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   Como um Secretário Davi deve agir se a Coordenação de seu Grupo de Oração não o libera para assumir adequadamente sua função na Diocese?



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15.   Como um Secretário Davi deve agir se a Coordenação de seu Grupo de Oração não o libera para assumir adequadamente sua função na Diocese?

Ter um de seus membros convidado para assumir uma missão especial dentro da Equipe Diocesa-na da RCC deve ser sempre um motivo de alegria para qualquer Grupo de Oração.

Isto é sinal de que as coisas estão indo no caminho certo!

Por outro lado, o Grupo deve ter a consciência de que esta missão (no caso, a Secretaria Davi Diocesana) vai acabar tomando um certo tempo da vida da pessoa escolhida. Algumas atividades diocesanas inevitavelmente irão se chocar com as reuniões do Grupo.

Assim, a Coordenação deve ser compreensiva e dar apoio a esse irmão, ao invés de ficar acusan-do e cobrando o tempo todo.

Ele não é mais um membro somente daquele determinado Grupo, mas de toda a Diocese!


Se isto não vem acontecendo, então o Secretário Davi Diocesano deve ter uma conversa sincera com toda a Coordenação do seu Grupo e expor a situação, colocando claramente o fato de que precisa de mais tempo para cuidar dos assuntos da Diocese.

Caso, ainda assim, continuem persistindo os mesmos problemas, deve-se solicitar ao Coorde-nador Diocesano da RCC que converse com a Coordenação do Grupo de Oração e esclareça as coisas da melhor maneira possível.


16.   O que se deve fazer se nossa Diocese não tem um Secretário Davi Diocesano?

Deve-se procurar o Coordenador Diocesano da RCC (pessoalmente, ou por carta, e-mail, telefone etc) e solicitar que ele nomeie uma pessoa o mais rapidamente possível, pedindo, ainda, orienta-ções a respeito de como encaminhar certas atividades, sobretudo na linha de formação enquanto esta nomeação não acontece.




17.    Qual o papel da Secretaria Davi Estadual?

A função de um Secretário Davi Estadual é bastante semelhante à do Secretário Diocesano, isto é, viabilizar a troca de experiências e oferecer formação.


Só que, tudo isso, em uma dimensão estadual.


Assim, o trabalho do Secretário Estadual não tem tanto “corpo-a-corpo”. O contato se dá mais por cartas, e-mails (de acordo com a realidade de cada local) e telefonemas.

É recomendável que o Secretário Davi Estadual visite cada Diocese pelo menos uma vez por semestre, por ocasião de um Retiro ou Encontro Diocesano da Secretaria Davi.

porém, se isto não for possível, é bom lembrar que uma correspondência substancial e contínua pode resolver muitas coisas.

A tempo: o Secretário Davi Estadual deve manter-se permanentemente informado e atualizado acerca dos direcionamentos propostos pela Secretaria Davi Nacional.


18.  O que se deve fazer se nosso Estado não tem uma Secretaria Davi Estadual?

O Secretário Davi Diocesano deve procurar o Coordenador Estadual da RCC (pessoalmente ou por carta, e-mail ou telefonema) e solicitar que ele nomeie uma pessoa o mais rapidamente possível, pedindo, ainda, orientações a respeito de como encaminhar certas atividades, sobretudo na linha de formação enquanto esta nomeação não acontece.




19.   O que é uma Banda Católica? Qual a diferença entre uma Banda e um Ministério de Música?

Primeiramente é necessário que saibamos que A RCC não tem um conceito pré-definido do que seja uma banda e um ministério. Essa problemática toda surgiu em alguns lugares, de acordo com a caminhada, e em muitas Dioceses do Brasil, graças a Deus, não há conflito algum entre os dois termos.

Porém, nos lugares onde existe tal problema podemos adotar a postura a seguir, mas sempre lembrando que isso não é uma regra e que tudo depende do discernimento que nos é dado pelo Espírito Santo.

Vejamos:


Um grupo de pessoas se reúne para trabalhar com músicas de evangelização.

Este grupo é um Ministério ou Banda?

Em princípio, pode ser as duas coisas, de acordo com seu contexto:

· Se ele está diretamente ligado ao serviço em um determinado grupo de oração e todos os seus membros participam deste mesmo grupo, estando sob a coordenação do grupo e tudo o mais, dizemos que é um ministério.

· Se realiza um trabalho de evangelização de maneira mais independente, isto é, se as pessoas são de diversos grupos, ou diversos movimentos da Igreja, ou mesmo nem participam de movi-mento algum; convencionamos chamar de banda.

Porém. Isto não quer dizer que um seja superior ao outro, ou mais santo, ou mais ungido...

ambos têm toda condição de servir a Deus através de sua música.

Ao contrário do que muitos imaginam, não existe nenhum problema com o termo banda. Apenas o que acontece é que, no caso do ministério de um grupo, existe toda uma estrutura por trás que o identifica diretamente como sendo da Renovação Carismática, enquanto que a banda, como possui um estrutura à parte dos grupos de oração, não pode ser definida como algo da Renovação Carismática, isto é, não fala em nome da RCC, não representa a RCC em eventos, e nem a RCC vai se responsabilizar pelo que esta banda vier a fazer em seus shows e apresenta-ções. Esse é o mesmo caso de nossos irmãos cantores que levam uma carreira solo da música católica.


De qualquer maneira, vale a pena dar uma conferida em Lucas 9,49s.


20.   Os instrumentos utilizados pelo ministério devem ser “consagrados”?

Não necessariamente.

Pensemos juntos:

Em algumas casas é costume ter-se, em separado, pratos, copos e talheres especiais para ocasiões festivas.

Isto é muito bom, mas não é o mais importante, não é o essencial!

Na verdade, os pratos não alteram em nada a qualidade da comida.

A comida quando é boa pode ser colocada até em pratos descartáveis, que irá agradar da mesma maneira.
Assim acontece com os instrumentos.

Algumas pessoas e grupos preferem ter seus violões, ou guitarras, ou teclados, exclusivamente separados para o serviço do Senhor.

Isto é ótimo.

Porém não passa de uma opção.

Bons instrumentistas da RCC, ao estudar teoria e técnica instrumental (para aperfeiçoar a nossa música), têm que fazer escalas de jazz, ou interpretar obras clássicas, ou re-harmonizar canções da bossa-nova...

Nem por isto estão “contaminando” seus instrumentos ou a si mesmo, Deus não precisa de instrumentos “pré-consagrados”, ele precisa, isto sim, de músicos dóceis à ação do Espírito Santo.


Os instrumentos, ora, estes se tornam consagrados a partir do momento em que chegam às mãos de instrumentistas que estão realmente na presença de Deus.


21. É pecado cantar (e tocar) música secular (de fora da Igreja)?

Em princípio, não!

Durante muito tempo foi costume em alguns meios se fazer uma rigorosa divisão entre a nossa música e a música “do mundo”.

Mas não é bem assim.

São Paulo nos fala que não estamos presos a leis humanas, mas à Lei do coração, escrita em nossa alma pelo próprio Jesus através de Seu Espírito (cf. Rm 2,12-29). Portanto, as nossas decisões devem ser pautadas por nosso discernimento.

Existem músicas populares que, de fato, não são dignas nem mesmo de serem ouvidas por pessoas de bom senso, quanto mais cantadas pelos que desejam ser santos. Entretanto, existem outras grandes canções, também populares, cuja poesia, melodia, arranjos, muitas vezes, tocam fundo nos corações da gente. Não há mal algum em cantá-las! Deus nos deixa livres para escolher.


Só é necessário que se observe onde estas músicas serão cantadas! Em ocasiões de caráter litúrgico é aconselhável que se observe as orientações da Igreja em seus Documentos específicos.


22.    E a respeito de músicas evangélicas, podemos cantá-las?

Há muitas pessoas que pensam ser errado tocar e cantar canções de origem evangélica ou mesmo a chamada “música gospel”, mas aqui também vale lembrar que o espírito Santo inspira qual nosso repertório e não devemos deixar que nossos preconceitos criem barreiras para isso.




23.     Mas e se o coordenador do grupo de oração ou a coordenação diocesana da RCC proibir tocar estas músicas no grupo ou nos encontros?

Neste caso estamos em um outro contexto.

Devemos primar sempre pela obediência, não por uma mera submissão, mas por quê através da obediência é que construímos a unidade da Obra de Deus em nosso meio.

Assim podemos até dialogar com a coordenação, expor nossas razões tranqüilamente; porém se, mesmo depois de ouvir nosso argumentos, a coordenação (do grupo ou da Diocese) solicitar que os ministérios não toquem determinadas músicas quando no grupo ou nos encontros, obedeça-mos, ainda que não concordemos ou entendamos.




24.    É errado fazer “paródias” cristãs com músicas que originalmente são seculares?

A rigor, não. Chegamos de novo àquela questão: cantores de corações consagrados a seu Deus acabarão por consagrar naturalmente as canções que entoam. Existe um grande pregador da RCC que costuma dizer “Deus tem mais poder para abençoar que o “capeta” tem para “encape-tar”.


Porém, novamente é necessário que se observe onde estas músicas serão cantadas, bem como as questões relativas aos direitos autorais dos compositores.

Talvez haja um problema também quanto à música que está sendo parodiada. Uma música secular que fira de alguma forma a doutrina ou a moral cristã, e que seja muito conhecida, mesmo que entoada com uma letra religiosa, pode trazer à memória dos ouvintes a mensagem da letra original, por causa da melodia que já está no inconsciente das pessoas. Por outro lado, conhecemos casos de pessoas que, de tanto ouvir a versão “convertida” da música parodiada, acabaram por substituir a mensagem da letra antiga pela nova mensagem.

Por isso, de novo, o dom do discernimento é nosso grande trunfo nessas situações.


25.   Que tipo de músicas podemos usar ou não em missas e celebrações especiais como casamentos, celebrações a Palavra etc?

As diretrizes para o uso litúrgico da música não vêm da Secretaria Davi, mas, sim, da própria Igreja, através de seus escritos.

Já do Concílio Vaticano II herdamos todo o Capítulo IV da constituição Sacrossanctum Concilium. No Brasil, a CNBB lançou o Documento 43 – Animação da vida litúrgica no Brasil, que merece especial atenção por parte de todos nós.

No caso da RCC, encontramos algumas orientações específicas no Documento 53 – Orientações pastorais sobre a Renovação Carismática Católica, número 42, onde se recomenda que “os cantos e os gestos sejam adequados ao momento celebrativo e de acordo com os critérios exigidos para a celebração litúrgica”.

Para que consigamos desenvolver um bom trabalho nesta área é necessário que conheçamos e procuremos pôr em prática estas orientações.

A Secretaria Davi Nacional está agora implementando uma Assessoria de Liturgia, responsável pela elaboração de material de formação e contatos gerais a respeito de Arte Litúrgica.

É importante lembrar, ainda, que a autoridade (inclusive para definir e alterar repertório) em uma celebração é do sacerdote que vai presidi-la, e não do ministério de música escolhidas para a missa ao sacerdote alguns instantes ou, melhor ainda, alguns dias antes da celebração. Isso vai evitar um bocado de problemas, com certeza.


26.    Com quantos aos de idade o ministério já está pronto para gravar um cd?

Bons ministérios que se acabaram simplesmente por quê deram o passo maior que a perna e decidiram gravar sem sequer consultar a vontade do Senhor. Outros vemos que têm tudo para gravar, boas músicas, bons cantores, apoio do grupo, e apenas não têm coragem, ficam sempre deixando tudo para “mais tarde”.

Por isso, cada caso é um caso: o ministério que permanece em oração, que costuma estar à disposição de Deus para que Ele fale sempre, acaba por discernir a hora certa. Isso pode ser depois de dez anos de caminhada, como pode ser também logo no início de tudo.


27.    E quanto aos estilos que usamos? O que dizer do uso de estilos como rock, forró, pagode e outros nas músicas da Igreja?

Há alguns anos essa era uma questão que intrigava bastante os formadores da música na RCC.

No entanto o Senhor tem-nos conduzido por caminhos muito novos especialmente nos últimos cinco anos.

O que notamos em nossos dias é o aparecimento de grupos que estão buscando evangelizar através de diversos métodos: ir ao povo de uma maneira que o povo possa compreender. Isso é muito bom! Assim, o problema não está no estilo musical, mas no uso que fazemos dele! Aquela “reserva”, aquele “pé atrás” que muitos têm em relação ao rock, ao reggae, ao forró etc, não dei-xa de ser mais uma questão cultural, e o que precisamos, afinal, é nos livrar de alguns preconcei-tos que ainda cultivamos.

Entretanto, é bom salientar uma observação importantíssima:

Nossos ministérios não podem estar ao sabor da mídia! Aqueles que pensam “ah, vou gravar forró por quê está na moda” ou, então “olha, o reggae está vendendo muito, vamos direcionar nosso trabalho para isso”, bem que essas pessoas poderiam fazer uma revisão de sua postura quanto à música católica, avaliando a verdadeira intenção de seu coração.




28.    O que o Secretaria Davi diz a respeito das bandas e cantores da RCC que cobram cachê para tocar em shows e encontros?

De fato temos verificado muitos problemas referentes a esta questão em todo o Brasil.

Algo deve ser esclarecido lodo de início: a Secretaria Davi, a rigor, é uma espécie de “assessoria” ou “consultoria” voltada para os ministérios de música, dança, teatro etc que são ligados formalmente à RCC, o que ocorre, principalmente, através do grupo de oração. Mas a realidade é que a maioria dos irmãos que fazem os grandes “shows carismáticos” pelo Brasil afora não estão ligados a grupos de oração ou mesmo à Coordenação Diocesana da RCC. Assim, a Secretaria Davi não tem ingerência alguma sobre seu trabalho.

O que podemos fazer é orientar as Dioceses, grupos e comunidades que os convidam a atuar em seus eventos.

É preciso que lembremos que, de fato, shows, bandas, cd’s e coisas assim custam muito dinheiro, por isso esses irmãos têm um certo “custo operacional” para existirem e para poderem desenvolver seus trabalhos de evangelização. No entanto isso não é motivo para andarem exigindo absurdos tais como alimentos exóticos, hospedagens especiais, dezenas de toalhas brancas, viagens em classe especiais de vôo, depósito antecipado de grandes quantias como “sinal” ou “garantia”, contratos injustos de compra de seus produtos, motoristas à disposição em tempo integral e coisas assim. Parece exagero, mas infelizmente temos notícias de tudo isso e muito mais. Essas coisas têm gerado sentimento de rancor e mesmo intrigas em muitas Dioceses do Brasil, sobretudo por parte de quem chama o artista para fazer o show, ou apresentação, que por vezes acaba passando por grandes constrangimentos e até ficando com prejuízos financeiros.

O grande desafio é justamente encontrar um ponto de equilíbrio. Como contribuir sem ser explorado?


O ideal seria que baseássemos nosso planejamento na partilha fraterna. Ora, se fizermos um show e tivemos um bom resultado financeiro, então vamos partilhar de maneira justa com o irmão que cantou, com sua comunidade, com sua obra. Por outro lado, se tivermos prejuízos, aquele irmão ou banda deveria ter consciência o suficiente para partilhar de nossas dificuldades, ver as possibilidades e aceitar a situação como algo inerente ao passo no escuro que é o caminho de nossa fé.

Infelizmente nem todos pensam assim, alguns artistas cristãos estão trabalhando exatamente como trabalham os que não conhecem a Deus e, por outro lado, muitas vezes quem organiza o evento só quer se beneficiar dos dons e da música daquele irmão, sem jamais partilhar.

O que fazer, então?

O Conselho Nacional da RCC lançou no final de 2001 uma carta denominada “reflexões e suges-tões” sobre missionários que estão ligados formalmente à Renovação Carismática. Esta cartinha (disponível gratuitamente no site www.rccbrasil.org.br e encontrada na revista RenovAção, ano 3, número 12) traz entre suas dezenas de orientações, duas saídas bem práticas que geralmente surtem efeito:

1. Entrar em contato com a coordenação diocesana da RCC de onde mora o artista (ou banda) a ser convidado e perguntar como anda a sua caminhada, se ele colabora mesmo com a Renovação por lá etc.

2. Entrar em contato com lugares onde esse irmão (ou banda) se apresentou nos últimos meses e perguntar a respeito de ocasionais problemas ocorridos anteriormente e quais foram os resultados de sua atuação.

É possível, ainda, consultar a Secretária Davi Nacional, pois, se não estão ligados à RCC, como vão direcionar os trabalhos de nossos ministérios?

No final das contas, todo profissional tem o direito de cobrar o que quiser por seu trabalho, mas a organização do evento só convida se quiser. Não somos obrigados a ter “Fulano” ou “Sicrano” em nosso encontro ou show! É analisar a proposta e discernir o que é melhor. Se for o caso, é só dizer: “meu amigo, sua música é muito bonita, mas se suas condições são estas e eu não posso arcar com elas, então não dá pra vir ao nosso encontro”.


29.    Não é melhor evitar a palavra “Artista” em nosso meio?

Quando, em abril de 1999, o Papa João Paulo II quis escrever algumas palavras de exortação e encorajamento para aqueles que se utilizam da Arte para falar de Deus e com Deus, escreveu sua maravilhosa Carta aos Artistas (à venda por aproximadamente um real e oitenta centavos nas livrarias católicas).

Você acha que ele utilizaria uma palavra dessas no título de sua obra se fosse algo errado ou mesmo perigoso?

O medo de ser considerado um artista é mais um preconceito que trazemos, na maioria das vezes por quê a ligamos com os artistas desregulados que se entregam às drogas e vendem sua Arte ao inimigo.

Mas, na realidade, temos a missão de resgatar este termo para o Reino de Deus. Somos artistas, sim; nosso Deus no fez assim. E que todos os nossos esforços sejam despendidos rumo à Sua Vontade, nosso Paraíso!
João Valter e Enes Gomes


MINISTÉRIO DAS ARTES



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