“scar life Sciences Standing Scientific Group (lsssg)”



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Relatório da reunião do SCAR XXIX e LSSSG Edith Fanta

Relatório das reuniões do SCAR XXIX

“SCAR Life Sciences Standing Scientific Group (LSSSG)”


2nd SCAR Open Science Conference”

8 – 14 de julho 2006 em Hobart, Austrália.
Dra. Edith Fanta

Representante do Brasil no Grupo Permanente de Ciências da Vida (LSSSG)

Membro do Comitê Diretor do Programa SCAR-EBA

Membro do Conselho do Instituto Antártico Internacional

Membro do Comitê Conjunto para o Ano Polar Internacional

Membro do Grupo Editor do volume especial da “Antarctic Science”



1. Introdução
A representação Brasileira no Grupo de Ciências da Vida neste ano foi boa, pois estávamos presentes, tanto eu Dra. Edith Fanta como Representante junto ao LSSSG quanto a Dra. Lucia Campos, como Representante Alterna. Como nós duas temos contatos e atividades complementares, nossas ações foram bem abrangentes.
Além disso, contamos com a presença de mais três Biólogas Antárticas brasileiras da área de ciências da vida: as Dras. M Muelbert, Virginia e D. Tennenbaum que puderam participar de encontros de grupos de especialistas. Isso só demonstrou como é importante uma delegação maior, para que realmente o Brasil esteja presente em todas as reuniões e eventos que acontecem, muitas vezes, simultaneamente. É também ideal que tenhamos sempre especialistas de diferentes áreas de conhecimento presentes para que possam efetivamente participar das discussões dos grupos de especialistas.
Infelizmente não pudemos chegar com a antecedência necessária para participar de eventos pré-SCAR, como por exemplo, o encontro sobre as ilhas Sub-antárticas.
2. Atividades das quais participei
2.1. Reuniões do LSSSG

Os trabalhos se iniciaram com as boas vindas aos membros, determinação do secretário da reunião e a apresentação de relatório da reunião anterior. Detalhes de todos os assuntos tratados durante os dias de reunião do LSSSG estão relatados no item 3.


2.2. Fórum consultivo aberto do Ano Polar Internacional (IPY).

Neste fórum, foram respondidas perguntas e tiradas dúvidas sobre os procedimentos e os projetos do Ano Polar Internacional, após uma apresentação feita por D Carlson, Secretário Executivo do IPY. Éramos alguns membros do Comitê Conjunto (JC-IPY) ali presentes, e disponíveis para responder a questões.


2.3 Instituto Antártico Internacional (IAI)

Reunião importante na qual foi aprovado oficialmente o estatuto do Instituto Antártico Internacional. Ele foi assim oficialmente constituído, com sede na Universidade da Tasmânia. Depois houve a posse dos membros do Conselho. Este Instituto permitirá que alunos de Universidades consorciadas tenham uma dupla diplomação, em assuntos Antárticos, em programas de Mestrado, a ser expandido para graduação e para Doutorado. O lançamento será no início do IPY, e deverá continuar indefinidamente.


2.4. Reunião do Comitê Diretor do Programa EBA

Como o Programa EBA é muito abrangente, para que seja gerenciável foram estabelecidos pacotes de trabalho em cinco temas, sempre compreendendo um biologista terrestre e um marinho na coordenação dos mesmos.


Fui convidada a ser responsável pelo pacote de número 5, que trata de Adaptação evolutiva a impactos passados presentes e futuros. Espera-se dessa maneira ter acesso aos interessados por essa área de pesquisa, para, futuramente, realizar encontros e workshops de discussão dos resultados obtidos. Trata-se não só de atividade durante o Ano Polar Internacional, mas de um programa do SCAR de longa duração.
2.5. Publicação de trabalhos apresentados no 9º Simpósio de Biologia Antártica do SCAR

Realizamos uma reunião para discutir a publicação dos trabalhos selecionados do 9º Simpósio de Biologia Antártica do SCAR, determinando critérios, quantidade de trabalhos, e quais as funções de cada um dos membros do Comitê, além dos custos da publicação.


A proposta de publicação em uma revista como Antarctic Science ou em contrapartida a publicação em um livro texto, como feito anteriormente, foi amplamente discutida para ser apresentada ao LSSSG para tomar decisão a respeito.
2.9. 2ª Conferência Científica Aberta (OSC)

Fui convidada a participar da abertura dos trabalhos, fazendo uma palestra sobre Evolução e Biodiversidade na Antártica (EBA).


2.10. Apresentação de trabalhos científicos

Apresentei oralmente e em pôster os resultados de inúmeras de pesquisas antárticas realizadas por nosso grupo. Algumas estão resumidas em anexo a esse relatório.


2.11. Contatos com coordenadores de Projetos para o IPY

Foram seladas as intenções de colaboração com os coordenadores do Projeto EBA, ICEFISH, e IAI, após discussões sobre nosso trabalho, apresentação de nossa proposta científica, e a oportunidade de apresentar os projetos que pretenderíamos realizar dentro do IPY. Resultou na oferta de vagas em navios, e colaboração científica, nos temas por nós abordados. O resumo de nossas atividades no IPY nestes projetos está em anexo a este relatório.


2.12 Outros contatos

  • Convite para escrever artigo para um livro sobre a Antártica de Jornalista Italiana. O artigo deve abranger a experiência Antártica tanto do ponto de vista humano como científico.

  • Educadores Chilenos e Australianos ficaram interessados na pesquisa que fizemos sobre a visão que a população tem sobre a Antártica, e os mitos. Pretendemos expandir atividade em conjunto, e realizar mais levantamentos, em outros países também.

  • Com colegas Poloneses combinamos trabalho conjunto a ser realizado durante nossa estada na EACF, dando continuidade a um trabalho realizado há anos atrás sobre a quimio-recepção para aminoácidos em peixes, agora num nível mais molecular.

  • Desenvolvimento de cladogramas de dados por nós obtidos em peixes Antárticos, com pesquisadores franceses do Museu de História Natural de Paris, e acesso aos exemplares de peixes Antárticos ali depositados para efeitos comparativos com os da Baía do Almirantado.

  • Dados sobre biologia de Harpagifer foram bem recebidos e devem ser publicados o mais rapidamente possível, pois são requeridos por L Peck que está reunindo essas informações em um livro sobre esta espécie de peixe.

  • Discussão e possível colaboração com pesquisadores alemães sobre comportamento alimentar e hábitos alimentares de peixes Antárticos.


3. Relatório da reunião do LSSSG
A reunião do LSSSG foi conduzida pelo Dr. Ad Huiskes (Holanda) e contou com a presença de delegados nacionais, observadores e delegados alternos. Como secretário foi convidado o Dr. E. Woehler, Presidente do grupo de Especialistas em Aves, para substituir a Dra. K. Conlan, Secretária do LSSSG, que esteve ausente.
3.1. Relatório sobre a reunião do LSSSG-SCAR XXVIII em Bremen, em 2004 foi apresentado e aprovado.
3.2. Códigos de Conduta para atividades de campo.

D. Walton apresentou as discussões sobre códigos de conduta para atividades de campo na Antártica, sugerindo-se que houvesse uma harmonização desses códigos, já que há várias versões independentes produzidas por países ou por grupos de pesquisa. Se tal código geral for desenvolvido, o rascunho poderia sair do LSSSG e outros SSGs para que seja abrangente, e o COMNAP deve ser consultado. Concordou-se em fazer uma revisão e síntese de documentos existentes em um pequeno workshop na Holanda, organizado pelo Dr. A. Huiskes.


3.3. Código de Conduta do SCAR para uso de animais para propósitos científicos na Antártica.

D. Walton reportou sobre este código que já tem 20 anos de idade, e que deve ser atualizado, introduzindo-se novos elementos chave como o potencial para reduzir a necessidade de experimentação animal e a importância de desenvolver cuidados humanos. Deve ser visto como suplemento das leis nacionais. O Código de Conduta teve algumas alterações em seu texto e foi aprovado.


3.4 Relações com subsidiarias do ICSU

Há uma série de ligações que o ICSU requer de seus corpos subsidiários, como o SCAR: uma série de atividades que estão sendo realizadas no SCOPE, e que podem prover sinergia com o LSSSG, por exemplo, e a necessidade de aumentar a interação entre SCOPE e SCAR – isso poderia ser alcançado através de projetos científicos conjuntos. Outras oportunidades vêm de programas do CAML, EBA e do SAER, e de tópicos de pesquisa do EGHBM potencialmente com vínculos com o SCOPE. A potencial ligação entre projetos IUBS, como o DIVERSITAS e EBA foi identificada e membros encorajados a estabelecer maiores ligações entre outros projetos IUBS e SCAR no futuro. Também se salientou a colaboração EGHBM e IUPS.


O SCAR deve ter um papel mais pró-ativo no envolvimento com IUBS, como, por exemplo, com publicações regulares na “Biology International” para aumentar seu perfil. O presidente do LSSSG vai colaborar com o Secretário Executivo do SCAR para produzir um artigo geral. Um artigo descrevendo o programa EBA no periódico também foi considerado prioridade.
3.5 Grupo de Especialistas em Biologia Humana e Medicina (EGHB&M)

O EGHB&M se reúne em sala separada e depois vem reportar ao LSSSG. Para cumprir com a determinação do SCAR de troca de informações, todos os Membros do EGHB&M reportaram estatísticas médicas, tendências e casos significativos dos últimos dois anos. Isso estimulou discussão sobre cuidados médicos e abriu sugestões para pesquisa de cuidados de saúde. Isso seria não só um bom exercício, mas seria melhorado pelo estabelecimento de uma base de dados epidemiológicos de eventos médicos, permitindo a troca de dados anônimos entre nações para compreensão de tendências, identificação de problemas quando iniciais, e reduziria as limitações de pesquisa de saúde impostas por um pequeno número de sujeitos.


Houve menos membros presentes no EGHB&M neste ano. Muitos membros foram retirados do grupo e não foram substituídos por nominações nacionais, apesar de solicitado pelo executivo do EGHB&M. Seria importante que houvesse um esforço para manter os especialistas disponíveis ao grupo para o benefício de todos e que uma participação reduzida pode ser prejudicial para futuras pesquisas e cuidados com a saúde. Note-se que o Brasil nunca enviou alguém para fazer parte deste grupo do SCAR, e que muita pesquisa de ponta na área médica é realizada no Brasil. Seria importante pensar em ter também essas pesquisas no Programa Antártico Brasileiro, e uma representação no SCAR.
O desenvolvimento, melhoramento e funcionalidade do banco de dados e informações, e uma página do IPY de domínio público teve problemas de segurança. O EGHB&M quer desenvolver um espaço de trabalho seguro para seus membros e solicita fundos do SCAR para essa finalidade.
O maior foco do grupo é o projeto “Taking the Antarctic and Arctic Polar Pulse (TTAAPP)” que foi endossado pelo ICSU/WMO como um dos projetos para o IPY. Coordena vários projetos que tem foco no desenvolvimento de uma base de dados de eventos médicos e medidas de cuidados com a saúde. O grupo pretende ter um workshop aberto mais tarde na semana sobre o assunto.
3.6 Assuntos científicos abordados na ATCM

D. Walton apresentou os resultados da avaliação dos documentos apresentados pelo SCAR e assuntos pertinentes na reunião do Tratado Antártico.
Monitoramento de microbiota patogênica na Antártica

Este assunto tem relevância para o LSSSG, e vários documentos foram apresentados na reunião do Tratado Antártico.

Espécies Especialmente Protegidas

Muita discussão sobre conservação e razões para que espécies sejam retiradas e outras colocadas na lista de espécies especialmente protegidas sob o Protocolo de Madri. As focas foram retiradas da lista, apesar de terem plena proteção sob o Protocolo, e foi recomendada proteção especial para Petréis Gigantes do Sul.
Áreas Protegidas marinhas

Foram discutidos em detalhe, planos novos e revistos para Áreas Protegidas Marinhas, e Áreas Especialmente Gerenciadas, e feito um primeiro relatório de inspeções de áreas protegidas no mar de Ross.
Acústica marinha

Um documento apresentado pelo SCAR sobre acústica marinha deu oportunidade de discussões da relação entre ruídos naturais e ruídos antropogênicos adicionais, especialmente decorrentes de maior atividade de navios.


Levantamento de Clima Antártico

Proposta do SCAR de se fazer um levantamento de clima Antártico foi muito bem recebida.


Espécies invasoras e água de lastro

Preocupa a invasão de espécies não nativas da Antártica, necessitando-se de um guia sobre troca de água de lastro.


Planos para Áreas Especialmente Protegidas

Proposta para que a Península Fildes passe a ser uma ASMA apresentada pela Alemanha, não foi aprovada. Haverá um workshop organizado pelo Chile para discutir o assunto, e cientistas do Brasil concordaram em relatar os resultados desse workshop ao LSSSG.


Espécies Especialmente Protegidas

Será necessária assistência do Grupo de Especialistas em Aves para que populações de Petrel Gigante do Sul e pingüins macaroni sejam colocados na lista de animais que requerem proteção especial sob o Protocolo de Madri. Já em relação às focas de Ross deverá ser feito uma declaração na próxima reunião do Tratado Antártico.



Estrutura Sistemática Geográfica-Ambiental.

A Nova Zelândia solicitou ao SCAR que faça uma revisão de um documento sobre a Estrutura Sistemática Geográfica-Ambiental.


Lago Vostok

A Rússia reportou sua intenção de aprofundar em mais 50m sua escavação na próxima estação e penetrar o lago em 2007/08. O LSSSG deve mostrar aos Delegados que a penetração do lago causa grande preocupação à comunidade científica, pois podem acontecer danos ambientais pelos riscos de contaminação quando se alcança a água, especialmente considerando que agora se sabe que há uma rede interconectando os lagos subglaciais.


Conservação Antártica no século 21

D. Walton relatou sobre o Workshop em Stellenbosch, África do Sul, sobre a Conservação Antártica no século 21. Foi um início de discussões que mostrou claramente que para que este assunto pudesse ser tratado adequadamente, dado o grande numero de partes interessadas, seria necessário um esforço conjunto com a IUCN. Tal reunião está sendo planejada.


3.7. Relatório do Grupo de Planejamento de Programa Científico em Monitoramento Biológico

D. Walton apresentou o relatório resumido do Workshop sobre Indicadores Biológicos Práticos de Impactos Humanos na Antártica, realizado no Texas, encerrando as atividades do SPPG. Vale notar que o Brasil tem estado ativo neste assunto, com sua rede de monitoramento na região da Baía do Almirantado.


3.8. Apresentação sobre o Programa Científico Especial Antártica e o Sistema Climático Global

J. Turner apresentou a Antártica e o Sistema Climático Global (AGCS), que é um dos cinco Programas de Pesquisa Científica do SCAR. Mostrou progressos na compilação de dados terrestres e oceanográficos e o LSSSG chamou a atenção para potencial interação valiosa com o EBA.


3.9. JCADM

T. de Bruin apresentou um relatório do JCADM levantando o ponto de inclusão e acesso de dados operacionais do COMNAP. No momento só dados limitados do COMNAP foram incluídos no JCADM.


Notou-se que um grande número de dados resultantes de bioprospecção que não foram disponibilizados ao JCADM. Alguns são confidenciais como os que descrevem as atividades de pesca comercial da CCAMLR. Entretanto, pesquisadores terrestres e colecionadores, muitas vezes com apoio financeiro de fontes comerciais, estavam gerando dados cientificamente valiosos que não estão disponíveis para outros pesquisadores. Membros devem lembrar que o Tratado requer livre troca de informação científica, se bem que não estabelece em que tempo. Mesmo se os dados crus não são disponibilizados, um avanço apropriado seria um registro de meta-dados descrevendo os dados e alertando os pesquisadores a sua existência, bem como uma indicação de quando os dados seriam disponibilizados livremente.
3.10. Evolução do SO-GLOBEC para ICED e Grupo de Especialistas em Oceanografia SCAR/SCOR

Houve apenas um relato escrito de E. Hoffman que não pode estar na reunião do LSSSG.


3.11. Assuntos do SCAR

O Diretor Executivo do SCAR, C. Summerhayes relatou sobre progressos recentes e planos futuros para o SCAR. Progresso tem havido em muitas das operações do SCAR. O SCAR vai dar três medalhas durante a reunião de Hobart em reconhecimento por serviços prestados ao SCAR. Dois novos membros fazem parte do SCAR e outros membros se manifestaram indicando sua intenção de se tornarem membros plenos. O 50o aniversário do SCAR será em 2008 quando a próxima Conferencia Científica Aberta e reuniões associadas vão ocorrer em St Petersburg na Rússia, em conjunção com a IASC, oportunizando temas bipolares.


3.12. Assuntos do Grupo de Especialistas em Focas (EGS)

M. Bester, secretário do EGS, apresentou um relato sobre as atividades do grupo. O grupo foi estabelecido na reunião do SCAR XXVII em 2002 com A. Blix como coordenador e M. Bester como Secretario. Receberam instruções do Diretor Executivo do SCAR e um grupo de 7 pessoas e os dois apontados pelo SCAR foram nomeados Membros em 2005, e quaisquer outros interessados foram admitidos ao grupo.


As atividades do Grupo compreendem o levantamento dos estoques requeridos pela Convenção para Conservação de Focas Antárticas (CCAS) e pelo Tratado Antártico. Os trabalhos são realizados eletronicamente.
Notou-se que o grupo deveria formular novos objetivos de pesquisa sob CAML ou EBA em vez de desenvolver novo programa de pesquisas. MMEOPP (Exploração de Mamíferos Marinhos dos Oceanos, Pólo a Pólo) é um programa novo que está se desenvolvendo, que incluirá censos, pesquisa ecológica e o desenvolvimento de novas tecnologias. MMEOPP vai até 2013, será um programa separado, mas vai ter ligação com CAML e EBA.
O relatório final do APIS ainda está pendente, apesar de todos os esforços para obtê-lo. Membros notam que é embaraçoso que estes dados ainda não estejam disponíveis, principalmente para as focas de Ross, ao Tratado Antártico. Sugere-se que, se os dados não forem obtidos, o EGS tente conseguir os dados dos cientistas que contribuíram com os mesmos e que talvez possam ser submetidos à base de dados do SCAR MarBIN. O EGS deveria achar cientistas que possam correr as análises estatísticas para finalizar o relatório. Pode-se considerar apoio financeiro para a produção do relatório.
3.13. Assuntos do Grupo de Especialistas em Aves (GEB)

E. Woehler, presidente do Grupo de Especialistas em Aves relatou as atividades do grupo. Não houve reuniões do GEB desde o encontro em julho de 2004 em Texel, pois toda a comunicação tem sido feita eletronicamente. Três Membros do grupo se aposentaram e um quarto membro vai se aposentar até o fim de 2006. Assim, é necessário encontrar candidatos apropriados como novos membros do grupo. Espera-se que os candidatos sejam contatados em 2006 para se tornarem membros no início de 2007.


Houve um workshop SCAR-BirdLife International-IUCN no BAS em Março de 2005 para levantar populações de aves marinhas Antárticas de acordo com os critérios regionais da IUCN Este workshop identificou o Petrel Gigante do Sul como uma ave criticamente ameaçada na Antártica. Compilação de dados de censo de aves continua e o próximo tratamento estatístico será em 2008 (10 anos depois do workshop original).
O GEB participou do workshop SCAR/COMNAP/NSF sobre Indicadores Biológicos Práticos de Impactos Humanos na Antártica que ocorreu no Texas, em março de 2005. O GEB continuou seu levantamento de potencial impacto das marcas nas aletas de pingüins, e levantamento global de conservação de pingüins. SCAR foi observador na reunião do ACAP (Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis) e atendeu vários encontros em 2005. O GEB teve papel importante no SCAR-MARBIN e continua a recomendar a nominação do Petrel Gigante do Sul como Espécie Especialmente Protegida. Esforços continuam para especificar Áreas Importantes para Aves (IBA), um projeto desenvolvido em conjunção com BirdLife International; este esforço conjunto com a BLI é atualmente da mais alta prioridade para o EGB.
O LSSSG discutiu as opções para potencialmente fundir os dois grupos de Especialistas e formar um Grupo de Especialistas em Predadores de Topo de Cadeia, o que ficou de ser discutido intersessionalmente.
3.14. Progressos do Programa de Evolução e Biodiversidade na Antártica

G. di Prisco apresentou um dos cinco Programas do SCAR adotados em 2004: Evolução e Biodiversidade na Antártica (EBA), e P. Convey explicou sobre os planos ou pacotes de trabalho que foram desenvolvidos e as diretrizes dos mesmos.


M. Stoddart mostrou os progressos das atividades de apoio ao CAML. O Comitê Científico do CAML se reuniu duas vezes, protocolos para coleta e gerenciamento de dados foram estabelecidos, inclusive um vínculo com SCAR-MARBIN. A Fundação Sloane foi contatada para apoio financeiro.
C. de Broyer reportou sobre o SCAR-MARBIN, desde SCAR XXVIII (2004) quando B. Danis demonstrou a facilidade operacional do SCAR-MARBIN com exemplos de ferramentas de procura de dados e visualização dessas facilidades.
3.15. Progressos do Programa RiSCC

RiSCC cessou de existir quando o EBA começou, depois da reunião do LSSSG em 2004. A. Huiskes apresentou um breve relato das atividades de encerramento do programa.


3.16. Progressos do Programa EVOLANTA
EVOLANTA cessou de existir quando o EBA começou, depois da reunião do LSSSG em 2004. G. di Prisco apresentou um breve relato das atividades de encerramento do programa.
3.17. Relato informal do observador da CCAMLR

G. Hosie apresentou assuntos de relevância para o LSSSG. O SCAR foi convidado à reunião do WG-EMM em 2007 para comentar dados sobre predadores de topo de cadeia. O grupo decidiu que dois representantes do LSSSG deveriam atender este encontro. O grupo notou que houve um encontro em Áreas Marinhas Protegidas e que haveria papel importante do SCAR em relação às MPAs no futuro. G. Hosie confirmou que SCAR vai ser convidado ao próximo encontro sobre Áreas Marinhas Protegidas.


G. Hosie descreveu banco de dados do Registrador Contínuo de Plâncton (CPR) e solicitou seu endosso como um banco de dados do SCAR. Notou-se que durante o IPY há planos para dados do CPR serem coletados extensivamente. Houve a proposta de se formar um Grupo de Ação do LSSSG (CPR-AG) e G. Hosie foi convidado a formular uma lista de membros, termos de referencia e preparar requerimento financeiro para iniciar o CPRAG. Este Grupo de ação tem potencial de contribuir com o EBA e o SCAR-MARBIN.
3.18. Apresentação: Programa Científico Especial sobre a Exploração de Lagos Subglaciais

C. Kennicutt reportou sobre SALE, e mostrou os progressos em 2005 e 2006. A apresentação incluiu também objetivos identificados para o IPY e o plano estratégico para o programa.


3.19. Apresentação: Programa Científico Especial sobre a Evolução do Clima Antártico

G. Wilson mostrou os progressos do programa ACE.


3.20. Pontos altos dos Programas de Pesquisa Nacionais

A. Huiskes resumiu os pontos altos de pesquisas biológicas desenvolvidas pelos Programas Nacionais. Estudos terrestres forma realizados principalmente no campo da microbiologia, com alta diversidade, e muitos desses estudos tem ligação com investigações de Biodiversidade relacionados ao EBA. Também salientou os esforços da França em conduzir estudos de longa duração na região Sub-Antártica e Antártica continental, reunindo dados de 50 anos de pesquisas.


3.21. Atividades do IPY

C. Summerhayes preparou um relatório mostrando as investigações das ciências da vida de interesse para o SCAR. Um amplo espectro de atividades de pesquisa foi descrito. Solicitou-se que o Comitê Assessor do SCAR para o IPY convidasse mais um membro que fosse da área marinha, para reforçar o grupo. C. Verde (Itália) aceitou fazer parte do grupo.


3.22. Relatório sobre o 9o Simpósio de Biologia

E. Fanta apresentou um relatório sobre o 9o Simpósio de Biologia que ocorreu em Curitiba, Brasil, de 25-29 de julho de 2005. Foi o primeiro SBS na América do Sul. O tema foi EBA, e houve 12 palestrantes convidados, de nove países, mais que 570 participantes incluindo 145 estudantes. O simpósio teve 65 apresentações orais, 179 pôsteres. As 10 palestras convidadas e 14 artigos selecionados serão publicados em uma edição especial do Antarctic Science em 2007. Por aclamação agradeceu-se pelo esforço em assegurar um Simpósio de grande sucesso.


3.23. 10o Simpósio de Biologia do SCAR

M. Fukuchi trouxe um convite do Japão para o 10o Simpósio de Biologia do SCAR, e notou-se que nunca houve um simpósio na Ásia. O Simpósio será em Sapporo, sendo que as datas serão confirmadas. O Comitê Diretor Internacional deve desenvolver o tema para o Simpósio, e terá que se encontrar intersessionalmente ou comunicar-se por e-mail para avançar na organização. Imagina-se que neste simpósio os temas do IPY estarão em proeminência.


3.24. Futura reunião do SCAR e do LSSSG

A reunião do SCAR XXX será em St Petersburg, Rússia, em julho de 2008 e durante este período haverá a reunião do LSSSG.
3.25. Eleição de Coordenadores

G. Steel, da Nova Zelândia do EGHB&M foi indicado para substituir L. Palinkas como vice coordenador do LSSSG. Também deu as boas vindas a uma reunião do EGHB&M concorrente com o 10o Simpósio de Biologia Antártica em in Sapporo no Japão, em 2009.


Depois de aprovar que os documentos tenham um sumário executivo para facilitar que sejam todos lidos pelos Membros, na próxima reunião, os trabalhos do LSSSG foram encerrados.

4. Recomendações do LSSSG
4.1. Membros dos Grupos de Especialistas do LSSSG

O LSSSG recomenda que o SCAR maximize sua influencia para que os comitês nacionais nomeiem membros para os Grupos de Especialistas do LSSSG, e que encoraje sua participação nas reuniões.


4.2. Sobre dados confidenciais de atividades comerciais

Preocupado com o fato de que dados científicos valiosos coletados da Antártica e dos oceanos australis através de atividades comerciais como bioprospecção, não são disponibilizados para uso científico, e que tais atividades comerciais nem sejam conhecidas atualmente, o SCAR solicita aos Comitês Nacionais que meta-dados sejam fornecidos ao Diretório Mestre de Dados Antárticos sempre que possível, e que haja uma previsão de quando os dados crus serão disponibilizados.


4.3 Sobre o fornecimento de dados a terceiras partes


Sob o Artigo III do Tratado Antártico dados e informações devem ser de livre acesso a todas as Partes. Entretanto essa troca de informações deve respeitar os direitos de propriedade intelectual dos dados, já que os grupos do SCAR tem dados que são usados para propósitos específicos de indivíduos e de instituições. Assim, sugere-se que seja desenvolvido uma política de dados de tal maneira que o SCAR dê detalhes do autor ou gerente dos dados a quem todos devem ser direcionados, e que todos as solicitações de dados que estejam de posse do SCAR sejam solicitados através do JCADM.
4.4. Uso de marcas nas aletas de pingüins

Devido a evidencia científica crescente de que o uso de marcas nas aletas de pingüins tem efeito adverso, cumulativo, o LSSSG desencoraja o uso de tais marcas.
4.5. Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP)

Tendo em vista a mortandade de aves marinhas dos Oceanos Austrais, causada pela pesca, e a implementação do Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis em 2004, o SCAR requer que os Comitês Nacionais contatem os organismos relevantes em seu país para assegurar que tenham produzido o Plano Nacional de Ação - aves.



5. Observações finais
Esta reunião do SCAR foi muito proveitosa, e um período muito ativo para a Delegação Brasileira, e para mim em particular. Não comentei as reuniões das quais a Dra. Lucia Campos participou, pois ela o fará em seu relatório, que será complementar a este.
É importante o Brasil estar preparado para enviar vários especialistas para as reuniões do SCAR, e apoiar também os Pesquisadores que estarão apresentando trabalhos científicos, aumentando assim, a visibilidade do Brasil, de nossos Pesquisadores e da nossa ciência Antártica.
Nos grupos de trabalho, na medida em que estamos presentes e participantes, temos a oportunidade de participar do processo de definição de prioridades, objetivos, trazer idéias positivas para contribuir, em vez de apenas receber tudo já pronto, sem a oportunidade de podermos nos manifestar efetivamente, a não se para relatar alguma atividade.
Como tudo é planejado com anos de antecedência, já se sabe que em julho de 2008 haverá a reunião em São Petersburgo, na Rússia, e já se pode pensar na delegação, que deverá ser composta, na área de ciências da vida, da representante e representante alterna, bem como de especialistas em aves, mamíferos, oceanografia biológica, conservação, organismos terrestres, microbiologia.
Também já se sabe que em 2010 haverá o 10º Simpósio de Biologia Antártica em Sapporo, no Japão, e todo esforço deve ser feito para permitir a participação de nossos pesquisadores Antárticos. É muito importante que possamos mostrar nossos resultados de pesquisas à comunidade internacional de biólogos Antárticos.
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