Ricardo Nicotra/2002 Índice Introdução 5 Capítulo I o dízimo na Bíblia 6



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Aplicar Seu Dízimo em Evangelismo


Aplicar o dízimo por conta própria em evangelismo foi a alternativa que eu adotei quando conheci o livro de praxes e tive provas da má utilização do dízimo por parte da Corporação Adventista. Nesta época (1997) eu era ancião da igreja de São João Clímaco, em São Paulo - SP.

Quando descobri que a maior parte dos dízimos remetidos para a Associação/Missão não era aplicada no ministério evangélico fiquei muito decepcionado e passei a utilizar o dízimo para o evangelismo local. Ao longo do tempo outras pessoas passaram a fazer o mesmo. Conseguimos resultados locais excelentes. Bíblias e material evangelístico eram distribuídos em abundância. Adquirimos equipamentos eletrônicos para apoiar o evangelismo, livros do Espírito de Profecia eram distribuídos em nossas visitas missionárias. O resultado não poderia ser outro: Jovens animados, igreja lotada (inclusive às quartas-feiras), classes bíblicas ativas e um crescimento real de aproximadamente 40% ao ano. Isso graças ao trabalho do Espírito Santo e à correta aplicação do dízimo (ministério evangélico de verdade).

Percebi, no entanto, que o problema não estava sendo resolvido, mas estava sendo apenas minimizado num âmbito local. Não estávamos conseguindo atender a demanda por estudos bíblicos. Além disso, nossa missão é global, não é local. Não era plano de Deus que uma igreja prosperasse enquanto outras continuavam sem recursos. Estávamos apenas minimizando os problemas de minha igreja, mas e as outras igrejas? Continuavam passando fome. Fome financeira, pois lhes faltava dinheiro e fome espiritual, pois lhes faltava assistência pastoral.

O Ministério de Obreiros


Diante deste cenário decidimos contratar obreiros de tempo integral para desenvolver projetos evangelísticos não apenas em nossa igreja, mas também nas igrejas da redondeza. O Ministério dos Obreiros Voluntários Adventistas foi estabelecido para apoiar o evangelismo dentro da igreja adventista. Apoiamos a união e integração das igrejas locais através do trabalho missionário. Um grupo de irmãos financiava com dízimos estes obreiros e lhes fornecia material para o trabalho.

Mensalmente emitíamos um demonstrativo de entradas e saídas de fundos. Treinamento foi preparado e ministrado não apenas para os obreiros de tempo integral, mas também para os membros que trabalhavam voluntariamente algumas horas por semana. Toda a igreja se inflamou e começou a seguir o exemplo dos obreiros. Tivemos o prazer de batizar várias pessoas como fruto do trabalho dos obreiros deste ministério.

Com o sucesso do ministério, naturalmente aumentaram os doadores e o trabalho ficou famoso nas redondezas. Isto chamou a atenção de muitos e principalmente do pastor distrital e dos administradores da Associação Paulistana. Como as remessas de dízimo para a Associação começaram a cair, a Associação percebeu que o ministério de obreiros não estava sendo vantajoso para eles. Portanto, decidiram desaprovar a iniciativa.

Apesar dos esforços da liderança da Associação, os membros envolvidos no ministério decidiram continuar financiando os obreiros. Mas o discurso do pastor e da Associação contra esta iniciativa rapidamente dividiu a igreja. A igreja estava unida no trabalho missionário e a dedicação dos obreiros contagiava o povo, até que esforços por parte da administração dividiram o exército. O pastor e a Associação começaram a disseminar a idéia de que o ministério dos obreiros havia causado divisão na igreja e que os que financiavam este projeto eram inspirados pelo inimigo. Neste momento, muitos que até então apoiavam financeiramente o trabalho dos obreiros decidem desistir. Os poucos que subsistem começam a ter sua reputação difamada e sofreram disciplina eclesiástica. Este foi o meu caso e de outros irmãos que insistiram em usar o dízimo para o evangelismo local.

O próximo sub-título, “Lavagem Cerebral”, é a transcrição de um artigo que escrevi em Setembro de 1999, três meses antes da minha exclusão. Neste artigo tento mostrar qual é o discurso usado por pastores e administradores com o objetivo de desviar a atenção dos membros para os problemas (e conseqüentemente soluções) que temos diante de nós.

Lavagem Cerebral

"Deus nos deu a liberdade de pensar, e é privilégio nosso seguir nossas impressões quanto ao dever. Somos apenas seres humanos, e o ser humano não tem jurisdição sobre a consciência de outro ser humano. ...Cada um de nós tem uma individualidade e identidade que não pode ser submetida a nenhum outro ser humano. Somos individualmente feitura de Deus. ...Deus, somente, deve ser o guia da consciência do homem. A verdade deve ser pregada onde quer que ela encontre uma abertura. A Palavra de Deus deve ser explanada aos que não conhecem a verdade. É esta a obra dos ministros de Deus. Não devem ensinar os homens a volver os olhos para eles, ou procurar controlar as consciências alheias." Mente, Caráter e Personalidade, Vol. 2, págs. 708 e 709.

Ao longo de décadas vozes se têm levantado como trombetas (Isaías 58:1) para denunciar a corrupção institucionalizada e legalizada na administração da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Pessoas que observam com indignação os desmandos e arbitrariedades da liderança da IASD não conseguem se conter e proclamam em alta voz a necessidade de uma reforma. Na medida em que a informação aumenta, estes clamores por reformas têm aumentado em vários lugares do Brasil e do mundo. Como o fluxo de informações aumenta a cada dia espera-se que a pressão por reformas aumente e estas aconteçam em breve.

Boa parte das questões levantada está relacionadas à aplicação dos dízimos que são coletados nas igrejas e remetidos às Associações e Missões: Por que o dízimo pode ser usado para comprar propriedades para a construção de associações e compra de equipamentos para escolas e associações, mas não pode ser usado para comprar propriedades para a construção de igrejas e compra de equipamentos e reformas de igrejas? Por que o dízimo sustenta uma estrutura administrativa monstruosa (Associações, Missões, Uniões, Divisões), mas não pode sustentar as atividades missionárias da igreja local? Por que há tão poucos obreiros no campo se a igreja arrecada o suficiente para colocar muitos deles onde hoje há apenas um?

Não fomos os primeiros a levantar estas questões de maneira mais incisiva. Muitos outros irmãos, inclusive pastores, já colocaram em pauta estas e outras questões. Por que, então, a igreja ainda não passou por uma reforma? Não há quem discorde de que o dízimo deve ser usado para a salvação de almas. Deus estabeleceu a igreja (conjunto de crentes) como instrumento para a salvação de almas. Estes deveriam usar os seus recursos (tempo, talentos e tesouros) para cumprir esta missão.

Ellen White afirma de forma enfática em seus escritos que o dízimo deve ser utilizado para que obreiros sejam colocados no campo. (Ver Obreiros Evangélicos, pág. 224-228). No entanto, o dízimo tem sido utilizado para alimentar um monstro administrativo e instituições que apenas os pastores e membros mais afortunados têm o privilégio de usufruir. Refiro-me às escolas adventistas, clínicas, hospitais e acampamentos de verão. Isto mesmo! O dízimo é utilizado para o estabelecimento e manutenção de escolas e acampamentos de verão.

A questão que permanece é a seguinte: Como pode a igreja, proprietária destas informações, conhecedora dos ensinos bíblicos e do Espírito de Profecia, tolerar este tipo de administração? A resposta é: Lavagem Cerebral.

Vamos abordar agora os mais diversos tipos de lavagem cerebral adotadas pela administração para imobilizar as pessoas e torná-las contribuintes passivos.


Lavagem de Todo Tipo


Há lavagem cerebral para membros individuais, há lavagem cerebral para igrejas inteiras e há, também, lavagem cerebral para pastores. O objetivo da liderança é, através da lavagem cerebral, manter o sistema funcionando sem questionamentos ou oposições. Só que esta tarefa está ficando um pouco mais difícil ultimamente. Antigamente a igreja era formada por pessoas de baixo grau de instrução e de pouca disposição para questionar. Hoje o perfil do membro leigo mudou. Boa parte de nossos irmãos tem nível cultural elevado e uma mente mais aberta para questionar e reivindicar os seus direitos. Embora a eficiência da lavagem cerebral tenha diminuído por esta razão, ainda tem surtido um bom efeito na cabeça de muitos irmãos. Passamos a citar alguns exemplos de lavagem cerebral:

Lavagem Simples


Este tipo de lavagem cerebral é o mais utilizado pelos pastores e pela liderança das igrejas. Apesar de ser simples, pois consiste de apenas uma breve declaração, esta lavagem cerebral tem uma eficiência formidável. Em geral, todo tipo de questionamento em relação ao dízimo é abafado após esta lavagem. A lavagem simples consiste da seguinte argumentação: "Se a Associação está empregando o dízimo de forma incorreta, eles vão prestar contas a Deus. Faça a sua parte sem julgar a Associação e Deus lhe abençoará ricamente".

Poucas palavras e resultados surpreendentes! O efeito inibidor desta argumentação é imediato. O questionador, ao ouvir isso, pára imediatamente de questionar e pensa: "Isto é verdade! É lógico que se a Associação empregar o dízimo de forma incorreta, haverá de prestar contas a Deus, mas eu não quero ser julgado por retê-lo, então devo fazer a minha parte devolvendo-o para a Associação."

Uma análise mais profunda desta argumentação demonstrará que ela está fundada sobre a areia.

Imagine que o tesoureiro de sua igreja tenha sido surpreendido desviando dinheiro santo para benefício próprio. Suponha que isto tenha ficado devidamente provado e documentado. Qual deve ser a posição da igreja neste caso? Que atitude será tomada pelo pastor e pela comissão da igreja? Será que o pastor defenderia o tesoureiro dizendo que ninguém deve julgá-lo, pois ele foi escolhido por Deus através da comissão de nomeações? Os irmãos não acreditam que é Deus quem escolhe os líderes através da comissão de nomeações? Quem somos nós para destituí-lo do cargo? Só Deus poderá tirá-lo de lá. Não devemos julgá-lo, afinal de contas somos todos imperfeitos, devemos perdoá-lo. Onde está o espírito de perdão? Se o tesoureiro está desviando o dinheiro da igreja, então está mexendo no dinheiro de Deus. Ele deverá ser julgado por Deus, não pelos homens.

Você concorda com a argumentação acima? Deve a igreja tomar alguma atitude com relação a este tesoureiro ou deixar que Deus, no juízo final, se encarregue de julgá-lo? A resposta é "depende". Se este tesoureiro for um membro leigo então é necessário removê-lo do cargo e discipliná-lo, talvez excluí-lo, mas se o tesoureiro representar a figura da corporação adventista, então não devemos julgá-lo. Deus se encarregará de fazê-lo no juízo final. Deus pôs o indivíduo, Deus se encarregará de removê-lo. Se ele ainda está lá é porque Deus quer. (Quando a corrupção em nossas instituições fica evidente e não há como abafar, então há uma outra saída para não prejudicar o infrator: Transferi-lo para outro campo.)

Lavagem Cerebral para Pastores


Há reuniões especiais para lavagem cerebral pastoral em grupo. A estas reuniões dá-se o nome de concílios. Com relação à aplicação do dízimo e reformas administrativas há também um tipo de lavagem cerebral que é aplicada aos pastores que se atrevem a questionar a administração. Observe este dialogo entre o Pr. Fernando, presidente da Associação, e o Pr. Sérgio, um pastor jovem e sincero. (Nomes fictícios)

- Pastor Fernando, tenho encontrado muitas dificuldades para atender o meu distrito com seis igrejas. Tenho tentado atender à expectativa de quase 700 irmãos, mas sem sucesso. Eles vivem reclamando do pastor. Dizem que eu não os visito, que sou um pastor ausente, que não compareço às reuniões. Nosso distrito arrecada o suficiente para pagar vários pastores, mas eu tenho trabalhado lá sozinho. Pastor Fernando, acho que nossa organização tem empregado o dízimo de forma equivocada. Por que não utilizamos o dízimo conforme recomendação de Ellen White, colocando mais obreiros no campo? Por que boa parte do dízimo é repassada para as instituições superiores e o resto é gasto nas funções administrativas? Por que os pastores distritais ficam sem recursos e sobrecarregados?

- Meu querido Pr. Sérgio, responde o presidente, tenho observado o seu empenho ao tentar cuidar dessas igrejas. Eu lhe confesso que há muitas coisas erradas na administração da Organização aqui no Brasil, mas isto em breve vai mudar. Creio que não é agora e não é você quem vai mudar esta situação. Faça o melhor que puder por suas igrejas. Em breve, quando você for o presidente desta Associação, eu talvez seja o presidente da União ou da Divisão, então estaremos numa posição em que poderemos mudar alguma coisa. Isso, com certeza vai mudar, mas não agora. Por enquanto, o máximo que você vai conseguir com estes questionamentos sobre o emprego do dízimo é prejudicar sua carreira dentro da Organização. Não questione o dízimo, meu filho. Eu, em meus longos anos de ministério, já vi muitos pastores bem intencionados e sinceros, mas questionadores, sendo transferidos para a região Norte e Nordeste do Brasil. Sinceramente, não quero que isto aconteça com você, pois lhe aprecio muito. Infelizmente, é isso que acontecerá se você insistir nesses pontos. Será prejudicado e não conseguirá mudar nada. Vai por mim, meu filho.

A conversa termina e o Pr. Sérgio entende o recado e promete não mais questionar o sagrado assunto do emprego do dízimo. Afinal de contas, ele não é louco. Se for demitido da Organização, onde vai arranjar emprego neste país? Que empresa pública ou privada desejaria contratar um bacharel em teologia? O pessoal formado em administração de empresas está com dificuldades de arranjar emprego, imagine um bacharel em teologia. O Pr. Sérgio, daquele dia em diante, resolve ficar calado.


Lavagem Completa


O último tipo de lavagem cerebral que citaremos (há muitos outros, mas não vamos citar todos) é a lavagem completa, ou seja, é a lavagem aplicada em toda igreja de uma vez só. Se você ainda não recebeu este tipo de lavagem, então prepare-se para ouvir. Talvez você presenciará uma seção de lavagem completa no próximo culto divino. Estas são proferidas do púlpito ou por escrito.

Em geral, esta lavagem é feita por pastores departamentais eloqüentes e carismáticos. Contudo, qualquer pregador leigo bem preparado pode aplicá-la em sua igreja. Ela é cuidadosamente preparada com um coquetel de xampus persuasivos. Após tal lavagem, é bem difícil alguém esboçar alguma reação imediata. O cérebro dos irmãos fica bem limpinho e vacinado contra qualquer tendência ao questionamento das praxes administrativas e financeiras estabelecidas pela organização. Assim como a lavagem simples, a lavagem completa também está fundada sobre a areia, mas não é tão simples perceber o engodo. Apenas uma análise cuidadosa indicará que realmente se trata de uma lavagem cerebral astuta, um discurso que não tem a função de esclarecer, mas de inibir espíritos questionadores e inquiridores da verdade.

Vamos imaginar um exemplo para ilustrar este tipo de lavagem cerebral. Alguns irmãos de uma igreja do interior começaram a questionar a razão de enviarem vultosas remessas para a Associação e não receberem benefícios correspondentes. Pelo contrário, sempre que necessitavam de algum auxílio financeiro este lhe era negado pela Associação. Quando descobriram que o dízimo remetido para a Associação não era empregado de acordo com as orientações bíblicas e do Espírito de Profecia decidiram não se desviar do que está escrito e começaram a aplicar os dízimos diretamente naquilo que foi estabelecido por Deus - contratação de obreiros, sem o "auxílio" de intermediários. Quando isto chegou ao conhecimento da Associação Local, imediatamente o departamental de mordomia foi enviado para realizar uma semana de fidelidade naquela igreja. Leia o discurso deste pastor proferido no sábado pela manhã, com a igreja lotada:

“Queridos irmãos. Estamos nos aproximando do fim, pois os sinais evidenciam tal fato. Um dos sinais do fim é a manifestação de falsos ensinos dentro da igreja de Deus. Pessoas que mostram aparência de piedade têm, através de uma argumentação aparentemente convincente, levado muitos irmãos a frustrar o plano estabelecido por Deus. Através de questionamentos e artigos distribuídos a líderes de várias igrejas têm tentado trazer descrédito sobre a administração da Igreja Adventista do Sétimo Dia”.

“Esta igreja foi estabelecida por vontade de Deus e o sistema administrativo foi inspirado pela mesma fonte, fonte divina. É o sistema perfeito, pois foi estabelecido por Um que não pode errar. Mas infelizmente algumas pessoas, inspiradas pelo inimigo, têm questionado as práticas de emprego do dízimo e se rebelado contra os líderes do Israel moderno. Assim como Coré, Datã e Abirão se rebelaram contra Moisés, estes irmãos, mostrando aparência de piedade e zelo, se rebelam contra a administração. Com isto fazem o corpo todo sofrer, pois incitam a igreja à divisão”.

“Nossa igreja tem que ser unida. Jesus orou pela união da igreja e esta união irá se manter a despeito dos esforços destes inimigos da Causa de Deus. Estes homens, revoltados com a obra e consigo mesmo, são como urubus, só olham para as coisas ruins. Só vêem os defeitos da administração. Não vêem as virtudes. Irmãos, não vamos ser como os urubus, mas como as águias. Estas não olham para baixo a procura de carniça, mas estão sempre olhando para cima e voando acima das nuvens negras. Irmãos, não vamos julgar ou criticar a administração”.

"A crítica provêm do inimigo. Há falhas em nossa organização, pois a igreja é militante e é dirigida por homens imperfeitos. Mas em breve seremos a igreja triunfante e reinaremos com Jesus por toda eternidade. Vamos nos unir irmãos, mas não para criticar a Obra. Vamos nos unir para terminá-la em nome de Jesus. Amém irmãos. Digam Amém! (A igreja em alta voz diz amém). Associação, mais igreja local, juntos e unidos em um único propósito: Abreviar a volta de Jesus. Não vamos mais roubar a Deus retendo dízimos e ofertas na igreja local. Vamos devolvê-los através dos canais estabelecidos por Deus, ou seja, a Associação. As bênçãos com certeza virão."

Quem pode resistir a este discurso feito por um departamental eloqüente e carismático? Ele não explicou por que o dízimo pode ser usado para a promoção de programas de colportagem e acampamentos de verão, a despeito das claras orientações do Espírito de Profecia. Apenas lançou uma cortina de fumaça sobre o assunto, disse muitas verdades, mas não foi ao ponto. Colocou o nome de Jesus no meio do discurso para dar um ar de espiritualidade e mexeu com a emoção dos ouvintes mencionando a volta de Jesus.

Ele disse que o atual sistema administrativo foi estabelecido por Deus e é um sistema perfeito. Será? Foi Deus que inspirou um sistema administrativo onde um pastor cuida de 4, 6, 10, 20 igrejas? Foi Deus que estabeleceu um sistema onde a sede administrativa é mais luxuosa que a Casa do Senhor? A verdade é que Deus, de fato, inspirou um sistema administrativo organizacional para a Sua igreja, mas não é este que temos hoje. Isto é uma contrafação, uma deturpação do inimigo. E a igreja paga o preço.

É uma grande blasfêmia atribuir a Deus a autoria de um sistema que mantém um pastor para várias igrejas, que usa o dízimo para manter uma estrutura administrativa gigante. Mas este costume de lançar a culpa em Deus vem desde o Éden. Deus faz as coisas certas, Satanás deturpa e põe a culpa em Deus.

Há um tempo atrás disse a um pastor que se o dízimo fosse utilizado na pregação do evangelho, teríamos muito mais batismos e menos apostasias do que temos hoje. Ele me disse que o problema do fracasso no evangelismo da IASD não ocorre por falta de dinheiro, mas por falta do Espírito Santo, pois quando o Espírito Santo cair o evangelho será pregado sem a necessidade do dízimo. Achei esta resposta bastante interessante. Então o culpado é o Espírito Santo que não cai sobre nossas cabeças! Enquanto não recebemos o Espírito, infelizmente temos recebido lavagem cerebral...

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