Samael Aun Weor Sim há Inferno, Sim há Diabo, Sim há Carma



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Samael Aun Weor
Sim há Inferno, Sim há Diabo, Sim há Carma

Capítulo 1 O Inferno


P. – O Inferno de fogo e chamas, do qual nos fala a religião católica, nos tempos atuais já não podemos admiti-lo mais que uma superstição religiosa, de acordo com os homens de ciência. É isto certo, Mestre?
V.M. – Distinto cavalheiro! Permita-me informar-lhe que qualquer inferno do tipo religioso é exclusivamente simbólico.
Não é demais, nestes instantes, recordar o inferno de gelo dos nórdicos, o inferno chinês com todos os seus suplícios amarelos, o inferno budista, o inferno maometano ou a ilha infernal dos antigos povoadores do país de Maralpleicie, cuja civilização hoje já se oculta entre as areias do deserto de Gobi.
Inquestionavelmente, estes variados infernos tradicionais alegorizam, de forma enfática, o reino mineral submerso.
Recorde o Senhor, bom amigo, que Dante atravessou seu “Infernus” entre as entranhas vivas da Terra. Leia-se a Divina Comédia.
P. – Mestre, o senhor nos fala do mundo mineral submerso; no entanto, todas as perfurações das companhias mineradoras e petroleiras e de outra índole, que foram praticadas sobre a crosta terrestre, não mostraram sinais de um mundo vivo que pudesse estar sequer na primeira camada interior da Terra. Onde se encontra esse mundo mineral submerso?
V.M. – Grande amigo! Permita-me informar-lhe que o mundo tridimensional de Euclides não é tudo.
Ostensivelmente, acima deste mundo de três dimensões (comprimento, largura e altura) existem várias dimensões superiores. Obviamente, de acordo com a lei dos contrastes, sob esta zona tridimensional existem também várias infradimensões de tipo mineral submerso.
É indubitável que os citados infernos de tipo dantesco correspondem a estas infradimensões.
P. – Perdoa-me, Mestre, que insista, porém, em todos os livros que por minha inquietude esquadrinhei, não recordo de nenhum escrito ou documento que nos fale dessas infradimensões, quanto menos nos indique como podemos descobri-las. Portanto, pergunto-lhe, qual é o objetivo de falar de infradimensões que, até onde pude comprovar, nenhum ser humano viu ou apalpou?
V.M. – Distinto cavalheiro! Sua pergunta me parece interessante. Porém, convém esclarecer que o Movimento Gnóstico Cristão Universal tem sistemas, métodos de experimentação direta, mediante os quais podemos verificar a crua realidade das infradimensões da natureza e do cosmos.
Nós podemos e devemos situar os nove círculos dantescos, precisamente, debaixo da epiderme da Terra, no interior do organismo planetário em que vivemos.
Obviamente, os nove círculos citados correspondem inteligentemente a nove infradimensões naturais.
Resulta palmário e manifesto que os nove céus da Divina Comédia de Dante são nove dimensões de tipo superior, intimamente correlacionados com as nove de tipo inferior.
Quem estudou alguma vez a Divina Comédia do ponto de vista esotérico não poderá ignorar a realidade dos mundos internos.
P. – Mestre, que diferença básica existe entre os infernos do catolicismo e os que considera o Movimento Gnóstico?
V.M. – Bom amigo! A diferença entre os infernos simbólicos de uma e outra religião é a que pode haver entre bandeira e bandeira de diferentes nações. Cada país alegoriza sua existência com um pavilhão nacional; assim também, cada religião simboliza os mundos infernos com alguma alegoria de tipo infernal.
Porém, infernos cristãos ou chineses, ou budistas, etc., etc., todos eles, no fundo, não são senão diferentes emblemas que correspondem ao cru realismo dos infernos atômicos da natureza e do cosmos.
P. – Por que as pessoas têm pesadelos, como dizemos vulgarmente? Que acontece nesse caso? Será que viajam a esses mundos infradimensionais?
V.M. – Com o maior gosto darei resposta a esta interessante pergunta do auditório. Quero, senhores e senhoras, que compreendam o que são, certamente, os pesadelos.
A anatomia oculta ensina que, no baixo ventre, existem sete portas infernais, sete chacras inumanos, ou vórtices negativos de forças sinistras.
Pode dar-se o caso de que alguém, indigestado por alguma comida pesada, ponha em atividade, mediante a desordem, tais chacras infernais. Então se abrem as portas abismais, como o ensina claramente a religião de Maomé, e o sujeito penetra, nessa noite, nos mundos infernos.
Isto é possível mediante o desdobramento da personalidade. Não é difícil para o ego penetrar na morada de Plutão.
Os monstros dos pesadelos existem realmente; provêm originalmente dos tempos arcaicos; habitam normalmente nas infradimensões do mundo mineral submerso.
P. – Quer isto dizer, Venerável mestre, que não somente os que morreram sem ter salvo sua alma entram no Inferno?
V.M. – Resulta patente, claro e manifesto que os vivos também penetram nos mundos infernos, como o estão demonstrando os pesadelos. Ostensivelmente, o infraconsciente humano é de natureza infernal; poderia dizer-se, com inteira claridade meridiana, que nos infernos atômicos do homem estão todos os horrores abismais. Com outras palavras enfatizamos o seguinte: Os abismos infernais de maneira alguma se acham divorciados de nosso próprio subconsciente e infraconsciente. Agora compreenderá o auditório o motivo pelo qual é tão fácil penetrar, a qualquer hora, dentro dos nove círculos dantescos.
P. Querido Mestre, realmente não compreendo por que primeiro nos diz que os mundos internos se acham nas infradimensões da Terra e, depois, menciona que esses abismos atômicos se encontram dentro de nós mesmos. Quisera ser tão amável de me esclarecer isto?
V.M. – Sua pergunta me parece magnífica. Quem quiser descobrir as leis da natureza deve encontrá-las dentro de si mesmo. Quem, dentro de si mesmo não encontre o que busca, não o encontrará fora de si mesmo, jamais. Os antigos disseram: “Homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”. Tudo o que existe na natureza e no cosmos devemos encontrá-lo em nosso interior. Assim, pois, os nove círculos dantescos infernais estão dentro de nós mesmos, aqui e agora.
P. – Mestre, eu tive pesadelos onde vi um mundo de obscuridade e muitos monstros. Será que entrei nesses mundos infradimensionais ou infernais?
V.M. – Sua pergunta resulta bastante importante. É necessário que o auditório compreenda que essas infradimensões estão no fundo submerso de nossa natureza. Obviamente, repito, com os pesadelos se abrem as sete portas dos infernos atômicos do baixo ventre e, então descemos aos mundos submersos.
Raras são as pessoas que em sua vida não fizeram alguma visita ao reino de Plutão. Entretanto, é bom, senhores e senhoras, que, ao estudar esta questão, pensemos no cru realismo natural desses mundos que estão colocados nas infradimensões do planeta em que vivemos. Pensemos, por um instante, em mundos que se penetram e compenetram sem se confundirem, em regiões densamente povoadas, etc., etc. De modo algum devemos tomar as alegorias religiosas à letra morta; busquemos o espírito que vivifica e que dá vida. Os diversos infernos das religiões alegorizam realidades cruamente naturais. Não devemos confundir os símbolos com os fenômenos cósmicos em si mesmos.
P. – Mestre, quisera que me explicasse o senhor um pouco mais sobre esses mundos infernos, já que, dentro desses pesadelos que tive, nunca vi luz, nem rostos formosos. Poderia dizer-me por quê?
V.M. – Com o maior gosto darei resposta a esta pergunta. As trevas infernais são outro modo da luz; correspondem, certamente, à gama do infravermelho. Os habitantes de tais domínios subterrâneos percebem as diversas variantes do colorido, correspondente a essa zona do espectro solar.
Quero que os senhores, meus amigos, compreendam que todas as cores que existem no ultravioleta se encontram também no infravermelho.
Que existe um amarelo no infravermelho, isto é algo muito notável; porém, no infravermelho, o amarelo existe também, de forma diferente, e assim também sucede com as demais cores. Assim, pois, repito, de forma enfática, o seguinte: As trevas são outra forma de luz.
Inquestionavelmente, os habitantes do reino mineral submerso se acham demasiado afastados do Sagrado Sol Absoluto e, por isso, resultam, certamente, terrivelmente malignos e espantosamente feios.
P. – Eu concebo, Mestre, que, nos mundos submersos da Terra, exista toda classe de monstros e que aí habitem, porém, como é possível que dentro de mim mesmo, que sou tão pequeno em comparação com o planeta, possa encontrar precisamente esses mundos?
V.M. – Bom amigo! Permita-me dizer-lhe que qualquer molécula de amido ou de ferro, cobre, etc., etc., é todo um sistema solar em miniatura. Um discípulo de Marconi imaginava precisamente o nosso sistema solar como uma grande molécula cósmica.
Quem não descobre, numa simples molécula, o movimento dos planetas ao redor do Sol está, certamente, muito longe de compreender astronomia.
Nada se encontra desligado neste universo. Em verdade, não existe efeito sem causa, nem causa sem efeito. Assim, também, dentro de cada um de nós há forças e átomos que se correlacionam ora com as esferas celestes, ora com as esferas infernais.
É bom saber que, em nosso organismo, existem centros psíquicos que nos põem em relação com as nove dimensões superiores do cosmos ou com as nove dimensões inferiores.
Já disse claramente que este mundo tridimensional em que vivemos não é tudo; pois, acima, temos as dimensões superiores e, abaixo, as inferiores.
Inquestionavelmente, todas estas dimensões, celestiais ou infernais, estão relacionadas com as distintas zonas de nossa própria psique e por isso é que, se não as descobrimos dentro de nós mesmos, não as descobriremos em nenhuma parte.
P. – Mestre, o senhor menciona amiúde a palavra abismos atômico. Por que atômicos?
V.M. – Esta pergunta me parece extraordinária e com o maior gosto vou dar resposta. Antes de tudo, quero que o senhor saiba que todo átomo é um trio de matéria, energia e consciência.
Pensemos, por um momento, nas inteligências atômicas; obviamente existem as solares e as lunares. Também existem inteligências malignas atômicas, terrivelmente perversas.
Os átomos do inimigo secreto, dentro de nosso organismo, estão controlado por certo átomo maligno, situado exatamente no osso coccígeo.
Este tipo de átomos causa enfermidades e origina, em nós, distintas manifestações de perversidade.
Ampliemos um pouco mais esta informação e pensemos, por um momento, em todos os átomos malignos do planeta Terra. Obviamente os mais pesados, os mais demoníacos habitam na morada de Plutão, quer dizer, nas infradimensões do mundo em que vivemos. Agora compreenderá o senhor o motivo pela qual falamos de abismos atômicos, de infernos atômicos, etc.
P. – Creio que a maioria de nós, quando pensamos em termos de átomos, imaginamos algo infinitamente pequeno. Logo, então, quando nos fala de que todos os sóis e planetas do cosmos constituem um átomo, transtorna um pouco nosso processo raciocinativo. É isto congruente, Mestre?
V.M. – Distinto cavalheiro e amigo! Jamais me ocorreu pensar em reduzir todo o universo ou os universos a um simples átomo. Permita-me dizer-lhe que os mundos, sóis, satélites, etc., são constituídos por somas de átomos e isto é diferente, verdade? Se em alguma parte de minha oratória comparei o sistema solar com uma grande molécula, eu o fiz baseado na lei das analogias filosóficas; jamais quis reduzir tal sistema a um simples átomo.

Capítulo 2 Os Três Aspectos do Interior da Terra


P. – Mestre, pelo que nos expôs anteriormente, devemos entender que debaixo das camadas inferiores da Terra só existem infradimensões, já que as supradimensões, que correspondem aos céus, somente se encontram acima da camada terrestre?
V.M. – Distinto senhor! Sua pergunta me parece certamente interessante e me apresso a responder-lhe.
É bom que todos os senhores entendam que este organismo planetário em que vivemos tem, em seu interior, três aspectos claramente definidos. Primeiro, região mineral meramente física. Segundo, zona supradimensional. Terceiro, zona infradimensional.
P. – Aceitando que no interior da Terra existiriam estes três aspectos de que nos fala (e, no meu caso, o aceito hipoteticamente, esclareço), teríamos que chegar à conclusão de que as nove esferas celestes convivem com os infernos que correspondem às infradimensões. Acaso é congruente que os céus se situem na mesma localidade que têm os infernos?
Distinto cavalheiro! É urgente compreender, de forma integral, que tudo na natureza e no cosmos se resume em somas e restos de dimensões que se penetram e compenetram mutuamente sem se confundir.
Existe um postulado hermético que diz: “Tal como é acima é abaixo”. Aplique o senhor este postulado ao tema em questão.
É ostensível que os nove céus têm, no interior de nosso organismo planetário, suas correlações de acordo com a lei das correspondências e da analogias.
Estes nove céus, no interior do organismo planetário em que vivemos, correlacionam-se inteligemente com as nove zonas profundas do planeta Terra.
Porém, ainda não expliquei a fundo a questão. O que sucede realmente é que estes nove céus têm um centro de gravitação atômico, situado exatamente no centro do planeta Terra.
De outra forma, quero dizer-lhe e dizer-lhes a todos vocês, senhores e senhoras, que os nove céus gravitam no átomo central do planeta Terra, estendendo-se muito mais além de todo o sistema solar.
Este mesmo processo se repete com cada um dos planetas do sistema solar de Ors.
P. – Esta exposição, Venerável Mestre, me parece muito bela e encaixa perfeitamente nas lacunas de meu entendimento; porém devo manifestar que, de acordo com os preceitos da lógica, não pode demonstrar com clareza a explicação que o senhor nos deu; portanto, como podemos chegar a verificar sua afirmação neste sentido?
V.M. – Estimável cavalheiro! Sua pergunta é inquietante. Inquestionavelmente, a lógica formal nos conduz ao erro. Não é por meio de tal lógica que podemos chegar à experiência do real; necessitamos de uma lógica superior, que existe afortunadamente. Já Ouspensky escreveu o “Tertium Organum”, o terceiro cânone do pensamento. É ostensível que existe o sentido da unidade na experiência mística de muitos sujeitos transcedidos.
Tais homens, mediante o desenvolvimento de certas faculdades cognocistivas, puderam verificar, por si mesmos e de forma direta, a realidade dos mundos infernos no interior deste planeta em que vivemos.
O interessante de tudo isto é que os dados enunciados por uns e outros adeptos são similares, apesar de morarem tais homens em diferentes lugares da Terra.
P. – Quer dizer-nos então, Mestre, que somente a certos e muito reduzido número de adeptos tocou a sorte de ter estes poderes cognoscitivos; é lhes dado comprovar as infradimensões e as supradimensões dos planetas e do cosmos, bem como do próprio homem?
V.M. – No terreno da experimentação direta, no campo da metafísica prática, existe uma variedade de sujeitos com faculdades psíquicas mais ou menos desenvolvidas.
É óbvio que há discípulos e mestres. Os primeiros podem dar-nos informações mais ou menos incipientes; os segundos, os adeptos ou mestres, dispõem de faculdades imensamente superiores que os capacitam para investigações de fundo, que lhes permitem, então, falar de forma mais clara, mais precisa e mais detalhada.
P. – Se o senhor, Mestre, nos ensinou que corroboremos, por experiência própria, o que afirmam os adeptos e os iluminados, cabe, então, a possibilidade de que nós, os profanos, possamos verificar, por vivência própria, a realidade dos mundos infernos, fora das experiências de um simples pesadelo causado por uma indigestão estomacal?
V.M. – Estimável senhor! É óbvio que a experimentação direta no terreno da metafísica só é exeqüível a sujeitos que tenham desenvolvido as faculdades latentes do homem. Mas, quero dizer-lhe, com inteira claridade, que toda pessoa pode experimentar sumariamente o cru realismo de tais infernos atômicos, quando cai nesses asquerosos pesadelos.
Indubitavelmente, não quero dizer com isto que os mencionados pesadelos permitam a verificação completa do cru realismo das infradimensões da natureza.
Quem quiser realmente vivenciar isso que está por baixo do mundo tridimensional de Euclides deve desenvolver certas faculdades e poderes psíquicos muito especiais.
P. – É possível que todos nós possamos desenvolver estas faculdades?
V.M.- Distinto cavalheiro! Quero informar-lhe que o Movimento Gnóstico Internacional possui métodos e sistemas, mediante os quais todo ser humano pode desenvolver, de forma consciente e positiva, seus poderes psíquicos.
P. – Mestre, poderia dizer-nos o que devemos entender acerca de que o demônio habita em infernos que têm labaredas de fogo e um tremendo cheiro de enxofre, onde se castiga os seres que nesta vida se portaram mal?
V.M. – Vou dar resposta à pergunta do cavalheiro. Inquestionavelmente, nas regiões submersas do reino mineral, sob a própria epiderme do planeta Terra, existem diversas zonas. Recordemos, por um instante, a zona ígnea. É ostensível que está demonstrada com a erupção dos vulcões. Citemos a zona aquosa. Ninguém poderia negar que, no interior deste organismo planetário, haja água. Pensemos, por um momento, no elemento etéreo. Ainda que pareça incrível, dentro de nosso planeta Terra existem também correntes de ar, zonas especiais. Até se tem dito, com inteira claridade meridiana, que existe, no interior deste mundo, certa vasta região completamente oca, aérea, diríamos nós. De modo algum poderíamos negar o realismo de pedras, areias, rochas, metais, etc., etc., etc.
Ao pensar em conceito de demônio ou demônios, relembremos também as almas perdidas. Isto é verdadeiramente interessante.
Muitos habitantes do interior ou demônios, relembremos também as almas perdidas. Isto é verdadeiramente interessante.
Muitos habitantes dos mundos infernos moram na região do fogo; mas outros vivem nas regiões aéreas e, por último, habitam as regiões aquáticas e as zonas minerais.
É óbvio que os habitantes do interior terrestre se encontram muito relacionados com o enxofre, posto que isto é parte integrante dos vulcões. Porém, é evidente que, de forma específica, só os moradores do fogo poderiam achar-se tão associados ao enxofre. Quero, pois, distinto cavalheiro, honorável público, respeitáveis senhores e senhoras, que vocês compreendam o Inferno ou “Infernus” na forma cruamente natural, sem artifícios de nenhuma espécie.
P. – Poderia o senhor dizer-me, Mestre, por que, sendo a região do baixo ventre a dos mundos infernos, encontra-se situada na região do cordão prateado? Quer dizer isto que dito cordão se comunica constantemente com nossos mundos infernos?
V.M. – Honorável senhor! Quero responder-lhe com perfeita clareza. Muito se tem dito sobre o cordão de prata; é indubitável que toda alma está conectada ao corpo físico por meio desse fio magnético. Foi-nos dito que um ramo deste cordão, ou fio da vida, se acha relacionado com o coração e que o outro, com o cérebro.
Diversos autores enfatizam a idéia de que sete destes ramos derivados do cordão de prata encontram-se conectados com sete centros específicos do organismo humano.
Em todo caso, esse fio na vida, esse cordão do qual o senhor nos fala, base própria de sua pergunta, de modo algum está conectado aos sete chacras do baixo ventre. Resulta interessante saber que, durante as horas de sono, a Essência, a alma, escapa do corpo físico para viajar a diferentes lugares da Terra ou do cosmos. Então, o fio magnético de nossa existência se solta, se alonga-se infinitamente, atraindo-nos, depois, ao corpo físico para despertar no leito.
P. – Mestre, poderia ampliar-me isto que o senhor acaba de dizer, com respeito a que os sete chacras se encontram no baixo ventre, já que nos disse em outras conferências, em seus próprios livros inclusive, que os sete chacras se encontram repartidos em diferentes partes de nosso organismo?
V.M. – Honorável cavalheiro! Escutei sua pergunta e me apresso a responder-lhe com o maior agrado.
Vejo que você, senhor, confundiu os sete chacras do baixo ventre com as Sete Igrejas do Apocalipse de São João, situadas na espinha dorsal.
Indubitavelmente, em nenhuma parte da conferência que esta noite estamos desenvolvendo aqui, na cidade do México, D.F., fiz alusão alguma a tais centros magnéticos ou vórtices de força, situados no bastão de Brahama, ou medula espinhal.
Só temos citado, mencionado as sete portas infernais de que fala a religião de Maomé, os sete centros específicos ou chacras situados no baixo ventre e relacionados com os mundos infernos. Isto é tudo! Entendido?
P. – Por todo o antes exposto, podemos coligir, Venerável Mestre, que o aspecto físico do centro da Terra pertence ao mundo tridimensional e que os aspectos supradimensionais e infradimensionais estão situados nessas regiões subterrâneas do planeta, onde não chega a percepção intelectual e sensorial tridimensional do animal racional?
V.M. – Distinto cavalheiro! Quero informar ao senhor e, em geral, a todo este auditório que me escuta que nossos cinco sentidos só percebem os aspectos tridimensionais da existência; entretanto, são incapazes de perceber os aspectos supradimensionais ou infradimensionais da Terra e do cosmos.
É óbvio que as regiões subterrâneas de nosso mundo revestem-se de três aspectos fundamentais. Entretanto, os sentidos ordinários só percebem de forma só percebem de forma superficial o físico, o tridimensional. Se queremos conhecer as dimensões superiores e inferiores do interior da Terra, devemos desenvolver outras faculdades de percepção que se encontram latentes na raça humana.
P. – Querido Mestre, devemos entender que tanto nas supradimensões como nas infradimensões habitam seres vivos?
V.M. – Amigos meus! Inquestionavelmente, as três zonas do interior do nosso mundo estão habitadas. Se nas infradimensões vivem as almas perdidas, nas supradimensões do interior planetário moram muitos Devas, elementais de ordem superior, deuses, mestres, etc., que trabalham intensivamente com as forças inteligentes desta grande natureza. Poderíamos falar muito extensamente sobre as populações das zonas central, ou supradimensionais, ou infradimensionais do interior do nosso mundo; porém, isto o deixaremos para as próximas conferências. Por hora me despeço dos senhores, desejando-lhe muito boa noite.

Capítulo 3 Os Sete Cosmos



Bem, amigos, estamos aqui reunidos novamente, com o propósito de estudar o raio da criação.
É urgente, indispensável, inadiável conhecer, de forma clara e precisa, o lugar que ocupamos no raio vivíssimo da criação.
Antes de tudo, estimáveis cavalheiros, distintas damas, suplico-lhes encarecidamente seguir meu discurso com infinita paciência.
Quero que os senhores saibam que existem sete cosmos, a saber: Primeiro, Protocosmos. Segundo, Ayocosmos. Terceiro, Macrocosmos. Quarto, Deuterocosmos. Quinto, Mesocosmos. Sexto, Microcosmos. Sétimo, Tritocosmos.
1º - Inquestionavelmente, o primeiro é formado por múltiplos sóis espirituais, transcedentais, divinais.
Muito se falou sobre o Sagrado Sol Absoluto e é óbvio que todo o sistema solar é governado por um desses espirituais sóis.
Isto quer dizer que nosso jogo de mundos possui seu Sagrado Sol Absoluto solar próprio, igualmente como todos os outros sistemas solares do inalterável infinito.
2º - A segunda ordem de mundos é formada, realmente, com todos os milhões de sóis e planetas que viajam através do espaço.
3º - O terceiro jogo de mundos é formado por nossa galáxia, por esta grande via láctea, que tem como capital cósmica centra o sol Sírio.
4º - A quarta ordem é representada por nosso sistema solar de Ors.
5º - A quinta ordem corresponde ao planeta Terra.
6º - A sexta ordem é o microcosmos homem.
7º - A sétima ordem está nos mundos infernos.
Ampliemos um pouco mais esta explicação. Quero que vocês, senhores e senhoras, entendam, com plena claridade, o que é realmente a primeira ordem de mundos. Sóis espirituais extraordinários, cintilantes, com infinitos esplendores no espaço. Radiantes esferas que jamais poderiam ser percebidas pelos astrônomos através de seus telescópios.
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