S umário capítulo 1 apresentaçÃO



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UMÁRIO


CAPÍTULO 1 - APRESENTAÇÃO

1. Dados da Instituição e Registros 04

2. Identificação da instituição 05

3. Apresentação 06

4. Introdução 07

5. Histórico 10

6. Justificativa 10

7. Conceito de Comunidade Terapêutica 10


8. Objetivos 12

9. O dependente Químico 13

10. Substâncias Psicoativas 16
CAPÍTULO 2 – METODOLOGIA DA TERAPÊUTICA

1. Introdução 20

2. Metodologia Terapêutica 22

3. Etapas do Tratamento 31


CAPÍTULO 3 – TERAPIAS

1. Terapia Espiritual 34

2. Terapia das Artes 35

3. Terapia do Trabalho 37

4. Terapias Verbais 38

5. Terapias Não Verbais 39

6. Terapias Acadêmicas 47

7. Terapias do Esporte e Recreação 50


CAPÍTULO 4 – REGRAS, NORMAS, REGULAMENTOS E PROCEDIMENTOS

1. Da Triagem 52

2. Do Candidato 53

3. Da Comunidade Terapêutica 54

4. Da Equipe Transdisciplinar 55

5. Do Residente 57


5.1 Normas Gerais 57


5.2 Do Comportamento 57

5.3 Das Atividades Terapêuticas 59

5.4 Das Saídas, desligamentos, fuga e exclusão 59

5.5 Do Refeitório 61

5.6 Da Cozinha 62

5.7 Da Higiene e Limpeza 63

5.8 Do Dormitório 64

5.9 Das Áreas de Lazer 64

5.10 Dos Horários 65

5.11Atendimento Médico e/ou Odontológico 65

6. Visita das Famílias aos Residentes 66

7. Visita do Residente aos Familiares 68



REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 69
CAPÍTULO 5 – ANEXOS
SEMEANDO NA PRIMAVERA

Deixai crescer ambos juntos até á ceifa.

(Mateus. 13:30)


A parábola do joio e do trigo, constante no Evangelho de Mateus, é extremamente significativa para o entendimento do mundo atual. Observando os bilhões de personagens que hoje vivem no palco da vida, podemos demarcar, sem maiores dificuldades, uma linha clara que separa duas grandes gerações. De um lado, aqueles que se deixam levar pelas brincadeiras da maioria e consomem os seus dias nas emoções físicas, almejando apenas os horizontes materiais, e do outro, os representantes de uma nova geração, de um novo milênio, que sonham e se inflamam com ideais nobres, coletivos e amorosos. Por essa razão, o mundo moderno parece assistir a um grande paradoxo. Nunca, na história do nosso planeta, a violência foi tão assustadora e disseminada como agora, mas ao mesmo tempo, nunca tivemos tantos apelos à paz, à fraternidade e a não violência. Nunca os valores substanciais da vida, foram tão negligenciados, como nos dias que passam, mas ao mesmo tempo, nunca se buscou com tanta determinação a vivência das virtudes humanistas e cristãs. Nunca a descrença foi tão generalizada, afirmativa e desafiadora como na presente hora, mas da mesma forma, nunca a fé, a busca de si mesmo e da presença de Deus em nós foram tão pronunciadas, ativas e marcantes. Nunca os vícios e o viciar-se foram tão fáceis e comuns disseminando-se como ondas de uma gigantesca epidemia como na atualidade, mas, ao mesmo tempo, em nenhuma época anterior da nossa história observamos tantas vozes e mãos se erguerem, em regime de solidariedade, para socorrer, encaminhar, educar e assistir. É que os representantes das duas gerações, apesar de possuírem roupagem física semelhante, enfrentam problemas e situações da mesma natureza, sofrem as mesmas limitações e inquietações, estão expostos aos mesmos sofrimentos e tentações, navegam em sentidos opostos, almejam vidas diferentes, sonham com mundos distintos e antagônicos, plantam grãos de culturas diversas e edificam obras, que revelam natureza interior diametralmente oposta. O que pode significar utopia para uma geração é realidade a ser construída para a outra, o que é prazer para um grupo, é morte para o outro, o que é enfadonho e sem sentido prático para uma grande maioria é o dever moral e de cidadania para uma minoria que tenta levedar, com generosidade, toda a massa social.

A COMUNIDADE TERAPÊUTICA “BATUIRA” é uma dessas utopias, acalentada silenciosamente, durante anos, por um pequeno grupo, representantes legítimos de uma nova geração. Após esforços titânicos na materialização de uma unidade simples, ampla e bela em área privilegiada, construída em mutirões de boa vontade, lança-se para um futuro promissor, abrindo as suas portas para acolher, ensinar, educar e reeducar, mas ao mesmo tempo aprender e receber, em regime de comunhão, aqueles que desavisadamente resvalaram para o despenhadeiro dos vícios e que esperam uma oportunidade, para retomarem antigos caminhos, conhecerem novos horizonte e refazerem as suas vidas. É um empreendimento ousado, desafiador, que não se satisfaz em assistir doenças e doentes, mas que quer muito mais. Objetiva o ser em sua totalidade, o homem integral, o despertar da consciência, a vivência das realidades interiores latentes que vão bem além das janelas dos sentidos e dos condicionamentos pessoais, familiares e sociais. É um sonho, transformado em projeto, voltado para os novos paradigmas da totalidade, que une em regime de síntese, escolas de diferentes matizes, que a primeira vista parecem dissonantes, mas que juntas, agrupadas de forma prática e intuitiva, podem oferecer, como o presente trabalho descreve, uma metodologia assistencial, terapêutica e educacional nova, singular e extremamente criativa. Unindo ciência, filosofia e religião, sem limites de fronteiras, a Comunidade propõe antigas e novas terapias, dando ênfase à terapêutica espiritual, definindo-a como a parte principal de suas ações reabilitadoras e libertadoras, casando arte, trabalho e esporte, individualidade e coletividade, de forma equilibrada e harmônica. Reconhece, busca e integra os conhecimentos acadêmicos e tecnológicos do mundo moderno com as antigas ciências da homeopatia, fitoterapia e magnetismo formando equipes de atuações transdisciplinares que não separam, em conceitos estanques, os níveis espiritual, mental, emocional e físico em que se expressa o ser humano. Vê o Homem transpirar forma integral e volta todos os seus esforços para o despertar de seus infinitos níveis de consciência.

Não esquece e não negligencia a importância das regras, normas, regulamentos e procedimentos definindo os alicerces basilares para a convivência segura, em regime de ordem para todos aqueles que farão parte desse universo de experiências. O presente projeto já é uma realidade inconteste. Com todas essas iniciativas e cuidados, não duvida-se que a semeadura será intensa e a colheita extremamente farta.


Brasília, Primavera de 2004,
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