Santas casas



Baixar 245.35 Kb.
Página1/4
Encontro01.08.2016
Tamanho245.35 Kb.
  1   2   3   4




COMISSÃO PARLAMENTAR DE INQUÉRITO
SANTAS CASAS

PRESIDENTE
DEPUTADO ED THOMAS - PSB

07/10/2015



CPI

SANTAS CASAS
BK CONSULTORIA E SERVIÇOS LTDA.
07/10/2015
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Se cai o PMDB, cai todos.
O SR. – Por gentileza, eu só estava aquecendo o seu assento. (Risos.)
O SR. – O senhor vai ler todo o relatório?
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. – Em janeiro eu acho que não...
O SR. – Daí da uma olhada no todo...
O SR. – Não, né?
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Daí quando o deputado sugerir...
O SR. – Hum...
O SR. – Ir só pras coclusões, o Padre não vai (Ininteligível.)
O SR. – Está até amanhã aí, né?
O SR. – (Ininteligível.) escreve? (Risos.)
O SR. AFONSLO LOBATO – PV – Eu sou muito concreto, tive que cortar muita coisa.
O SR. – É mesmo?
O SR. – Imagina se não cortasse!
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É, a gente poderia, né? Se não tivesse desaparecido no meio das outras CPIs, aquele (Ininteligível.), a gente poderia ter produzido...
O SR. – Ia ser legal, ia ser bom.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Ah... Vamos, vamos.
O SR. – O que pode fazer é que se chegar alguém agora,a gente pode fazer até que chegue a xérox, abre e suspende.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Abre e suspende. Legal!
O SR. – Ligar pra ver se o Giglio, né?
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Dr. Celso reclamou outro dia “Só você pra me fazer madrugar desse jeito...”
O SR. – O programa de ontem eu gravei.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Eu não acredito. Você está bem?
O SR. – Na medida do possível, deputado, não tão bem quanto o senhor, mas eu vou chegar lá. (Risos.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Não, não, estamos num empate.
O SR. – O senhor vai bem?
O SR. – Bem, graças a Deus.
O SR. – O importante é chegar lá.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – De camiseta.
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Eu vi também.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Passou.
O SR. – Pergunta pro pessoal do Giglio se ele está vindo mesmo.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Foi, uma notícia desgraçada... (Risos.)
O SR. – Tem gente que tem notícia boa...
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Mas eu vou...
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – A hora que o cara perguntou... Sérgio... Sérgio? Sérgião?
O SR. – Claro, com uma notícia dessas...
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Ele estava imprudente. Era um evento bom, uma sala de radioterapia.
O SR. – É.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Um acelerador, um negócio de 3,5 milhões, mas daí a hora que eu vi a pergunta da “Globo”, da repórter sobre o segredo do metrô, ai eu falei... Isso...
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Eu falei assim “Isso é nacional.”
O SR. – Não, eu vi que ele estava assim, atrás, deputado, eu acho que ele queria sair, viu?
O SR. – Até abaixou a cabeça.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – A hora que a repórter começou a perguntar pro governador “O senhor vai fazer uma reavaliação sobre o documento sobre o metrô?”, daí você sente que a calça começa a cair, que a barriga murcha... Né? Porque agora que ta, deixa, que não tem o que fazer.
O SR. – Deixa.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB Não tem. (Ininteligível.) me ligou de Goiás lá.
O SR. – Não sei se eu estou enganado, mas da pra perceber um pouco da tua aflição, porque ele ficou (Ininteligível.), por essa ele não esperava.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. – (Ininteligível.), né? Ele vai falar só de saúde, mas eu não sou de...
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Indiferente.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Mas o Alckmin se sai bem.
O SR. – O Alckmin é esperto.
O SR. – O bicho pega, está parado.
O SR. – É.
O SR. – O Alckmin não é brincadeira.
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Ele também não está falando.
O SR. – Pra nós, que é da região, a pergunta não foi nem (Ininteligível.)
O SR. – Não pega nada, não.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. – Se for... Mas não pega nada, não.
O SR. – Presidente, o deputado pediu pra avisar que está chegando.
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Está chegando ainda... Tem que chegar pelo menos mais um pra dar quorum, né?
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Presidente...
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Presidente, presidente...
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Vem cá, Padre. Neder. Neder, vem tirar uma foto., traz o rapaz. Ah, a Analice chegou, olha ali.
O SR. – Chegou.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Deu quorum.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É sempre a mulher que resolve tudo.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Eu pedi pra vocês, menos a presidência, não me confunda.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É verdade.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Vamos tirar uma foto.
O SR. – Estou com o relatório em mãos.
O SR. – Buongiorno.
O SR. – Bom dia. Tudo bom, deputado?
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Vê se não está de ponta cabeça.
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS - PSB – Já não chega aquele meu celular de ponta cabeça. Viu, doutor?
O SR. – Deu quorum?
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Tá jóia, ta bom. Fica tranquilo.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Então, dr. Alexandre, a nossa assessoria não chega.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Então, ta bom, tá bom. Eu seguro, eu seguro aqui, fica tranquilo, tá? Um abraço.

Eu vou abrir e suspender, porque o Celso está vindo e ele está participando, o dr. Celso Giglio.


O SR. – Verdade, porque daí a gente também (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Como já tem quorum a gente abre e...
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Você quer que eu sente aqui?
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Quero.
O SR. – O senhor vai abrir e (Ininteligível.)?
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É, eu vou abrir e esperar ele chegar, é importante.

Havendo número regimental declaro aberta a 7ª Reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito, constituída pelo ato 101 de 2015, com a finalidade de investigar denúncias sobre a situação econômica e financeira das Santas Casas do estado de São Paulo.


A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Pela ordem, senhor presidente.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Pela ordem, nossa vice-presidente, deputada Analice Fernandes.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Pedir um levantamento, por dois minutinhos apenas, pra gente fazer algumas checagens, antes.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Com certeza.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Muito obrigada.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É importante, parabéns pela intervenção. Nossos trabalhos estão suspensos por dois minutos.
* * *
A reunião está suspensa por dois minutos.
* * *
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Vai dando uma olhada... Ed, a minha sugestão é que gente (Ininteligível.).
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Quanto? Sete?
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Hã.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Hã.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Obrigado.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Bonito, hein?
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Sessenta e nove.
O SR. – Depois.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Das conclusões e...
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Recomendações.
O SR. – Depois tem na página 77, Medidas administrativas.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Então, é 69, 77...
O SR. AFONSO LOBATO – PV – É, tem que ver se consegue entrar (Ininteligível.). Eu acho que (Ininteligível.).
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – (Ininteligível.)
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Deputado, aquele (Ininteligível.)
O SR. – Posso pegar um pra gente...
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Pode.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Pode, você que manda, guri.
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. CARLOS NEDER – PT – Ajudaria ou não? Se pedir uma autorização judicial dele...
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. CARLOS NEDER – PT – (Ininteligível.) Porque fica como tratamento fora de domicílio, né?
A AUDIÊNCIA – (Inaudível.)
O SR. CARLOS NEDER – PT – Hum, hum. Tá.
O SR. – Só essas duas páginas?
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Bom, o senhor é quem vê também.
A AUDIÊNCIA – (Ininteligível.)
O SR. – Depois aparece aí.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Então, estar aqui por perto, não é bem aqui, não é?
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. – Tá.
O SR. – Mas eu tenho que ir lá, se não vai abrir CPI (Ininteligível.).
O SR. – Mas depois você volta aqui?
O SR. – Eu volto, pode deixar. E eu gostaria até de ter na hora, pra te entregar, tá?
O SR. CARLOS NEDER – PT – (Ininteligível.)
O SR. – Cada deputado vai ficar com um, não é?
A SRA. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – o Giglio está chegando. É importante que ele participe, ele é presidente da Comissão de Saúde.
O SR. – Suspender garante o prazo.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É, é a garante o prazo.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Depois fazer um resumo interno, um resuminho, pra distribuir pra eles, pra imprensa também. (Ininteligível.) Três, cinco pontos graves, por quê? Porque o que eles querem é a gravidade...
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É, né? (Ininteligível.)
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Então, eu acho que a gente pode... (Ininteligível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Hã..
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. – Pode ser.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Pretendo.
O SR. – Quando o senhor reabrir.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Hum.
O SR. – Só lembrar de votar a ata, a anterior.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Ah, tá.

Alexandre, (Ininteligível.), esses são os procuradores, é isso? Quem trabalhou com o (Ininteligível.), quem mais está aqui? Você e quem mais?


O SR. – (Inaudível.)
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Hã? É o Celso, ele estava...

Ah, olha lá, chegou.

Reabertos os trabalhos.

O objetivo desta reunião é apresentar, discutir e votar o relatório final dos trabalhos da CPI, formulado pelo deputado, digno deputado Afonso Lobato.

Registro com muita, mas muita alegria, dignos deputados e deputadas. Deputado Gil Lancaster, nossa vice-presidente, deputada Analice Fernandes, nosso digno deputado, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa, dr. Celso Giglio, com muita alegria o digno deputado dr. Carlos Neder, o nosso relator, digno deputado, deputado Padre Afonso Lobato, com a responsabilidade deste relatório final.

Nós temos a ata da 5ª Reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito, que foi constituída pelo Ato 101, e peço ao secretário que faça a leitura, pois, então, da ata da reunião anterior.


O SR. AFONSO LOBATO – PV – Pela ordem, senhor presidente.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Pela ordem, deputado Padre Afonso Lobato.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Queria pedir dispensa da leitura da ata da reunião anterior.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – É regimental, de conhecimento o pedido de Vossa Excelência e de todos os deputados. Está dispensada a leitura da ata.

Discussão e votação do relatório final. Com a palavra deputado Padre Afonso Lobato, nosso relator.


O SR. AFONSO LOBATO – PV – Bom dia a todos e a todas. Bom dia, senhores deputados, Analice Fernandes, Gil, deputado Celso Giglio, deputado Carlos Neder, nosso presidente, Ed Thomas.

Dizer para vocês, primeiramente, que eu senti o peso da responsabilidade. É um assunto extremamente importante e eu diria prioritário neste momento, no nosso estado, no nosso país, e também senti que o tempo que nós tivemos foi um tempo muito escasso.

Nós poderíamos, sem dúvida nenhuma, produzir um relatório muito mais rico se tivéssemos um contato mais... Com outros hospitais, com outras realidades, mas primeiramente queria agradecer a oportunidade que esta casa me deu, na pessoa dos deputados desta Comissão, para fazer este relatório, para ser o relator desta Comissão.

E queria dizer também a gratidão aos procuradores desta Casa, a minha assessoria, que não mediram esforços pra gente poder, nesse prazo tão curto, apresentar o relatório.

Esse relatório, ele na verdade, ele traz uma síntese de tudo àquilo que foi discutido aqui. Traz alguns casos pontuais de algumas diligências que fizemos, sobretudo na região do Vale do Paraíba, algumas que chegaram a esta Comissão, como a Santa Casa de São Paulo, da capital.

E de uma maneira bastante concreta eu sugiro, senhor presidente, que nós comecemos a leitura desse relatório, façamos depois, só para esquentar o debate, a página 77, que é onde tem de fato sugestões bastante concretas depois de refletir tudo aquilo que foi refletido nas páginas anteriores, se Vossa Excelência e demais deputados concordarem, eu sugeriria que a gente começasse por aí.


O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Página 77. Antes eu gostaria de fazer um agradecimento ao deputado Gil Lancaster, e ao presidente da Comissão de Saúde, deputado Celso Giglio.

A comissão presidida pelo digno deputado Celso teve a aprovação de uma subcomissão, de acompanhamento da saúde das Santas Casas.

E é importante que nós, que construímos juntos essa CPI e todos nós sabemos da dificuldade, da problemática, todos se dedicaram, todos nós reclamando do tempo, que foi muito, mas muito escasso, mas teremos um tempo muito proveitoso pela frente, porque é necessário que a gente possa ouvir as Santas Casas do estado de São Paulo, certo?

Então o deputado Gil levou à Comissão de Saúde, teve o empenho do nosso deputado Celso Giglio, daqueles deputados que compõe essa Comissão, criando essa subcomissão para que a gente possa realizar audiências públicas, visitas in loco, trazê-los para a Assembleia Legislativa e ontem, assistindo até debates do senado federal, eles estão fazendo essa mesma discussão.

Da situação de tragédia que as Santas Casas do país estão vivendo, e o mais colocado naquele instante foi também a tabela SUS, mas também uma maior participação dos governos do estado e dos municípios, ficando uma responsabilidade maior aos municípios, é tripartite, mas alguém está tendo que repassar um pouco mais pela sobrevivência dessas casas de saúde.

Então eu creio que nós, Assembleia Legislativa, a maior deste país, junto com o senado federal, podemos aí fazer uma fusão, uma simetria de trabalhos, de trocas de informações, de denúncias, de apurações, mas acima de tudo de ouvir, porque é muito mais, segundo o deputado Padre Afonso Lobato, do que está escrito aqui, que ele gostaria de colocar muito mais e escrever mais.

Então que a gente possa através dessa subcomissão visitar o estado, trazer a visita do estado para dentro desta casa, até porque é uma premissa nossa de fiscalizar acima de tudo, de fazer leis, de apurar e eu gostaria muito que essa subcomissão não acabasse, que a gente pudesse prosseguir com o nosso trabalho, então, era essa colocação que essa presidência gostaria de fazer.

O nosso relator, deputado Padre Afonso, queria, quer fazer parte da leitura. Os deputados têm alguma sugestão? Todos têm acesso ao relatório também, também não vejo a necessidade de uma leitura total de forma nenhuma, há situações técnicas que a subcomissão continuará apurando e vendo, mas aquilo que os deputados acharem por necessário fazer o registro, que se faça agora.


O SR. AFONSO LOBATO – PV – Na verdade...
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Não havendo muitas dúvidas também né, Padre?
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Na verdade a preocupação nossa, aquilo que foi muito falado, é o subfinanciamento da saúde.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Hum, hum.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Então, por conta desse subfinanciamento as contas não fecham e aí a necessidade, inicialmente, de um custeio, é o primeiro ponto que nós colocamos aí, na página 77, no ponto seis, “Medidas Administrativas”, então primeiramente o custeio.

Por tudo aquilo que o dr. Wilson Pollara colocou, quanto os municípios gastam e quanto o estado gasta e quanto a União gasta. Então isso é o primeiro ponto, a necessidade do custeio. Até tem uma tabelinha para facilitar aí, baseado naquilo que foi a fala do dr. Pollara, colocando aquela dificuldade exatamente desse subfinanciamento.

E aí, na letra C, o nosso presidente da Federação dos Hospitais das Santas Casas, dr. Edson Rogatti, que também foi ouvido, destacou justamente a questão, a disparidade do reajuste do gás de cozinha, luz e o reajuste da tabela.

Também visitando aí, na letra D.


O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Hum, hum.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Durante as reuniões realizadas na região metropolitana do Vale do Paraíba, isso se confirmou e evidenciou-se que a falta de custeio é um dos principais gargalos das Santas Casas.

Muitas delas sem conseguir realizar despesas mínimas para o seu funcionamento, os equipamentos de saúde existentes estão sucateados, deficitários com os seus fornecedores e na assistência prestada.

Esta possivelmente seja a realidade de todas as regiões do estado, que deixa evidente que se não houver o repasse de recurso governamental, esse equipamentos de saúde fecharão antes mesmo de serem avaliados quanto a sua vocação.

Porque naquela exposição do Pollara, ele dizia da necessidade de repensar e readequar esta questão da saúde do hospital, das Santas Casas sustentáveis, naquele hospital estruturante, hospital estratégico, aquele hospital de apoio, mas enquanto isso não acontece é preciso urgentemente um aporte financeiro a essas Santas Casas.

Depois...
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Pela ordem.
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Com a palavra, deputada Analice.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Deputado Lobato, eu não entendi na página 78 quando Vossa Excelência diz que compara índice de reajuste do gás de cozinha, da água e da luz em 1.000%...
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Mil por cento.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Em 10 anos, e o reajuste da tabela SUS 93% no mesmo período. Não houve reajuste na tabela SUS. Houve um pequeno lá atrás e a nossa grande luta é que haja um reajuste, e aqui está parecendo que houve reajuste na tabela SUS.
O SR. CARLOS NEDER – PT – Pela ordem, senhor presidente.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Da direita, essa... Esta colocação foi na CPI e ela não foi questionada. O dr. Edson Rogatti colocou exatamente isso.
O SR. CARLOS NEDER – PT – Exatamente, se não me engano, ele teria usado até o percentual de 94, precisaria ver se realmente é 93 ou 94.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Mas isso está errado.
O SR. CELSO GIGLIO – PSDB – É que algumas...
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Isto daqui está errado.
O SR. CELSO GIGLIO – PSDB – Não, deputada, eu tenho a impressão que está certo, é que algumas...
O SR. PRESIDENTE – ED THOMAS – PSB – Especialidades.
O SR. – (Ininteligível.)
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Alguns procedimentos.
O SR. CELSO GIGLIO – PSDB – Procedimentos foram revistos.
O SR. CARLOS NEDER – PT – Pela ordem, senhor presidente.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Então, mas aqui está generalizando.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Não foi um ajuste linear.
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. CARLOS NEDER – PT – Esse foi o último reajuste linear.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – É, há 10 anos atrás.
O SR. CARLOS NEDER – PT – Exatamente, linear, portanto atingindo a todos os procedimentos da tabela, o que houve depois foram reajustes por procedimentos em algumas áreas de assistência, que são chamadas “Linhas de cuidado”, mas reajuste linear na tabela, como um todo, foi esse último, mencionado pelo presidente da Fehosp, ainda na gestão do dr. Adib Jatene.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Eu, na verdade, fui fiel a colocação dele, porque nós gravamos e foi exatamente isso o que ele falou, aí a gente, então, pode avaliar.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Tá.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Depois, letra F na página 79. A regra, no entanto, para disponibilização de recursos deve estar vinculada aos indicadores de qualidade.

Justamente porque um dos problemas que nós percebemos também foi a falta de qualificação ou pessoas colocadas nas Santas Casas, até mesmo secretários de Saúde dos municípios, sem o mínimo de conhecimento, sem o mínimo de conhecimento da realidade de como funciona isso.

Às vezes são cargos políticos colocados e, portanto a colocação da gestão estaria ligada a questão do repasse de recursos, então...
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Se o senhor me permite? E também eu tenho detectado, como enfermeira que sou, como essas instituições elas possuem um salário muito inferior a outras, aqueles que se submetem a esse tipo de salário, geralmente, é esse tipo de profissional, que acaba de sair do seu curso, é pouco qualificado, que tem dificuldade de ser inserido em outras instituições mais exigentes na qualificação dessas mãos de obras.

Eu vejo também dessa forma, eu acho que o senhor foi muito feliz de abordar essa questão.


O SR. AFONSO LOBATO – PV – Exatamente isso, não somente, os próprios médicos.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Exato.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Faculdade de medicina hoje sendo abertas...
O SR. – (Ininteligível.)
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Sem critérios.
A SRA. ANALICE FERNANDES – PSDB – Exato.
O SR. AFONSO LOBATO – PV – Os médicos acabam de fato ali fazendo residência, são eles que são ocupados nessas Santas Casas.
  1   2   3   4


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal