Salazar. Este tomou de imediato medidas em relação à economia portuguesa (enquanto Ministro das Finanças), aumentando os impostos



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Salazarismo
Em 1926 foi implantado em Portugal um regime de ditadura militar, movimento que teve por figura principal Salazar. Este tomou de imediato medidas em relação à economia portuguesa (enquanto Ministro das Finanças), aumentando os impostos e reduzindo as despesas do Governo. Assim, eliminou o défice financeiro, o que lhe valeu grande prestígio e influência, chegando mesmo a retirar aos militares o poder de que dispunham até ao momento.

Salazar tornou-se Presidente do Conselho de Ministros em 1932, e em 1933 terminou a Ditadura Militar e começou oficialmente o Estado Novo. Uma vez à frente do Governo, Salazar fez vigorar uma nova Constituição (a de 1933), que permitiu o fim da Ditadura Militar, e a qual tinha por principal mudança a dos poderes políticos:



  • O poder executivo pertencia ao Presidente da República e ao Governo nomeado por este;

  • O poder legislativo pertencia à Assembleia Nacional (eleita a cada quatro anos). Contudo, a última palavra relativamente às leis era dada pelo Presidente do Conselho, o que nos permite dizer que o Governo também interferia no Poder Legislativo.

Apesar de na Constituição constar isso, os direitos dos cidadãos não eram respeitados e as eleições não eram livres, sendo manipuladas por todo o tipo de ilegalidades. A Assembleia Nacional, formada por deputados, tinha um poder muito limitado, e, apesar da hierarquia estabelecida pela Constituição, Salazar teve sempre um poder superior (e incontestado) ao do Presidente da Republica.
Características do Salazarismo:

  1. Regime conservador e autoritário (pressupõe intervencionismo estatal); ideologia assente nos valores de Deus, Pátria e Família (conservador); poder legislativo submetido ao Governo (autoritário).

  2. Anticomunismo / antidemocracia / antiliberalismo;

  3. Corporativismo (o corporativismo retirou aos trabalhadores toda a capacidade reivindicativa);patrões e operários obrigados a entendimento permanente, de acordo com o Estatuto do Trabalho Nacional.

  4. Repressão; ligada à PIDE

  5. Polícia Política (PIDE);

  6. Censura;

  7. Propaganda Política

  8. Partido Único;

  9. Educação da Juventude;

  10. Culto do Chefe;

  11. Protecionismo (nacionalismo económico – objetivo: autarcia; proteção em relação a produtos estrangeiros);

  12. Colonialismo/Imperialismo (Ato Colonial de 1930; Império Colonial Português – tema de propaganda política);Portugal tem a obrigação de civilizar as colónias e estas de servirem de apoio ao desenvolvimento económico da Metrópole.




O Novo mapa Político Mundial
Os acordos de Ialta

Ialta e Potsdam foram os nomes dados às conferências entre os vencedores da 2ª Guerra Mundial (sendo os principais: Inglaterra, EUA e URSS), nas quais se tomaram decisões sobre o rumo da Europa no após-guerra. Nestas conferências (ano de 1945), o mapa político da Europa foi redefinido (significa que as fronteiras de alguns países foram alteradas) e as três grandes potências decidiram procurar eliminar os últimos vestígios do Nazismo e Fascismo, principalmente na Alemanha e Áustria. Depois destas conferências admitia-se que os países de Leste ficavam sob influência soviética (socialista) e os restantes países europeus na esfera de influência ocidental (capitalista).

Estes acordos também visavam combater a fome e a destruição sofrida na Europa e preservar a paz.

De modo a desnazificar a Alemanha e Áustria estas foram divididas pelas potências vencedoras, o mesmo acontecendo a Berlim.


O Julgamento de Nuremberga

Em Nuremberga (1946), os criminosos de guerra nazis foram julgados e a maioria foi condenada à morte. A maioria era importantes dirigentes nazis e maior parte dos julgados não mostrou qualquer arrependimento pelos seus crimes e práticas nazis.



Situação política dos vencidos

A Alemanha (o “principal” vencido) foi desmilitarizada (deixou de possuir soldados/armas) e o seu território foi ocupado por tropas aliadas (vencedores ocidentais). Dividiu-se a Alemanha em quatro zonas de administração: uma foi entregue à URSS, outra aos EUA, outra à França e outra à Inglaterra. (Mais tarde também Berlim seria dividida entre os mesmos quatro países.) Procurou-se a desnazificação da Alemanha e da Áustria (as ideias e princípios nazis forram erradicados e o Partido Nazi proibido).

O Japão foi, à semelhança da Alemanha, ocupada por tropas vencedoras e reorganizado pelos EUA. Também os criminosos de guerra japoneses foram julgados e procurou-se iniciar no país um regime democrático parlamentar.

A criação de Israel

Israel foi um novo Estado criado no Médio Oriente depois do fim da 2ª Guerra. Argumentando com as terríveis perseguições sofridas durante o conflito, por parte dos Nazis, os Judeus, que estavam espalhados pelo mundo, queriam criar um país seu, uma terra própria, no território que historicamente lhes pertencia: a Palestina. Estes conseguiram de facto, aprovação e ajuda dos EUA e fundaram o Estado de Israel, na Palestina, em 1948, embora as populações árabes à volta discordassem desta situação e tenham entrado, até à atualidade, em conflito com Israel, por considerarem a formação repentina do novo estado uma invasão do seu território.






ONU
A ONU (Organização das Nações Unidas) foi criada em 1946, inicialmente com 50 países-membros. Os seus fundamentos e objetivos são: manter a paz; desenvolver a cooperação entre os países; prevenir tensões e confrontos civis/internacionais; promover a igualdade e respeito pelos direitos dos povos.

Sobre a sua organização: a ONU tem uma estrutura de organização simples, onde há uma Assembleia-geral (função: analisa os principais problemas internacionais), na qual tomam parte todos os países membros, e um conselho de Segurança, formado por cinco membros permanentes (sendo eles: EUA, Rússia, Inglaterra, França e China), mais dez Estados, eleitos por 2 anos (função: tomar decisões acerca da manutenção da paz). O Secretário-Geral estabelece a ligação entre os diferentes organismos da instituição e promove contactos a nível internacional.

Tem organismos especializados, como a FAO, OIT, OMS, UNESCO, UNICEF (podem consultar as informações sobre estes na pg. 138, mas a stôra disse que não ia falar neles).

A ONU tem grande influência na resolução de divergências e disputas; foi uma forma de criar uma aperfeiçoada SDN. A ONU fez aprovar, em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com o objetivo de promover a igualdade e respeito, em todos os povos do Mundo, e entre cada ser humano individualmente.






A China de Mao Zedong
Em 1945 terminou na China a ocupação japonesa que durou durante o período da Guerra, sendo esta seguida de uma violenta guerra civil, na qual se debatiam as forças nacionalistas, comandadas por Chang Kai-Chek, e as forças comunistas, chefiadas por Mao Zedong.

Desde 1927, os comunistas avançaram com a luta, apoiando-se principalmente nos camponeses, que constituam a grande maioria da população e que até então haviam estado sujeitos a um regime quase feudal. Finalmente, em 1949, a guerra terminou com a vitória de Mao Zedong e iniciou-se em Pequim a Republica Popular da China. Esta vitória comunista influenciou grandemente os países em volta: muitos movimentos socialistas na Ásia ganharam impulsão e a URSS tinha então mais um grande aliado.



DICA: Ler sobre a Longa Marcha na página 148, tenho um feeling que a stôra vai referir isso.E a Revolução Cultural




Mundo Bipolar
A política de blocos

O Mundo dividiu-se em dois blocos: um Capitalista, liderado pelos EUA, e outro Socialista, chefiado pela URSS. No bloco socialista, contavam-se a URSS, claro, a China e muitos países do Leste europeu com influências socialistas; praticamente todos os outros países se encontravam no bloco capitalista.

Cada um destes considerava o outro como uma grande ameaça e procurava evitar a expansão do “inimigo”. Iniciou-se mesmo um período de grande competição política, económica e militar entre as superpotências EUA e URSS.
A política de contenção

Tentativa (bem sucedida na maior parte dos casos) do presidente Truman e dos EUA de conter o avanço dos partidos comunistas e do socialismo na Europa e Mundo. Na Europa, caracterizou-se com a ajuda financeira aos países afetados pela Guerra, pois os partidos comunistas só ganhavam avanço devido às dificuldades financeiras enfrentadas na Europa: auxílio económico promoveria a recuperação financeira dos países europeus e aumentaria a estabilidade política, dando aos partidos comunistas e às politicas socialistas menos “espaço” para atuar.


Plano Marshal/COMECON

Da política de contenção nasceu o Plano Marshall: foi oferecida aos países europeus ajuda financeira para a reconstrução da Europa (em troca os países europeus deviam consumir produtos americanos. Apesar de aberto a toda a Europa, os países sob influência soviética recusaram o Plano). Ao reedificar a Europa, voltava a haver um continente politicamente estável que não permitiria o avanço do socialismo e que, quanto maior poder de compra tivesse, mais beneficiaria o comércio dos EUA, que ainda obteria a posição de credor em relação à Europa.

O COMECON foi uma espécie de reação soviética à atitude tomada pelos EUA. A URSS, assim, também ofereceu ajuda política aos respetivos aliados, num Conselho de Ajuda Económica Mútua, incentivando a cooperação entre os Estados Comunistas.




A Guerra Fria
Equilíbrio do terror

À medida que o antagonismo e a oposição entre as duas super potências aumentava, muitas vezes se pensou que se desencadearia um grande e devastador confronto armado, mas tal nunca sucedeu, pois os EUA e a URSS, sabendo das armas que cada um dispunha, nunca ousaram enfrentar-se diretamente.


Escalada militar

Isto foi a base do equilíbrio do terror: cada potência procurava obter armas cada vez melhores e mais mortíferas; quando um obtia novos armamentos, já o outro os possuía ou vice-versa. Desta forma, as forças estavam sempre equilibradas, e os EUA e a URSS continuaram a procurar melhorar os seus arsenais.


NATO e Pacto de Varsóvia

Em 1949 os EUA fundaram a NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em conjunto com os aliados europeus e o Canadá. Esta era uma aliança e uma estrutura militar firme entre os países do bloco capitalista.

A resposta soviética a isto foi o Pacto de Varsóvia, assinado entre a União Soviética e os seus aliados socialistas, e que era uma estrutura militar semelhante à NATO.
CIA e KGB

A CIA e o KGB eram os serviços secretos, respetivamente, dos EUA e da URSS. Estes procuravam manter-se a par dos avanços do antagonista e vigiava todos os suspeitos de colaboração com o regime inimigo.

Na URSS a KGB deu mesmo origem a uma violenta repressão, tornando-se impossível, por exemplo, sair da União Soviética.

Nos EUA, iniciou-se uma campanha anticomunista (macarthismo) que perseguiu milhares de cidadãos americanos por suspeita de atividades ilícitas ou colaboração com a URSS.



Bloqueio de Berlim (1948-9); Construção do Muro de Berlim (1961); Guerra do Vietname (1964-73) Coexistência Pacífica
A Crise de Cuba

Em 1959, em Cuba, uma ilha às portas dos EUA, uma revolução triunfou, com Fidel Castro como figura principal. Os Americanos reagiram com grande hostilidade, o que levou Cuba a procurar ajuda militar junto da URSS, que instalou na ilha uma base de mísseis, em 1962.

Imediatamente um ultimato foi enviado à União Soviética exigindo a remoção dos mísseis. Parecia que se iria iniciar um confronto direto entre as duas super potências, mas por fim a situação resolveu-se: a URSS retirou os mísseis e os EUA comprometeram-se a não atacar Cuba.

A Guerra da Coreia

Entre 1950-1953, houve na Coreia um confronto entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul. A Coreia do Norte, comunista, invadiu o território da Coreia do Sul, capitalista, originando um conflito civil. Seguindo a sua política de contenção, os EUA entraram na Guerra ao lado da Coreia do Sul e a China dispôs-se a apoiar a Coreia do Norte. Novamente, apenas o equilíbrio do terror impediu o uso de armas nucleares nesta guerra. Por fim a paz foi assinada.






Anticolonialismo e autodeterminação

Conceitos

Anticolonialismo foi uma atitude tomada pela colónias da Europa na Ásia e em Africa, apoiada pelas super potências, que tinha por objetivo iniciar o processo de descolonização.

As colónias desejavam a sua independência, por considerarem que os países europeus já não podiam deter mais controlo sobre elas e tinham que lhes conceder a autonomia.



Autodeterminação era o conceito igualmente defendido por estes povos que definia que as colónias deveriam ser capazes de decidir por si o seu destino, por livre vontade do seu povo.

Fatores de estímulo

- Participação desses países na 2ª Guerra Mundial, o que lhes conferiu, acima de tudo, reconhecimento, e que reforçou a sua convicção de que possuíam tantos direitos quanto as potências colonizadoras;

- Aparecimento progressivo de burguesias e minorias intelectuais: pessoas que se sentiam preparadas para tomar o controlo do poder nos seus países;

- Apoio das super potências EUA e URSS, que viam aqui oportunidades para alargarem as suas áreas de influência; ONU e princípio da autodeterminação: cada povo deve poder escolher livremente o seu destino.






Os Primeiros exemplos

As colónias asiáticas

Estas foram as primeiras a libertar-se da hegemonia dos colonizadores europeus. Aqui começaram as lutas pela independência.

Na Índia, o grande dirigente foi Gandhi, que defendia a não-violência, e que incitava o povo a boicotar com firmeza as decisões britânicas, de forma a pressionar a Inglaterra a conceder à Índia a independência, o que aconteceu em 1947.

Na Indonésia e na Indochina a independência foi conseguida através de luta de guerrilha. A Indochina libertou-se da França em 1947, após nove anos de luta, num movimento de libertação conduzido por Ho Chi Minh. Este país deu origem a dois estados: Vietname do Norte (comunista) e Vietname do Sul (capitalista).



Estes foram exemplos que conduziriam à libertação de praticamente todas as colónias do Mundo.







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