Ronaldo Vielmi Fortes



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Ronaldo Vielmi Fortes


Trabalho e Gênese

do Ser Social na “Ontologia” de George Lukács


Dissertação apresentada ao Curso de Mestrado da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito à obtenção do título de Mestre em Filosofia.


LINHA DE PESQUISA: Filosofia Social e Política

ORIENTADORA: Profa. Dra. Ester Vaisman

Belo Horizonte

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas – UFMG

2001



100


f738

2001



Fortes, Ronaldo Vielmi

Trabalho e gênese do ser social na “ontologia”de George Lukács / Ronaldo Vielmi Fortes. – 2001. 209 f.


Orientadora: Ester Vaisman

Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Departamento de Filosofia


1. Lukacs, Gyorgy, 1885-1971 2. Filosofia 3. Filosofia húngara – Séc. XX 4. Filosofia moderna - Séc. XX 5. Ontologia 6. Filosofia marxista I. Vaisman, Ester. II. Universidade Federal de Minas Gerais. Departamento de Filosofia. III.Título


Dissertação defendida e _______________, com a nota______ pela Banca Examinadora constituída pelos Professores:
_________________________________________

Orientadora: Profa. Dra. Ester Vaisman – UFMG


__________________________________________


__________________________________________

Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

Universidade Federal de Minas Gerais
Belo Horizonte, __________________.

Agradecimentos
A minha esposa, Carla, pela companhia imprescindível e carinhosa durante todo o processo de elaboração de meus estudos.

Ao Grupo de Marxologia e Estudos Confluentes, sem cujos trabalhos, esta dissertação seria impossível.

A Paulo Fleury, pelas longas e inspiradoras conversas que travamos durante todo esse período.

A Ester Vaisman, pela atenção, dedicação, paciência, disposição, presentes em todo o processo de elaboração deste estudo.

A José Chasin, pela firmeza de princípios e propósitos que abriram para mim possibilidades e perspectivas, influenciando de forma decisiva minhas reflexões.

Ao CNPq, pela bolsa de estudos que me foi concedida.


RESUMO

O objetivo principal da pesquisa realizada foi explicitar a tese de Gÿorgÿ Lukács, presente em sua obra Para uma Ontologia do Ser Social, onde o autor determina a gênese do homem a partir do complexo trabalho, complexo esse cuja dinâmica de suas categorias forma a base sobre a qual tem lugar seu processo de desenvolvimento. O estudo analisa os lineamentos, fundamentos e conseqüências expostos pelo autor acerca daquilo que identificamos como as duas teses centrais que constituem a base sobre a qual Lukács elabora sua Ontologia: o trabalho como a atividade que instaura a peculiaridade ontológica do ser social frente aos outros seres que compõem a esfera da natureza e, o trabalho como o complexo que estabelece a estrutura e a dinâmica das formas superiores da prática social, razão pela qual é definido como o modelo (Modell) mais geral de toda e qualquer prática ou atividade humana. Estas teses que constituem o arcabouço primordial da obra lukacsiana são desenvolvidas sobretudo no capítulo O Trabalho onde é explicitado aquilo que Lukács considera como o cerne estruturador do pensamento de Karl Marx: o trabalho como complexo decisivo do devir homem do homem. Precisamente por isso, coube igualmente demonstrar que grande parte das conclusões de Lukács encontram-se alicerçadas naquilo que o autor identifica como a inflexão do pensamento de Karl Marx frente a toda filosofia clássica e subseqüente, isto é, a afirmação da reflexão marxiana como uma propositura acima de tudo ontológica, em que as abstrações construídas durante o processo de investigação “não são determinados a partir de pontos de vista gnosiológicos ou metodológicos (e tanto menos lógicos), mas a partir da própria coisa, isto é, da essência ontológica da matéria tratada.” (I, 302). Ao final, além de estabelecer os aspectos mais gerais da relação do autor com as filosofias de Hegel e Karl Marx, este estudo apresenta na conclusão os principais pontos de divergência do pensamento de Lukács (e conseqüentemente de Marx) com as tendências dominantes em nossa época - Jürgen Habermas e Hannah Arendt.


ÍNDICE

ABREVIATURAS UTILIZADAS 6

INTRODUÇÃO 7

Capítulo I 19

A GÊNESE DO SER SOCIAL E O TRABALHO COMO PÔR TELEOLÓGICO 19

1- O Trabalho como Gênese do Ser Social: princípios ontológicos fundamentais de Marx como o ponto de partida 19

2- O Trabalho como Pôr Teleológico 39

3- O Trabalho e a Categoria da Alternativa 54



Capítulo II 73

O TRABALHO COMO MODELO DA PRÁTICA SOCIAL 73

1- O trabalho como complexo fundante do ser social e como modelo das práticas sociais superiores 73

2- O Trabalho como Gênese e Modelo da Ciência 83

3- Trabalho e Gênese das Categorias do Dever-ser e do Valor 99



Capítulo III 132

A DUPLA BASE DO SER SOCIAL E A GÊNESE DA LIBERDADE 132

1- A Dupla Base do Ser Social 132

2- A Gênese da Liberdade 143

CONCLUSÃO 156

- A crítica de Habermas a Marx frente a perspectiva lukacsiana 157

- Lineamentos sobre a inconsistência da crítica de Hannahh Arendt a Marx 164

- Marx e Lukács: convergências e divergências 173



BIBLIOGRAFIA: 193

ABREVIATURAS UTILIZADAS

As citações referentes a obra Para uma Ontologia do Ser Social se reportam à tradução italiana: LUKÁCS, G.; Per l’Ontologia dell’Essere Sociale; Roma: Editori Riuniti, 1976. As referências bibliográficas a esta obra virão entre parênteses no próprio corpo do texto, com o tomo e o número da página. Utilizamos também a edição alemã Zur Ontologie des gesellschaftlichen Seins; Band 13/14; Luchterhand, 1986, para sanar dúvidas quanto a tradução de alguns termos.



As seguintes abreviaturas foram utilizadas para as outras obras de Lukács:

BOPAH

“As bases Ontológicas da Atividade e do Pensamento do Homem”; in: Revista Temas, nº 4; São Paulo: Editora Ciências Humanas, 1976.

CcL

ABENDROTH, W.; HOLZ, H.; KOFLER, L.; Conversando com Lukács; Rio de Janeiro, Editora Paz e Terra, 1969.

HCC

História e Consciência de Classe: estudos de dialética marxista; Porto: Publicações Escorpião, 1974.

ProHCC

“Prólogo à presente edição”; in: História y Consciencia de Classe; Barcelona: Grijalbo, 1968.

PV

Pensamento Vivido: autobiografia em diálogo”; São Paulo: Estudos e Edições Ad Hominem; Viçosa: Editora da UFV, 1999.



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