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NOSSA ARTE NO CORAÇÃO DO PAI

(No mês em que este artigo foi publicado Ministério de Artes ainda era tratado como Secretaria Davi).

Não estranhem não abrirmos logo nossa página deste mês com a "Carta Aberta aos Artistas da RCC" que tem feito tanto sucesso pelo Brasil e até mesmo fora dele. Ela está logo ali em baixo. Mas quero utilizar este espaço inicial para abrir meu coração em relação a algo que descobri há poucos dias atrás.

Dia 27 de abril passado completou-se um ano desde que o Conselho Nacional da RCC me convi-dou para assumir esta missão enorme que é a Secretaria Davi Nacional. Estas ocasiões acabam nos levando a fazer algumas reflexões, tais como: "o quê consegui fazer até aqui?"


Passei dias e dias com isso na cabeça. Olhava para a realidade de cada Diocese, de cada Estado, pensava nos problemas e nas maravilhas que a cada momento chegam até mim por telefone, carta, e mail... ficava imaginando "meu Deus, não fiz nada, não fiz nada!"


Justamente na semana do dia 27 o Conselho Nacional da RCC se reuniu em Ilhéus (BA) e, em um momento de folga, andando às margens daquelas praias maravilhosas, Deus olhou pra mim (o jeito foi eu olhar pra ele também) e disse, com voz de carinho:


"O que você vem fazendo, João Valter, importa à medida que seu coração está totalmente aberto para o que EU venho fazendo. Importa o que EU faço, em sua vida, em sua família, nos ministé-rios do Brasil, importa o que EU faço".


Pronto! Fiquei com aquela expressão de "Ah, é mesmo!" que a gente às vezes assume quando passa duas horas tentando resolver uma equação de segundo grau e o professor ou um colega mais esperto vem e mostra em dez segundos como se faz.


Não há dúvidas, podemos ver: pelo Brasil brotam novas experiências, novo ardor, novo jeito. Ministérios que outrora estavam quase acabando acordam de um sono profundo, músicos que tocavam intrigados uns com os outros se perdoam e passam a ser como uma família, nos mais variados lugares surgem grupos de dança, teatro, gente que faz quadrinhos para evangelização, líderes que criam coragem de sonhar de novo com a Secretaria Davi de suas Dioceses, de seus Estados, do Brasil, novos missionários que largam tudo e viajam para as cinco regiões de nosso país a cada fim de semana... mil maravilhas temos visto nestes últimos meses. O vento tem soprado, e como!


No entanto isso tudo passa a fazer sentido somente a partir do momento que existe em função do Senhor. Obras humanas também crescem em todos os lugares. O que nos difere delas é justa-mente aquilo que Deus faz, e não o que nós fazemos.


Então fui adentrando no mar, aos poucos, olhei para o céu e perguntei: "E agora?"


De repente ouvi o barulho da água bem próximo a mim e uma onda veio e me derrubou. Agora é mergulhar, deixar-se envolver!


E é aí que partilho com vocês um segredo que o Pai me revelou, talvez como um presente pelo aniversário de um ano.


A Renovação Carismática, a Secretaria Davi, seu Grupo de Oração, seu ministério... tudo isso existe somente por um motivo: por quê Deus nos quer felizes e Ele sabe que a felicidade é possível se nos tornarmos homens e mulheres de fogo, artistas incendiados de amor, pelo Espíri-to de Deus. Cidadãos de um outro reino, desbravadores dos caminhos da santidade, que é na realidade nosso verdadeiro Paraíso.

Incendiados por esse amor e atrevendo-nos a embarcar nesta expedição rumo à santidade, inevitavelmente faremos de cada um que cruzar nosso caminho uma pessoa de louvor e de ado-ração, não por força (meus esforços unicamente), não pela espada (querendo convencê-los de que nossa Arte é melhor), mas pelo Espírito de Deus, na beleza do testemunho de nossos dons.

É também por isso que às vezes encontramos pessoas que participaram de inúmeros Acampa-mentos, Congressos, Encontros, Retiros etc. e ainda não conseguem dar passos concretos: estão buscando uma santidade egoísta, no casulo de sua solidão. O Senhor nos coloca em uma Obra - A Renovação Carismática, o Grupo de Oração - como que num laboratório, onde somos aperfei-çoados, onde experimentamos o gosto do nosso verdadeiro lar.


A pessoa que busca a santidade sozinha lá no seu cantinho, ai nos encontros, bebe um pouqui-nho, volta pra casa, se esvazia. Logo precisa de um outro encontro, senão se acaba.


Roberto Arado, Secretário Davi do Estado de São Paulo chama a pessoa que vive assim de "cristão bexigão" (enche esvazia, enche esvazia). Eu, particularmente, quando vejo esses irmão-zinhos que vivem assim penso logo em "santinhos de 1,99" - e não vou nem comentar...


O segredo está em colocarmos nossa Arte no Coração de nosso Deus, só lá ela é acesa de ver-dade, somente lá ela faz sentido. Por isso mesmo a Carta Aberta deste mês fala de um Reino distante e próximo ao mesmo tempo.

João Valter Ferreira Filho


MINISTÉRIO DAS ARTES


MATURIDADE
Não vos pude falar como a homens espirituais, mas como a criancinhas.

E vos dei leite para beber, pois não suportais alimento sólido... (I Cor 3, 1s)


São Paulo não teve "peninha" daqueles que receberam esta carta citada acima, e ele estava certíssimo! Corinto era uma cidade grega, na época dominada pelos romanos. Aí nós podemos imaginar com que tipo de paganismo os cristãos daquele lugar eram obrigados a conviver; se não tivessem cuidado, acabariam por deixar ocorrer absurdos. E, de fato, quem já leu um pouco mais a respeito dessa Comunidade sabe que escândalos horríveis aconteceram por ali.

Por quê? Ora, o próprio Paulo explica: falta de crescimento espiritual, de maturidade na fé.
Uma das coisas mais tristes que freqüentemente presenciamos em nossos dias é um filhão mimado dentro de casa. Homem feito: 35, 38, 40 anos de idade e não consegue resolver nada sozinho ainda, atrasa a vida dos pais, amigos, e se consegue uma namorada, a pobrezinha não suporta nem um mês direito, pois acaba assumindo o papel de "mãe de reserva". Uma situação complicadíssima para todos, inclusive para ele mesmo. Será que nosso ministério não vive da mesma maneira? Será que já crescemos?
Essa atitude de crescimento é tão importante que, na mesma carta (capítulo 13, versículos 11 e 12), o Apóstolo nos mostra que nossas relações com Deus dependem diretamente da capacidade que deveríamos ter de passar da fase infantil para a adulta nas coisas do espírito.

Lembro que Pedro havia passado anos caminhando com Jesus dia e noite. Ele viveu experiências fortíssimas perto do Mestre. Deixou tudo para ser pescador de homens, viu curas extraordinárias, andou sobre as águas, foi declarado a pedra base da Igreja do Senhor e muitas outras coisas mais.


E então encontramos novamente os dois caminhando lado a lado, novamente à beira de uma praia, naquela que seria a sua última conversa particular narrada pelos Evangelhos (João 21, 15-19). Que assunto escolheria Jesus para tratar com Pedro nesse momento tão importante? Estra-tégias de difusão da Palavra? Instruções para resolver problemas internos do grupo dos onze? Comentários a respeito da morte e ressurreição?

Não, o Mestre fala sobre maturidade, crescimento, abandono, confiança, pois Ele sabia que, se Pedro conseguisse elevar sua fé a essas alturas, tudo mais viria (e, como sabemos, veio mesmo) como conseqüência...


Eu te afirmo e esta é a verdade: “quando eras moço costumavas apertar teu cinto e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, um outro te apertará o cinto e te levará para onde não queres ir” (João 21, 18 e 19).
Antigamente nós preparávamos encontros, nós ensaiávamos, nós pregávamos, nós dançávamos, cantávamos e tocávamos e isso era bom, mas era só o básico, o leitinho.

Para cristãos maduros, crescidos na fé, um outro prepara tudo isso. E quem é esse Outro? O Paráclito, o Consolador, o Ensinador de todas as coisas, o Espírito Santo de Deus. Ele aperta nos-sos cintos, nos levando para terras que nossa pobre imaginação jamais sonharia poder existir, e nos prepara, prega, dança, atua, pinta, desenha, canta e toca a partir de nós, para a Sua glória.


Assim é o alimento sólido de que nos fala Paulo.
E então, é mesmo dele que nos alimentamos a cada dia, em cada reunião do grupo de oração, em cada ensaio de nosso ministério?

Ou somos ainda moços na fé, filhões mimados entulhando as portas da casa do Pai?

João Valter Ferreira Filho


MINISTÉRIO DAS ARTES



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