Revista “Cabral, o Viajante do Rei” 3ª Edição



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Revista “Cabral, o Viajante do Rei” - 3ª Edição


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EDITORIAL 3

Durante séculos, a cartografia esteve distante da realidade, concentrada numa expressão simbólica e artística na qual predominaram os elementos fantásticos, bíblicos e religiosos. No século XIII surgem as cartas-portulanos, destinadas à navegação no Mediterrâneo e ao longo das costas ocidentais da Europa. Estas cartas, reservadas aos navegantes, já mostravam o traçado dos rumos e o delineamento das costas mediterrâneas mediante o uso da bússola, introduzida na Europa por viajantes vindos da China, com notável exatidão para a época.

A partir do século XV a cartografia começa a sofrer grandes modificações, sob o impulso da Renascimento. Três grandes ocorrências estimularam seu desenvolvimento a partir dessa época: a redescoberta dos escritos de Ptolomeu, autor do primeiro atlas geral datado do século II, a invenção da impressão e a epopéia dos descobrimentos marítimos.

Os descobrimentos portugueses foram documentados por intensa produção cartográfica. De início, foram registrados em mapas estrangeiros. A produção portuguesa começa a ser abundante no século XVI e estende-se pelo seguinte, tendo sobrevivido atlas manuscritos universais e regionais, muitos dos quais em pergaminhos, com belíssimas iluminuras; cartas náuticas avulsas; planisférios e plantas.

Notável também foi a contribuição holandesa do século XVII, com grande produção de atlas universais, regionais de cidades, geralmente com belas páginas de rosto, contendo mapas e cartas náuticas com cartelas de títulos e escalas profusamente ornamentadas.

É de produção holandesa o mapa que faz fundo à página principal deste site. Trata-se do Novo Brasilae Typus, gravado por Jodocus Hondius por volta de 1625. Depois da tiragem de alguns exemplares, o clichê foi adquirido por Blaeus, que substituiu o nome de gravador pelo seu. Ao longo do litoral, o autor assinalou dezenas de nomes de acidentes geográficos - sempre em português - , inscrevendo todas as capitanias em que o Brasil estava dividido. Área de especial interesse da Holanda, a Baía de Todos os Santos mereceu destaque, figurando no cartão de detalhe que aparece no bordo superior, no próprio corpo da carta, envolvido por motivos ornamentais. Sem maiores informações sobre as área do interior, o autor procurou preencher as lacunas com pequenos desenhos, representando animais e cenas típicas da vida indígena. O mar do Norte, como era então conhecido o Oceano Atlântico, aparece na parte inferior da carta, que tem a face oriental voltada para baixo.

Além dos mapas que auxiliam os historiadores a recontar a história dos descobrimentos, outras fontes são os testemunhos que permitem recriar os fatos. Fascinante é a documentação sobre a viagem de Pedro Álvares Cabral, que esta edição traz na seção “A Viagem”, com imagens dos documentos originais e recurso para download. Esta edição mostra, ainda, o orgulho dos conterrâneos de Cabral, através do texto de Manuel Marques Gonçalves, Superintendente de Assuntos Culturais da Câmara Municipal de Belmonte. A genealogia do descobridor é assunto da seção “O Homem” e os primeiros movimentos para a descoberta dos caminhos da Índia são relatados na seção “País Descobridor de Mundos”. Na seção “Era uma Vez” as crianças saberão como era a vida de Cabral na Corte do Rei D. João e como ele foi armado cavaleiro.

Aperfeiçoando-se a cada edição, a revista traz a possibilidade da acesso e download de todos os textos das edições anteriores, além da possibilidade de links para outros sites que tenham relação com o Descobrimento do Brasil.


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