Shiloh Walker a eleição do Caçador



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Shiloh Walker

A Eleição do Caçador



Shiloh Walker



A Eleição Do Caçador

Há um ano, o irmão e a cunhada de Sara foram violentamente assassinados por, vampiros, criaturas que não podem existir, mas Sara sabe a verdade e sua missão é matar tantos quantos conseguir... Isto até o dia em que ela reencontra um homem do passado.


Disp em Esp: novelvampir

Envio do arquivo: Gisa

Revisão Inicial: Cris Reinbold

Revisão Final e Formatação: Sueli Cabral

TWKliek
Comentários de Revisores:
Revisora Sueli:

Gostei o livro (conto). É uma boa companhia numa tarde de fim de férias. Romântico e curtinho.

Boa leitura!

Sim, o livro Mammoth de Vampire Romances é verdadeiramente enorme, contendo 25 histórias curtas e você vai reconhecer os nomes da maioria dos 23 autores. Ele reúne o maior numero de novos fenômenos paranormais, historia românticas jamais reunidas sob uma mesma coberta. A coleção se centra em um dos personagens originais e mais antigos do gênero paranormal - o vampiro - e inclui não só aos autores que construíram sua carreira escrevendo sobre chupasangues, mas sim também uma variedade de escritores que estão dentro do gênero paranormal, mas que escrevem pela primeira vez sobre vampiros. Isto significa que você encontrará diversão, grande variedade de histórias, todo tipo de vampiros inesperados, os mundos tradicionais de horror, o romance gótico e histórico, fantasia urbana contemporânea, a típica comédia e o material erótico, mas quente, e até a história romântica - onde o menino conhece a garota, histórias de amor de tentar e alcançar o verdadeiro amor (embora com uma mordida arrancada do coração e um copo cheio de sangue).

Também, alertamos para a existência de histórias autônomas que apresentam conexões com sagas existentes de um escritor particular, ou algum personagem intrigante que não obteve a oportunidade para mostrar seu potencial em um livro completo prévio, e cuja história pode ser contada aqui pela primeira vez.

Mas a verdadeira pergunta que se fará, uma e outra vez nestas pagina é a seguinte: Pode ser um vampiro tudo o que pintam? Claro que viver para sempre e nunca envelhecer, ter um magnetismo sexual além de todos os sonhos humanos, deve ser bom... mas vale a pena? Esta pergunta é como um eco através de muitas destas histórias. Assim que terá que ir a jugular (... e a carótida, a artéria femoral na coxa interna, a sola dos pés, a curva do cotovelo, o tornozelo...). Com este Mamute de vampiros para averiguá-lo.

Uma vez que estas histórias são realmente contos, os términos são um pouco abruptos.
A ELEIÇÃO DO CAÇADOR

— Merda.

O vento frio atravessou sua roupa como se ela não levasse nada, soprava o cabelo na cara, fazia que seus olhos nublassem e em geral isto fazia com que seu trabalho fosse duplamente duro, mas ela não afastou o olhar do casal no beco e, além de sussurrar a maldição, não fez nenhum outro ruído, não fez nenhum movimento.

Segurava um rifle em uma mão, com a outra segurava um binóculo militar com capacidade de visão noturna e incorporava uma câmara digital. Estava mais acostumada a usar o rifle que os binóculos, mas até um ano atrás, a única vez que usou o rifle foi em um campo de tiro. Isso foi em outra vida.

Antes de 22 de fevereiro de 2007.

O dia em que sua vida mudou para sempre, o dia que seu irmão gêmeo e sua esposa, a melhor amiga de Sara, foram encontrados mortos em seu quarto de hotel, durante sua lua de mel.

José e Darla foram à única família que tinha e perdê-los foi devastador. Mas, que eles fossem assassinados tão brutalmente e viver com o sentimento em seu intestino de que nunca encontraria o responsável, seria muito pior. A pergunta de quem seguia sem resposta. Contudo, Sara sabia quem os matou. Uma criatura que não podia existir, um monstro que parecia com um homem, atuava, caminhava, falava, soava como um homem. Ela o esteve observando por uma semana. Algo sobre a forma em que se movia a forma em que olhava as pessoas despertou um alarme em sua cabeça.

Ele se moveu um pouco, levantou a cabeça da mulher em seus braços. A maldita iluminação no beco era muito tênue, mas Sara estava acostumada a isso. Estes monstros nunca faziam um movimento a menos que fosse um lugar escuro e sombrio. Através de sua visão noturna, dos binóculos, Sara viu que a mulher desabotoou a camisa do homem, e apertou os lábios em seu peito nu.

A cabeça do homem caiu para trás e Sara sorriu com satisfação, ao ver que ele com seus lábios entreabertos, mostravam exatamente o que suspeitou. Duas agudas presas de marfim.

—Tenho — murmurou, tirando uma foto, continuando, deixou os binóculos de um lado e levantou o rifle. A mulher estava a ponto de obter um muito rude despertar, mas Sara pensou que era melhor que a mulher visse alguém disparando na frente dela, do que um sanguessuga a drenasse até deixá-la seca.

Detrás dela, o vento aumentou. Seus ouvidos captaram um estranho rangido, tranquilo, um golpe surdo, e logo ouviu uma voz. Uma voz familiar.

—Não é uma boa ideia, Sara.

Deu a volta, mantendo o objetivo do rifle preparado, enquanto que enfrentava o homem que ela não viu em um ano. Wyatt Cooper. O sangue correu por sua cara e uma sensação doente de pânico explodiu em seu interior. Aturdido, piscou e mirou na luz tênue, mas não havia dúvida dessa cara. Com o coração acelerado, baixou o rifle a seu lado.

—Wyatt?


Ele olhou por cima do ombro e teve a mais estranha sensação de que sabia exatamente o que ela estava fazendo. Seu coração deu algumas batidas, batendo na parede de seu peito com uma força que a deixou sem fôlego. Um leve sorriso empurrou os seus lábios.

—Imagine que ia topar contigo aqui. — Seu olhar deteve em seu rifle—. Lugar estranho para práticas de tiro. —Ahhhh… —Me parece recordar que foi um pouco mais loquaz que isto. — Inclinou a cabeça, sem deixar de olhá-la com esse tênue e divertido sorriso nos lábios. —Sim, bom, apanhou um pouco fora de guarda. O que faz aqui?

Wyatt encolheu os ombros. O vento frio não pareceu incomodar quando empurro seu cabelo para seu rosto. Parecia muito desconjuntado, deu conta, mas Wyatt, era o tipo de homem dos que sempre destacavam. No marco da gabardina aberta, usava uma camisa de cor escura, que brilhava na luz tênue, e calças escuras. Durante a semana em que passaram juntos, sempre parecia que saiu das páginas da GQ. Bom, quando não esteve nu em cima dela. Ou debaixo de…

Seus sapatos eram mais adequados para passear pelos pisos de uma sala de reuniões, que por um telhado quebrado, cheio de lixo pulverizado no lado oeste de Chicago. Entretanto, mudou através do terraço, como fazia sempre, sem preocupar com o frio, por suas armas ou pela forma em que ela o olhava.

— O que está fazendo aqui? Deslizou um olhar enquanto se aproximava do ponto no muro de tijolo onde ela passou as últimas duas horas.

—Te procurando.

—Me procurando. — Merda. Os sinos de alarme começaram a soar. Tempo de sair correndo. Seus binóculos e uma de suas bolsas estavam justo a um pé de distância. Ela poderia pega-los. Obtê-los e que o inferno o levasse

— Por que me procurava?

—Vou responder a esta pergunta depois de que você me responda algo. — Cruzou os braços sobre seu peito, olhou para o beco. Pela extremidade do olho, Sara seguiu seu olhar. Seu coração afundou a seus pés ao dar conta de que ele a distraiu no pior momento possível.

Abaixo, no beco, o vampiro se alimentava. A mulher deteve, quase passiva, em seus braços e tinha uma expressão de êxtase total na cara.



Maldita seja, maldita seja, maldita seja! Sacudindo o rifle, ela apontou de rapidamente, consciente de que só haveria um segundo… Menos. Não teve tempo de apontar antes que Wyatt movesse, e arrancasse a mola de rifle das mãos com uma força incrível.

— Devolva isso— Sara tratou de alcançar, mas escapou.

— Ele vai matá-la.— Se pensava que suas palavras poderiam ter algum tipo de impacto nele, ela pensou errado.

—Não, Sara. Não fará. Ele não vai fazer mal.

— Você não sabe de que demônio está falando. Estupendo. Fica com a fodido rifle.— Foi até sob a camisa, tirou a Glock embainhada na base de sua coluna vertebral, olhando da extremidade do olho enquanto apontava. Uma vez mais, nem sequer o viu mover, até que retirou a arma.

—Infelizmente, Sara, sim sei. —Algo frio e feio se moveu direto para ela e ela levantou sua cabeça, olhando como Wyatt mudou de pé diante dela. Ele estudou seu rosto com olhos sombrios. Se seus instintos já não estavam gritando nela, teriam começado, só com esse olhar.

— O que está fazendo aqui Wyatt? — Perguntou de novo, com voz rouca. Perguntou embora uma parte dela já soubesse a resposta— Como sabia que estava aqui?

O ano passado, poucos dias depois de que Joey foi enterrado, Sara se encontrou com um estranho, atraente com os olhos de cor âmbar, cabelo negro sedoso e um sorriso malicioso. Não era do tipo que recolhia os homens em bares, não era do tipo que ia a um hotel com um menino que conheceu há umas horas. Mas, ela fez com Wyatt. E recordou tudo com grande detalhe. Passou uma semana com ele, uma semana em que poucas vezes saía de seu quarto de hotel. No sétimo dia, escapou do quarto enquanto ele esteve na ducha e não o viu após.

Ela pensou nele muito frequentemente, para a paz de seu espírito e os poucos sonhos que ela teve, que não fossem pesadelos, estava centrados em torno dele calor, suor, os sonhos a deixavam dolorida, necessitada, e com uma sensação de solidão quando despertava em sua cama solitária. Deixavam desejando que de algum jeito as coisas pudessem ser diferentes, que ela poderia superar a missão que fixou para si mesmo. Pensava nele perguntava se alguma vez ele pensava nela e pensou que o super-homem sexy fazia tempo que a esqueceu. Mas agora estava de pé diante dela, olhando com essa sombria expressão em sua cara.

—Estou aqui por você, Sara.

—Por quê? — deslocou para trás, decidindo que esqueceria sua bolsa. A arma. O rifle. Ela poderia conseguir novas armas. As pálpebras cansadas e, quando ele a olhou de novo, o terror envolvia um punho de gelo ao redor de seu coração. Seus olhos de cor âmbar brilhavam. Quando ele abriu a boca para falar, apenas ouviu dizer, — Acredito que sabe por que.

Ela estava muito ocupada olhando suas presas.



Falando a cerca de tomar um por equipe1, Wyatt pensou com repugnância enquanto Sara retrocedia Seus pálidos olhos verdes, ficaram largos com uma sacudida, sua cara bonita ficou pálida de medo e podia ouvir o batimento do coração rápido a cinco metros de distância. Um metro e meio e em ascensão. Sua mão deslizou até a cintura e depois caiu a um lado como se ela justo recordasse que ele pegou sua arma. As armas em geral eram de pouca utilidade para alguém como Wyatt, mas ele sabia que aquelas que tiraram de Sara não eram do tipo usado para fins recreativos.

Eram as armas de um soldado. Um lutador. Um assassino.

Doeu o coração de ver a dor e a raiva que infringiu a ela. As lembranças d Wyatt dessa semana o ano passado eram cristalinas. Ele poderia recordar cada detalhe agudo, delicioso. A forma em que seus cílios revoavam direito diante de seus olhos como pratos quando ela se aconchegava nele, um sorriso felino curvava seus lábios enquanto o abraçava. A maneira em que esses lindos olhos verdes ofuscaram pelas lágrimas que tratava de conter. A maneira relutante em que disse que seu irmão gêmeo foi assassinado, junto com sua melhor amiga. Inclusive então tiveram segredos nos olhos, alguns ocultos conhecimentos que não havia dito em voz alta. Olhando para trás, Wyatt, soube que não deveria tê-la deixado escapar como ela fez. E não só porque poderia ter passado feliz os seguintes 50 anos na cama com a mulher.

Quando ela escapou dele, quase saiu atrás dela. Quase. Mas ele foi enviado para assegurar de que ela estaria bem não para foder seu cérebro. Ele terminou fazendo ambas as coisas, e a culpa que levava, aliviava em parte pelo conhecimento de que ela o necessitou, e não só pelo sexo anônimo. Um homem se permitia algumas falsas ilusões, depois de tudo. A culpa pertencia ao passado, entretanto. Esteve pensando com a cabeça equivocada e agora ambos estavam apanhados em uma confusão.

—Você é um deles, — sussurrou. Houve um afetado olhar em seus olhos que ia ficar em sua mente por um longo, longo tempo.

—Sara, não vou fazer mal.— Ela riu. Foi um feio som quebradiço, que ecoou através da noite. Quando perdeu, ficou olhando com uma mescla de incredulidade, dor, irritação e temor.

—Não me venha com essa linha, Wyatt. Eu sei o que sua classe faz. Machucar as pessoas é tudo o que vocês sabem.

—Se tivesse querido te fazer mal, eu o teria feito o ano passado. —Ela estremeceu como se tivesse dado uma bofetada. Wyatt ficou quieto, quando o único que queria era chegar a ela e devorar ela para ele.

—Se não querer me machucar, então que infernos é o que você quer? — perguntou ela.

Sua voz destilava sarcasmo e ele sabia que não acreditou. Doeu. Mas, ele veio sabendo que ia ficar ensanguentado em sentido figurado. Deixando seu coração transtornado outra vez, muito parecido quando ele se precaveu de que deixou, estava muito melhor que a alternativa. Isso era algo no que ainda não queria pensar.

Centre no problema, Wyatt, não nas consequências do fracasso, disse a si mesmo.

—Eu só quero evitar que cometa um engano. — Puxou o queixo dela em direção do beco, mas não a olhava na cara—. Ele não ia lhe causar mal. Ele não acredita nisso. —Sara franziu os lábios.

—Sim. Certo. Você sabe, isto do vampiro com pedaço de alma já sei. Buffy e Angel cobriram bastante esse guia da história. —Apesar de si mesmo, Wyatt sorriu.

—Buffy e Angel são Hollywood, amor. Esta é a vida real. — Seu sorriso desapareceu e passou uma mão pelo cabelo e suspirou.

—Sara, vampiros não são demônios mais que o que os humanos são. Sim, alguns são uns monstros…— Ele arqueou um olhar em sua direção, e acrescentou— Mas de toda forma, vi por mim mesmo, monstros humanos, também. —Humanos não mataram Joey e Darla.

—Não. — Wyatt a mirou de forma equânime— Não está equivocada nisso. Eles foram atacados por vampiros. Mas, não todos os vampiros matam, Sara. —deu um sorriso difícil. Coincidia com o olhar em seus olhos. Dura. Sem emoções. Vazia.

—Sinto muito, não concordo.

—Se todos os vampiros matam… como é que ainda está viva? — Por um segundo, parecia duvidosa. Wyatt aproveitou essa vantagem.

—Te machuquei alguma vez, Sara? Fiz algo que não quisesse?

—Só porque não o fez então não significa que nunca faria, amante. —Lhe deu um olhar estreito.

—Sara, carinho, é um pouco insultante me dizer que sou um frio assassino de sangue e depois me chama? Amante? Ao mesmo tempo. —Ela se burlou dele.

—Não me diga que esteve hospedando lembranças carinhosas, Wyatt.

— Carinhosos? — Suas pálpebras caíram sobre seus olhos. Incapaz de manter afastado, dirigiu a ela, mais rápido que o que os olhos de um mortal pudessem registrar. Os olhos dela abriram, seu batimento de coração aumentou e sua apreensão perfumou o ar.

O predador nele se moveu, despertando a fome ativa.

Mas, o homem doía. Ele estendeu a mão e enganchou a mão por seu pescoço, movendo em seu contrário, a fim de que seus corpos fossem pressionados juntos do peito até o joelho.

— Lembranças carinhosas? Eu recordo a forma em que gemia em meus braços, a forma em que ria quando despertava com aroma de café. Lembra a forma em que saboreava…— Baixando a cabeça, afundou o rosto na curva de seu pescoço e ombro. Ela ficou tensa e tratou de pôr distância. Ele aspirou ao aroma dela, até encher seu sistema e depois a deixou retirar— Recordo a forma em que chorava até ficar adormecida enquanto eu te segurava. Lembro como escapou de mim.

Ele deu uma pausa e desviou seu olhar dela. Isto era difícil, ainda mais difícil do que pensava que seria. Como podia ser que essas poucas noites tivessem deixado tal marca nele?

Não esteve com outra desde ela e a frustração sexual já era um assassinato. Mas ele não queria qualquer outra mulher. Não podia ver uma morena bonita sem recordá-la, recordando a forma em que enterrou suas mãos em seu sedoso cabelo enquanto a beijava. A forma em que estendia uma manta por cima deles enquanto dormiam.

—Tenho lembranças carinhosas da pesca com meu pai. Meu primeiro cão. Minha primeira mulher. — Deslizou um olhar e acrescentou com voz rouca— Mas carinho nem sequer arranham a superfície do que me lembro de você.

Não ? Carinho? Eram para não recordar as lembranças de sua juventude, as lembranças da vida que planejou viver até que interveio o destino. Algo que era? Carinhoso? Podia desfrutar recordando, mas nada em que ele gastaria sua vida sentindo saudade. Sara perdeu todos os dias. Despertava pensando nela. Sonhava com ela. Pensava nela. Sofria por ela.

Sara não era uma dessas coisas "sem a pretensão de ser" geralmente era capaz de deixar para trás, igual a vida que uma vez havia cuidadosamente planejado. A noiva que se viu obrigado a deixar para trás. Seu trabalho. Seu lar. Seus pais. As coisas, as pessoas que amou. Mas ele tinha sido capaz de deixá-los.

Ele não podia dizer o mesmo de Sara e, quando ele estudou sua cara, sabia que não ia ser capaz de levá-la cuidadosamente longe para algum lugar. Ela poderia ser um "sem a pretensão de ser", mas ele não pôde aceitar.

Ela começou a retorcer, seu olhar afastava, como se sua atenção fizesse sentir incômoda. Quando ele deu um passo para ela, seus olhos inclinaram em sua direção, embora mantivesse sua expressão em branco, podia sentir o temor nela. Ele não se deteve, entretanto ela não se afastou dele.

— Tem medo de mim? —Ela levanto o queixo.

—Seria estúpido não ter medo. —Wyatt arqueou uma sobrancelha.

— Por quê? Quando eu fiz algo que pudesse te prejudicar? Quando fiz algo para que pense que poderia?

Ela curvou seus lábios para ele, fez um gesto para sua cara, seus olhos se centraram em sua boca. Embora soubesse que não havia nada sexual no olhar, seu corpo responde como se tivesse dado um beijo nos lábios e não que estava burlando de suas presas.

Os que não estão ali como adorno. Com um encolhimento de ombros, Wyatt, disse:

—Não. Não são. Servem a um propósito. Mas eu dito a que propósito servirão, Sara. Não perdi minha humanidade, quando isto aconteceu, e não opte por isso. —Suas pestanas piscaram. Teria gostado de pensar que na realidade chegou a ela, mas Wyatt não foi nunca um otimista. —me deixe em paz, Wyatt.

Olhou para suas coisas, mas não tratou de pegar. Em lugar, ela retirou até que alcançou as escadas de escapamento, olhava como se ela esperasse que ele se equilibrasse sobre ela. A ideia tinha seu atrativo, embora não pelas razões que pareceu pensar. Mas Wyatt ficou ali e viu como ela passava as pernas sobre o bordo do teto e desapareceu da vista

—Isso não foi bem.

O vento bateu nele quando se levantou na escuridão debatendo o seu próximo movimento. Por agora, o vampiro ao que Sara esteve apontando estava a salvo, igual a qualquer outro na zona (ela deixou suas armas). Wyatt meteu a pistola na cintura, voltou para olhar para trás para as outras coisas. Com um suspiro, começou recolher, só parando para olhar para trás na direção em que Sara se foi.

Era meia-noite e Sara era uma mulher sozinha. Tinha que segui-la, assegurar de que em qualquer lugar que ela fosse estaria sã e salva. Sua linha de pensamento golpeou, como se seu corpo sussurrasse uma advertência. Um toque de gelo frio deslizou por sua espinha dorsal e cada instinto que ficou em alerta vermelha. Sua cabeça voou e voltou seguindo uma chamada que poucos podiam ouvir. A Morte. A fome cega. Não perdeu sua humanidade quando se converteu em um vampiro. Mas, alguns sim. Havia monstros por aí que se aproveitavam dos seres humanos e, a agora mesmo, um deles estava de caçada.

Sara não podia escutar os passos e, quando voltou a olhar, ela não viu ninguém atrás dela. Mas ela sabia que estava sendo seguida.

Infernos. Fodidamente seguida. Estava sendo encalçada.

A pele da parte posterior de seu pescoço arrastou, seu instinto ato e o sangue rugiu em seus ouvidos. Seus dedos picavam e, se tivesse sua arma, ela a teria segurado como uma manta de segurança. Queria correr. Desesperadamente. Mas, a parte dela, mais tranquila sabia que a corrida era uma má, má ideia. Muito má. As coisas que corriam eram perseguidas. As coisas que perseguiam com muita frequência eram apanhadas. Não, obrigado.

Logo houve outra parte dela que sussurrou, que ela tinha que voltar para Wyatt. Essa voz, por alguma razão, era mais difícil de ignorar. Não tinha nenhuma razão lógica para pensar que nada do Wyatt prometia segurança inclusive se ele acabava de deixá-la ir. Inclusive se não tratou de fazer mal.

— Aonde vai, menina bonita?

Era uma voz baixa e divertida de profundidade com um acento sulino, suave e silencioso. De maneira nenhuma ameaçador. Mas ela sentia a ameaça. Envio de um olhar sobre seu ombro, busco, mas não viu nada. Adquirindo velocidade, centrou na calçada adiante dela. E também nele. O instinto fez presente e levou o inferno da palma de sua mão para cima, mas afastou, evitando seu golpe com patética facilidade. Agarrou seus dois braços. Seus dedos eram duros, o frio deles filtraram através de sua roupa congelando os ossos.

— Aonde vai com tanta pressa? — Perguntou, sorrindo. Sara não disse nada. O sorriso se desvaneceu e inclinou a cabeça, olhou sua cara.

— Você não está gritando. Por que não grita? —Uma vez mais, não disse nada. Seus dedos apertados nos braços e a sacudiu com força. Sara estendeu a cabeça longe dele quando ele pressionou sua boca, no rosto e riu.. —Já, assim é mais parecido como deveria ser. É mais divertido quando luta. —Então, isto vai ser muito divertido para você.

O som da voz foi o som mais doce que ela ouviu, Sara decidiu. E o que foi o que ela obteve afastando dele faz uns minutos? Girando a cabeça, tratou de seguir o som de sua voz, mas o homem mudou para segurá-la, arrastando para um beco a sua direita. Movia com uma velocidade que deixou sua cabeça dando voltas. O medo fazia rugidos de sangre em seus ouvidos. Ela pensou que os ouvia falar mas suas palavras não tinham sentido. Ao menos, não até que uma mão a agarrou pelos cabelos e voltou à cabeça para um lado.

—A menos que deseje que lhe arranque a garganta diante de você, suspenderá o que infernos está fazendo.

—Que…— Ela escutou, apesar de que desejava não ter feito. O vampiro baixou a boca a seu pescoço, percorrendo com os dentes.

—Veem mais perto, caçador, e ela morre.

Ela enfocou a atenção na cara de Wyatt. Podia vê-lo agora, movendo através do beco, com um sorriso nos lábios. Luz e sombra jogavam por sua cara e os olhos penetrantes de cor âmbar pálido brilhavam.

—Você sabe como termina isto, menino. Deixa ir e eu poderia inclusive dar uma vantagem. Mas essa é sua única oportunidade. —O homem atrás dela apertou a mão, obrigando à cabeça a mover em um ângulo antinatural que doía. Merda, sentia como se fosse romper o pescoço antes que pudesse mordê-la. —Eu sei o que acontecesse. —Wyatt sorriu. Era um meio sorriso, cheio de ameaças e ameaças. —Isso vai acontecer de todos os modos. —Você sozinho há sua eleição: dolorosamente lenta ou compassivamente rápida. —detrás dela, o vampiro esticou. Seu braço aproximou, percorrendo a parte superior de seu corpo e passando sua mão por seu pescoço brandamente, quase como amante. —Tenho uma melhor opção. —Como o demônio, — Sara grunhiu e voltou para trás com a cabeça. Ele ou não era tão rápido como Wyatt, ou ficou enganado por seu silêncio, porque não se moveu a tempo. Ela golpeou com tanta força que deixou a sua cabeça dando voltas, mas ouviu os ossos ranger.

O que ocorreu depois foi muito rápido para que ela processasse. Um minuto ele a tinha, e logo ela foi voando, através do ar e golpeando a parede com uma força que a sacudiu. A cabeça golpeou contra o tijolo e as luzes brilhantes explodiram atrás dos olhos. Ao longe, ouviu seu nome. Wyatt. Havia um clamor. Uma rajada de vento. A dor na cabeça pulsava, bloqueando algo, todo o resto. As mãos tocavam a cara. Suave. Calmante.

—Sara, me olhe.— Muito duro. Abrir os olhos só tomaria muito esforço. Mas ele passou os dedos por sua bochecha e ela se deu conta de que tinha que vê-lo. Elevou as pestanas, olhou no rosto, vendo fora de foco. Seus olhos eram de cor âmbar escuro, com preocupação, com ira. A pesar da dor que irradia através dela, tinha que sorrir.

Na realidade parecia que importava. Mas, aos vampiros não podia importar.

Wyatt sentou na cadeira junto à janela, ruminando quando ele divisou o sol debaixo do horizonte. Ao passar o tempo, alguns dos mais fortes vampiros podiam tolerar quantidades cada vez maiores de luz solar. Tão somente uns segundos ao princípio, mas sua tolerância aumentava lentamente. A mudança de Wyatt foi há quase 80 anos e ele poderia ter o suficiente sol para ver como o sol fazia seu desaparecimento.

Sua pele ficava ardida e queimada, como se tratassem de queimaduras do sol e se sentiam como ampolas. Mas, quando os raios do sol desapareciam, seu corpo começava a reparar o dano.

Ele soube quando ela despertou, ouviu a sutil mudança em sua respiração, em seu batimento do coração. Entretanto, não estava preparado para o baixo, som rouco de sua voz.

—Não pensei que os vampiros podiam dirigir a luz do sol.

Fechando os olhos, ele armou de coragem para ver sua cara antes que ela o olhasse. Estava pálido, mas vivo. Passadas 13 horas foram terríveis. Ele lutou contra os instintos naturais de seu corpo, permanecendo acordado durante o dia para vê-la.

Vigiando. Preocupado. Refletindo.

E algo mais que preocupado. Fazia mais de 80 anos desde que graduou de médico e dizer que as coisas mudaram quer dizer pouco. Entretanto, uma comoção cerebral era bastante básico e isso foi tudo o que ela teve. Uma coisa a respeito de ser um vampiro: se fosse sangramento interno, ele o teria cheirado. Ela seguia olhando com os olhos abertos. Wyatt, suspirou e olhou por cima do ombro ao céu escuro.

—A maioria da mitologia que rodeia aos vampiros é puro disparate ou exageros.

— Igual o que ver ou cheirar sangue os converte em maníacos? —Wyatt encolheu os ombros.

—A maioria dos velhos vampiros têm um melhor controle disso. E os novos? Possivelmente. Mas são fiscalizados até que têm algum sentido de controle.

—Você faz parecer como se houvesse leis.

— E há. — Wyatt, não se incomodou em dar mais detalhes. Não importava por suas leis, nem sua finalidade, nem nada.

—Parece, as leis não servem de grande coisa, — Ela disse com voz amarga. Brandamente, Wyatt assinalou.

—Os seres humanos têm leis. Mas os seres humanos seguem matando, roubando, até violando. A lei nos dá uma maneira de castigar o culpado, mas sempre, enquanto o livre-arbítrio exista, haverá quem viole a lei. Mortais e vampiros. — Ela afastou o olhar, mas não antes que ele vislumbrasse a dor em seu olhar—. A lei falhou com seu irmão e sua esposa, Sara. Sinto por isso. Mas, não pode continuar com esta missão. Vai fazer que lhe matem. —Sua risada foi doce e amarga.

— Acredita que não sei isso? — Fez uma pausa e olhou para trás dele— Estas leis -alguém tem que fazer que se cumpram, verdade? Pode alguém encontrar justiça para meu irmão? Sua esposa?

—Sara. — Esperou até que ela o olhou e logo deslizou da cadeira. Não havia nada que ele pudesse dizer para apaziguar a dor dela, inclusive se compartilhava tudo o que sabia, nada tiraria a dor. Havia algo, entretanto, que podia dar. Ajoelhou diante dela e desejou poder tocá-la, desejo que ela desejasse seu toque.

— Já foi feito. —Ela piscou. Sua garganta trabalhou como se ela estivesse tragando. Sua língua deslizou para molhar os lábios e, apesar de que se tratava de um gesto inocente, o sangue de Wyatt esquentou e a fome deu uma labareda de vida. Ele tinha que centrar, inclusive compreender suas palavras.

— Já foi feito?

Não, não podia tocá-la. Wyatt se deu conta. Se ela se afastasse, ele ia se sentir como um idiota, mas tinha que fazer. Com rapidez, com suavidade. Tudo o que fez foi lhe tirar o cabelo do seu rosto, uma carícia rápida que durou só um batimento do coração. Sua respiração congelou nos seus pulmões e se preparou, mas ela não se abalou. Ela não se mexeu. Seus olhos estavam congelados com desgosto. Seus olhos levantaram e reuniram com os dele, pouco a pouco, Wyatt estendeu a mão e tomou a bochecha na mão.

—Feito. Eles estavam mortos antes do pôr-do-sol no dia seguinte. Sara desabou, deixando cair à cabeça para baixo. —Mortos. — Ela ficou imóvel durante um minuto e depois ficou de pé, dando voltas pela sala—. Mortos. Você me diz que estiveram mortos durante um ano. E espera que eu acredite? —De qualquer jeito? Wyatt levantou e colocou as mãos nos bolsos, observava suas grandes pernadas.

—Não espero que acredite, Sara, não sobre isto. Não sobre nada. —Ela chegou a um abrupto fim e se voltou, frente a ele.

—Então por que deveria? Por que confiar em você? Como é que olho e não tenho o impulso de sair correndo quando sei que deveria fazer? —Havia uma emoção nua nos olhos, confusão. Dúvida. E necessidade.

Essa necessidade batia direto no intestino, porque parecia fazer eco da emoção em seu interior. Sua voz estava oxidada, ronca quando ele disse: —É o cérebro que diz que corra, Sara. Entretanto, algumas outras partes de você se dão conta de que não sou um perigo para você.

— Como pode ser? —Com um punho fechado ao redor de seu coração. Wyatt deu um passo lento em sua direção. Seguido por outro. Outro. Esteve muito perto o suficiente para alcançá-la e tocá-la, mas ele não permitiria.

— Como poderia? Como poderia te fazer mal? — Em lugar de tocá-la, foi atrás dele e tirou a Glock da sua cintura. Logo ele permitiu tocá-la, mas com suavidade. Só o pulso. Envolver os dedos ao redor dela, empurrou a pistola na mão e a levantou, apertou a boca a seu peito.

—Pode me fazer mal, Sara? Segue estando carregada. Se de verdade acha que sou um monstro sem alma?, Então deve apertar o gatilho. Enfrentei a minha parte de monstro e acredite, não vacilo. —Ela vacilo tratando de soltar, mas ele não a soltou.

—Está louco, — sussurrou.

—Acredita que não sei? Acha que não posso?— Wyatt sorriu tristemente. —OH, não. Sei que pode apertar o gatilho. Sei que pode. E se de verdade acredita que não sou nada, mais que um monstro, então tem que apertar o gatilho.

Sua respiração enganchou no peito. Seu olhar reduziu à pistola pressionando no peito. Nesta curta distância, não havia forma de que a bala poderia errar seu coração. Estaria morto antes que inclusive chegasse ao chão, como um mortal.

—Não. — Sua voz chegou a um sussurro rouco, quebrado. Trato de soltar de seu domínio, e esta vez ele deixou ir, vendo como punha o seguro, com cuidado… OH, tão cuidadosamente. Logo pôs a pistola na mesinha de noite e esfregou as mãos na parte dianteira de sua calça—. Não.

— Por que não?

—Porque não posso. — Sacudiu a cabeça e voltou para ele— Não posso.

Havia algo em seus olhos que poderia ter feito que ele fizesse algo que o deixaria totalmente humilhado como ir até ela, como dizer que passou o último ano desejando que as coisas fossem diferentes. Que ele pensou passar o resto de sua vida com ela, depois de só uma semana, juntos e que fantasiava.

Ela era mortal. Ela morreria em um punhado de poucas décadas. Ele era vampiro. Podia morrer e, cedo ou tarde, faria. Mas que as possibilidades eram que caminharia pela terra muito depois de que Sara fosse encontrar com seu Criador. Entretanto, inclusive este fato desagradável não era suficiente para evitar que ele queria tocá-la. Não. O que lhe detinha era essa maneira branca e inexpressiva com que ela, cuidadosamente separava dele... No momento em que ela estava na porta, à expressão de seu rosto era lisa e branca como uma boneca. Chegou a abrir a porta sem olhar longe dele.

Ele estava tentado a deixá-la sair.

Ele sabia que este era um exercício inútil, mas ele não podia deixa-la partir e, não tinha nada a ver com as ordens do condenado Conselho, tampouco. Quando ela abriu a porta, ele mudou rapidamente, cruzando o piso. Seus olhos alargaram e seus ouvidos ouviram os batimentos cardíacos quando ele aproximou e levou a mão à porta, impedindo de abri-la.

—Não pode ir ainda, Sara. —Ela levantou o queixo.

— Por que diabos não?

—Porque o que está fazendo tem que parar. — O medo que ele sentiu dentro dela, já desapareceu e ela empurrou. Deu uma cotovelada e ele automaticamente esfregou. Miserável pequena pirralha. — Temos leis, Sara. Leis para proteger os inocentes e os vampiros inocentes. Eles também existem. — Ela revirou os olhos....

—Sim, claro. Devido que as sanguessugas na realidade não machucam as pessoas, verdade? Para ter um melhor alcance dela, passando a mão pelo pescoço e lhe disse:

—Na realidade, tem toda a razão. Não tem que doer, e não há razão para matar. Golpeou na mão.

—Não me toque.

O gelo em sua voz foi como uma punhalada, que cortou mais que seu orgulho. Ele relaxou um pouco mais perto, mas estava tratando de acalmar o orgulho ferido, ou um pouco mais profundo, ele não sabia. Aproximo dela de modo ameaçador, seguiu quando ela retirou até que tropeçou com uma mesa estreita.

—Lembra quando me pedia que tocasse, — Ele sussurrou. Levo seu dedo aos lábios e recordou seu sabor.

—Não me recorde isso.

— Necessita um aviso? — Wyatt perguntou— Eu não. Lembro todo. Até…o último…detalhe. Seus olhos verde mar escuro de jade e sua respiração entrecortou. Ouviu a aceleração de seu pulso, o aroma a mudança no ar ao redor dela.

—Lembra também, não?

A espessa franja de seus cílios revoou, tampando os olhos. Mas ele não precisa ver para saber a resposta. Ele deslizou sua mão para baixo, pela curva por cima de seu pescoço, seu polegar descansando sobre o entalhe pouco profundo na base.

—Sou o mesmo agora que então. — Disse ela, sua voz era rouca— O mesmo homem que encontrou em um bar, o mesmo o homem que levou a seu hotel, o mesmo homem que te fez amor e sustentou quando chorava. Se eu não fiz mal, por que vou fazer agora?

Seu corpo estremeceu e Wyatt derramou umas lágrimas, com uma maldição. Ele partiu, mas o som de passos atrás dele, fizeram dar a volta.

—Sara — Voltou, seguro de que ela estaria correndo para a porta de novo. Mas ela não fazia. Dava um passo para ele. Outro. Outro.

—Não pode esperar que me desaprenda de tudo no que acreditei desde que meu irmão morreu, Wyatt. — ela disse.

—Não faço. Ela não parecia lhe ouvir. —Eu não sou uma pessoa impulsiva. Ou ao menos eu não estava acostumado a ser. Não recolho os homens nos bares. E não vou a hotéis com estranhos. Nunca acreditaria que poderia desenvolver alguma bizarra obsessão de Buffy e que ia sair a caçar monstros que não podem existir.

Estou fazendo isto? Sem dúvida, a resposta era afirmativa. E era o que Sara quis fazer desde que abriu os olhos e o viu sentado em uma cadeira, com seu olhar centrado no sol poente. Ela viu como seu rosto ficava vermelho, como ardesse, viu formar ampolas e depois desapareceram momentos mais tarde quando o sol desapareceu. Se ela tinha alguma dúvidas sobre o que era, morreram nesse momento. Mas inclusive o conhecimento não a detinha. Duvidava que algo pudesse fazer.

Não havia nenhuma razão para fazer o que estava fazendo. Não podia haver. Nada do racional, nada são, mas ainda não deteve. Tomou outro passo e este levo tão perto dele, seu corpo estava quase emocionado.

—Até algumas poucas horas eu não pensaria que poderia chegar a mudar de opinião, sobre o que é e não é um monstro. — Ela levantou a cabeça, olhando os olhos— Eu não estou disposta a mudar de opinião sobre isso. Ainda não. Possivelmente nunca. Eu não sei se estive disposta a renunciar a isso. —Levantando a mão, ela riscou um dedo sobre os lábios dele e sussurrou:

—Eu não posso mudar minha mente, nem você tampouco. — Ela pressionou ligeiramente sobre o lábio inferior e abriu a boca, lentamente, só um pouco, como se ele não quisesse absolutamente. Suas presas não mostravam, mas ela podia lembrar como eram, encontrava perguntando por que não eram visíveis agora — Inclusive com estes…

Sara pensou. Ele pôde fazer mal, em qualquer momento durante o dia, enquanto dormia. Ou em um sem número de ocasiões, durante o ano passado, e não fez. No fundo, sabia que não faria…Não. Tão forte como era sua pena e sua raiva, sua fé nele, era inclusive mais forte. Seus joelhos debilitaram quando ele fechou os lábios apanhando seu dedo, chupando ligeiramente, beliscando na ponta quando ela lentamente retirou sua mão.

—Eu sonho contigo e sei que não estou disposto a renunciar a isso.

Suas pupilas dilataram, uma respiração dura escapou. Ela levantou mantendo sobre os dedos dos pés, e apertou sua boca contra a dele. Durante os seguintes 30 segundos, ficou quase congelado enquanto ela o beijava. Entretanto, embora ela estivasse acalmada, começou a desenvolver um complexo nele. Agarro pela cintura.

—O que está fazendo, Sara? —Sussurrou contra seus lábios.

—Não sabe? — Moveu a cabeça para trás, sorriu e deslizou suas mãos sob sua camisa— Fizemos um montão o ano passado. Acreditava que havia dito que recordava tudo. —As mãos na cintura vibraram, com um convulso e involuntária ajuste a atraiu mais perto.

—Está segura disto?

—Não, — respondeu com sinceridade— Mas estou segura a respeito de que você não me faria mal. Passei o último ano sonhando contigo e estou cansada dos sonhos. — Sustentou o olhar, e se voltou nas pontas dos pés e apertou os lábios aos seus.

E desta vez devolveu o beijo. Com seus braços ao redor dela. A sala começou a girar quando ele girou, caminho para trás para cama levando com ele, caindo com ele. O tempo deixou de existir enquanto lutavam para tirar a roupa. Seu corpo estava duro, frio contra o calor dela, mas com cada minuto que passa, seu corpo esquentava até que sua pele pareceu arder tão quente como a dela.

Suas mãos percorreram com desesperada cobiça. Parecia como se Wyatt estivesse tão ávido dela como ela estava dele. Mordeu o lábio inferior, beijou a sua maneira seu pescoço, levou um mamilo a sua boca. Ao sugá-la, encaixou entre seus quadris as coxas e apertou contra ela. Ela gemia seu nome, agarrou pelo cabelo e puxou até que trouxe sua boca de novo à sua. Seu gosto…Era como nada do que jamais conheceu. Ela amou. Era aditivo.

Algo assim como seu toque. Algo assim como suas mãos e seu corpo. A forma que ele a via, a forma que ele cravou os olhos nela enquanto brincava com seu cabelo, a forma que ele sussurrou seu nome quando ela ficou adormecida para passar a noite em seus braços. Todo ele. Tudo.

Empurrou dentro dela e ela tiro sua boca fora, para aspirar um desesperado sopro de ar. Seus lábios roçavam a bochecha, o pescoço. Abriu um caminho quente, muito quente até queimar seu pescoço, através da clavícula, antes que ela começasse a mover.

—Não acreditaria quantas vezes quis fazer isto. — Ele disse com voz rouca. Levantou a mão, passou seus dedos através de seu lábio superior, persistentes no vulto débil de presas justa debaixo. Ficou tenso, tratou de voltar à cabeça, mas ela colocou a mão por atrás de seu pescoço, os dedos enredados em seu cabelo.

— Tão frequentemente como eu? — Ela perguntou, puxando sua cabeça para ela—me beije.

Ele fez, mas foi cuidadoso. Precavido. Ela odiaria se não fosse. O instinto conduziu e ela aprofundou o beijo, voltou mais áspero. Ela sentiu a resposta dentro de seu corpo, no ritmo duro, controlador de seus quadris contra o dela. Não era suficiente, ainda. Foi instinto que fez sair do beijo só um pouco. A quantidade adequada, como para que ela pudesse fincar o dente em seu lábio inferior e mordê-lo. Ele congelou. Um sorriso presumido frisou nos lábios dela, enquanto chocava com seus olhos.

Um grunhido em bruto escapou dele. Seus olhos deixaram cair para a boca dela e ele jurou, esmagando seus lábios aos seus. Ao mesmo tempo, deslizou uma mão por seu lado, levo a palma a sua parte inferior e a levantou. Um impulso profundo, e logo outro. Outro. Golpeou duro, rápido quente, fechando de repente através deles com força de furacão. Ela gritou seu nome enquanto que ele escondeu seu rosto em seu pescoço, gemendo.

Com o coração pulsando nos ouvidos, e com dificuldade para respirar, ela fechou os olhos. Ele saiu dela e ajudou a levantar contra ele, acariciando com uma mão acima e abaixo das costas.

— Está bem?

—Hmmmm. — Sara não pôde encontrar a energia para abrir os olhos, mas que estava bem. —Não é uma resposta, maldita seja. Tem uma comoção cerebral. Em que diabos estava pensando? —Soltando um suspiro, ela se obrigou a abrir os olhos e chegou acima, pressionando com os dedos à boca dele.

—Para. Eu estou bem. Cansada, mas bem.

Muito, muito cansada, na realidade. Suas pálpebras sentiam pesadas e não se importou opor a isso. Com sua mão ele a acaricio as costas, e seu corpo quente pressiono seu corpo forte contra o seu, sentia com mais paz da que sentiu em muito tempo. Da última noite com ele.

O sonho caiu sobre ela duro e rápido.

Podia ter dormido durante dois minutos ou duas horas. Sara não sabia. O único que sabia era que o calor e a segurança que sentiu enquanto dormia nos braços de Wyatt abruptamente desapareceram e foi empurrada bruscamente da cama, caindo ao chão no outro lado.

—Não levante. —Wyatt grunhiu.

Piscando, fazendo uma tentativa para forçar seu cérebro a despertar, ela olhou com atenção acima sobre o lado da cama enquanto a porta do hotel abria repentinamente. O vampiro que ali estava, era o que a pegou na noite passada. Deu um golpe nela com um olhar, um sorriso aberto largo propagando através de sua cara e depois ele olhou Wyatt. Ela viu sua mão subir. Viu sua mola de rifle. Ela gritou.

Wyatt esquivou, evitando ao outro vampiro com facilidade. Sara contornou a cama, tratando de alcançar sua arma. Uma mão fria a agarrou pelo tornozelo.

Wyatt grunhiu. —Deixa ir.

Ela chutou, chocando contra uma barriga que sentiu tão dura como o ferro, mas ele não a liberou. Atirou e ela lançou, fez outra tentativa de agarrar sua arma e desta vez, ela conseguiu. Porque a soltou ou melhor, viu obrigado a soltá-la. A parede estremeceu quando Wyatt atirou contra ela.

Sara voltou bem a tempo de ver Wyatt tratando de alcançar o outro vampiro e o outro vampiro levantava seu rifle. . O tempo passou até a velocidade de rastreamento. Houve um grito preso dentro de sua cabeça, um dos quais não poderia se libertar, mas quando a ponta de prata perfurou o peito de Wyatt, Sara sacudiu com força sua arma e atirou do gatilho. O silenciador de repente, explodiu com um pequeno som explosivo pareceu terrivelmente alto, mas obviamente ela não conhecia ninguém fora do quarto de hotel que ele poderia ter ouvido.

O sangue, os ossos e a matéria mais horripilante explodiu e o outro vampiro deixou cair morto. Totalmente morto, seu corpo flácido, e a metade superior de sua cabeça se foi. Mas Sara não importava. Estava muito ocupada movendo a Wyatt, capturando seu corpo oscilante antes que pudesse estrelar contra o chão. Pôs sobre a cama, agarrando firmemente.

—Wyatt… Seus olhos de cor âmbar se voltaram às cegas para ela. O sangue gotejava da esquina de sua boca.

—Fora daqui, Sara! Alguém… provavelmente chamou à polícia. — Começou a tossir e mais sangue manchou seus lábios —Vai.

—Não sem você. —Suas pálpebras caíram.

—Não posso. Muito perto do coração. Eu não posso… — seu corpo arqueou e estremeceu— me mover. Não sou suficientemente forte neste momento. —Desesperada, Sara o empurrou fora de seu colo, preparou para suportar seu peso de seu lado.

—Não está morrendo. Eu não vou deixar aqui. — Ela fechou a mão ao redor da seta e puxou. Não se moveu—. Ajude-Me, Wyatt.

—Fora daqui, Sara! — Ofegou, sua voz era áspera, mas mais débil.

—Quer que vá? Então me ajude. —Ele jurou, mas meio se levanto, agarrou a faca e tirou fora. Caiu à cama ao lado dele como escuridão, o sangue vermelho escuro, proveio da ferida. —Vai, Sara.

Apenas escutou. Estava muita ocupada olhando à ponta de prata. Sua ponta. Sua arma. Ele ia morrer, por culpa dela.

— Não.

Sua voz voltou contra ela quando ficou olhando a flecha ensanguentada. ? A maioria da mitologia que rodeia aos vampiros são puros disparates ou exageros?.



A maioria. Não todos. Quase não recordava ter alcançado a flecha. Quase não recordou haver pressionando a borda afiada contra seu pulso e cortar sua carne. Não recordou nada até que ela levou a ferida de sua mão a sua boca.

Ele foi para trás. —Não.

—Sim. Wyatt agarrou pelo pulso e a afastou.

—Não. Saia daqui, Sara. Vai, agora!

—Se quiser que vá, terá que me jogar. Não vai poder fazê-lo se morre. —Sacudiu a cabeça, mas inclusive isso foi muito esforço.

Ela ficou fria, de algum jeito se deu conta de que estava fora de tempo. Saiu da cama, ela se ajoelhou para poder ver seu rosto.

—Não morra, Wyatt. Por favor, não morra. Eu não passei o último ano sonhando contigo, porque o sexo era bom. Eu te necessito.

Seus olhos não piscaram. A respiração demorou em sair de seus pulmões. Cegada pelas lágrimas, ela empurrou seu pulso à boca uma vez mais. Secou os lábios, contra seu pulso. Suas pestanas levantaram e ela o olhou nos olhos. —Por favor. —Ele sugou.

Não doeu. Isso foi tudo o que podia pensar quando sua boca apanhou seu pulso. Não doeu e não durou mais de um uns poucos minutos. Bem a tempo, pensou, porque, quando ele a empurrou da cama, movendo muito lento e rígido, pôde ouvir as sirenes ao longe.

— Fora daqui! — murmurou, voltando a cabeça para olhá-la. O buraco no peito já não estava bombeando sangue, mas ainda parecia muito malditamente pálido. Ela agarrou a camisa do piso, os jeans e se apressou a colocar. —Você vem.

Suas pálpebras piscaram. Mas, ele assentiu com a cabeça, tropeçou para a porta, apenas lhe ocorreu tomar as chaves da mesa e sua camisa. No caminho para fora, envolveu seu pulso com uma atadura chata.

Ela abriu a porta e ele desabou em seu interior. Correu ao redor, subiu, e pôs em marcha o carro.

—Não corra, — disse com voz grosa, arrastando as palavras. —Não, — disse, e forçou um sorriso— estive evitando à polícia de vez em quando por perto de um ano.

Os seguintes 30 minutos, passaram em silêncio. Muito silêncio. Ela seguiu enviando olhadas, com medo de que ele não iria conseguir e as poucas vezes, quase começou a entrar em pânico, porque não estava respirando. Acaso sequer tinha que respirar? Mas então suas pálpebras se moveram, ele moveu e seu coração começava a pulsar de novo. Quando falou, sua voz era forte, um corte através do silêncio.

—Pare.

— Por quê?



—Porque eu estou sentado aqui nu e cedo ou tarde alguém poderia notar. Um sinal azul familiar refletido nela como seus faróis a iluminaram. —Há uma parada de descanso a uma milha. Vou até ali.

Estava tranquilo. Ele guardou silêncio. Não falou absolutamente nada quando ela parou o carro ou quando ele chegou por trás do assento e pegou uma bolsa, e vestiu. Ele conseguiu fazer ambas as coisas graciosa e silenciosamente não foi fácil, considerando que ele estava sentado no banco do passageiro de um carro, um carro de luxo ou não.

— Estamos preparados?

—Não de tudo. — Ele a agarrou e puxou ela em seu colo, com os olhos centrados em sua cara. Seus dedos se fecharam ao redor de seu pulso, desembrulhando. Levantando a ensanguentada camisa em ruínas a um lado, levantou o pulso e estudou a ferida. —Não deveria ter feito isso, — sussurrou, levando o pulso à boca. Ela apertou os dentes, enquanto ele a lambia, e automaticamente tratou de afastar. —Fica aquieta. — Ele disse.

—Está lambendo uma ferida aberta muito machucada. — disse secamente. —Hmmm. Ajudará a sanar, evitar que se infecte. — Desde debaixo das pestanas, lançou um olhar—. Por que fez isto?

Ficou quieta.

—Eu…Realmente não sei. Mas tinha que fazer. Não podia suportar pensar em ver morrer. —Ele passou os dedos por sua bochecha.

—Disse que me necessitava. Como pode me necessitar? Sou um vampiro. Passamos exatamente oito dias juntos. Uma semana do ano passado. E o dia de hoje. Como pode me necessitar? —umedeceu os lábios, inclinou e deu um beijo na bochecha.

—Não sei, mas provavelmente pela mesma razão que eu não podia me fazer mal. Provavelmente pela mesma razão que me disse que deixasse ali para morrer. — Passo seus braços ao redor de seu pescoço, ela se aconchegou em seu colo.

— Está bem, verdade? Você não…— Um soluço escapou de seus lábios e afundou o rosto em seu ombro.

—Shh. —Acariciou com a mão suas costas—. Vou estar bem. Graças a você.

Ela não ia chorar. Não faria. Não. Não. E depois de uns dois minutos jogando as lágrimas e sorvendo seu nariz, quase acreditou. Elevou à cabeça, consciente de si mesmo limpou os rastros lacrimogêneos de sua cara antes de olhá-lo.

—Então, o que? — Ele perguntou.

—Acredito que talvez devesse me levar contigo, em qualquer lugar que vá. Depois de tudo. Não estou exatamente segura sobre este assunto de vampiros. —Um leve sorriso desenhou nos lábios, quando ele sacudiu a cabeça.

—Você não quer isso, Sara.

— Por que não?

—Se você vier comigo. Eu nunca te deixar ir. — Suspirou, pôs uma mão sobre sua bochecha. Sua carne estava ainda fria, muito fria. Pondo a mão sobre a sua, sussurrou:

— Promete?

Seus olhos brilharam, por só um segundo, refletindo uma luz dourada a sua vez.

—Sara, está procurando problemas.

—É um problema. Sexy. Louco. Não foi de todo sincero quando nos conhecemos. Vampiro. E se estou procurando por você, assim sim, estou pedindo para ter problemas. — Apertou os lábios aos seus, esquecendo que teve seus lábios pegos a seu pulso ensanguentado. Mas quando se recordou, nem sequer se importou.

—Na realidade ainda não nos conhecemos. — Ele murmurou em seus lábios.

— E? Temos tempo, verdade? Riu brandamente.

—Sim. Temos tempo.



FIM





1 Expressão que se origina do inglês “Talk about taking one for the team” que significa o ato de alguém de boa vontade fazer um sacrifício para o benefício do outro. Não há uma expressão popular similar em português.




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