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Por Pedro Ribeiro*




Elias Alves Pereira é um homem com seus 57 anos de idade e com sua mineirice brejeira sabe cativar as pessoas que estão à sua volta. Empenhado em fazer um bonita festa de congraçamento, não poupou esforços. Muitos dias antes da chegada dos primeiros convidados ao sítio, já estava cuidando de todos os detalhes para que tudo fosse um sucesso. Planejando a infra-estrutura para o número de pessoas que havia confirmado a ida à Brasília, cuidando da divulgação do evento na imprensa e emissoras de rádio e TV, distribuindo os convites para todos os naturistas cadastrados em todo o Brasil, Elias não parou um minuto sequer por mais de duas semanas anteriores.
No dia 7, sexta-feira, quando começaram a chegar os primeiros convidados o trabalho triplicou. Pessoalmente foi receber os convidados que vinham dos mais distantes pontos do país, no aeroporto ou na rodoferroviária, ficando o dia inteiro neste vai-e-vem incansável, até porque os horários de chegada nunca coincidiam. A primeira chegada estava marcada para as 6 horas da manhã na rodoferroviária. Após pegar os convidados os levava até aonde quisessem para então mais tarde recolhê-los e levá-los para o sítio, quando este já estava em condição de recebê-los. Sempre de bom humor e falando ao celular quase uma centena de vezes, tentando solucionar problemas de última hora tais como confirmação da presença da imprensa, ou então saber porque as camisetas do evento ainda não estavam prontas ou o contrato para a filmagem que ainda não estava acertada.
O Clube Naturista Planalto Central, sede da PLANAT, funciona na Fazenda do Engenho, que tem seu acesso na BR 060, estrada que liga Brasília a Anápolis. São cerca de 40 km da praça dos Três Poderes até o sítio, mas ainda dentro do Distrito Federal. Para alcançar a região muitas cidades satélites de Brasília são deixadas para trás. A primeira vista é deslumbrante, pois é uma imensa área verde, com uma grande piscina, um campo de futebol, dois lagos e duas casas. Uma das casas possui vários quartos com diversas camas de solteiro, que funcionaram como uma espécie de albergue da juventude. Foi onde se concentrou o maior número de hóspedes que tinham direito a uma cama. Na outra casa, funciona o restaurante e mais algumas suítes com camas de casal e mais dois banheiros coletivos. Em toda área gramada é possível acampar, e foi justamente aqui que se contou o maior número de visitantes.
Os empregados da fazenda não são naturistas. É uma família grande que cuida de toda a infra-estrutura e do restaurante, jovens em sua maioria. A fazenda possui alguns animais como bois, pavões, galinhas e cachorros. Em toda parte há os avisos que aquela área é naturista e que a nudez total é obrigatória. Nas entradas das casas havia estandartes com as regras internacionais do Naturismo.




Na sexta-feira o número de hóspedes já passava de 20. À noite, muitos jogos de sinuca, truco e conversa. Já havia algumas crianças, mas nenhum adolescente. No sábado a quantidade de hóspedes já estava triplicada e muitas crianças estavam presentes. A piscina era o principal ponto de encontro e de conhecimento. Foi ali que todos começaram a sentir a importância do evento pela quantidade de “forasteiros” presentes. Havia gente das mais variadas partes do Brasil, do norte, nordeste, sul, sudeste e, como não poderia deixar de ser, a grande maioria da região centro-oeste brasileira. Ali na piscina organizavam-se o time de vôlei, os passeios pelas trilhas e, em especial, os banhos na bica, que era um cano que captava água de um rio que passa por dentro da propriedade. A preocupação com a segurança, principalmente com a das crianças, fez com que Elias solicitasse ao Corpo de bombeiros do Distrito Federal dois soldados guarda-vidas para a piscina. No sábado, dois rapazes, e no domingo, um casal.
Os dias foram ensolarados com muito calor e um frescor nas noites. Porém o clima típico da região fazia com que vez ou outra o céu escancaradamente azul se transformasse numa massa cinzenta que se derretia em temporal, para minutos depois estar novamente azul e ensolarado.
No sábado, a reportagem da REDETV esteve no local, fazendo entrevistas e filmando tudo. Passaram horas dentro da propriedade. A equipe, constituída de uma moça (a repórter), e dois rapazes (um cinegrafista e o ajudante), percorreu minuciosamente todos os locais aprazíveis, tendo o cuidado de não gravar imagens de quem não gostaria de aparecer. Cada pessoa que não quis recebeu uma fita vermelha para amarrar no pulso. Esta era a senha para não ser fotografado ou filmado. A matéria foi ao ar, em rede nacional, por volta das 21h20 e durou cerca de um minuto.
No domingo, amanhecido com uma forte neblina, outra equipe da REDETV apareceu bem cedo no sítio, mas desta vez a matéria seria apresentada apenas na afiliada local. Fizeram novas imagens e entrevistas e prometeram voltar mais tarde quando fosse a hora real da posse da nova diretoria. Não voltaram. E o resultado do trabalho não pode ser apreciado pela maioria dos naturistas presentes, por ter sido apresentado apenas no noticiário local. Por volta das 12h outra equipe de TV. Desta vez foi uma afiliada ao SBT. A equipe fez a cobertura da posse, porém avisou que seria apenas também para o noticiário local. No entanto a matéria foi exibida em rede nacional na madrugada de segunda para terça-feira.
Em solenidade pública, Elias Alves Pereira tomou posse de seu cargo de presidência da Federação Brasileira de Naturismo, no domingo, dia 9 de fevereiro, por volta das 14h. O cargo foi transmitido pelo então vice-presidente da FBrN, Márcio Ramalho Braga, que representou a presidenta Maria Luzia de Almeida. Em clima de descontração, a transmissão do cargo mereceu até o uso de gravatas por parte da nova diretoria, que fica agora assim constituída: Presidente: Elias Alves Pereira– Planat– DF; Vice-Presidente: José Mariano Silva Júnior – Sampanat – SP; 1º Secretário: Regina Célia Souza – Planat – DF; 2º Secretário: Márcio Ramalho Braga – Barra Seca – ES; 1º Tesoureiro: Waldyr Viegas de Oliveira – Planat – DF; 2º Tesoureiro: Jaime Batista Belém – Planat – DF. Esse time vai liderar o naturismo brasileiro pelos próximos dois anos. No mesmo momento foi também nomeado o novo time de conselheiros, que trabalhará nos próximos quatro anos: Presidente: Valdir de Souza e Silva – Recanto Paraíso – RJ; Conselheiros: Sérgio Kuhnner de Oliveira – Ex-Rio-NAT – RJ; Pedro Ricardo de Assis Ribeiro – Jornal Olho Nu – RJ; Maria de Lurdes Adams Soares – Massarandupió – BA; Rosângela A. Corrêa – Tambaba – PB e Affonso Alles – Galheta – SC.
O novo time concretizou a primeira reunião para já tratar das principais metas a serem realizadas. Entre outras, ficou decidido que o grupo fará reuniões toda vez que forem necessárias através da Internet, em salas de bate-papo exclusivas; urgência na aprovação da Lei do deputado federal Fernando Gabeira, no Senado Federal; regularização da situação da FBrN junto à Federação Internacional de naturismo (INF); visitar todos os clubes e praias naturistas do Brasil; realizar mais um congresso naturista nacional ainda neste ano e abrir uma página na Internet. Além disso começará a ser estudado a implementação de uma sede fixa em alguma cidade brasileira, que servirá como referência e abrigará documentos e obras relativas ao Naturismo. Também planeja-se a participação da Federação no Congresso Internacional a ser realizado em outubro na Suíça.
Após a solenidade, foi sorteada uma série de brindes para os presentes, trazidos pelas diversas delegações, bonés, chaveiros e exemplares do livro “Corpos Nus” de Paulo Pereira. A presença de muitas crianças abrilhantou ainda mais a festa. Foi uma festa familiar, sem dúvida. No entanto, o número de adolescentes podia ser contado nos dedos de uma das mãos. Alguns pais consultados acham que isso se deva ao fato de que nesta idade eles preferem estar em grupinhos, e na maioria das vezes naturismo não faz parte da vivência destes grupinhos.
Muita paz e confraternização. Este foi o clima que rolou nos dois dias e duas noites de festividade entre os mais de 200 naturistas presentes ao evento. Elias, que conta com o apoio importantíssimo de toda sua família, que esteve presente integralmente, as três filhas, a esposa, o netinho, e os maridos das filhas, que pela primeira vez tiram a roupa em público, conta também com o apoio de quase a totalidade dos naturistas atuantes neste país. Num clima como esse, sua gestão à frente da federação tem tudo para ser vitoriosa. Parabéns.
*Naturista e editor do OLHO NU

natpedro@globo.com

O Movimento Naturista é pródigo, devido às suas características peculiares, em promover o aparecimento de personagens também peculiares que almejam um ideal maior, com luta e perseverança. Afinal, na sociedade atual, estar imbuído do espírito do Naturismo já é ser diferente de quase a totalidade das pessoas. E estar na linha de frente, na atuação, na vanguarda do Movimento é ser mais diferente ainda. Quando acontecem os Encontros Nacionais de Naturismo, como os Congrenats e, agora, a posse da nova diretoria da Federação Brasileira, há-se a chance de conhecer estas pessoas maravilhosas com seus pensamentos maravilhosos. Foi o que ocorreu. Conheça João, um personagem formidável.



A FORÇA QUE VEM DO NORTE

Por Pedro Ribeiro*



JOÃO CARLOS LIMA DE SOUZA é uma daquelas pessoas que a gente conhece e se encanta já no primeiro momento. Com sua fala doce e coração aberto conquista todos ao seu redor. Talvez seu jeito sereno e equilibrado de falar e se portar venha de sua vocação religiosa, que o levou a se tornar Frei Franciscano, que estudou filosofia e teologia para ser diácono, no caminho da carreira de padre. E é assim que João é chamado carinhosamente no meio naturista: padre. Mas há oito anos que este caminho foi largado por ele, justamente por ter sentido dentro de si uma outra vocação muito forte, que infelizmente era conflitante com a carreira que seguia, a vocação para o matrimônio.
Um filme sobre São Francisco de Assis, de Franco ZeffirelliIrmão sol, irmão lua”, visto na TV durante a adolescência o inspirou pra seguir a carreira religiosa, como frei franciscano, é claro. Talvez inconscientemente a famosa passagem da vida de Francisco de Assis, quando larga todas suas vestes e sai nu pelas ruas em ato de protesto contra sua família e de amor aos pobres, já fosse um indício de que sua vocação para o Naturismo era o determinante para a escolha da carreira franciscana. João iniciou a realização de sua vocação para o sacerdócio aos 21 anos de idade. Fez sete anos de curso, mais quatro anos de prática.
Hoje tem 39 anos de idade. É casado com Fátima, 48 anos, há cinco anos e meio. Largou a batina para casar, para assumir um relacionamento que o levou a um conflito interno. Conheceu Fátima em um casamento que estava celebrando, em Belém, e onde era convidada. Saiu a primeira vez com ela um ano e meio depois. Esta situação foi exatamente oposta à ocorrida durante sua juventude, quando estava namorando firme e terminou o relacionamento para entrar para o seminário.

João, o quarto da esquerda para a direita, com amigos na famosa bica do rio, no Planat.
Antes de largar a batina já tinha vontade de ser naturista e sentia uma grande angústia por ter uma visão do corpo que não era a mesma que outros religiosos tinham e não se sentia à vontade interiormente por não poder conversar e colocar seus sentimentos entre eles. “Foram três anos de angústia” conta João. Esse modo diferente de compreender o corpo talvez tenha sido originado no hábito de sua mãe, que tinha o costume de ficar nua em casa, sem o menor constrangimento diante dos oito filhos, porém sem ter a menor noção da existência da filosofia naturista. No entanto ele é, hoje em dia, o único naturista da família.
Tomou conhecimento da existência do naturismo através de uma reportagem sobre a praia de Tambaba, veiculada na extinta Rede Manchete, no programa Documento Especial (depois que João tornou-se realmente integrante do Movimento Naturista, acha que aquele programa foi apelativo, no entanto, apesar disso, foi importante para despertar nele um lado que estava oculto). Mais tarde, em um jornal paraense, viu um anúncio de uma associação naturista em Belém, entrou em contato com o presidente. Começou a freqüentar sozinho, mas depois conseguiu convencer a esposa, “a muito custo” por causa também da severa formação religiosa dela.
Participou ativamente do Grunapa (Grupo Naturista do Pará) durante estes anos, mas está na iminência de criar um outro grupo naturista em Belém com os amigos e a esposa.
A paixão pelo naturismo foi tão grande que ele se tornou um estudioso do assunto, inclusive fazendo um trabalho de conclusão de curso de graduação em Pedagogia, para a Universidade da Amazônia, em Belém, com o título “Meio-ambiente e Naturismo, para reeducar-se em relação a si, ao próximo e à natureza”, concluída em dezembro de 2001. “O Naturismo me fez ver as pessoas de um jeito diferente, me tornou mais próximo, mais fácil de pegar amizade”, declara.



Outras vocações vão surgindo também na vida de João. Presenteou o novo Presidente da Federação Brasileira com uma obra plástica de sua autoria, com técnica mista, de colagem e óleo. Imediatamente o presente foi pendurado na sala de maior freqüência do clube PLANAT, por Elias.



* Naturista e editor do OLHO NU

natpedro@ig.com.br


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Proprietários de estabelecimentos naturistas conhecem as dificuldades de realmente conseguir cumprir a primeira regra básica de convivência nos clubes: nudez total obrigatória. Na quase totalidade das vezes ela é quebrada não pelos freqüentadores, mas sim por empregados e prestadores de serviços, que acabam ficando muito curiosos e despertando para esse mundo novo para eles. No congraçamento da posse da nova diretoria da FBrN essa escrita se manteve com os repórteres de TV, que por lá compareceram, e com os empregados do sítio. Além desses, devido ao grande número de visitantes, foi necessário pedir auxílio ao Corpo de Bombeiros do Distrito Federal que destacaram dois guarda-vidas pra fazer a guarda da piscina. E estes últimos são os destaques dessa matéria.
POR FORÇA DE OFÍCIO...
Por Pedro Ribeiro*
Da mesma forma que muitos não-naturistas ficam curiosos querendo saber como é a vida dos naturistas em seu “habitat” natural, isto é, o que eles fazem, como agem, como se comportam ou como pensam quando estão reunidos nos clubes e áreas naturistas, muitos naturistas também ficam curiosos em saber como pensam os não-naturistas, que são “obrigados” por motivos diversos a estarem vestidos em meio a uma multidão de despidos.


Para tentar matar essa curiosidade OLHO NU entrevistou os dois soldados do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal destacados, a convite da presidência do PLANAT, para fazer a segurança aquática com equipamentos, no dia ensolarado da posse com muitos banhistas na piscina. Para falar a verdade não eram dois soldados, mas sim um sargento, Paulo César da Silva e sua esposa, a soldado Lecy da Silva Coelho. O casal pertence à corporação do Distrito Federal há 7 anos. Ambos são candangos, ou seja, nasceram mesmo em Brasília. Ele tem 28 anos de idade e ela, 26 e têm 2 filhos.


Quando foram escolhidos pelo chefe da corporação, para o serviço no clube naturista, ficaram empolgados pela chance de conhecer pessoalmente o lugar que já haviam ouvido ou lido a respeito. Sempre tiveram curiosidade em conhecer, mas nunca haviam tido chance antes. Quando chegaram no clube e se depararam com toda aquela quantidade de pessoas despidas, disseram que não tiveram nenhum impacto e que a reação deles foi normal.
Acharam as pessoas bem à vontade e descontraídas, agindo da forma mais natural possível. A curiosidade despertada neles anteriormente já havia levantado a vontade de participar do naturismo. Porém disseram que não se sentiriam à vontade, praticando ali mesmo em Brasília, porque têm medo da reação dos amigos da corporação, medo das “fofocas internas” que poderiam haver caso fossem flagrados por outros colegas, que também tirassem o serviço como o que eles estavam fazendo. Questionados, então, se aquele momento não seria a melhor ocasião para experimentar a participação no Naturismo, já que não haveria outro colega no local, mostraram uma certa inibição para começar e acabavam desconversando.
No entanto, os dois desempenharam bem suas funções, acompanhando os grupos que se dirigiam à bica do rio, e dando muita atenção, principalmente, às crianças que estavam banhando-se na piscina. Mas não houve jeito de convencê-los a tirar a roupa e integrarem-se ao grupo. Pelo menos não nesta ocasião.

Paulo César e Lecy posam com Elias, o novo presidente da FBrN.

*Naturista e professor

natpedro@globo.com



ANEDOTA

Por Johannes Wilhelmus Ruigt*

Achei uma pequena anedota no "GNI Informer" (revista naturista norte-americana), que combina com o artigo no Olho Nu 29 de Carlos de Paiva mando-lhe agora. Trata-se da Tal "ereção".

 

     Em Manhattan, Nova York, EEUU, existe um clube onde só homens praticam a Yoga nus no horário de meia noite (Nova York também não dorme). Estas aulas de Yoga são administradas por Jayadev. Ele já pratica a Yoga desde jovem. Ele é um facilitador e Master de Yoga.



 

     Numa pergunta de "quando é que um homem fica com ereção?" Jayadev respondeu:



 "Ereções vêm e vão toda hora nas aulas como acontecem quando vestido de calças durante o dia. Como se diz: Um relâmpago não é trovão. Todo mundo está  concentrado no seu interior  durante os exercícios e as sessões são bem puxadas. No meu ponto de vista ,quando eu vejo isto parece-me que como estou vendo lindas flores se abrindo num jardim mágico."
*Naturista e ceramista aposentado

davijan@pradonet.com.br
Se quiser visitar uma página que fala sobre naturismo e yoga visite o endereço:

http://www.armage.demon.co.uk/nuff/activities/yoga.html




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