Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.



A TEORIA DE KARL MARX E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA DUAS PESQUISAS EM EDUCAÇÃO

DUARTE, Zuleyka da Silva; PEREIRA, Dirlei de Azambuja1 (autores)

OLIVEIRA, Avelino da Rosa (orientador)

E-mail: zuduarte@yahoo.com.br
Evento: Encontro de Pós-Graduação

Área do conhecimento: Ciências Humanas
Palavras-chave: Karl Marx; Teoria; Educação.
1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho pretende discutir a contribuição teórica de Karl Marx para duas investigações no campo educacional. A primeira pesquisa busca evidenciar o cerne da teoria filosófica marxiana (a ideia de transformação social). Este construto está assentado em três elementos essenciais: classe social, alienação e emancipação humana. A segunda pesquisa procura engendrar uma fundamentação conceitual que possa embasar estudos teóricos referentes à organização do trabalho pedagógico e à concepção de uma educação corporal, numa perspectiva emancipatória, a partir do pensamento de Karl Marx, estabelecendo um diálogo com autores da educação física crítica, que trabalham em uma abordagem crítico superadora.
2 PROCEDIMENTO METODOLÓGICO
A metodologia adotada, nas referidas investigações, foi a bibliográfica. Para tanto, as obras de Karl Marx sustentam as análises que estão sendo realizadas pelas duas pesquisas. Ao recorrer-se a um autor que deu início a produção de sua teoria há mais de 150 anos, é relevante evidenciar o porquê desta escolha. A justificativa deve-se ao fato de que a filosofia marxiana se constitui como um clássico e, com efeito, promove, frente às suas leituras/releituras, efetivas contribuições para um outro vir-a-ser do homem em suas mais distintas relações sociais. Acerca do exposto, toma-se um excerto da obra Por que ler os clássicos, de Ítalo Calvino, o qual explicita (e subsidia) o que se acabou de declarar: “4. Toda leitura de um clássico é uma releitura de descoberta como a primeira. [...] 6. Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer” (CALVINO, 2002, p. 11).

Perante a estas breves considerações, este enfoque metodológico, estribado em uma teoria clássica, pretende discutir a relevância de uma filosofia social que, ainda hoje, pode iluminar a construção de uma educação e de uma sociedade que potencializem a formação omnilateral do homem, destacando o aspecto da educação corporal, historicamente desconsiderado pelas ciências positivistas.


3 RESULTADOS e DISCUSSÃO
As pesquisas, que são objeto deste resumo, estão em desenvolvimento. Portanto, as considerações aqui expostas ainda carecem de aprofundamentos. Mesmo assim, pode-se afirmar que a teoria de Karl Marx, por se constituir como um clássico potencializa importantes reflexões em torno da educação e do modelo social e econômico vigente. Ao observar-se a crítica marxiana ao capitalismo, nota-se que a mesma é atual, pois tanto o ato educativo quanto o sistema supracitado, conduzem o homem à sua desumanização. Frente ao exposto, a primeira pesquisa, que subsidia este escrito, tem investigado em que bases se assenta a ideia de transformação social em Marx. Até o presente momento, chegou-se à conclusão de que a perspectiva marxiana parte de uma discussão sobre classe social (no sistema do capital, por exemplo, tem-se duas grandes classes: a burguesia e o proletariado). Esta organização social em classes, também própria do capitalismo, promove a alienação do ser humano. Para superar esta alienação (ou a desumanização do homem), sucintamente, é necessário que as classes em si evoluam em classes para si. A partir de tal movimento, ocorre a luta de classes, a qual tem como horizonte a emancipação humana (este estágio acontece mediante: um processo coletivo, de formação omnilateral, de superação do modelo social capitalista e da alienação que o mesmo promove).

Ao comentar-se sobre formação omnilateral, a segunda pesquisa, ainda em fase inicial, identifica que as diversas facetas expostas pelo capitalismo, para se reafirmar enquanto modelo econômico, impõem ao mercado hoje a exigência de competências e habilidades que irão refletir tanto nos meios e nas relações de produção, quanto nas escolas e nos atos de ensinar e de aprender. Com isso, os educadores, envolvidos no processo educacional, enfrentam uma realidade complexa, cujas crises causam, cada vez mais, divergências em numa variedade imensa de diagnósticos, o que permite perceber que as práticas pedagógicas precisam ser re-pensadas e re-construídas a partir de uma base teórica que se preocupe em educar sujeitos em todas as suas dimensões: física, cognitiva, afetiva, social, ética, estética. Considera-se que o pensamento de Karl Marx, ancorado no princípio da omnilateralidade, é fundamental para organizar esta proposta.





4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Após o desenvolvimento das duas investigações, acredita-se que estas oferecerão contribuições preeminentes ao campo investigativo no qual se inscrevem, potencializando, por conseguinte, reflexões sobre a educação (em uma perspectiva omnilateral) e sobre o modelo capitalista, o qual, diante da sua ordem alienante e injusta, necessita ser superado por um projeto sócio-antropológico capaz de favorecer a formação do homem em sua globalidade. Por fim, conclui-se que somente este novo homem será capaz de construir uma sociedade realmente justa e igualitária.
REFERÊNCIAS

CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos. Trad. Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 2002.



1 Bolsista CAPES/Demanda Social.


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