Seguridade social e cidadania primeiros textos relativos ao seminário produzido pela anfip e fundaçÃo anfip – preparaçÃo para a aposentadoria



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A FRENTE informa - 031 - 2012 ( MAR 05 )

Produzido pela Frente Parlamentar e de Entidades Civis e Militares em Defesa da PREVIDÊNCIA SOCIAL PÚBLICA - Desde 1995 na Luta pela SEGURIDADE SOCIAL e CIDADANIA
PRIMEIROS TEXTOS RELATIVOS AO SEMINÁRIO PRODUZIDO PELA ANFIP E FUNDAÇÃO ANFIP – PREPARAÇÃO PARA A APOSENTADORIA -



MESA DE ABERTURA - 1

MESA DE ENCERRAMENTO - 2
Preparação para a aposentadoria: PL 1992 prejudica o servidor público -01/03/2012

A ANFIP e a Fundação ANFIP promovem hoje (1) e amanhã (2) em Brasília o “2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria”. O evento acontece no auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

A mesa de abertura do evento contou com, além dos presidentes da ANFIP, Álvaro Sólon de França, e da Fundação ANFIP, Floriano Martins de Sá Neto, as presenças dos deputados Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) e Cleber Verde (PRB-MA); do secretário de Políticas da Previdência Social do Ministério da Previdência Social (MPS), Leonardo José Rolim Guimarães; do secretário de Políticas de Previdência Complementar do MPS, Jaime Mariz de Faria Júnior; da secretária-adjunta de Relações de Trabalho no Serviço Público do Ministério do Planejamento, Marcela Tapajós, e do coordenador-geral de Gestão de Pessoas da Receita Federal do Brasil, Erico Pozenato. Os trabalhos foram presididos pelo 4º secretário da Câmara, deputado Júlio Delgado (PSB-MG).

Júlio Delgado, após confirmar ser um militante da defesa das causas previdenciárias, pediu ao seu colega Arnaldo Faria de Sá que falasse em nome da Câmara na abertura. Faria de Sá elogiou o tema do encontro e constatou que os presentes, já servidores públicos, não seriam prejudicados pelo PL 1992/2007, que cria a aposentadoria complementar para a categoria (leia mais aqui). Ele elogiou o trabalho feito pela ANFIP contra a proposta, que foi aprovada na Câmara e segue para o Senado, e condenou o discurso do déficit para justificar a criação da previdência complementar do servidor. “A Previdência não está quebrada coisíssima nenhuma, mas interessa aos conglomerados financeiros vender a ideia da Previdência quebrada para vender planos de previdência privada”, constatou.

Já o presidente da ANFIP enfatizou que a entidade tem mais de 60 anos de história de sucesso porque jamais se limitou a defender apenas o associado, e sim trabalhou ao lado de toda a sociedade. “Nós, servidores públicos, não somos servidores de governo. Governo é transitório, muda, nós somos servidores de Estado, e o Estado é patrocinado pela sociedade. Em síntese, nós devemos os melhores dos nossos esforços à sociedade, por isso não me preocupo com governos transitórios, o que me preocupa é a construção do Estado”, observou.

Justamente por estar preocupado com o Estado, Álvaro Sólon de França lamentou o avanço do PL 1992. “Esse projeto não tem a visão da defesa do Estado”, constatou. Com o projeto, prosseguiu, os futuros servidores estarão constantemente preocupados com o futuro, já que a matéria não garante os valores da aposentadoria – que passam a ser variáveis de acordo com o humor do mercado financeiro.

Álvaro Sólon ainda enfatizou a necessidade de preparação para a aposentadoria: “Como dizem os romanos, a aposentadoria é o ócio com dignidade. O que nós lutamos sempre é para que as pessoas, ao final da vida laboral e da sua contribuição, tenham o ócio com dignidade. Os aposentados hoje representam uma parcela fundamental da sociedade brasileira”. Ele lembrou que a economia de mais de 70% dos municípios depende dos benefícios distribuídos pela Previdência Social. A constatação está na publicação da ANFIP “A Previdência Social e a Economia dos Municípios” (clique aqui).

Por sua vez, o presidente da Fundação ANFIP, Floriano Neto, justificou o tema do seminário: “Esse é um assunto novo para nós. A gente sempre via a aposentadoria mais como questão financeira e agora estamos nos preocupando com o fenômeno da aposentadoria. O que significa? Vai haver o aumento da longevidade, o país vai deixar de ser o país dos jovens e vai ser o país dos idosos. Então, como estamos nos preparando para isso?”.

Representando o ministro da Previdência, Garibaldi Alves, Jaime Mariz ressaltou a importância da boa preparação para a inatividade e classificou o PL 1992 como necessário. Segundo ele, com o envelhecimento da população, o atual sistema de aposentadoria do servidor é inviável. “Não é a privatização do sistema, ele continuará público até o teto do INSS e, depois, o futuro servidor, para o que passar do teto, vai ter um fundo de pensão. É uma imposição da realidade brasileira, da pirâmide populacional, não temos alternativa”, afirmou.

Na sequência, o deputado Paulo Rubem Santiago rebateu as afirmações de Mariz e reforçou o argumento da ANFIP de que o PL 1992 é nocivo para o servidor e para todo o Estado, já que desestimula o ingresso de mão de obra qualificada no serviço público. “Há anos o Estado e o servidor público têm sido violentamente atacados para que se transforme a previdência em um novo bolo gordo de interesse dos grandes grupos financeiros nacionais e internacionais”, observou. O deputado Cleber Verde também condenou a proposta da previdência complementar do servidor. “Nos preocupa a forma e a condução desse projeto. A velocidade como se aprovou esse projeto não acontece quando o projeto é em benefício do aposentado”, comparou.



Publicações – Todos os inscritos no evento receberam uma pasta com informações sobre o seminário e também publicações da ANFIP, como as cartilhas “Servidores Públicos - Aposentadorias e Pensões: Principais Regras” e “Previdência Complementar do Servidor Público: Críticas e Questionamentos ao Projeto de Lei 1992/2007”, além de um exemplar da revista Seguridade Social e Tributação. Acesse aqui a biblioteca virtual da ANFIP, onde as publicações da entidade podem ser baixadas gratuitamente.

Confira aqui a programação completa do Seminário Preparação para Aposentadoria.


Preparação para a Aposentadoria: saúde ainda é preocupação no Brasil -01/03/2012

O primeiro painel da tarde de hoje (1) no II Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria, realizado pela ANFIP e pela Fundação ANFIP, na Câmara dos Deputados, debateu “Aposentadoria e Envelhecimento: o que fazer?”. Os palestrantes foram Miguel Angel Vazquez, da Universidade de Vigo, na Espanha, e Marcelo Antonio Salgado, consultor na área de envelhecimento, com coordenação de Izabel Pessoa, da Universidade de Brasília.

Vazquez começou sua participação fazendo a seguinte observação: quando um país faz um seminário internacional sobre aposentadoria é porque tem ou terá algum problema previdenciário. Segundo explicou, hoje há um paradigma nos países avançados. Na Europa, a saúde não é mais importante, e sim a felicidade e os fatores que se relacionam a ela. “O Brasil ainda tem que se preocupar com a saúde dos idosos”, demonstrando que o país ainda não tem políticas para permitir que no envelhecimento se desfrute de fato essa fase. “A velhice não é um problema biológico, é um problema cultural”, acredita. Na Europa, a preparação para a velhice é cultural e as ações para essa fase da vida não são feitas tardiamente, como acontece no Brasil.

A Comissão Europeia está empenhada, em 2012, no ano europeu do envelhecimento ativo. A partir desse projeto estão sendo destinados recursos para o envelhecimento ativo e a solidariedade entre as pessoas. “Os idosos da Europa querem estimular as pessoas e os políticos para o desenvolvimento de políticas públicas saudáveis.” De acordo com ele, para planejar a aposentadoria, é preciso envolver vários grupos e redes sociais, e isso requer um trabalho de especialização. “Não é um esquema simplista. É preciso criar redes, definir o que é saudável e o que não é”, finalizou.

Para Marcelo Salgado, entender a velhice significa estudar a vida. “As coisas que acontecem na velhice são resultados de experiências positivas e negativas de etapas anteriores do ciclo de vida. É preciso aprender a ficar velho e a ficar aposentado, como tudo na vida”, ressaltou. Salgado resumiu o atual cenário de maneira simples. Para ele, há a generalização da vida. “A longevidade atinge todos os povos. As sociedades emergentes vêm apresentando um significativo aumento da expectativa de vida”, reforçou. Apesar disso, segundo explicou, viver muito não significa viver bem. “Nesse particular a aposentadoria tem papel fundamental. É uma conquista social, que pode manter, a partir de uma idade, a qualidade de vida dos cidadãos”, avaliou.

A contradição é justamente essa. As pessoas trabalham e a aposentadoria acaba sendo um tempo de pobreza, porque não dá para manter a produtividade. “A aposentadoria deveria manter o mínimo necessário para viver com dignidade”, avaliou. Salgado considera fundamental levantar essa questão para debate. “É preciso questionar a sociedade para que ela designe espaço de significância para a velhice.” Para o palestrante, é preciso enfrentar três realidades na velhice: aprender a aceitar a velhice e suas consequências; aprender a aprender, porque mesmo aceitando as limitações é preciso continuar aprendendo; e aprender a esquecer.


Preparação para a aposentadoria: Painel debate programação financeira - 01/03/2012

O presidente da ANFIP, Álvaro Sólon de França, coordenou na manhã de hoje (1) o painel “Como Programar sua Vida Financeira para a Aposentadoria”, dentro da programação do “2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria”. O painel contou com a participação de José Vital Fagundes, da Universidade do Banco Central (Unibacen).

Ao apresentar o palestrante, Álvaro Sólon lembrou que, no passado, ao entrar no serviço público, o trabalhador tinha ao menos uma certeza, o valor da aposentadoria. Esse garantia, porém, deixa de existir com a eventual implantação do PL 1992/2007, que cria a aposentadoria complementar do servidor (leia mais aqui). “Com o PL 1992, o servidor que ingressar, no primeiro dia, já vai começar a verificar todos os meses seu extrato financeiro para saber quanto ele teria de valor numa suposta aposentadoria. E, a cada sobressalto do mercado econômico, ele voltará deprimido no dia seguinte para o trabalho. Ele pode ver sua aposentadoria passar de um sonho para uma miragem”, lamentou.

Já José Fagundes explicou que viver com cuidado no dia a dia é um bom caminho para programar a vida financeira para a aposentadoria. “Organização e perseverança para que possamos ter uma vida boa hoje, amanhã e sempre. Esse é o grande objetivo da educação financeira, esse é o grande objetivo para as finanças pessoais”, resumiu.

O especialista disse que a educação financeira está baseada em um tripé:

- simplicidade: o usuário precisa estar familiarizado com a ferramenta que usa para controlar as finanças, seja uma planilha no computador, seja uma simples caderneta;

- disciplina: o controle é essencial para garantir um futuro melhor;

- exemplo: qualquer pessoa que pretende fazer o planejamento das finanças pessoais tem de dar o exemplo, não basta falar, tem de fazer.

Iniciado hoje, o Seminário Preparação para Aposentadoria prossegue até amanhã (2) no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Confira aqui os slides da apresentação de José Fagundes, da Universidade do Banco Central (Unibacen), e aqui a programação completa do seminário.
Preparação para a aposentadoria: Conferência discute envelhecimento ativo 01/03/2012

Desafios da aposentadoria para um envelhecimento ativo. Este foi o tema da primeira conferência do “2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria”, promovido pela ANFIP e pela Fundação ANFIP. O evento foi aberto na manhã de hoje (1) no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A conferência foi proferida pelo coordenador da Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo, Sérgio Márcio Pacheco Paschoal, com coordenação do deputado Cleber Verde (PRB-MA).

Sérgio Paschoal explicou que falar em envelhecimento ativo é muito mais do que atividade física, já que envelhecer bem é um processo mais amplo, envolvendo a dimensão psicossocial. “Será que eu tenho de ser um triatleta aos 68 anos para ter um envelhecimento bem sucedido? Será que envelhecimento bem sucedido não é uma adaptação bem sucedida? Ser ativo é ter participação contínua nas questões sociais, culturais, espirituais, e não apenas ser ativo fisicamente”, constatou.

Paschoal ainda lamentou a visão negativa dos idosos pela sociedade brasileira. “Há a visão social de que velhice é ônus, de que é um problema. Temos de mudar este estereótipo”, completou.

O “2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria” prossegue até amanhã (2). Confira aqui a programação do Seminário.


Preparação para aposentadoria: envelhecer como Projeto Infinito - 02/03/2012

A conferência Envelhecer como Projeto Infinito encerra os debates do 2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria, realizado pela ANFIP e Fundação ANFIP e que ocorre desde quinta-feira (1º) no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília.

A conferência esteve sob a coordenação do presidente da Fundação ANFIP, Floriano Martins de Sá Neto, e contou com os conferencistas José Francisco Oliveira, da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, e Márcia Godinho, da Casa Gerontológica da Aeronáutica, Brigadeiro Eduardo Gomes. Ambas as instituições são do Rio de Janeiro.

Oliveira defendeu no início de sua fala que o envelhecimento é um projeto dinâmico, inventado e reinventado por quem o faz e o vive, e que abrange o presente e o futuro. Tem caráter utópico, embora possa ser alcançado. Em seguida, ele abordou uma visão antropológica, filosófica, artística e espiritual do tema, com análise da obra de vários autores e pensadores.

Sob esta ótica, o conferencista avaliou que as dimensões humanas transitam entre a finitude da matéria e a infinitude do espírito e que este processo também ocorre na aposentadoria, em que o corpo do trabalhador está cansado e busca descanso, mas o espírito permanece ativo. “Os desejos do homem não se aprisionam na finitude do tempo. Freud via este desejo como inerente à condição humana. Assim, pergunto, quanto vale o homem? Mais ou menos que sua idade, mais ou menos que os seus anos?”

“O envelhecimento é uma das mais radicais experiências da finitude humana. Do próprio envelhecimento, o homem tem uma visão e consciência direta de si mesmo que era e que é, sob a certeza de que sua vida é um progressivo itinerário”, continuou Oliveira, ressaltando que o envelhecimento e a aposentadoria não são acontecimentos separados, mas uma continuação do processo dinâmico da vida.

Para o conferencista, uma das chaves é encarar as mudanças como uma abertura para uma nova construção de sua história. “O envelhecimento não é um túnel escuro, mas a grande metáfora da experiência humana. No espaço do amor, o envelhecimento supera a finitude do homem”, concluiu.

A musicoterapeuta Márcia Godinho, por sua vez, construiu sua participação a partir do tema da reinvenção do ser humano por meio da arte. Ela abordou os processos de envelhecimento e de aposentadoria sob uma perspectiva artística e lúdica. “A música é linguagem universal mas que, ao mesmo tempo, respeita as singularidades do ser.” A palestra foi recheada de músicas em interpretações da conferencista e do público, numa intensa interação que se constituiu num dos momentos mais participativos do evento.

Em seguida, destacou pontos de um artigo escrito especialmente por ela para o seminário. “O que fica na memória são os ícones, símbolos de sua infância, adolescência, juventude, vida adulta, maturidade e ritos de passagem que viveu. Agora mais velhos, temos todas as idades dentro de nós e a música acompanha nossa trajetória e marca todos os momentos, mesmo aqueles que não gostaríamos de recordar, mas também aqueles maravilhosos. O que fica na memória é o que marcou a sua essência afetiva, como ser único, criativo e plural que é. Só você sabe de suas marcas, só você pode tomar a decisão de criar e construir seu projeto de envelhecer. O homem que se reinventa é um criador e, não, um repetidor. É o homem que age e não o que só reage. Reinventar e criar são atos de coragem. Na vida nada se perde, tudo se cria e por isso se transforma, e nesse processo a solidão e o ócio são importantes. O repetidor talvez terá uma vida confortável, mas e quando se aposentar? Ele repetiu tanto que se esqueceu da sua individualidade. Já o criador terá a ânsia, a angústia, a dor na hora de criar. Muitas vezes percorrerá um caminho duro. Mas saberá se reinventar”, concluiu.

Cerimônia de encerramento – O vice-presidente Executivo da ANFIP, Floriano José Martins, abriu a mesa de encerramento do seminário com agradecimentos aos participantes e palestrantes. “Este seminário foi um sucesso. Quero dar os parabéns à Fundação ANFIP, aos participantes e aos palestrantes, que foram um sucesso absoluto.”

O presidente da Fundação ANFIP, Floriano Martins de Sá Neto, afirmou que o seminário trouxe novos conhecimentos que vão alimentar a luta da entidade em defesa do social, da tributação justa e da construção de um país mais equilibrado. “Nossa vida começa como uma semente e essa semente gera árvores, gera frutos. E não podemos deixar passar o momento de colher os frutos. É importante que tenhamos sabedoria para aproveitar as coisas certas no momento certo, que consigamos atravessar essa fase da vida com sabedoria. A preparação para aposentadoria dos servidores públicos precisa ser incorporada ao dia a dia dos órgãos públicos. Não podemos prescindir da experiência dessas pessoas. Encerro com um muito obrigado pela participação de todos, os palestrantes foram maravilhosos.”

Preparação para a Aposentadoria: Universidade de Brasília e Banco Central apresentam programas -02/03/2012

O primeiro painel da tarde de sexta-feira (2) no II Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria trouxe as experiências desenvolvidas pela Universidade de Brasília e pelo Banco Central na preparação de seus servidores para a aposentadoria.

Cristineide França explicou os fundamentos teóricos e práticos do Programa Viva Mais, desenvolvido pela Universidade de Brasília. O programa está estruturado para fornecer aos servidores informações imprescindíveis para a fase final do tempo laboral e o início da aposentadoria, para que ela possa ser vivida da melhor maneira possível. “As pessoas com maior escolaridade relatam que estão felizes com a aposentadoria. Isso está relacionado a outros fatores, como planejamento financeiro, planejamento de saúde, relações familiares”, informou. O programa, explicou Cristineide, ajuda em todas essas áreas da vida.

O programa da UnB é destinado a todos os servidores, independentemente da idade. Inicialmente são feitas intervenções breves para todo o grupo a fim de que cada um faça a adesão ao programa. Essas ações estão no planejamento de pré-aposentadoria, juntamente com oficinas, palestras e atendimento individual. Também são realizadas ações na aposentadoria, com acompanhamento de como eram e de como estão com a aposentadoria, entrevistas e programa para aposentados.

O objetivo do Viva Mais, conforme explicou Cristineide, é favorecer a vivência da aposentadoria com qualidade de vida, independência financeira e emocional, atividades sócio-ocupacionais, vínculos afetivos e sociais, satisfação com a vida, senso de utilidade e identidade.

Andréia Medeiros apresentou o Programa Ciclos – Aposentadoria e Excelência Humana, desenvolvido pelo Banco Central para os seus servidores. Andréia, hoje cedida para a UnB, frisou que quando se trabalha com esse público, a instituição não trabalha só a aposentadoria de seu servidor, mas tem contato com toda a vida dele. No Banco Central, começou a se pensar o tema institucionalmente em 2009, quando foi detectado que 1,7 mil servidores deveriam se aposentar entre 2010 e 2013. “É um contingente alto de servidores que passariam por essa fase de adaptação”, avaliou.

“Pensando nesse público foi criado o Programa”, frisou. O planejamento inicial incluiu a definição do público-alvo; a identificação de iniciativas já desenvolvidas pela instituição; a troca de experiências com outros órgãos e instituições; o levantamento de parcerias; a identificação dos atores para o desenvolvimento do programa e a definição da base metodológica. Andréia falou ainda dos benefícios esperados e dos módulos teóricos e práticos desenvolvidos com os servidores.

O II Seminário Internacional começou ontem (1) e termina no fim da tarde de hoje (2) no auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados. Acompanhe na página da ANFIP todas as notícias das palestras proferidas.


Preparação para a aposentadoria: Universidades abertas à maturidade - 02/03/2012

Dentro da programação do “2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria”, promovido pela ANFIP e Fundação ANFIP, aconteceu na manhã de hoje (1) mesa redonda com o tema “Universidades abertas à maturidade e outras alternativas”.

Os debates foram coordenados pelo presidente do Mosap, Edison Guilherme Haubert, e contaram com as participações de: Sérgio Antonio Carlos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Claudia Sirlim, da Rede de Empreendedores Sênior do Uruguai; e Gislane Ferreira de Melo, da Universidade Católica de Brasília.

Ao abrir a discussão, Haubert afirmou que, além da preparação para a aposentadoria, os servidores públicos precisam estar prontos para rebater as inverdades plantadas na imprensa, especialmente com a aprovação do PL 1992/2007 (leia mais aqui), que cria a aposentadoria complementar do servidor público. O presidente do Mosap rejeitou a tentativa de parte da imprensa de culpar o servidor público por tudo de errado que há no país. “Não vamos nunca desistir de desmascarar essas inverdades”, avisou.

Já Sérgio Antonio avaliou que a participação de aposentados ou idosos em universidades abertas passa por três pontos: respeito ao outro, poder de decisão e alternativas de ação posteriores à aposentadoria. Para ele, o idoso pode ingressar também na universidade regular, via vestibular, e não apenas na universidade aberta.

Por sua vez, Claudia Sirlim disse que, entre as alternativas para a vida depois da aposentadoria, uma é o empreendedorismo. Segundo ela, é preciso aproveitar o conhecimento e as experiências acumuladas pelos idosos. No Uruguai, relatou Claudia Sirlim, foi criada uma rede para incentivar o empreendedorismo para quem está aposentado, em vias da aposentadoria ou tem mais de 60 anos de idade. Agora, a intenção é replicar o modelo em outros países da América Latina. “E faço o convite para que o Brasil seja o primeiro país a instalarmos a réplica da rede”, concluiu.

E Gislane Ferreira de Melo, fundadora do Centro de Convivência do Idoso da Universidade Católica de Brasília, enfatizou a necessidade de combater os estereótipos em relação ao idoso. Ressaltou que este trabalho tem de começar na Educação Infantil. “Há um estereótipo de que o idoso é frágil, fraco. O jovem pensa isso. A gente só muda alguém a partir de crenças e valores, isso tem de começar na infância”, constatou. Segundo Gislane Melo, o país precisa se habituar ao idoso, porque já são mais de 21 mil pessoas acima de 100 anos no Brasil e a tendência é de aumento.

O “2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria” foi iniciado nesta quinta-feira (1) e será encerrado às 17h de hoje, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados, em Brasília. Confira aqui a programação completa.


Preparação para a aposentadoria: Retorno ao trabalho com qualidade de vida - 02/03/2012

Prossegue hoje (2) em Brasília o “2º Seminário Internacional Preparação para Aposentadoria”, promovido pela ANFIP e Fundação ANFIP. O evento foi aberto nesta quinta-feira (1) no Auditório Nereu Ramos, da Câmara dos Deputados.

O primeiro item da manhã foi a exposição “Fatores que contribuem para as pessoas idosas aposentadas retornarem ao mundo do trabalho com qualidade de vida”, feita pelo geriatra Gustavo Almeida, do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. A mesa foi coordenada pela diretora da Fundação ANFIP, Aurora Maria Miranda Borges.

Gustavo Almeida destacou a melhora das condições de vida no Brasil que, em cerca de 20 anos, aumentaram em quase 15 anos a expectativa de vida no país. Uma criança nascida em 2010, explicou, tem previsão de viver até aos 73 anos e a tendência é de elevação desta média.

O médico acrescentou que é preciso diferenciar envelhecer – um processo natural que tem de ser feito com qualidade de vida – de ficar velho, no sentido de ultrapassado. Segundo ele, o país começa valorizar os idosos, já que eles são cada vez mais importantes na sociedade. “Cada vez mais temos o idoso participando ativamente da sociedade. Isso é muito bacana e muito positivo, porque é um amadurecimento da sociedade”, constatou.

O especialista ainda explicou que, para o idoso, o conceito de saúde não está ligado à ausência de doenças, e sim a dois fatores: autonomia e independência. Para Gustavo Almeida, com os cuidados certos é possível manter os dois benefícios mesmo com alguma doença. Como dicas, ele sugeriu manter a atividade intelectual, atividades físicas regulares, alimentação saudável, evitar cigarro, moderar no álcool, cultivar laços afetivos, detecção precoce de doenças e participar da vacinação de idosos.



Sobre a vida laboral, Gustavo Almeida disse que a tendência é a renda ir crescendo ao longo da vida até a aposentadoria, quando ela pode cair. No entanto, justamente na terceira idade pode haver aumento das despesas, com itens como saúde e alimentação saudável, além das obrigações financeiras que muitos idosos assumem perante a família. Diante deste quadro, muitos aposentados têm de voltar ao mercado de trabalho.Para o médico, seguindo as dicas apresentadas é possível voltar a trabalhar e manter a qualidade de vida.


A FRENTE informaSecretária Executiva: Josepha Britto –Brasília –Câmara dos Deputados –Anexo I- sala 2708 – Vice-Liderança do PT– CEP 70160-900 - fone 3215-9114 / 9129- –FAX 3215-9141 Cel. 9966-5052 -São Paulo – Av. do Cursino 104-ap.21A-CEP 04132-000 Telefax 11-5062-4719 CEL 7238-0127 e-mail: josepha.britto@camara.gov.br josephabritto@gmail.com e josephabritto@yahoo.com.br
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