Sheila Ostrander Lynn Schroeder Experiências Psíquicas Além da Cortina de Ferro



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Alguns cientistas comunistas acreditam que essa nova forma de energia que se irradia dos seres humanos pode ser coligida e armazenada. (Veja o capítulo 28,) "O PK parece ser o mais fácil dos fenômenos psíquicos como objeto de experiências básicas. Através do PK desvendaremos as forças existentes por detrás de grande parte do paranormal, dando-nos um domínio mais amplo das forças vivas do universo", disseram eles.

Mas o PK também tem a seu lado negro. Depois de uma violenta erupção de atividade de PK do gênero trasgo, que durante meses perseguiu as instalações elétricas e mexeu com móveis num edifício de Rosenheim, na Alemanha Ocidental, Herr Brunner, porta-voz do Departamento de Obras de Rosenheim, chamado para investigar, comentou na Revista de Parafísica (Vol. 3, N.° 3, 1969): “Foi alarmante imaginar as catástrofes que poderiam ocorrer no domínio da tecnologia se tais forças, independentes da vontade dos técnicos, pudessem influenciar relés [elétricas] e perturbar funções de todos os gêneros. Por essa razão, no interesse do bem-estar comum da humanidade, os cientistas deveriam tentar iluminar esse canto escuro dos nossos conhecimentos”.

"Tornou-se necessário postular a existência de um poder até agora desconhecido da tecnologia, de natureza, força e direção indefiníveis. É uma energia que está muito além da nossa compreensão."

Bastaria uma rapidíssima aplicação dessa energia "X" a qualquer instalação complicada - uma base de mísseis, uma usina de energia hidrelétrica, as instalações elétricas de uma cidade moderna - para provocar o caos total. Um parapsicologistas norte-americano comentou: "O PK pode ser a arma decisiva".

Pesquisadores soviéticos do PK, como Naumov, nos repetiram fervorosamente: "Espero apenas que o PK não caia nas mãos de quem possa empregá-lo como arma".

No verão de 1969 nos chegaram notícias de uma fonte fidedigna de que novos trabalhos sobre PK e Nelya Mikhailova continuam a realizar-se na Rússia. O trabalho envolve intensas investigações dos campos que lhe cercam o corpo. Diz-se que os soviéticos encontraram outras pessoas, além de Nelya Mikhailova, dotadas de talentos semelhantes.

Pesquisas sobre PK, de natureza não revelada, estão sendo levadas a cabo em Tbilisi, na Geórgia. Fora disso, cientistas soviéticos afirmam estar investigando o pronunciamento de um biologista francês, segundo, o qual, através do PK, os seres humanos podem influir no ritmo de degenerescência radioativa. (156) Esse cientista, que prefere permanecer anônimo se bem seja muito conhecido na literatura parapsicologia, pediu a adolescentes que tentassem acelerar ou retardar a decadência radioativa da matéria. E, segundo afirma, o contador geiger mostrou que eles foram bem sucedidos numa série de testes. É interessante que ele tivesse escolhido crianças, um grupo freqüentemente associado a exibições do gênero trasgo. Mas os russos estão provavelmente mais interessados na afirmativa de que o enigmático PK pode influenciar a matéria básica. Talvez Nelya também possa afetar a matéria radioativa.

Nelya parece ser uma médium versátil, como Eusapia Palladino e outros médiuns famosos de antanho. Afirma-se que ela é telepata, clarividente, psicométrïca e dotada de PK. Os soviéticos, porém, não a encaram como artista ou como personalidade de exótica plumagem. Vêem em Nelya um meio para descobrir princípios. As questões importantes a seu respeito não devem centralizar-se na médium propriamente dita, mas em descobrimentos científicos como o do Dr. Sergeyev - de que os campos biológicos flutuantes estão, aparentemente, relacionados com o PK. Os comentários dos esquadrões de combate à fraude e as denúncias de "ímãs em lugares íntimos", totalmente impertinentes, não têm qualquer relação com a pesquisa em neurofisiologia. Nelya tem sido um meio para ajudar os dentistas a elucidarem esses novos caminhos. E não é muito fácil ser um meio. Existem os ataques pessoais, soezes, de noticiaristas como Lvov, que acarretam uma fuzilaria de cartas e chamados telefônicos desagradáveis. Além das perseguições públicas, Nelya também é submetida a uma grande tensão física durante os testes de PK.

Mas Nelya Mikhailova cresceu lutando; cresceu durante o cerco de Leningrado, numa das piores situações de privação e tensão que o mundo já conheceu. Não há razões para crermos que venha a atirar a toalha no tablado enquanto os cientistas acreditarem que podem descobrir mais coisas sobre o potencial e a maravilha ainda não compreendida do ser humano, amarrando-a como um astronauta e prendendo-a num laboratório cheio de máquinas.

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ESPAÇO INTERNO E ESPAÇO EXTERNO

Quando Yuri Gagarin se tornou o primeiro homem a girar no espaço ao redor da Terra, as pessoas saíam às ruas de Moscou cobertas de cartazes em que se lia: "Hurra! O Cosmo é nosso!" As multidões embandeiradas e comovidas, jubilosas e cantantes, que se comprimiam na Praça Vermelha, eram reais. As profundas reverberações no plexo solar eram genuínas. Nenhum burocrata teria podido ordenar a ressonância emocional que empolga a maioria dos soviéticos à idéia do cosmo. Eles têm "anseios ascensionais".

Os parapsicologistas não estão imunes à mística do espaço. Sonham fundir a exploração do espaço interno com a do espaço externo. Têm razões de sobra para prosseguir. K. E. Tsiolkovsky, pai da técnica russa dos foguetes, é uma figura em que parecem combinar-se os irmãos Wright e Lindberg no panteão soviético. Na década de 1930, ele disse: "Principalmente na era, que está próxima, dos vôos espaciais, as capacidades telepáticas serão necessárias. E elas ajudarão o desenvolvimento da humanidade. Ao mesmo tempo em que o foguete espacial deve levar os homens ao conhecimento dos grandes segredos do universo, o estudo dos fenômenos psíquicos pode conduzir-nos ao conhecimento dos mistérios da mente humana. E precisamente a solução desses problemas que nos promete as maiores conquistas." (373)

Três decênios mais tarde, em 1967, a publicação russa Notícias Marítimas dizia: (357) "Os cosmonautas, quando estão em órbita, parecem capazes de comunicar-se telepaticamente com maior facilidade entre eles do que com as pessoas que ficaram na Terra. Um sistema de treinamento de psi foi incorporado ao seu programa de treinamento. Espera-se que isso os ajude a perceber e evitar perigos iminentes."

Os parapsicologistas estão pensando em vastas extensões do espaço. A telepatia, cuidam eles, poderá ser a linguagem comum quando os cosmonautas saudarem pela primeira vez as espaçonaves de outros sistemas solares; a ESP poderá ser um canal de comunicação entre a Terra e outras civilizações da galáxia. Talvez a ESP seja usada para estabelecer contato com OVNIS (objetos voadores não identificados) ou compreendê-los. (51) primeiro que tudo, os soviéticos voltaram a sua atenção para uma criatura que já está nos seus laboratórios: o ser humano.

Eles gostariam de aparelhar os cosmonautas com poderes vivos próprios, a fim de apoiar o seu mecanismo eletrônico no espaço. Um desses planos de apoio vivo envolve mensagens codificadas através da ESP. Na Terra, a telepatia fluiu de câmaras blindadas, que cancelam as ondas de rádio. Teoricamente, a telepatia poderia ser usada na comunicação espacial quando o rádio se apaga, o que é muito importante porque as demoras e hiatos radiofônicos aumentarão à medida que as astronaves se afastarem da Terra. A idéia do código principiou a tomar forma entre os telepatas no fim da década de 1950, mais ou menos quando o Sputnik I entrou em órbita. Mensagens em código permitiriam aos parapsicologistas enviar e receber informações específicas, amiúde abstratas. Em lugar das imagens mudas, a linguagem se moveria telepaticamente.

Em março de 1967, os soviéticos transmitiram uma mensagem telepática codificada de Moscou a Leningrado. (82-357) Para fazê-lo, reuniram muitos dos seus novos conhecimentos de fisiologia da ESP. O constante Karl Nikolaiev recebeu a mensagem. Yuri Kamensky enviou-a - violentamente. Kamensky imaginou, com todos os seus sentidos, que estava tirando o shashlik de Nikolaiev. Esmurrou-lhe o rosto, chutou-lhe as pernas, derrubou-o ao chão. (Como escreveu o repórter soviético desses testes, "Oh, felizes cientistas!") Um longo assalto, que durou quarenta e cinco segundos, representou um traço em código Morse. Assaltos curtos de quinze segundos representavam um ponto. Kamensky não sabia a palavra que estava enviando de Moscou, através do espaço. Ele só tinha uma lista de traços e pontos. Em Leningrado, a Dra. Pavlova e o Dr. Sergeyev ligaram Nikolaiev ao aparelho de EEG e a outros dispositivos de registro. O sensível Nikolaiev começou a receber os impulsos telepáticos. O EEG indicou os comprimentos de recepção - longos e curtos. Cônscio da emoção que lhe era dirigida, Nikolaiev também anotou a duração de cada assalto psíquico. Sete sinais Morse formavam a palavra transmitida. Da primeira vez, calculando o comprimento, Nikolaiev captou direito os sete sinais Morse. Decifrados, descobriu que Kamensky enviara de Moscou a Leningrado, de cérebro a cérebro, a palavra MIG, que significa "imediato", e a comunicação imediata, seja de Minsk a Pinsk, seja de uma espaçonave à Terra, é o que os parapsicologistas têm em mente.

Códigos telepáticos intricados também foram usados com êxito e estão sendo testados e aperfeiçoadas em laboratórios búlgaros (110) e tchecos (378). Mas talvez a primeira pessoa a propor o sistema básico tenha sido um homem que provavelmente nunca pensou em esmurrar o nariz de ninguém, Douglas Dean, eletroquímico, técnico em computadores e ex-presidente da Associação de Parapsicologia da América do Norte. Em 1960, o Dr. Dean soube de uma descoberta acidental feita pelo Dr. Stepan Figar, de Praga. Figar descobriu que o pletismógrafo, um dispositivo que registra alterações no volume do sangue, poderia indicar quando alguém estivesse sendo influenciado pelo pensamento de outra pessoa.(36) Dean começou a partir desse ponto. Com os engenheiros Robert Taetzsch e John Mihalasky do Newark College of Engineering de Nova Jérsei, ele transformou o antiquado pletismógrafo num sistema telepático que poderia, um dia, ser usado por astronautas.

Em primeiro lugar, descobriu uma coisa extraordinária. Quando um emissor telepático se concentra no nome de uma pessoa a que estamos ligados por laços emocionais, podemos acusar uma alteração do volume sangüíneo. Deitados num estado de descontração, não temos consciência de estar recebendo mensagens telepáticas. Entretanto, "captamos" alguma coisa, que, às vezes, ocasiona diminutas alterações em nosso torpe. Ao que tudo indica, 25% das pessoas podem acusar essa recepção telepática inconsciente. (286-88)

Antes dos soviéticos, Douglas Dean demonstrou claramente, através dos gráficos imparciais fornecidos por um instrumento, que a telepatia pode influir nos processos corporais.

Em 1964, Dean falou a respeito do seu proposto "Sistema de Comunicação Psi" perante o Conselho de Sociedades Tecnológicas de Canaveral, por ocasião da Primeira Conferência Espacial. No sistema telepático de Dean, o emissor se concentra num nome que tem uma carga emocional para o receptor. Este, ligado ao pletismógrafo, acusa uma mudança do volume sangüíneo. A mudança equivale a um ponto no código de Morse. O traço é representado pela ausência de emissão durante um período específico de tempo. (322, 356) Utilizando os seus nomes carregados, Dean comunicou-se entre uma sala e outra, entre um edifício e outro, e entre Nova Iorque e a Flórida, a 1820 quilômetros de distância.

- Com isso estamos pensando, sem dúvida, na comunicação espacial, - contou-nos Dean. - É provável que es russos estejam olhando também nessa direção Por exemplo, quando nos aventurarmos a chegar mais longe, digamos a Júpiter as comunicações de rádio se atrasarão por mais de uma hora. Achamos que nos será possível eliminar esse atraso com o auxílio da telepatia. Ou, teoricamente, empregando a clarividência ou precognição, talvez se possa estabelecer uma comunicação instantânea...ou quase.

Todos os parapsicologistas russos que conhecemos tinham ouvido falar em Douglas Dean na distante Newark. Muitos outros russos também sabiam dos seus trabalhos. Em 1966, o Komsomolskaya Pravda apresentara um apanhado da obra de Dean.

Tanto os sistemas de comunicação psi norte-americanos como soviéticos transmitiam as suas mensagens essencialmente fundadas nos processos físicos inconscientes provocados pela telepatia. Pensamento-Nikolaiev-gráfico-analisador-decifrador: o ser humano é um componente num sistema de comunicação, exatamente como uma válvula de imagem de televisão. O humano é a parte mais sensível: máquina alguma consegue reproduzi-lo. O sistema de Dean tem uma quantidade adicional. O receptor não precisa ser um médium rigorosamente treinado. Entretanto, infinitamente melhor amparados do ponto de vista financeiro do que o dedicado Dean, os russos, com os seus aparelhos caros e os seus "receptores" especializados, podem desenvolver um sistema mais flexível.

Haverá alguma razão para pensar que isso os perturba?

Louis Pauwels, redator da revista francesa Planète, comentando a informação que lhe enviou a Novosti sobre o importante congresso de parapsicologia realizado em fevereiro de 1968, observou que muitos notáveis cientistas soviéticos aparentemente acreditam que a pesquisa do psi é importante para favorecer a ciência e a tecnologia. "Muitos afirmaram que, na aventura do espaço, os astronautas talvez recorressem à telepatia a fim de comunicar-se com a Terra ou entre si." E Pauwels acrescentou: “Isso reafirma a posição assumida em 1966 por um cientista russo no congresso de Astronáutica em Paris”.

Os soviéticos parecem estar-se esforçando muito.

- Num dos nossos testes, - observou Naumov, - Nikolaiev foi mantido numa sala escura durante sete horas. Ligado aos instrumentos, foi preciso alimentá-lo com uma colher.

Em seus esforços por elaborar um sistema de comunicação psíquica, os soviéticos puseram de lado a idéia fixa de só mandar imagens telepáticas. Tentaram enviar cargas de emoção. E também tentaram transmitir telepaticamente cargas de sons - zumbidos ou silvos.

Kamensky concentrou-se em descargas longas e curtas de sons para projetar uma palavra entre dois laboratórios em Leningrado. Essa palavra de código também tinha sete sinais Morse e cada qual foi emitido, em forma de impulsos, sete vezes. Segundo a Dra. Pavlova, na primeira vez Nikolaiev recebeu conscientemente cinco cios sete sinais. Na segunda, seis. Combinados, os resultados permitiram que se decifrasse a palavra "Ira", que era a correta. (152) Dois outros nomes pulsaram telepaticamente, Jenine e Lenin. (162) Será o emprego de nomes um eco do sistema de Dean?

- Das vinte e uma letras transmitidas telepaticamente em código, dezoito foram captadas com absoluta clareza nesses testes, - observou Naumov. - A nossa meta, naturalmente, é enviar mensagens muito mais extensas, o que significa que teremos de inventar novas combinações. Por enquanto, o cérebro acaba criando um hábito, uma resposta condicionada. Precisamos usar um regime durante quinze minutos e depois passar para outro.

Utilizando imagens telepáticas, os soviéticos também conseguiram enviar palavras em código de Moscou a Tomsk, cidades distantes uma da outra parte 4 800 quilômetros. (78) Esses sistemas de comunicação psíquica, pelo menos os que nos foram descritos, não estão suficientemente aperfeiçoados para permitir aos cosmonautas a transmissão de lances de xadrez a adversários em outras espaçonaves. (Alguns soviéticos estão persuadidos de que um dos usos práticos da telepatia consiste em jogar xadrez fora deste mundo.) Seria estranho, contudo, que os soviéticos não continuassem tentando aperfeiçoar um sistema de comunicações telepáticas espaciais. Até o conservador Dr. Ippolit Kogan, diretor da Seção de Bio-Informação Popov, disse à imprensa soviética que a telepatia terá aplicação sempre que for impossível empregar outros meios de comunicação. "Pode ser usada em vôos espaciais", disse ele. "Imagine-se a pane de um rádio num vôo cósmico. Bastaria transmitir telepaticamente o número 5, por exemplo, informar às estações terrestres que o rádio não estava funcionando e que elas precisariam tomar providências. Isso exigiria, naturalmente, uma pessoa especializada, que seria recrutada entre as bem dotadas e exercitadas." Kogan também é de opinião que expedições perdidas ou que estejam correndo perigo na Terra poderiam usar um SOS telepático. (158) E tendo em mente a curiosa aliança entre psi e submarinos, códigos telepáticos poderiam ligar um submarino a um navio ou à terra firme. De maneira ainda mais secreta, o exército poderia usar um sistema dessa natureza quando outros tipos de comunicação fossem inconvenientemente barulhentos.

Alguns cosmonautas russos já testaram a telepatia aqui ou no espaço? Não o sabemos. Talvez o soubesse o Dr. Eugene B. Konneci, quando era Diretor de Biotecnologia e Pesquisas Humanas e Tecnologia para a NASA. Em 1963, ele confessou aos delegados à Décima Quarta Federação Internacional de Astronáutica em Paris: "A natureza e a essência de certos fenômenos de comunicação eletromagnética entre organismos vivos constituem, segundo se afirma, objeto de estudos altamente prioritários dentro do programa espacial tripulado soviético". Konneci acrescentou que o grosso da ciência ocidental estava começando a reparar nesses fenômenos e aludiu aos trabalhos do Dr. Henry Puharich, neurologista e parapsicologista norte-americano. (405)

Em 1967, outro ilustre norte-americano, profissional liberal, trouxe a Rússia a notícia de que lá se falava em psi no espaço. Os parapsicologistas soviéticos lhe haviam contado que os cosmonautas faziam experiências psíquicas "realmente fenomenais". A União Soviética está tentando experimentar todos os meios possíveis de comunicação entre o cosmo e a Terra, explicaram os russos. Um cosmonauta, por exemplo, recebia instruções para concentrar-se em certos princípios e objetos. Num momento determinado, telepatas na terra lhe registravam o pensamento. Como tudo o que é militar, disseram eles, os dados e resultados serão classificados. (283)

Do lado mais leve, dois cientistas tchecos nos contaram que Khrushchev, famoso por vangloriar se de tudo o que havia debaixo do Sol, não ignorava o psi. Afirma-se que o Presidente Khrushchev teria dito: "Já usamos a ESP no espaço".

Kay Sterner, Presidente da Fundação de Parapsicologia da Califórnia em San Diego, era a única norte-americana na conferência de Moscou em 1966. Relata ela que, segundo se depreendia das discussões, um considerável trabalho soviético estava sendo feito sobre as faculdades psíquicas nas condições de ausência de peso do espaço externo. Os soviéticos também estavam treinando cosmonautas em ioga e hipnose para realizar experiências no espaço, de acordo com a Senhora Sterner. "É claro", observou ela, "que eles faziam muito mais perguntas do que declarações". (358)

Talvez por termos chegado durante um período de congelamento, todas as vezes que fazíamos alguma pergunta sobre o espaço, recebíamos a mesma resposta:

- Sim, mas por que vocês não nos falam sobre os astronautas norte-americanos? Eles estão fazendo alguma coisa com o psi?

Isso, evidentemente, não facilitava a conversação. Não existem relatórios oficiais de treinamento de ESP em nosso programa. Não queríamos impingir aos russos outra história parecida com a do Nautilus. Se eles já não tinham marcado um primeiro tento, uma história como essa aparelharia seguramente o próximo cosmonauta com exercícios de ESP.

O único anúncio de treinamento de ESP para cosmonautas estampado em Notícias Marítimas relaciona-se em parte, provavelmente, com um plano engenhado pelo falecido Professor Gellerstein, doutor em biologia e parapsicologia da Popov. Em 1966, o Dr. Gellerstein realizou uma palestra sobre precognição, assunto que acabava de ser excluído da lista proscrita. Os cosmonautas viajarão a velocidades tão grandes, disse ele, que terão de ser capazes, literalmente, de prever u futuro. A fim de poder reagir a emergências em tempo hábil, precisam aprender a ver o que vai acontecer. Alguns raros seres humanos têm, aparentemente, o dom da predição. Por conseguinte, relatou Gellerstein, fora elaborado um programa para treinar cosmonautas a desenvolver pelo menos alguma dose de precognição. (96)

Mais uma vez, os soviéticos põem a sua fé no treinamento, na idéia de que, se uma pessoa pode fazer uma coisa, muitas talvez possam exercitar-se para fazê-la. À parte a crença marxista no treinamento, Gellerstein poderia também se reportar à autoridade moral do pioneiro espacial Tsiolkovsky, cujas idéias, como as da maioria dos heróis soviéticos, são vigorosamente repetidas. Tsiolkovsky estava convencido de que "o homem terá de desenvolver capacidades psíquicas latentes para operar corretamente no estranho meio espacial".

À medida que enceta novas investigações de campos biológicos e do próprio homem, o nosso programa espacial, que já tem a seu crédito uns 2 500 novos progressos científicos, poderá trazer-nos também novas e surpreendentes conquistas no campo da ESP.

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OVNIS E PSI. PROCURANDO O MESSIAS CÓSMICO


A autoridade em espaço K. E. Tsiolkovsky, que acreditava num universo abundantemente povoado, era o refúgio de alguns cientistas soviéticos que começaram a ver coisas estranhas, oficialmente não existentes.

Por volta das 21 horas e 30 minutos do dia 26 de julho de 1965, três astrônomos soviéticos, Roberto Vitolniek, Esmeralda Vitolniek e Yan Melderes, estudavam nuvens luminosas em Ogre, na Letônia. Olhando na direção do noroeste, repararam subitamente numa estrela brilhantíssima que se movia lentamente para oeste. Depois de vê-la com os binóculos, os astrônomos apontaram à pressa o telescópio para a "estrela".

"Vimos um disco em forma de lente, de quase 100 metros de diâmetro, com uma esferazinha visível no centro. Três outras esferazinha giravam devagar em torno do grande disco. As quatro esferas eram de um verde fosco. Todo o sistema diminuía de tamanho como se afastasse da Terra. Depois de uns vinte minutos, mais ou menos, as esferas externas principiaram a apartar-se do disco. A que estava no centro também pareceu distanciar-se dele. Às 22 horas todas haviam desaparecido."

Os astrônomos calcularam que esses estranhos objetos verdes se achavam a cerca de 260 quilômetros da Terra. "A julgar pela velocidade do seu movimento no campo de visão, o sistema permanecia imóvel no espaço e o seu aparente movimento nada mais era do que a rotação da Terra", disseram os astrônomos. (232)

Alguns anos antes, difundiram-se rumores a respeito de grandes objetos brilhantes que percorriam os céus do Cazaquistão, aterrorizando os camponeses e fazendo-os voltar à igreja. "Na verdade, o radar soviético vem captando objetos voadores não identificados há vinte anos", anunciou o Dr. Felix U. Ziegel, do Instituto de Aviação de Moscou, num fascinante artigo publicado pela revista Smena, em abril de 1967. Outros relatos surpreendentes se seguiram em revistas como Baikal, Técnica da Juventude, Vida Soviética, Conhecimento e Trabalho. O Dr. Ziegel, ligado aos parapsicologistas de Popov, teve permissão para divulgar a história do OVNI e liberar algumas narrativas explosivas, que haviam pressionado as autoridades durante anos. Ziegel escolheu observações bem documentadas de cientistas merecedores de crédito. Um exame de alguns dos observadores citados por Ziegel mostra que não havia probabilidade de que eles confundissem a Lua, um pedaço de bola incandescente, ou Vênus em ascensão com um pires. E também mostra por que os parapsicologistas já começaram a teorizar acerca das maneiras de comunicar-se com inteligências vindas do espaço.

Uma expedição geofísica de Leningrado, composta de oito homens, estava acampada nas montanhas do Cazaquistão. Eram 23 horas do dia 16 de agosto de 1960. A súbitas, viram um brilhante objeto alaranjado, em forma de lente, correndo acima dos topos das montanhas. O chefe do grupo, Dr. Nikolai Sochevanov, Professor de Geologia e Mineralogia, afirmou que o diâmetro do estranho objeto era 50% maior do que o da Lua visto do seu ponto de observação. Conservando uma velocidade constante, o disco alaranjado voou do norte para o sul, ziguezagueou no rumo do sudeste, descreveu um arco e desapareceu atrás das montanhas. As suas bordas eram menos luminosas do que o centro. (262)




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