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Revista da




SB SOCIEDADE BRASILEIRA







HC DE HISTÓRIA DA CIÊNCIA






Instruções para preparação de originais

Roberto de Andrade Martins




1Introdução

O objetivo deste pequeno manual é ajudar a preparação de originais para publicação na Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência. Você pode, em princípio, preparar o seu artigo sem seguir essas normas. No entanto, se o artigo for aceito, você deverá se dar ao trabalho de adaptá-lo a essas normas.

Não serão aqui dadas informações como preparar referências bibliográficas. Instruções sobre esse ponto estão disponíveis em um outro documento, que pode ser obtido através da Internet, no seguinte endereço: .

2Informações gerais

A Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência publica artigos originais sobre história da ciência, da técnica, da tecnologia e da medicina, além de resenhas de livros e traduções comentadas de textos clássicos. Para ser submetido à Revista da SBHC, o artigo deve ser um resultado original de um trabalho de pesquisa.

As colaborações devem ser submetidas a um dos editores da Revista da SBHC, nos seguintes endereços:


  • Maria Rachel Fróes da Fonseca, Departamento de Pesquisa, Casa de Oswaldo Cruz, Av. Brasil, 4036 sala 401, Manguinhos – 21040-361 Rio de Janeiro, RJ;

  • Roberto de Andrade Martins, Grupo de História e Teoria da Ciência, Unicamp, Caixa Postal 6059 – 13081-970 Campinas, SP.

Devem ser enviadas 4 (quatro) cópias do trabalho em papel, além de uma versão eletrônica em disquete, preferivelmente em formato Rich Text Format (RTF) ou Word for Windows. Praticamente todos os editores de texto são capazes de produzir arquivos em um desses dois formatos.

Todos os artigos submetidos para publicação na Revista da SBHC serão analisados inicialmente por dois árbitros. Se os dois árbitros concordarem em aceitar o artigo, esse artigo será aceito, estando no entanto eventualmente sujeito a ajustes e modificações. Se os dois árbitros concordarem em rejeitar o artigo, ele não poderá ser publicado, a não ser que o autor resolva discutir os pareceres negativos. Caso os árbitros discordem um do outro, será pedido um parecer a uma terceira pessoa, e será adotada a decisão majoritária.



3Preparação de originais

Os artigos devem ser preparados seguindo-se a estrutura e a organização utilizadas a partir do número 19 da Revista da SBHC. É muito importante consultar com atenção alguns artigos da Revista da SBHC e utilizá-los como modelo da forma de apresentação.



3.1Tipos de letras


A Revista da Sociedade Brasileira de História da Ciência é impressa utilizando a fonte Times New Roman, disponível em qualquer editor de texto. Por favor, não introduza outros tipos de fonte (Arial, Courier, etc.).

No corpo do texto, não se deve fazer uso exagerado de itálico e negrito. Nunca utilize palavras sublinhadas, nem coloque palavras com todas as letras em MAIÚSCULAS (exceto no caso de estar reproduzindo uma citação). É MUITO desagradável ler um parágrafo com uma mistura de itálico, NEGRITO, SUBLINHADO E MAIÚSCULAS, como neste exemplo.

Utiliza-se itálico, no texto do artigo, nos seguintes casos:


  • Para reproduzir, em uma citação, um trecho que estava em itálico no original.

  • Para indicar, no meio do texto, símbolos especiais, como por exemplo: Na figura 2, A indica a entrada e E indica a saída.

  • Para indicar títulos de livros (por exemplo, The structure of scientific revolutions). Nesse caso, não colocar aspas.

  • Para nomes de instituições, como Cambridge University ou Sociedade Brasileira de História da Ciência.

  • No caso de palavras estrangeiras, como por exemplo status.

  • Para chamar a atenção para certas palavras ou expressões (mas use o itálico com parcimônia, por favor!), como por exemplo: O autor não se referiu a energia e sim a forças, pois este era o termo mais utilizado na época.

Utiliza-se raramente o negrito, no texto de um artigo. Ele pode ser empregado em citações, para enfatizar algum trecho que não estava enfatizado no original, como no exemplo abaixo:
Acreditaria sim que, difundindo-se a notícia de que Arquimedes havia descoberto o furto por meio da água, algum autor contemporâneo terá deixado algum relato do fato; e que o mesmo, ao acrescentar qualquer coisa ao pouco que havia entendido pelos rumores espalhados, disse que Arquimedes havia utilizado a água do modo que passou a ser o universalmente aceito (GALILEO, 1986, p. 105; sem ênfase no original).

3.2Citações e referências abreviadas


As citações curtas (uma frase, poucas linhas) devem ser colocadas entre aspas duplas, no meio do próprio texto. As citações longas (duas ou mais frases, várias linhas) devem ser colocadas sem aspas em parágrafos separados, com recuos à direita e à esquerda de 1,0 cm e com linhas em branco antes e depois da citação. As citações não devem ser em itálico ou negrito (exceto se assim estiverem no original). Omissões devem ser indicadas por reticências entre colchetes [...]. Veja os exemplos abaixo.

Segundo Crombie, “O historiador da ciência perderia muito se caísse na tentação de utilizar o conhecimento moderno para avaliar as descobertas e teorias do passado” (CROMBIE, Historia de la ciencia: de San Agustín a Galileo, vol. 1, p. 18). Mais adiante, o mesmo autor esclarece:


Como a ciência apenas progride fazendo descobertas e detectando erros, a tentação de considerar as descobertas do passado como meras antecipações da ciência atual e de apagar os erros supondo que não conduziram a parte alguma é quase irresistível. É precisamente esta tentação [...] aquela que pode algumas vezes tornar mais difícil para nós compreender como se realizaram de fato as descobertas e como as teorias foram pensadas por seus autores em sua própria época; tentação que pode levar à forma mais traiçoeira de falsificação da história (CROMBIE, Historia de la ciencia: de San Agustín a Galileo, vol. 1, pp. 18-19).
Ao longo do texto do artigo você deve ir incluindo as referências bibliográficas sob uma forma resumida. Essas referências serão colocadas entre parênteses, no próprio texto, conforme aparece nos exemplos acima (e não em notas de rodapé). Elas devem ter o formato SOBRENOME, ano, páginas (KUHN, 1962, p. 35) ou SOBRENOME, Título do livro, páginas (KUHN, The structure of scientific revolutions, p. 35). Para artigos, sempre deve ser utilizada a primeira forma. Para livros, pode ser indicado o ano ou o título da obra.

Suponhamos que o autor Fulano de Tal publicou um artigo em 1967 e que queremos citar esse artigo como um todo (ou seja, sem especificar nenhuma página em especial). Podemos colocar no texto alguma coisa como:

No seu famoso artigo, Fulano de Tal discutiu a interpretação tradicional da revolução industrial inglesa (TAL, 1967).

Nesse caso, entende-se que o artigo todo se refere a esse assunto.

Não é conveniente utilizar essas duas outras formas:

No seu famoso artigo, Fulano de Tal (TAL, 1967) discutiu a interpretação tradicional da revolução industrial inglesa.

No seu famoso artigo, Fulano de Tal (1967) discutiu a interpretação tradicional da revolução industrial inglesa.

No primeiro caso, a colocação da referência no meio da frase, logo depois do nome do autor, quebra a leitura do texto e produz uma repetição desagradável do sobrenome. No segundo caso, embora não haja esse segundo problema, ocorre uma quebra do texto que prejudica a leitura. Sempre que possível coloque a referência antes de uma pausa natural do texto (vírgula, ponto).

Ao se referir a um ponto particular de um artigo (e, principalmente, ao citar uma frase ou trecho do mesmo) é necessário colocar a indicação exata das páginas, como no exemplo abaixo:

No seu famoso artigo, em que discutiu a interpretação tradicional da revolução industrial inglesa, Fulano de Tal afirmou que “nenhuma das abordagens tentadas até hoje esclareceu as causas dessa revolução” (TAL, 1967, p. 231).

De um modo geral não se deve utilizar “idem”, “ibidem”, “loc. cit.”, “op. cit.”, “obra citada” e outras expressões semelhantes. O motivo é simples: quando aparece uma dessas expressões o leitor precisa voltar atrás, no texto, para poder saber a que ela se refere. Isso é incômodo para o leitor. O único caso em que se justifica utilizar “idem” ou “ibidem” é quando no mesmo parágrafo do texto são feitas diversas referências a uma mesma obra, e apenas a essa obra. Por exemplo:

Prosseguindo em sua análise, Fulano de Tal descreveu a interpretação de Sicrano (TAL, 1967, p. 245), comparando-a mais adiante com a de José da Silva (ibidem, p. 253) e concluiu finalmente que nenhuma das duas resistia a uma análise detalhada da documentação existente (ibidem, p. 267).

Quando um livro é citado, pode ser conveniente utilizar o seu título, em vez do ano de publicação. Veja este exemplo:

Kuhn tentou esclarecer o conceito de “paradigma” no apêndice que colocou na segunda edição do seu livro (KUHN, The structure of scientific revolutions, p. 154).

Não é uma norma colocar o nome dos livros em vez de seus anos, mas em muitos casos (especialmente para obras conhecidas) isso facilita muito a leitura do trabalho, pois o leitor, sem precisar consultar a lista bibliográfica, já fica sabendo imediatamente a que obra o texto está se referindo. Além disso, fica muito estranho utilizar os anos quando um texto apresenta referências a uma edição recente de uma obra antiga, como (KANT, 1993, p. 235), para se referir à Crítica da razão pura, por exemplo.

Não devem ser utilizadas abreviações inventadas pelo autor (SSR, p. 35).



3.3Notas de rodapé


Antigamente (na era a.c. – antes do computador) os editores das revistas pediam que os autores agrupassem suas notas no final do texto, pois isso facilitava o trabalho gráfico. Atualmente, nada justifica essa prática antiga. É muito incômodo, para o leitor, ficar passando o tempo todo do texto para o final de um artigo, para ler as notas.

As notas de rodapé devem ser utilizadas exclusivamente para comentários e acréscimos, e não para uma mera indicação de referências bibliográficas. As referências bibliográficas completas dos trabalhos citados no artigo devem aparecer em uma lista ao final do artigo, e não em notas de rodapé.

Eis, abaixo, um exemplo daquilo que não se deve fazer.

Kuhn tentou esclarecer o conceito de “paradigma” no apêndice que colocou na segunda edição do seu livro1.

No entanto, em notas que contenham comentários podem também aparecer referências bibliográficas, como no exemplo abaixo.

O conceito de “paradigma” é essencial na obra de Kuhn, porém o autor não conseguiu esclarecê-lo de forma adequada2.

Uma nota de rodapé é praticamente equivalente a um texto entre parênteses. Ela é utilizada essencialmente para dizer alguma coisa que não é central, e que quebraria a estrutura de uma frase ou parágrafo se fosse colocada no meio do texto, entre parênteses.

Deve-se preferivelmente inserir as notas de rodapé ao final de uma frase ou junto a uma quebra natural da frase (como vírgula), para não prejudicar a leitura do texto. Algumas revistas estrangeiras estabelecem que o indicador da nota de rodapé (o pequeno número) deve aparecer depois da pontuação.3 Outras introduzem o indicador antes da pontuação4. Vamos utilizar a segunda dessas alternativas, por entendermos que a nota de rodapé é equivalente a um comentário entre parênteses e que ninguém coloca os parênteses depois da pontuação, e sim antes.



3.4Referências internas

Não é possível colocar em um artigo uma referência a uma página do próprio artigo, pois o número da página só será definido ao se fazer a diagramação final. Também não é conveniente fazer uma referência a uma nota de rodapé do próprio artigo, pois se for acrescentada ou tirada uma das notas, a numeração ficará toda alterada. O único tipo de referência interna que pode ser feita é indicar o número de uma seção ou subseção.



4Divisão do artigo

O texto deve ser dividido em seções, para facilitar a leitura e para organizar o próprio artigo. Cada seção deve ter um número e um título. O título das seções deve ser em negrito, letras maiúsculas, como neste documento (4 DIVISÃO DO ARTIGO). O número de cada seção não deve ter ponto após o número.

Podem ser utilizadas subseções e sub-subseções, mas não é conveniente ir subdividindo em partes menores do que essas. As subseções devem ter títulos em negrito, porém com letras minúsculas. As sub-subseções devem ter títulos em negrito, porém com letra menor, como nos exemplos abaixo:
2 O CONTEXTO DA OBRA

2.1 Precedentes no século XVIII

2.1.1 O trabalho de Maupertuis
No caso da Revista da SBHC, o texto é publicado com letra tamanho 10. Os títulos das seções e subseções são em tamanho 12, e os títulos das sub-subseções são em tamanho 10.

Deixa-se uma linha em branco antes e depois dos títulos de seções, subseções, etc.



5Estrutura do original

O original a ser submetido à revista deve ter a seguinte estrutura:



  • Título do artigo5

  • Nome dos autores, sem colocar a instituição (essa informação aparece no final do artigo)6

  • Um resumo (em português7) com 100 a 200 palavras.

  • Um abstract (em inglês) com 100 a 200 palavras.

  • O texto do artigo, propriamente dito, dividido em seções.

  • Uma lista completa das referências bibliográficas citadas no artigo8.

  • Informações sobre o autor (nome completo, titulação, instituição à qual está vinculado e tipo de vínculo). Veja exemplo abaixo:

Fulano de Tal é Doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo. Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Departamento de Educação. Endereço: Caixa Postal 365, 55555-555 Natal, RN. E-mail: fulano@tal.com.br

Os resumos devem descrever claramente o assunto tratado e a contribuição do artigo em questão, dando também uma visão dos resultados obtidos (conclusões). O conteúdo dos dois resumos deve ser o mesmo (ou seja, um deve ser a tradução do outro).



6Modelo para digitação

Pode-se copiar na Internet (no endereço eletrônico ) um modelo para digitação de artigos destinados à Revista da SBHC. Esse modelo, em formato Word for Windows (rsbhc-mod.doc) ou Rich Text Format (rsbhc-mod.rtf), já contém a formatação necessária para facilitar o trabalho do autor e dos editores.



7Dúvidas



Mais informações sobre referências bibliográficas e forma de apresentação dos trabalhos poderão ser solicitadas aos editores da Revista da SBHC (Rmartins@ifi.unicamp.br ou froes@coc.fiocruz.br)


1 KUHN, The structure of scientific revolutions, p. 154.

2 Um autor que criticou fortemente esse aspecto da obra de Kuhn foi Lakatos, em uma resenha crítica do livro (LAKATOS, 1965).

3 O indicador desta nota está colocado depois do ponto.

4 O indicador desta nota está colocado antes do ponto.

5 O título, em letras maiúsculas, deve ser centralizado.

6 Nome do autor, em ordem direta, em maiúsculas (por exemplo, Fulano de Tal, e não TAL, Fulano). Se forem vários autores, colocar um em cada linha.

7 Se o artigo for em outro idioma – espanhol, francês, etc. – fazer um resumo no idioma original do artigo.

8 A lista de referências bibliográficas, ao final do trabalho, deverá estar em ordem alfabética, seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (Norma ABNT NBR-6023/2000). As referências publicadas nos artigos do número 19 da Revista da SBHC podem ser tomadas como exemplo. Ver, também, as explicações disponíveis na Internet, no endereço eletrônico .


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