos e documentação sobre o Brasil, uma biblioteca cabralina e um núcleo de divulgação de edições sobre temas vinculados ao Brasil e a Cabral.


Com a restauração da casa e a reurbanização do seu entorno, todo aquele local, no coração do centro histórico de Santarém, virá a constituir uma forte e viva homenagem ao descobridor do Brasil: na frente da Igreja da Graça há o largo que se chama Pedro Álvares Cabral, onde será instalada a estátua do descobridor, que anteriormente ficava em outro ponto do centro da cidade.
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