Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Gaspar



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Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Gaspar

Rua Antônio Pedro Schimitt, 399 – Centro – Gaspar/SC - CEP 89110-000

Fone/Fax: (47) 332-1155 – CNPJ: 82.636.028/0001 – 84IE: 252966023




Relatório Anual de Qualidade da Água/2006

Em cumprimento ao disposto no DECRETO n° 5.440/05, que estabelece os procedimentos sobre o controle de qualidade da água de sistemas de abastecimento e, em consonância com o Portaria n° 518/04, que estabelece os padrões de potabilidade da água, o SAMAE vem prestar informações aos seus usuários, do Município de Gaspar/S.C.

O SAMAE – Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto é uma Autarquia Municipal, criada em 15 de dezembro de 1971 pela Lei n° 404, primeiramente administrada pela Fundação SESP, com o objetivo de tratar e distribuir água e esgoto no Município de Gaspar.

A inauguração do sistema de abastecimento de água aconteceu em 08 de novembro de 1972. Na época de implantação, o SAMAE contava com uma captação de água e uma estação de tratamento, projetada para o bombeamento e tratamento com capacidade de 26 litros por segundo, atendendo a 1500 ligações com rede de distribuição somente na área central da cidade.

Em 14 de dezembro de 1979, foi extinto o contrato com a Fundação SESP, quando então passou a ser administrada pelo poder Municipal.

Hoje o SAMAE conta com cinco estações de tratamento de água, sendo ETA I e II abastecidas por manancial superficial Rio Itajaí-Açú, ETA IV e V abastecidas por manancial superficial Ribeirão Bateias e Ribeirão Belchior, respectivamente e ETA VI abastecida por manancial subterrâneo Poço artesiano.


Responsável Legal pela empresa: Luis Carlos Spengler
Setor de Atendimento ao Consumidor:

O consumidor encontrará todas as informações necessárias nos endereços abaixo:



  • Rua Antônio Pedro Schmitt, n0 399 – Centro – Gaspar – S.C.

  • www.samaegaspar.com.br

  • Telefone/Fax: (47) 3332-1155

No caso de uma eventual ocorrência, as quais oferecem risco à saúde estarão disponíveis em:



  • Na Estação de Tratamento de Água – ETAI - Fone: 3332-1155

  • No escritório do SAMAE - Fone: 3332-1155

  • Meios de comunicação usuais, como rádio, televisão e internet.


Órgão Responsável pela Vigilância da qualidade da água
Vigilância Sanitária

Av. das Comunidades, n° 133 - Centro – Gaspar/S.C. - Tel: (47) 3332-2020


Direitos do Consumidor
Estabelece o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90):
“Art. 6º. São direitos básicos do consumidor:

[...]


III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;”
“Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.”
Obrigações dos responsáveis pela operação dos sistemas de abastecimento de água
De conformidade com o artigo 8º, da Portaria nº 518, de 25 de março de 2004, do Ministério da Saúde, compete ao(s) responsável(is) pela operação dos sistemas de abastecimento de água o controle da qualidade da água, cujas atribuições encontram-se previstas no artigo 9º, da mesma Portaria.
Identificação dos Mananciais de abastecimento
Os mananciais podem ser classificados em três categorias: superficiais (rios e lagos), subterrâneos (fontes naturais, galerias filtrantes, poços) e águas pluviais (superfícies preparadas).

O município de Gaspar possui atualmente cinco estações de tratamento de água, as quais utilizam mananciais superficial (ETA I, II, IV e V) e subterrâneo (ETA VI).




ETA

Manancial Utilizado

Classificação Resolução 357 do CONAMA

ETA I

Rio Itajaí-açú

Classe 2

ETA II

Rio Itajaí-açú

Classe 2

ETA IV

Riberão Bateias

Classe 1

ETA V

Ribeirão Belchior

Classe 1

ETA VI

Lençol Freático

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BACIAS HIDROGRÁFICAS
BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO ITAJAÍ-AÇÚ
As águas da Bacia do Rio Itajaí englobam 47 municípios em uma área que representa 16,15% do território catarinense, onde vivem cerca de 1 milhão de pessoas. Isto faz de sua área de abrangência uma das mais importantes regiões para a economia de Santa Catarina e, ao mesmo tempo, uma das mais afetadas com as diversas formas de poluição e degradação ambiental. Ao longo dos 200 quilômetros do Itajaí encontram-se, hoje, inúmeros exemplos de ignorância, agressão e descaso com o rio e seus afluentes. Órgão responsável pelo seu monitoramento: FATMA.


BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO BATEIAS

A Estação de Tratamento IV do SAMAE, localizada na Rua Carlos Zuchi Neto, bairro Bateias, está situada no ponto de confluência dos dois ribeirões formadores do Rio Bateias (esses dois ribeirões não possuem nome catalogado e de uso comum). A Bacia Hidrográfica dos ribeirões formadores do Ribeirão Bateias e da qual são provenientes as águas que abastecem a ETA IV, devido a sua localização, topografia, geologia, vagetação, fauna e outros fatores, possui grande valor como ecossistema a ser estudado, além de enorme valor paisagístico e potencial turístico. Por estas razões a Bacia Hidrográfica dos ribeirões formadores do Ribeirão Bateias foi declarada Área de Proteção Ambiental pelo Decreto n°168/2000.Órgão responsável pelo seu monitoramento: FATMA.



SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO BELCHIOR
O ribeirão Belchior com 17 km de extensão, afluente da margem esquerda do rio Itajaí-Açú, está situado na região norte do Município de Gaspar, possuindo esta sub-bacia, aproximadamente 80 km².

Esta sub-bacia, situada na região rural do Município de Gaspar, reúne as comunidades de Carolina, Belchior Alto, Belchior Central, Cananéia e Belchior Baixo que possui os seguintes limites: ao norte - municípios de Massaranduba e Luís Alves; ao sul - bairro Águas Negras, pertencente ao Município de Gaspar; ao leste - bairro Arraial do Ouro, pertencente ao Município de Gaspar; e ao oeste - município de Blumenau.

A sub-bacia do ribeirão Belchior tem economia diversificada a qual vem se desenvolvendo rapidamente sob o impulso da exploração do potencial turístico de suas águas.

Identificou-se na sub-bacia do Ribeirão Belchior, alguns problemas críticos: (a) diminuição da quantidade de água disponível no Ribeirão Belchior; (b) diminuição da qualidade da água em virtude da poluição ocasionada por efluentes industriais, esgotos domésticos, agrotóxicos; (c) falta de ordenação das construções erguidas (proximidade às vias públicas, impedindo o seu alargamento; e erguidas muito próximas ao curso d’água, ocupando áreas de preservação permanente); (d) destruição da mata ciliar em virtude da ocupação destas áreas por pastagens e cultivos de arroz; (e) necessidade de melhorias na coleta dos resíduos sólidos urbanos, industriais e provenientes da agricultura, em especial as embalagens de agrotóxicos.

Para que estes problemas detectados fossem minimizados, formou-se um arranjo institucional, coordenado pelo Instituto de Estudos Ambientais (IPA) da Universidade Regional de Blumenau (FURB), constituído por diversas instituições que desenvolvem projetos/programas na região, adequando-as à realidade local do Belchior, bem como, fazendo convergir a diversidade de interesses das instituições envolvidas, a fim de otimizar esforços e recursos, de modo que possam ser sinérgicos ao longo de todo o Projeto Belchior. Órgão responsável pelo seu monitoramento: FATMA.
POÇO ARTESIANO
A ETA VI utiliza água de um poço artesiano e está localizada na Rua Leonardo Pedro Schmitz, Bairro Macuco com profundidade de 143 metros, produção de 4500L/h e reservação de 100m3. Órgão responsável pelo seu monitoramento: FATMA.

Estação de Tratamento de Água (ETA)
O tratamento da água visa à eliminação de certas impurezas e/ou à correção de algumas impropriedades que tornam inadequada para determinado fim, no caso de uso doméstico, é realizado em instalações apropriadas, denominada estação de tratamento de água (ETA) e muitas vezes com o emprego de substâncias especificas.

Dentre os modelos de estações existentes os utilizados no município de Gaspar são os seguintes:


Convencional – Com as unidades de coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção, fluoretação e reserva. Utilizado para o tratamento de águas que possuem partículas finamente divididas em suspensão e partículas coloidais, necessitam de um tratamento químico capaz de propiciar sua deposição, com um baixo período de detenção. Este tratamento é realizado provocando-se a coagulação, sendo geralmente empregado o sulfato de alumínio ou o policloreto de alumínio (PAC). O sulfato de alumínio normalmente é o produto mais utilizado, tanto pelas suas propriedades, como pelo seu menor custo.
Filtro Lento - É um método de tratamento da água, adotado principalmente para comunidades de pequeno porte, cujas águas dos mananciais apresentam baixos teores de turbidez e cor. O processo consiste em fazer a água passar através de um meio granular com a finalidade de remover impurezas físicas, químicas e biológicas. Então sofre desinfecção, fluoretação e reserva.
Filtro Russo - Para água bruta de turbidez baixa, primeiramente é realizada a floculação seguido de uma pré-filtragem, posteriormente ocorre outra filtragem. As filtragens ocorrem em sentido ascensional (de baixo para cima), sendo a água filtrada recolhida em uma calha. Então sofre desinfecção, fluoretação e reserva.
Tratamento Simples – Devido ao fato da água de poço já possuir um sistema de filtragem natural, a água bruta apresenta turbidez baixa, havendo necessidade de somente realizar a desinfecção, fluoretação e reserva.
Na tabela abaixo são descritos os modelos nos quais se enquadram as estações de tratamento de água do município.


ETA

Modelos de Tratamento utilizado

ETA I

Convencional

ETA II

Convencional

ETA IV

Filtro Lento e/ou Convencional

ETA V

Filtro Russo

ETA VI

Tratamento Simples


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