Sabedoria considere isto



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SABEDORIA

CONSIDERE ISTO


"A história tem demonstrado que os mais

notáveis vencedores normalmente encontraram

obstáculos dolorosos antes de triunfarem.

Venceram porque se negaram a serem

desencorajados por suas derrotas."

B.C. Forbes


Quantas pessoas ficam paralizadas, porque são tão poucas as que lhes dizem: "Vá em frente!".

Como são poucos os que conseguem enxergar além de uma grande aventura: "Vá em frente, prossiga!"

Não é engraçado? Parece que essa habilidade para animar os outros se relaciona com um dom interior da pessoa, que a torna capaz de imaginar, visualizar, de extasiar-se pelo incomum, não obstante todos os riscos e todas as dificuldades.

Estou quase convencido de que uma das razões porque os alpinistas amarram-se uns aos outros com uma corda é para evitar que os que estão nas extremidades resolvam voltar para casa... Os que estão lá na frente, bem acima, jamais consideram a desistência como opção... mas, os que estão bem lá embaixo, no fim da fila... bem, digamos que serão os últimos a ter acesso a um panorama cheio de glória. É como um bando de cães siberianos puxando um trenó. O "husky" que corre à frente tem visão muito melhor do que o último, lá atrás!

Ultimamente, tenho pensado muito em certos visionários que se recusaram (e muito me alegro por isso!) a dar ouvidos aos portadores de maus presságios, os profetas míopes que só conseguem enxergar à distância do primeiro obstáculo.

Considere isso:

Woody Allen, ator, escritor, produtor e diretor premiado pela academia, quando estava na universidade, teve seu trabalho cinematográfico rejeitado; também foi reprovado em língua inglesa.

Leon Uris, autor de "Exodus", foi reprovado no colégio três vezes.

Em 1959, a Universal Pictures dispensou Clint Eastwood e Burt Reynolds na mesma reunião com as seguintes declarações. Para Burt Reynolds: "Você não tem talento". Para Clint Eastwood: "Você tem uma fratura no seu dente e o seu pomo de adão é proeminente, além disso, você fala muito devagar." Como você sabe, Burt ReynolÜs e Clint Eastwood se tornaram grandes estrelas do cinema americano.

Em 1944, Emmeline Snively, diretor da agência de modelos "Livro Azul", disse para candidata a modelo Norma Jean Baker (Marilyn Monroe), "Você estará melhor se cursar secretariado, ou então, arranje um marido."

Liv Ullman, que foi indicada duas vezes para o Oscar, como melhor atriz, foi reprovada em um teste na escola de teatro da Noruega. Os juizes disseram que ela não tinha talento.

Em 1962, quatro nervosos músicos fizeram uma apresentação para os executivos da Decca Recording Company. Os executivos não ficaram impressionados. Enquanto reprovavam este grupo de rock chamado "Os Beatles", um dos executivos disse, "Nós não gostamos das suas músicas. Grupos de guitarristas estão fora de moda".

Quando Alexander Graham Bell inventou o telefone em 1876, ele não fez uma lista das possibilidades e o potencial de utilização. Após fazer a demonstração para o presidente americano Rutherford Hayes, ele ouviu o seguinte: "É uma espantosa invenção, mas quem poderá querer fazer uso dela?"

Thomas Edison foi provavelmente o maior inventor da história das descobertas. Quando entrou para a escola, seus professores reclamavam que ele era "muito lento" e duro para aprender. Como resultado, sua mãe decidiu tirá-lo da escola e ensiná-lo em casa. O jovem Edison ficou fascinado por ciências. Com apenas dez anos de idade, já havia montado seu primeiro laboratório de química. A sua persistência, energia e genialidade, ele definiu assim: "Um por cento de inspiração e 99 por cento de transpiração.". Produziu em toda sua vida mais de 1300 inventos. Quando inventou a lâmpada, tentou mais de 2000 experiências antes de fazê-la funcionar. Um jovem repórter perguntou a ele como se sentia fracassando tantas vezes. Ele disse: "Eu nunca fracassei. Eu inventei a lâmpada. Isso aconteceu no 2000° passo do processo".

Em 1940, um outro jovem inventor chamado Chester Carlson apresentou sua idéia para 20 empresas, incluindo algumas das maiores empresas americanas. Eles rejeitaram-na. Em 1947, após sete longos anos de rejeições, ele finalmente conseguiu que uma pequena companhia, chamada Haloid, se interessasse por sua idéia. Ela comprou os direitos para industrializar o processo eletrostático

para reproduzir cópias. A Haloid, mais tarde, veio a ser a Xerox Corporation, e ambos, ela e Carlson, ficaram muito ricos.

John Milton ficou cego com 44 anos. Dezesseis anos depois ele escreveu o clássico "Paraíso Perdido".

Contudo, algo ficou por terminar nisso tudo. Quase todos os dias - com certeza todas as semanas - encontramos alguém que se instalou em seu próprio barco feito em casa, disposto a partir, com muita seriedade, numa viagem da vida cheia de ousadia, bastante amedrontadora. Tal pessoa pode ser um amigo, seu cônjuge, um colega de trabalho, um vizinho, talvez um membro da família – seu próprio filho, ou irmão, irmã, pai - quem sabe? Um oceano de possibilidades convida com grande insistência mas, falando com franqueza: tudo parece muito ameaçador! Encoraje essa pessoa a prosseguir! Diga-lhe "sim". Grite entusiasticamente: "Você é alguém de valor... tenho muito orgulho de você!".

Ouse dizer o que essa pessoa mais deseja ouvir: vá em frente, prossiga!

FONTE: INSIGHT


DANIEL C. LUZ

CURIOSIDADE


graduação

Medicina adota artes e letras


Joana Monteleone e Marcelo Vaz

free-lance para a Folha


Na faculdade, um grupo de alunos assiste a uma aula sobre literatura e discute a obra de Shakespeare, Coetázar e Balzac. A cena, rotineira em cursos de ciências humanas, poderá, em breve, fazer parte do dia-a-dia dos cursos de medicina. Publicadas em novembro de 2001, as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em medicina são parcialmente responsáveis pela novidade: elas indicam que a estrutura do curso deve "incluir dimensões éticas e humanísticas, desenvolvendo no aluno atividades e valores orientados para a cidadania".

Na teoria, isso poderia significar ênfase em disciplinas que estimulassem o debate acerca da prática médica - como ética e sociologia-, mas algumas faculdades resolveram ser mais radicais e começaram a implantar cursos de literatura e história da arte, por exemplo, em seus currículos.

"Nos Estados Unidos, essas matérias são chamadas de humanidades médicas e são obrigatórias", afirma o escritor e médico Moacyr Scliar, também colunista da Folha, que dá cursos e palestras extracurriculares na Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre. "Estamos tentando transformar esses cursos em disciplinas correntes do currículo."

As matérias que englobam as chamadas humanidades médicas foram criadas para que o profissional em formação pudesse desenvolver o raciocínio humanístico e aprimorar o trato com o paciente. "É a maneira de lidar com o paciente que define se o estudante se tornará ou não um bom médico", diz Ibraim Lafayete Salimon, responsável pela mudança curricular da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), no interior de São Paulo.

Na Famerp, os estudantes já têm aulas de literatura e arte desde 2001. "É uma ousadia, se pensarmos na concepção tradicional dê prática médica, mais voltada para o aspecto técnico da profissão", diz Aguinaldo José Gonçalves, professor de historia da arte que iniciará seu curso no segundo semestre deste ano. "Isso também não deixa de ser uma volta ao passado, quando o médico estava mais ligado à vida de seus pacientes."

Em suas aulas, Gonçalves pretende incluir a análise de quadros como "Lição de Anatomia", de Rembrandt. "A medicina deve muito à arte", diz. "O esforço de pintores como Leonardo da Vinci, que dissecava cadáveres contra as leis da Igreja Católica, que possibilitou a descoberta de conceitos fundamentais do funcionamento do corpo humano."

Manifestações artísticas aparecem em pelo menos duas disciplinas, ambas eletivas, na Universidade Federal de São Paulo. "Uso ilustrações da Idade Média para mostrar como o toque, atualmente esquecido, era importante para o médico daquela época e, ainda hoje, continua valioso para o paciente", afirma o professor de história da medicina Dante Marcello Gailian. O professor dirige o Cehfi (Centro de História e Filosofia das Ciências Médicas), núcleo que também ministra um curso que liga o cinema a temas do dia-a-dia da medicina.

Todo esse esforço não é feito sem resistência. "O principal problema foi a dificuldade dos alunos de entender o porquê daquelas disciplinas no currículo", afirma Amanda Soares, 21, aluna do terceiro ano na Famerp - sua turma foi a primeira a ter aulas de humanas na faculdade. "Mas os cursos ajudam a lidar com o paciente. É preciso entender que o currículo não pode ser tão centrado em biológicas."

Na USP de Ribeirão Preto, o curso de medicina busca mais conceitos históricos e filosóficos do que artísticos. "Procuramos mostrar conceitos como a concepção grega de dor e morte", afirma o professor de medicina legal Marco Aurélio Guimarães.

Fernanda Deutsch, 21, aluna do quinto ano na Faculdade de Medicina da USP em São Paulo, é a favor da inclusão de disciplinas de humanas nos cursos. "Acho que são capazes de sensibilizar um pouco não só o estudante mas as pessoas de uma maneira geral", diz. Mas ela acredita que não seriam tão eficazes se fossem cursos optativos. "Provavelmente, nenhum dos alunos mais 'insensíveis' optaria por fazer a matéria."

A preocupação com a postura dos profissionais da medicina vem crescendo nas últimas décadas. “A ênfase da formação passou a ser na leitura de exames cada mais complexos e na prescrição de remédios cada vez mais potentes", afirma Salimon. Com isso, há alguns anos, passou-se a questionar a maneira tecnicista de encarar a profissão - dando origem a debates que culminaram no Brasil nas diretrizes de 2001.

O sociólogo Paulo Henrique Martins, professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco e autor do livro "Contra a Desumanização da Medicina" (Vozes, 334 págs., R$ 38), acredita que a impessoalidade se verifica em toda a sociedade, mas considera o problema mais sensível na área médica. "O médico não tem mais tempo para perder. Uma lógica produtivista impõe-se sobre uma tentativa de humanização, e essa mentalidade passa para o estudante", afirma.



Leia mais sobre o tema no artigo "O meaiw-objeto", publicado no Sinapse de 25 de março de 1003. Na internet: www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u355.shtml.


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