Roteiro de diagnóstico de museus ana cecília rocha veiga sumário



Baixar 0.7 Mb.
Página1/5
Encontro25.07.2016
Tamanho0.7 Mb.
  1   2   3   4   5



ROTEIRO DE DIAGNÓSTICO DE MUSEUS

ANA CECÍLIA ROCHA VEIGA




Sumário


1 – Apresentação 3

2 – Formação de Equipe 6

7

3 – Compreensão do Ambiente Organizacional 10



29

4 – Avaliação de Desempenho e Avaliação Pós-Ocupação 29

5 – Avaliação Pós-Ocupação 29

6 – Avaliação de Desempenho 42

7 – Avaliação das Coleções 67

8 – Registro Iconográfico 73

Bibliografia de Referência Comentada 75

Referências 76





1 – Apresentação

O Roteiro de Diagnóstico de Museus, aqui apresentado, objetiva simplificar os roteiros convencionais por meio da organização dos dados em fichas. O diagnóstico pelo preenchimento e análise de fichas facilita a aquisição dos dados em campo, pois orienta a visita e não deixa o pesquisador preterir nenhum aspecto relevante. Facilita ainda a identificação das informações a posteriori, para elaboração do projeto, uma vez que os dados sobre determinado assunto estão agrupados em um mesmo local, com suas respectivas fontes.

Numa situação ideal, equipe especializada deveria ser contratada para o preenchimento de cada ficha, porém esta é uma realidade nem sempre possível em nosso país. Assim, um roteiro em forma de fichas facilita aos funcionários do próprio museu realizar um diagnóstico expedito, identificando os pontos críticos e direcionando melhor os recursos, normalmente escassos, na contratação de consultorias especializadas. No caso de museus com maiores recursos, com quadro completo de funcionários efetivos ou terceirizados, o roteiro pode servir de parâmetro para gestores avaliarem os dados imprescindíveis que devem constar em um relatório final do gênero.

As fichas se estruturam da seguinte forma: Cabeçalho, onde pode-se reproduzir o nome da instituição ou o título do diagnóstico/projeto em desenvolvimento (revitalização, reforma, fundação, etc. do museu “x”). Símbolo, logomarca da instituição, empresa responsável ou símbolo do projeto. Campo de Título Geral, que conterá o título da etapa em desenvolvimento, seguido do seu descritivo. Campo de Título Específico, apresentando o título da ficha em questão. Por fim, os campos com os conteúdos da ficha.

Este roteiro baseou-se em diversas publicações, destacando algumas. “Tópicos em Conservação Preventiva volume 01”: este primeiro manual trata-se de uma tradução e adaptação do modelo de diagnóstico de museus utilizado pelo Getty Conservation Institute, originalmente intitulado “The Conservation Assessment: A Proposed Model for Evaluating Museum Environmental Management Needs”, organizado por Kathleen Dardes. A abordagem cartesiana do manual, seccionando o diagnóstico em etapas, permite uma melhor organização dos processos, complexos por natureza. Outros roteiros também merecem destaque: Manual “Como gerir um museu” (ICOM, 2004), Museologia: Roteiros Práticos (MAL, 2004) e Roteiro de Diagnóstico dos Espaços da Rede de Museus da UFMG.

Por fim, nossas próprias contribuições foram acrescentadas, sendo este roteiro anexo ao Modelo de Referência para Gestão de Projetos de Museus e Exposições, parte integrante da nossa tese de doutorado homônima defendida pela Escola de Belas Artes da UFMG. Neste livro, no capítulo sobre Conservação Preventiva, desenvolvemos um estudo aprofundado das principais questões que envolvem o tema, sendo este capítulo embasamento teórico para a aplicação do roteiro a seguir.

Este roteiro não se afirma como palavra final, devendo ser sempre complementado, melhorado e adaptado pelos pesquisadores, de acordo com a situação e demanda específica do museu a ser investigado. Esperamos, com este trabalho, colaborar para a simplificação dos diagnósticos museológicos, capacitando os gestores a realizá-los e avaliá-los corretamente. A avaliação (check) é parte integrante do Ciclo PDCA (Figura 1), o ciclo da qualidade. Diagnósticos e avaliações periódicas devem fazer parte da rotina de todas as instituições culturais, em especial as detentoras de acervos. Somente assim garantiremos que o ciclo da qualidade mantenha-se girando...

Figura 1 - Ciclo PDCA

Fonte: da autora, 2010



2 – Formação de Equipe


As áreas profissionais parecem verdadeiras ilhas (GOULART In: OLIVEIRA, 2002), onde cada categoria elabora a sua própria história, seu próprio vocabulário e seu próprio proceder em relação ao museu, que é, por natureza, interdisciplinar. Segundo DE MASI, o intercâmbio entre as disciplinas consiste em condição sine qua non para o sucesso de empreendimentos em equipe cujo trabalho envolva criatividade e interdisciplinaridade. Somente através de uma abordagem interdisciplinar nivelaremos linguagens e conhecimentos, em prol de um diagnóstico museológico completo e de qualidade. Além de uma equipe interdisciplinar é preciso contar ainda com a multiplicidade de técnicos de uma mesma categoria profissional. Valores diversos estão em jogo, valores estes que condicionam o nosso olhar, por maior que seja nossa integridade intelectual e por mais isentos que nos proponhamos ser. A diversidade será, assim, benéfica e bem vinda, precedendo o diálogo e lançando mão da troca de olhares. Pode, ainda, encontrar nas metodologias de gestão a sistematização necessária para potencializar as negociações dialógicas entre disciplinas.

Para atingir este objetivo e integrar as populações na sua ação, a museologia utiliza-se cada vez mais da interdisciplinaridade, de métodos contemporâneos de comunicação comuns ao conjunto da ação cultural e igualmente dos meios de gestão moderna que integram os seus usuários. (Declaração de Quebec, ICOM, 1984)

Reafirmada a importância de uma equipe interdisciplinar e variada, partimos para a seleção dos profissionais que comporão a mesma. O primeiro passo consiste na identificação dos funcionários da própria instituição, sua formação, capacitação e disponibilidade para integrar a equipe de diagnóstico. Em seguida, devem ser listados os profissionais complementares, a serem agregados ao empreendimento por contratação, voluntariado ou empréstimo. Uma vez consolidada a equipe, escolhe-se um Coordenador Geral, que ficará responsável por gerenciar os trabalhos. Deve ser um profissional de amplo relacionamento, que conheça profundamente a instituição e saiba como proceder para a realização de cada etapa dos trabalhos. Por fim, parte-se para a atribuição de responsabilidades e distribuição das atividades.




Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3   4   5


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal