Serão capacitados a compreender seus ensinos



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Laodicéia,

Sua carta,

Sua Trombeta e

Seu Cálice

Introdução
Não muito satisfeito com algumas explanações feitas por muitos estudiosos da Palavra a respeito de algumas partes do livro de Apocalipse, resolvi buscar sabedoria nAquele que no Céu reside, a fim de compreender essas passagens, e com isso entender algumas coisas que ultimamente vem acontecendo no seio da nossa amada igreja.

Muitos podem não dar crédito ao que aqui está escrito, e julgarem que não sou um profundo estudioso das Escrituras e tampouco formado em teologia. Entretanto, acredito naquilo que pode ser revelado pelo Senhor através de mim, bem como de outras pessoas que se encontram na mesma situação que a minha. Sendo assim, busco autoridade para o que escrevo a partir das palavras a seguir:


“Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo.” Apoc. 1:3
Que ninguém pense que por não pode explicar o significado de cada símbolo do Apocalipse, é-lhe inútil pesquisar este livro numa tentativa de conhecer o significado da verdade que ele contém. Aquele que revelou estes mistérios a João dará ao diligente pesquisador da verdade um antegozo das coisas celestiais. Aqueles cujo coração está aberto à recepção da verdade serão capacitados a compreender seus ensinos, e ser-lhes-á garantida a bênção prometida àqueles que‚ ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas” Apoc. 1:3. (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos , 585)
Deve haver estudo mais aprimorado e mais diligente do Apocalipse, e apresentação mais fervorosa das verdades que contém - verdades que concernem a todos quantos vivem nestes últimos dias.” (Idem, Manuscrito 105, 1902. (Evangelismo,197))
“As mensagens solenes que têm sido dadas em sua ordem no Apocalipse são para ocupar o primeiro lugar nas mentes do povo de Deus.” (Idem, Testemonies , vol. 8, 302)
Deus deu aos homens a segura Palavra da profecia; os anjos e mesmo o próprio Cristo vieram para tornar conhecidas a Daniel e João as coisas que em breve deveriam acontecer. Os importantes assuntos que dizem respeito à nossa salvação não foram deixados envoltos em mistério. Não foram revelados de tal maneira a tornar perplexo e transviar o honesto pesquisador da verdade. Disse o Senhor pelo profeta Habacuque: Escreve a visão, e torna-a bem legível … para que a possa ler o que correndo passa.” Hab. 2:2. A Palavra de Deus é clara a todos os que a estudam com coração devoto. Toda alma verdadeiramente sincera virá à luz da verdade. “A luz semeia-se para o justo.” Sal. 97:11. E nenhuma igreja poderá progredir na santificação a menos que seus membros estejam fervorosamente em busca da verdade, como de um tesouro escondido. (Idem, Grande Conflito 522-523)
Freqüentemente o Senhor trabalha onde menos O esperamos; surpreende-nos pela revelação de Seu poder em instrumento de Sua própria escolha, ao mesmo tempo que passa por alto os homens a quem temos olhado como sendo aqueles por cujo intermédio deve vir a luz. Deus deseja que recebamos a verdade em seus próprios méritos - porque é a verdade.

Não deve a Bíblia ser interpretada para agradar às idéias dos homens, por mais longo que seja o tempo em que têm considerado verdadeiras essas idéias. Não devemos aceitar a opinião de comentaristas como sendo a voz de Deus; eles eram mortais, sujeitos ao erro como nós mesmos. Deus nos tem dado a faculdade do raciocínio tanto como a eles. Devemos tornar a Bíblia o seu expositor.


Confiante e feliz na possibilidade de estar sendo utilizado pelo Senhor não me absterei de passar esta mensagem adiante, orando ao Deus do Céu pedindo que muito do que aqui exposto está fique isento de exaltação própria, tendo só por objetivo o crescimento espiritual de nossa amada igreja e a exaltação do Nosso Salvador Jesus.

Como mencionado anteriormente, resolvi escrever este texto simplesmente pelo fato de não me sentir satisfeito com algumas explanações feitas por vários estudiosos da palavra, dentre eles alguns teólogos, especificamente de alguns textos do livro de Apocalipse. Apesar do grandioso trabalho feito pelos mesmos, algumas questões não foram prontamente respondidas com seus escritos. Partindo deste incomodo resolvi estuda-las com a intenção de obter respostas às minhas indagações. Das partes do Livro Sagrado a que me refiro destaco as seguintes:


As cartas às sete igrejas. Especialmente à Laodicéia; Os 144.000; e A Besta Escarlate.
Às cartas às sete igrejas - Laodicéia
Não obstante a insatisfação ser maior nos textos que tentam explicar as passagens acima mencionadas, irei me ater apenas às cartas às sete igrejas. Restritamente à Igreja de Laodicéia. A intenção maior é a busca de um estudo mais detalhado do que acontece com a nossa igreja nos dias atuais. Não apenas de um estudo feito por mim, mas feito por todos os que estejam dispostos a buscar respostas para as questões que aqui ainda ficarão por responder. Não desejo levar descrédito ao que os outros autores já escreveram sobre o assunto, apenas penso em acrescentar descobertas às que já descobriram, e em manter esperança de que outros acrescentem mais às que aqui estarão sendo mostradas.

Apesar de me prender somente sobre Laodicéia, recorreremos eventualmente aos textos das outras seis igrejas, como também, em outras partes das Escrituras para tentarmos entender melhor algum texto de Laodicéia.

Não vejo necessidade de explicar que as sete igrejas de Apocalipse são um símbolo dos sete períodos que o povo de Deus iria atravessar no decorrer da história do mundo após a ressurreição de Cristo. As sete cartas descrevem o que a igreja iria atravessar ao longo do tempo até o segundo advento de Jesus. Ainda assim, algumas coisas que já nos são conhecidas serão aqui repetidas, visto que este texto é uma junção do que muito já fora escrito. De início parecerá que apenas repetirei o que já foi escrito, mas na medida que formos aprofundando na leitura e estudo, algumas novidades serão acrescentadas.

O texto de Laodicéia que se encontra em Apocalipse 3:14-22 é o que segue:


Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve:

Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!

Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.

Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.

Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te.

Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo.

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Podemos dividir esta carta em algumas partes para melhor entendermos a mensagem nela contida. Estas partes ficariam dividas da forma abaixo:




Destinatário

O anjo da igreja em Laodicéia.

Remetente

A testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus.

Jesus conhece as obras de cada um em cada período

Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!

Condição,

Doenças e

Remédios Laodiceanas

Como se sente o destinatário

Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma.

Uma dura advertência

Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca.

Uma reprovação

Tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.

Conselhos

Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas.
Sê, pois, zeloso e arrepende-te.
Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

Demonstração de amor do Remetente

Eu repreendo e disciplino a quantos amo.

Condição do Remetente

Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo.

Promessa e recompensa

Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.

Estudaremos então com o máximo de atenção cada parte acima do texto. Nem todas as partes serão mostradas com detalhes, porém algumas terão nova compreensão e precisarão de maiores explanações. Estudaremos então parte a parte.


Destinatário
Note que todas as cartas destinadas às igrejas fora recebida por um anjo (Apocalipse 2:1, 8, 12 e 18; 3:1, 7 e 14). A palavra anjo foi traduzida de uma palavra grega que quer dizer mensageiro (αγγελος - anguelos). Observe que não somente a carta foi recebida por um anjo em cada igreja, como também, suas reprovações, conselhos, advertências e promessas foram a ele dadas como se o próprio anjo fosse a igreja que representa. Obviamente não se trata de um anjo literal. A igreja de Laodicéia nos parece um tanto atrapalhada e no Céu não existe um anjo tão atrapalhado. E o que se atrapalhou por lá fora expulso devido a sua trapalhada. Em Mateus 28:18-20 o Senhor Jesus nos comissiona levar a mensagem do evangelho a todas as nações. Podemos nos considerar mensageiros de Deus neste mundo. Estamos aqui para levarmos a mensagem da salvação a todas as nações como verdadeiros mensageiros. O mensageiro que recebe a carta não é outro senão a Sua igreja aqui na Terra. A carta é destinada a você e a mim individualmente que fazemos parte desta igreja. Por isso devemos dar a devida importância à carta que o Senhor nos escreve.
Conteúdo da carta
Apesar de cada igreja ter recebido uma carta individualmente com um conteúdo específico da parte do Senhor (Apoc 2 e 3:1-22), os versos 4 e de 9 a 11 do primeiro capítulo de Apocalipse nos indicam que o conteúdo da carta enviada por João às sete igrejas fora sem dúvida o livro de Apocalipse. Como nós somos o anjo destinatário da igreja de Laodicéia, devemos receber não só o conteúdo individual da carta que nos foi destinada, mas também devemos dar atenção e estudar todo o livro de Apocalipse em ligação com a carta. Temos neste livro uma verdadeira carta de amor, que nos revelam verdades que iluminam nossas mentes nestes últimos dias. O livro de Apocalipse fora escrito para todos em todos os tempos e também par nós hoje. Portanto, é necessário que se estude a carta de Laodicéia em conexão com outras profecias de Apocalipse.
Deve haver estudo mais aprimorado e mais diligente do Apocalipse, e apresentação mais fervorosa das verdades que contém - verdades que concernem a todos quantos vivem nestes últimos dias.” (Idem, Manuscrito 105, 1902. (Evangelismo,197)
Laodicéia quer dizer “julgamento do povo”. Apesar de não precisarmos saber com exatidão em que momento do decurso da história o último período da igreja começou, o significado do seu nome nos da confiança em acreditar que esta igreja teve seu período iniciado a partir do momento em que o Senhor passa a julgar o Seu povo, passando do lugar Santo para o Santíssimo no Santuário Celestial. Isto de acordo com as profecias das 2300 tardes e manhãs de Daniel ocorreu em 1844. Se assim for, talvez Laodicéia seja o único período profético da igreja que tenha a data de seu início conhecido com exatidão.

Observe a seguir o que escreveu C. Mervyn Maxwell em seu livro intitulado Uma Nova Era Segundo as Profecias do Apocalipse sobre o período de Laodicéia: “... num dado período profético, alguns cristãos, ou mesmo congregações inteiras PODEM ESTAR A REFLETIR QUALQUER UMA DAS SETE IGREJAS. Como símbolos preditivos, as sete igrejas representam apenas a experiência dominante da igreja de Cristo em cada uma das eras representadas.” Por estarmos nos últimos dias, o que mais se reflete nos cristãos de hoje é a experiência de Laodiceia. Isto não quer dizer que todos refletem esta experiência, mas sim a maioria. Confirmando esta declaração podemos citar o exemplo dos pioneiros fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia que já viviam no período Laodiceano e, no entanto, pareciam ser cidadãos (cristãos) de outra cidade (fase profética). Se você prestar atenção nas zonas fronteiriças das cidades (literais) que hoje existem, perceberá que as suas culturas se misturam de um lado e do outro de cada cidade. Esta mistura fica mais evidente quando as cidades são de países com idiomas diferentes em que, nas zonas de fronteiras, se percebe mistura até nos seus idiomas. Assim também pode acontecer com estas cidades profetizadas (fases), existindo alguns cidadãos (cristãos) que refletem a experiência de uma cidade (fase profética), porém vivem em outra cidade (fase). Por exemplo: na fase escura da história da igreja, encontramos valdelses, albigenses entre outros que poderiam se encaixar numa era (cidade) menos escura. As atitudes desses cristãos nada tinham que os identificassem como habitantes daquele período profético da igreja. Podemos dizer que simbolicamente estes cristãos estavam em visita àquela cidade (era).
Remetente
O Remetente da carta à Laodicéia é o Amém, a Testemunha fiel e verdadeira, o Princípio da criação de Deus. De acordo com Apocalipse 1:1, 5 e 12-18, sabemos que o Remetente da carta é o próprio Jesus. Aqui Ele se identifica como a Testemunha fiel e verdadeira. Nestes dias de julgamento no Santuário Celestial, não existe nada melhor do que termos em Jesus uma testemunha fiel e verdadeira, pois Ele promete nos justificar gratuitamente pela fé (Rom. 3:23). Identifica-se, também, como o Amém e o Princípio da criação de Deus, mas por hora nos basta saber que o Autor desta carta de amor é o Senhor Jesus, nos mostrando no Apocalipse a preocupação que tem com o Seu povo e Sua vontade de ser nossa Testemunha fiel.

Jesus conhece as obras


Nesta fase o Senhor Jesus nos mostra que nos conhece e que mantém seus olhos sobre nós. O Senhor nos conhece profundamente como igreja e como indivíduos a ponto de nos dizer que não somos frios nem quente. Já experimentou água morna? Sabe qual a sensação de beber um copo de água morna? E sabe qual o resultado? Com certeza, como a maioria das pessoas, você sentirá ânsia de vômito. É interessante notar que esta é a sensação que o Senhor tem com a mornidão de Laodicéia (Apoc. 3:16). Mas Ele diz: “...Quem dera fosses frio ou quente!” Apoc. 3:15. Observe que o Jesus deseja que sejamos frios ou quentes. Leia este texto:
Todos quantos se houvessem de tornar súditos do reino de Cristo, tinham que dar demonstrações de fé e arrependimento. Bondade, honestidade e fidelidade se manifestariam na vida dessas pessoas. Ajudariam os necessitados, e levariam a Deus suas ofertas. Defenderiam os desamparados, dando exemplo de virtude e compaixão. Assim os seguidores de Cristo darão provas do poder transformador do Espírito Santo. Revelar-se-ão na vida diária justiça, misericórdia e amor de Deus. Do contrário, são como palha, que se lança ao fogo.

“Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento”, disse João, “mas Aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo”. Mat. 3:11. O profeta Isaías declarara que o Senhor purificaria o Seu povo de suas iniqüidades “com o espírito de justiça, e com o espírito de ardor” Isa. 4:4. As palavras do Senhor a Israel, eram: “E porei contra ti a Minha mão, e purificarei inteiramente as tuas escórias; e tirar-te-ei toda a impureza.” Isa. 1:25. Para o pecado, onde quer que se encontre, “nosso Deus é um fogo consumidor”. Heb. 12:29. O Espírito de Deus consumirá pecado em todos quantos se submeterem a Seu poder. Se os homens, porém, se apegarem ao pecado, ficarão com ele identificados. Então a glória de Deus, que destrói o pecado, tem que destruí-los. Depois de sua noite de luta com o anjo, Jacó exclamou: “Tenho visto a Deus face a face e a minha alma foi salva”. Gên. 32:30 (Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, pág. 107)


Que não sejamos como palhas para não sermos consumidos com a proximidade do Senhor. O Fogo consumidor deseja aquecer nossas vidas (Apoc. 3:20) e nos tornar quentes. O fato de sermos mornos nos deixa numa delicada posição em que temos o Fogo consumidor dos nossos pecados por perto desejando aquecer nossos corações, e não estamos permitindo que Ele entre e governe nossas vidas nos tornando quente. Ainda assim, Ele continua por perto nos deixando num estado de mornidão pela nossa postura de não O convidarmos para entrar. Se fôssemos frios, sentiríamos necessidade de nos aquecer e buscaríamos o calor deste Fogo. Por isso Jesus diz “quem dera fôssemos frio ou quente”. Mas somos mornos e falamos “...estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma...” e com isso não buscamos a Deus através de Sua Palavra e da oração.
Doenças e Curas Laodiceanas
Observe o quadro a seguir:


Aparente condição de Laodicéia

Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma.

Conseqüências deste tipo de sentimento

Reprovação (Doenças)

Conselhos (Remédios)

tu és infeliz, sim, miserável, pobre,

Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres,

tu és cego

Aconselho-te que de mim compres colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas

tu és nu

Aconselho-te que de mim compres vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez

Já que vivemos em Laodicéia, estamos justamente nestas condições, como igreja e individualmente. Então, o que representam estes remédios para que possamos tê-los em nossas vidas? O que realmente são? Precisamos da cura para sairmos desta situação incômoda.

Apesar da condição Laodiceana ter sido profetizado, isto não quer dizer que esta profecia deva ser cumprida em nossas vidas. Podemos não refletir e aceitar os conselhos do Senhor, caso contrário Ele não nos daria. Assim foi com os cristãos na destruição de Jerusalém em 70 AD, em que a profecia se cumpriu, mas estes escaparam com vida porque atenderam aos conselhos do Senhor. Ou quando a profecia é condicional, como no caso do profeta Jonas em Nínive, levando o povo ao arrependimento e com isso impedindo o cumprimento da profecia e a conseqüente punição da cidade. Ao respondermos estas questões estaremos nos desviando da conseqüência final dessas doenças, e com certeza estaremos respondendo a questão mais intrigante a respeito de Laodicéia: Arrepender-se de que? (Apoc. 3:19) Com certeza existe algum ponto em que estamos a errar como igreja.

Para sabermos qual é o remédio devemos primeiramente nos consultar com o Divino Médico Jesus. Não é assim que se dá em nossas vidas? Para sabermos que remédio tomar não devemos antes nos consultar com o médico? E qual a atitude do médico para conosco? Primeiramente ele faz um diagnóstico, identificando qual tipo de doença adquirimos, e posteriormente nos prescreve o remédio.

Esta carta na verdade é uma grande prescrição médica de Jesus Cristo. Aqui encontramos o diagnóstico e o remédio. O Divino Médico nos prescreveu com muito amor esta receita da qual devemos entender o que quer para nossas vidas. As doenças foram diagnosticadas pelo Divino Médico nos informando através das Suas reprovações (doenças laodiceanas).
Aparente condição e suas consequências
Imaginem por um momento irmãos a situação de uma pessoa que vai ao médico para tomar ciência do resultado de alguns exames de rotina e à frente do médico sentindo-se bem, achando que tudo está normal, vê seu corpo em estado perfeito, não sente nenhuma dor, e baseado nisto tudo diz ao médico que nunca se sentiu tão bem, que sabe não precisar de nada. Então o médico começa a falar-lhe da real situação, e num determinado momento informa que sua doença é grave, letal, e está em fase terminal. Informa que a pessoa precisa fazer quimioterapia imediatamente para tentar regredir o quadro da doença antes mesmo que esta lhe seja fatal.

Triste não? Assim é Laodicéia que diz “estou rico e abastado” (estou bem, meu corpo está bem), “não preciso de coisa alguma” (não preciso de remédios, estou bem).

O Divino Médico além de nos prescrever uma receita, nos dá uma carta de amor, não só nos mostrando o remédio, bem como nos fornecendo os meios para adquiri-lo imediatamente.

O fato de Laodicéia se sentir rica e abastada nada tem a ver com as posses que as igrejas possuem pelo mundo. Nada a ver com os seus hospitais, escolas, magníficos templos ou outras posses pertencentes às igrejas laodiceanas. A Igreja Católica Apostólica Romana é riquíssima. Mas todas as igrejas desta era querem cada vez mais se enriquecer, apesar de tudo o que já possuem. Se assim não fossem não “martelariam” as cabeças de seus membros com textos bíblicos e extra-bíblicos com fins de convencê-los a devolverem dízimos e ofertas. Neste ponto Laodicéia não se sente abastada a ponto de dizer de que nada precisa. Ela está sempre a nos dizer que precisa de mais e mais riqueza. Está sempre a dizer que não se sente rica e sim pobre.

Como Laodicéia se diz rica e de que não precisa de nada, precisamos entender em que ela é tão rica a ponto de não querer mais se enriquecer.

Em que Laodicéia se sente rica?
Certa vez, numa conversa de porta de igreja com um irmão sobre as profecias apocalípticas, este me disse que acreditava que tudo o que devíamos saber para a nossa salvação já sabíamos. De que não havia mais necessidade de se estudar estas profecias, pois tudo o que se tinha para falar delas já tinha sido dito. Mas observe o que realmente nos fala o Espírito de Profecia:
Ao nos aproximarmos do fim da história deste mundo, devem as profecias relativas aos últimos dias exigir especialmente nosso estudo. O último livro dos escritos do Novo Testamento, está cheio de verdade que precisamos compreender. Satanás tem cegado o espírito de muitos de modo que se têm contentado com qualquer desculpa por não tornarem o Apocalipse motivo de seu estudo. Mas Cristo, por intermédio de Seu servo João declara aqui o que será nos últimos dias; e Ele diz: “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas.” Apoc. 1:3.(Idem, Testemunhos Para Ministros, 117)
Oras, o que é preciso para a eternidade (salvação) temos a resposta na Bíblia, que diz o seguinte:
E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste. João 17:3:
Então, se formos “botar na ponta do lápis” não precisamos saber ou conhecer mais nada a respeito do que a Bíblia nos ensina, pois esse verso nos diz o que é suficiente para termos a vida eterna. A partir daí não precisamos entender nem estudar mais nada da Palavra do Senhor. Será isso mesmo? Devemos então desprezar as verdades sobre o Santuário Celestial? Ou sobre o sábado, alimentos impuros e outros ensinamentos? Claro que não.

O que é mais notável é como este é o sentimento da maioria das pessoas que se dizem do povo de Deus. Acreditam que não precisam saber mais nada para a salvação. Que o que já possuem basta! Isto te parece com alguma declaração de Laodicéia?

O que mais entristece é que este tipo de pensamento não brota apenas naquele irmão que conversa conosco na porta da igreja. Não brota apenas naquele irmão que está próximo o suficiente para chamarmos para um estudo detalhado e mostrar-lhe o quanto ele pode estar sendo enganado com esse tipo de pensamento. Infelizmente ele também brota nos grandes líderes de todas as denominações de Laodicéia e, inclusive, na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Transcreverei abaixo um texto publicado na Revista Adventista de Setembro de 2002 de Ruy Nagel, que dispensa apresentações, para analisarmos suas palavras e comprovarmos o que acabei de escrever. Porém, antes gostaria de lhe mostrar este trecho da pena inspirada para que não tenhamos qualquer tipo de dúvida. O que estiver entre parênteses é acréscimo meu.
"Não devemos, nem por um momento, pensar que não haja mais luz, mais verdade, para nos ser transmitida. Achamo-nos em perigo de tornar-nos negligentes, por nossa indiferença, perdendo o poder santificador da verdade, e tranqüilizando-nos com o pensamento: 'Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta.' Apoc. 3:17. Conquanto nos devamos manter firmes às verdades que já recebemos, não devemos olhar com suspeita qualquer nova luz que Deus envie." – (Idem, Obreiros Evangélicos, pág. 310.)
Leiamos o texto da Revista Adventista:
Algumas semanas atrás, assisti a uma reunião em São Paulo com os redatores das Casas Publicadoras e os professores de teologia. Em um dos devocionais que tivemos, o Pastor Mário Veloso falou algo que chamou minha atenção. Ele se referia a pessoas que tentam desvendar mistérios sobre os quais Deus não nos deu maiores esclarecimentos. E usou a seguinte expressão: "Há pessoas tentando entrar no silêncio de Deus."

Queridos irmãos, estamos vivendo no tempo que antecede a volta de Jesus à Terra e há muito sabemos que estes dias seriam difíceis e se tornariam cada vez mais complicados, cheios de expectativa e desilusão. (Realmente cheios de desilusão) A propósito, Jesus disse que se esses dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria. Temos mensagens e conhecimento suficientes (Sem comentários) para saber que, daqui para a frente, até o fechamento da porta da graça e a volta de Jesus, as coisas irão de mal a pior. O que, porém, me chama a atenção é que em diversos lugares (Isso quer dizer que não é local e sim mundial?) tem surgido gente, dentro da própria igreja, tentando entrar no silêncio de Deus. Começam a interpretar mensagens para as quais não existe nenhuma base teológica. Criam teorias e situações difíceis para a Igreja e, com isso, gastam tempo naquilo que não é essencial para a salvação.



Podemos afirmar, com certeza e tranqüilidade, que sabemos tudo o que precisamos saber para a nossa salvação e para um dia estarmos no Céu com Jesus. (O engraçado é que no final do parágrafo anterior ele chama atenção para não gastarmos tempo com aquilo que não é essencial para a salvação e aqui ele diz que já sabemos tudo para isso!) Conhecemos, de antemão, as coisas difíceis que vamos atravessar, temos uma luz clara e distinta para seguirmos adiante. Portanto, não precisamos entrar em assuntos sobre os quais Deus não deu explicações adicionais. "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei" (Deut. 29:29).

Há muita coisa que não conhecemos - são áreas sobre as quais não devemos especular. Por outro lado, não devemos permitir que aspectos importantes para a nossa salvação sejam relegados a plano secundário. No livro Testemunhos Para a Igreja, vol. 1, pág. 144, Ellen White diz o seguinte: "Vi que a mente de alguns na igreja não tem andado no devido rumo. Tem havido alguns temperamentos peculiares, que desenvolvem idéias próprias pelas quais julgam os irmãos. E se alguém não estava exatamente em harmonia com eles, havia imediatamente perturbação no acampamento. Alguns têm coado um mosquito, e engolido um camelo. (Mat. 23:24.)

"Essas idéias têm sido nutridas e com elas alguns têm condescendido, por longo tempo. Apegam-se a qualquer palha, por assim dizer. E quando não há dificuldades reais
na igreja, fabricam-se provações. A mente da igreja e os servos do Senhor são desviados de Deus, da verdade e do Céu, para se fixarem nas trevas. Satanás se deleita em que estas coisas prossigam; isto é uma festa para ele."

Queridos irmãos, quando encontramos pessoas com idéias próprias tentando interpretar coisas que Deus não nos revelou, nas áreas do silêncio de Deus, será que isso não é motivo de festa para Satanás? Será que isso vai nos levar à salvação mais do que aquilo que nos foi revelado? Alguns têm se reunido em ambientes fora da igreja (Por que foram excluídos pelo motivo de estudarem a Bíblia ou saíram por livre e espontânea vontade?) para discutir diversos assuntos, dizendo que a Igreja no dia de hoje já não prega mais os assuntos que se referem aos acontecimentos finais, dando sua própria interpretação; outros têm criticado algumas coisas baseando-se em falhas na igreja. (??? Não é a Igreja coluna e baluarte da verdade? Como pode ela ter falhas?) Mas quando lemos os Testemunhos que o Senhor deixou para nós através de Sua serva, entendemos claramente que: "Aqueles que afirmam que as igrejas adventistas do sétimo dia constituem Babilônia, ou qualquer parte de Babilônia, deveriam antes ficar em casa. Que eles se detenham e considerem qual é a mensagem que deve ser pregada presentemente. (Presentemente é diferente de futuramente) Em vez de trabalhar com meios divinos para preparar um povo que subsista no dia do Senhor, eles se puseram ao lado daquele que é um acusador dos irmãos, que os acusa dia e noite perante Deus." - Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 355.

Ao fazermos nossas especulações, será que não estamos nos envolvendo em questões que não ajudam a Igreja de Deus ou a salvação de nossos irmãos?

Deus nos deu o direito do livre arbítrio, de escolher o caminho que queremos seguir. "Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal" (Deut. 30:15). Temos o direito de escolher o caminho que desejamos seguir, mas que responsabilidade temos ao usarmos esse direito que Ele nos deu! (Será que o nosso presidente quer que não pensemos e que não escolhamos o nosso caminho? Devemos deixar que a Administração da Igreja faça isso por nós? Devemos deixar essa responsabilidade nas mãos da liderança que pensa desta maneira? A responsabilidade realmente é nossa.)

Há um texto que deveria ser objeto de muita reflexão. Sinto-me, particularmente, muito bem quando o leio, pois sua mensagem contribui para aumentar a minha confiança na Igreja de Deus. É o seguinte: "Não há necessidade de duvidar, de temer que a obra (Aqui ela diz a obra) não terá êxito. Deus está à frente da obra, e Ele porá tudo em ordem. Se, na administração da obra, houver coisas que careçam de ajustamentos, Deus disso cuidará, e operará para corrigir todo erro. (Com certeza está operando) Tenhamos fé em que Deus há de pilotar seguramente ao porto a nobre nau que conduz o povo de Deus." - Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 363.

Temos a palavra segura de que a Igreja de Deus não é Babilônia. Chegaremos ao porto sob a direção divina. Que isto nos dê confiança e tranqüilidade!


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