Simulado 1° Bimestre / 2001 – 16/03/2013 Ciências Humanas e suas Tecnologias 01



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Simulado 1° Bimestre / 2001 – 16/03/2013

Ciências Humanas e suas Tecnologias
01. (Unifesp 2006) Para um homem ter o pão da terra, há de ter roça; para comer carne, há de ter caçador; para comer peixe, pescador; para vestir roupa lavada, lavadeira; ... e os que não podem alcançar a tanto número de escravos, ou passam miséria, realmente, ou vendo-se no espelho dos demais lhes parece que é miserável a sua vida.

(Padre Vieira, 1608-1697.)

O texto mostra que, para se viver bem na Colônia, seria preciso ter, sobretudo,


a) escravos.

b) terras.

c) animais.

d) cultura.

e) habilidades.

02. (Ufpb 2006) Leia, atentamente, a poesia a seguir.




QUE FAÇO COM A MINHA

CARA DE ÍNDIA?

meus cabelos

E minhas rugas

E minha história

E meus segredos?
Que faço com a minha

cara de índia?
E meus espíritos

E minha força

E meu Tupã

E meus círculos?
Que faço com a minha

cara de índia?

E meu Toré

E meu sagrado

E meus "cabôcos"

E minha Terra

Que faço com a minha

cara de índia?
E meu sangue

E minha consciência

E minha luta

E nossos filhos?

Brasil, o que faço com a minha

cara de índia?
Não sou violência

Ou estupro

Eu sou história

Eu sou cunhã

Barriga brasileira

Ventre sagrado

Povo brasileiro

Ventre que gerou

O povo brasileiro

Hoje está só

A barriga da mãe fecunda

E os cânticos que outrora

cantava

Hoje são gritos de guerra

Contra o massacre imundo

Eliane Potiguara

Disponível em: . Acesso em: 17 out.2005.
Considerando o texto e as relações interétnicas entre portugueses e indígenas, no processo de conquista do Brasil, é correto afirmar:
a) O encontro entre os dois mundos - o indígena e o europeu - foi marcado pelo completo reconhecimento de suas respectivas identidades.

b) A conquista europeia provocou uma total perda de identidade dos povos indígenas, isto é, "da sua cara de índio".

c) O confronto entre os dois mundos resultou no completo desaparecimento das tradições culturais indígenas.

d) Os povos indígenas remanescentes, com base na sua memória, reivindicam o lugar de sujeitos na construção da História brasileira.

e) A violência que marcou a conquista europeia foi apagada da memória dos povos indígenas remanescentes.

03. (Ufrgs 2006) Observe o quadro a seguir.



Considere as seguintes afirmações acerca do tráfico de escravos para o Brasil durante o período colonial.
I - O aumento do número de cativos trazidos para o Brasil no início do século XVII está diretamente relacionado com a implantação da agricultura de exportação no Nordeste.

II - A queda verificada na importação de escravos pelo Brasil no segundo quartel do século XVII está associada às vicissitudes da ocupação holandesa de Pernambuco.

III - Um novo aumento no número de entradas de cativos africanos ocorreu no início do século XVIII, quando as importações brasileiras de escravos cresceram mais de 50% em relação ao início do século anterior.
Quais estão corretas?
a) Apenas I.

b) Apenas I e II.

c) Apenas I e III.

d) Apenas II e III.

e) I, II e III.

04. (Ufpr 2006) "O ser senhor de engenho é título a que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado por muitos". Essa frase de João Antônio Andreoni (conhecido como Antonil), escrita no seu livro CULTURA E OPULÊNCIA DO BRASIL POR SUAS DROGAS E MINAS, refere-se aos:


a) ricos comerciantes que lidavam com os negócios de exportação e importação.

b) lavradores assalariados que plantavam a cana-de-açúcar.

c) trabalhadores livres dos engenhos: artesãos, barqueiros, capatazes.

d) grandes proprietários das fábricas de manufaturas têxteis.

e) proprietários das terras que formavam a aristocracia agrária, de grande poder econômico e político.

05. (Puc/SP 2006) "Cessara de ser um espaço em branco ou um delicioso mistério - um retalho sobre o qual um garoto podia sonhar sonhos de glória. Tornara-se um lugar tenebroso."





Joseph Conrad. "O coração das trevas". Porto Alegre: LPM, 1997, p.13.
A observação anterior, feita por um personagem do romance de Conrad, de 1902, refere-se à colonização da África por países europeus durante o século XIX. Considerando a experiência histórica dessa colonização, pode-se dizer que as expressões "espaço em branco ou um delicioso mistério" e "um lugar tenebroso" podem se referir, respectivamente, à
a) necessidade de encontrar novas rotas de navegação e à crença de que havia um abismo no mar.

b) disposição de buscar novas aventuras e às inúmeras doenças, inclusive a AIDS, encontradas na África.

c) transformação da África numa zona de influência ocidental e à ausência de recursos minerais no continente.

d) vontade de dominar novos territórios e às ações brutais que envolveram as investidas europeias.

e) perspectiva de ampliar as relações diplomáticas e aos problemas climáticos enfrentados pelos europeus.

06. (Ufrrj 2006) "(...) quando a Inglaterra fez empréstimos à Argentina para a construção de ferrovias, a maioria dos trilhos, material rolante, etc. foi comprada à Inglaterra com lucros para os fabricantes ingleses. A exportação de capital excedente trouxe, nesse caso, também, lucro para os industriais ingleses."



(Leo Huberman, "A História da Riqueza do Homem", Rio de Janeiro: Zahar, 1974, p.263.).
A prática indicada pelo historiador americano é típica do processo de monopolização e expansão capitalistas (imperialismo) a partir da segunda metade do século XIX. Neste processo ocorre também
a) o aumento pela disputa de áreas coloniais afroasiáticas que levarão à guerra potências tradicionais, como a Inglaterra, e novas, como a Alemanha.

b) a perda de poder de burguesias tradicionais europeias, como a italiana e a alemã, e a ascensão do moderno capitalismo inglês.

c) a recolonização de vastas áreas da América Latina, já agora dividida por Inglaterra e Estados Unidos da América.

d) a superação do capitalismo bancário, predominante na Europa desde a Era das Revoluções, pelo industrial, marcado pelo aparecimento de milhares de empresas.

e) a descolonização de amplos territórios até então dominados pelas potências europeias na América Latina.

07. (Ufsm 2006) Júlio Verne (1828-1905) foi um famoso romancista francês. Em seus livros, descreveu engenhos, máquinas e viagens que somente seriam realizadas décadas depois. Em 1863, imaginou o balão dirigível, em "Cinco semanas num balão"; em 1870, inventou o submarino elétrico, em "Vinte mil léguas submarinas"; no mesmo ano, descreveu uma viagem espacial, em "À roda da Lua". Sua ficção relaciona-se com


a) o surgimento da física quântica, decorrente do crescimento urbano e industrial desenfreados.

b) o avanço do movimento operário, das lutas populares e do "espectro do comunismo", tal qual Marx previra.

c) o desmantelamento dos Estados liberais e a montagem das monarquias constitucionais e parlamentaristas.

d) a descrença em relação à ciência e à cultura patrocinada pela Europa Imperialista.

e) o avanço da ciência e da tecnologia do mundo industrial, bem como com o otimismo da sociedade burguesa.

08. (Ufpel 2006) "O francês P. Leroy-Beaulieu, professor do College de France, escreveu em 1891:



'(...) a fundação de colônias é o melhor negócio no qual se possa aplicar os capitais de um velho e rico país, disse o filósofo inglês John Stuart Mill. (...) A colonização é a força expansiva de um povo, é seu poder de reprodução, (...) é a submissão do universo ou de uma vasta parte (...) a um povo que lança os alicerces de sua grandeza no futuro, e de sua supremacia no futuro. (...) Não é natural, nem justo, que os países civilizados ocidentais se amontoem indefinidamente e se asfixiem nos espaços restritos que foram suas primeiras moradas, que neles acumulem as maravilhas das ciências, das artes, da civilização, que eles vejam, por falta de aplicações remuneradas, os ganhos dos capitais em seus países, e que deixem talvez a metade do mundo a pequenos grupos de ignorantes, impotentes, verdadeiras crianças débeis, dispersas em superfícies incomensuráveis'."

SCHMIDT, Mário Furley. "Nova história crítica". São Paulo: Nova Geração, 1999.
O texto caracteriza a ideologia e a prática do
a) mercantilismo, durante a expansão marítima na Revolução Comercial.

b) iluminismo da burguesia financeira, durante a Expansão Marítima.

c) imperialismo europeu, na Idade Moderna, quando da partilha da América, da África e da Ásia.

d) capitalismo industrial, originário da Europa, nos séculos XVI e XVII, as quais legitimaram o escravismo colonial.

e) etnocentrismo da burguesia industrial na fase do capitalismo imperialista.

09. (Enem 2006) No início do século XIX, o naturalista alemão Carl Von Martius esteve no Brasil em missão científica para fazer observações sobre a flora e a fauna nativas e sobre a sociedade indígena. Referindo-se ao indígena, ele afirmou:


"Permanecendo em grau inferior da humanidade, moralmente, ainda na infância, a civilização não o altera, nenhum exemplo o excita e nada o impulsiona para um nobre desenvolvimento progressivo (...). Esse estranho e inexplicável estado do indígena americano, até o presente, tem feito fracassarem todas as tentativas para conciliá-lo inteiramente com a Europa vencedora e torná-lo um cidadão satisfeito e feliz."
Carl Von Martius. O estado do direito entre os autóctones do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1982.
Com base nessa descrição, conclui-se que o naturalista Von Martius
a) apoiava a independência do Novo Mundo, acreditando que os índios, diferentemente do que fazia a missão europeia, respeitavam a flora e a fauna do país.

b) discriminava preconceituosamente as populações originárias da América e advogava o extermínio dos índios.

c) defendia uma posição progressista para o século XIX: a de tornar o indígena cidadão satisfeito e feliz.

d) procurava impedir o processo de aculturação, ao descrever cientificamente a cultura das populações originárias da América.



e) desvalorizava os patrimônios étnicos e culturais das sociedades indígenas e reforçava a missão "civilizadora europeia", típica do século XIX.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
SANTOS DUMONT, O PIONEIRO DOS ARES.
"Durante as compridas tardes ensolaradas do Brasil, deitado à sombra da varanda, eu me detinha horas e horas a contemplar o belo céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com suas largas asas abertas, atingiam grandes alturas. E, ao ver as nuvens que flutuavam, sentia-me apaixonado pelo espaço livre."

Alberto Santos Dumont, 1873 - 1932
"Um dia, o homem há de voar - profetizou Júlio Verne. Essas palavras gravaram-se como a fogo no espírito inflamável do garoto Alberto Santos Dumont, filho de um riquíssimo fazendeiro de Ribeirão Preto, em São Paulo. Desde criança, Santos Dumont era apaixonado por motores, inventos e engenhocas. Ainda adolescente, seu pai enviou-o à França, para que lá estudasse. Com apoio paterno, Santos Dumont enveredou pelas pesquisas aeronáuticas e, em 1898, aos 25 anos, sobrevoava Paris num balão esférico.

Mas seu espírito não sossegava, mordido pela vontade de dirigir o balão por onde quisesse, sem depender dos ventos: "Se eu fizer um balão cilíndrico bastante comprido e bastante fino, ele fenderá o ar..."

Até que experimentou um antigo projeto: combinar um balão com um motor a gasolina. E, em setembro de 1898, o Santos-Dumont nº 1, provido de hélice e leme, passeava pelos céus de Paris. Uma grande consagração veio com a conquista do Prêmio Deutsch de la Meurthe: 125 000 francos (o equivalente a 100 contos de réis) ao primeiro que, partindo de St. Cloud, circunavegasse a torre Eiffel e voltasse ao ponto de partida num prazo de meia hora. A bordo do Santos-Dumont nº 6, o inventor finalmente realizou a façanha, a 19 de outubro de 1901. A repercussão internacional foi extraordinária. Parte do Prêmio Deutsch foi entregue por Santos Dumont a seu mecânico e a seus operários; o restante foi doado à Prefeitura de Paris, para cobrir penhores da população pobre. Santos Dumont virou figura popular. Entre a montanha de congratulações, um telegrama o comoveu em especial: "A Santos Dumont, o pioneiro dos ares, homenagem de Thomas Edison". Era cumprimentado justamente por quem considerava o maior gênio de todos os tempos! O engenhoso aeronauta brasileiro tinha Paris a seus pés.

A celebração em torno de Santos Dumont culminaria em 1906, quando voou com o 14-Bis, avião inventado por ele.

Seu aeroplano não foi concebido para matar. Santos Dumont jamais pensou em lucros ou destruições. Seu aeroplano não foi concebido para matar: era uma aliança de paz e amor. Uma abertura de rotas em todas as direções do planeta. Este, o seu sentido: voo de compreensão entre os homens.

(Texto adaptado de A vida de grandes brasileiros - 7 - SANTOS DUMONT. São Paulo: Editora Três, 1974)


10. (G1 - cps 2006) Considere a foto da Torre Eiffel.

No início do século XX, Santos Dumont voou como um pássaro em torno da Torre Eiffel, em Paris. Essa Torre, chamada carinhosamente pelos franceses de "A dama de ferro", tem cerca de 320 metros de altura e 7 500 toneladas de ferro e foi construída para uma Exposição Mundial, em 1889. No período de sua construção, a Torre simbolizava
a) a substituição do Franco pelo Euro.

b) o desenvolvimento industrial na França.

c) o fim da desigualdade social na França.

d) o início da Revolução socialista francesa

e) a entrada da França na Comunidade Europeia.

11. (Puc-rio 2005) Assinale a alternativa correta a respeito da expansão imperialista na Ásia e na África, na segunda metade do século XIX.


a) Ela derivou da necessidade de substituir os mercados dos novos países americanos, uma vez que a constituição de Estados nacionais foi acompanhada de políticas protecionistas.

b) Ela foi motivada pela busca de novas fontes de matérias-primas e de novos mercados consumidores, fundamentais para a expansão capitalista dos países europeus.

c) Ela foi consequência direta da formação do Segundo Império alemão e da ampliação de suas rivalidades em relação ao governo da França.

d) Ela atendeu, primordialmente, às necessidades da expansão demográfica em diversos países europeus, decorrente de políticas médicas preventivas e programas de saneamento básico.

e) Ela viabilizou a integração econômica mundial, favorecendo a circulação de riquezas, tecnologia e conhecimentos entre povos e regiões envolvidos.

12. (Ufrn 2005) Entre as últimas décadas do século XIX e o início do século XX, as relações mundiais do capitalismo sofreram uma reorganização, levando as potências europeias a dirigir uma política sistemática para continentes como Ásia e África. O escritor inglês Rudyard Kipling (1865-1936), nascido na Índia, abordou em seus livros as diferenças entre a Europa e o mundo oriental. São dele os seguintes versos, que expressam um sentimento comum aos europeus da época:


Assumi o fardo do homem branco,

Enviai os melhores dos vossos filhos,

Condenai vossos filhos ao exílio,

Para que sejam servidores de seus cativos.

Apud VICENTINO, Cláudio. "História geral". São Paulo: Scipione, 2002. p. 337.
Os versos acima, relacionados à ação dos ingleses no Oriente, traduzem a
a) crença de que a ação colonizadora no Oriente era prejudicial aos técnicos e missionários europeus, devido à influência dos fatores climáticos.

b) convicção numa missão civilizatória dos europeus, que incluía uma ação voltada para modificar os costumes e as religiões dos povos do Oriente.

c) confiança na superioridade da cultura oriental, da qual os ingleses poderiam assimilar os princípios de uma convivência cristã.

d) aspiração por uma política de miscigenação entre ingleses e orientais, de modo a fortalecer os interesses ingleses em relação às demais nações europeias.

13. (Fgv 2005) "As perspectivas de desenvolvimento econômico e progresso científico pareciam infinitas no princípio do século. As estradas de ferro se espalhavam por todo o mundo (...) O cientista italiano Guglielmo Marconi preparava- se para transmitir, pela primeira vez, sinais de rádio através do Oceano Atlântico. O automóvel, o telefone e o cinema se popularizavam, mudando a face das cidades".

BRENER, J., "Jornal do século XX", São Paulo, Moderna, 1998, p. 24.
O texto refere-se a um contexto de inovações tecnológicas propiciadas:
a) Pela Segunda Revolução Industrial, marcada pelo surgimento das primeiras fábricas, da utilização das máquinas a vapor e de matérias-primas como carvão e ferro.

b) Pela Revolução Agrária Europeia, marcada pela mecanização da produção agrícola e pela estruturação fundiária em pequenas e médias propriedades.

c) Pelo Período Entre-Guerras, marcado pela expansão da economia industrial e pela disseminação do liberalismo como referência econômica entre as potências europeias.

d) Pela Primeira Revolução Industrial, marcada pelo desenvolvimento industrial norte-americano e pela proliferação da produção de eletrodomésticos.

e) Pela Segunda Revolução Industrial, marcada pela aplicação de descobertas científicas à produção, pela utilização da energia elétrica e o desenvolvimento de indústrias químicas.

14. (Unesp 2005) A Exposição Internacional de Eletricidade foi aberta ao público no Palácio da Indústria em Paris, em agosto de 1881 [...]. A maior parte dos aparelhos expostos resultaram de descobertas moderníssimas [...]. O bonde que transporta os visitantes; as máquinas eletromagnéticas e o dínamo-elétrico em funcionamento; os focos luminosos brilhando; os telefones que nos permitem ouvir à distância representações de ópera - tudo isto é tão novo que nem sequer seu nome era conhecido cinco anos atrás.



(Revista "A Natureza", 1881.)

As inovações mencionadas


a) resultaram dos investimentos em tecnologia e da criação dos cursos técnicos nas universidades europeias e norte-americanas.

b) foram consequências da Segunda Revolução Industrial, que explorou novas fontes de energia e desenvolveu novos processos produtivos.

c) ficaram restritas às camadas privilegiadas da sociedade, sem alterar o cotidiano da maioria dos habitantes da Europa.

d) possibilitaram a auto-suficiência dos países capitalistas adiantados e trouxeram dificuldades para os exportadores de produtos primários.

e) determinaram a expansão dos regimes democráticos e iniciaram a difusão dos conhecimentos científicos em diferentes sociedades.
15. (Unifesp 2005) "Em meados da década de 1890, em meio à terceira longa depressão em três décadas sucessivas, difundiu-se na burguesia uma repulsa pelo mercado não regulamentado, em todos os grandes setores da economia".
O autor (Martin Sklar, 1988) está se referindo à visão dominante entre a burguesia no momento em que o capitalismo entrava na fase
a) globalizada.

b) competitiva.

c) multinacional.

d) monopolista.

e) keynesiana.

16. A ética precisa ser compreendida como um empreendimento coletivo a ser constantemente retomado e rediscutido, porque é produto da relação social se organize sentindo-se responsável por todos e que crie condições para o exercício de um pensar e agir autônomos. A relação entre ética e política é também uma questão de educação e luta pela soberania dos povos. É necessária uma ética renovada, que se construa a partir da natureza dos valores sociais para organizar também uma nova prática política.



CORDI et al. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2007 (adaptado).
O Século XX teve de repensar a ética para enfrentar novos problemas oriundos de diferentes crises sociais, conflitos ideológicos e contradições da realidade. Sob esse enfoque e a partir do texto, a ética pode ser
a) compreendida como instrumento de garantia da cidadania, porque através dela os cidadãos passam a pensar e agir de acordo com valores coletivos.

b) mecanismo de criação de direitos humanos, porque é da natureza do homem ser ético e virtuoso.

c) meio para resolver os conflitos sociais no cenário da globalização, pois a partir do entendimento do que é efetivamente a ética, a política internacional se realiza.

d) parâmetro para assegurar o exercício político primando pelos interesses e ação privada dos cidadãos.

e) aceitação de valores universais implícitos numa sociedade que busca dimensionar sua vinculação à outras sociedades.

17. No mundo árabe, países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% têm acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em meados de dezembro, um tunisiano de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes sociais – como o Facebook e o Twitter – ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico.


SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da Liberdade. Istoé Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado).
Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes
a) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes.

b) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.

c) manter o distanciamento necessário à sua segurança.

d) disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores.

e) difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a população.
18. Leia a citação a seguir e assinale o que for correto sobre o tema das desigualdades sociais.
Favela no Brasil, poblacione no Chile, villamiseria na Argentina, cantegril no Uruguai, rancho na Venezuela, banlieue na França, gueto nos Estados Unidos: as sociedade da América Latina, Europa e dos Estados Unidos dispõem todas de um termo específico para denominar essas comunidades estigmatizadas, situadas na base do sistema hierárquico de regiões que compõem uma metrópole, nas quais os párias urbanos residem e onde os problemas sociais se congregam e infeccionam, atraindo a atenção desigual e desmedidamente negativa da mídia, dos políticos e dos dirigentes do Estado”

(WACQUANT, Loïc. Os condenados da cidade. Rio de Janeiro: Revan; FASE, 2001, p.7).
a) É uma escolha dos “párias” da América Latina, da Europa e dos Estados Unidos viverem em comunidades estigmatizadas.

b) As desigualdades sociais que emergem em comunidades pobres ao redor do mundo são fruto do processo histórico de produção e reprodução das diferenças sociais.

c) As desigualdades sociais são fabricadas, exclusivamente, pelas relações econômicas que, no capitalismo, dividem os indivíduos em classes sociais antagônicas.

d) As áreas urbanas acima citadas pelo autor são consideradas regiões-problema, territórios de privação e de abandono que devem ser temidos e evitados.

e) Há um processo de fabricação e reafirmação do estigma das áreas urbanas, onde residem os pobres, alimentado pela mídia, por políticos e pelos dirigentes do Estado.
19. Ser cidadão é:
a) ter consciência de seus direitos e deveres e participar ativamente de todas as questões da sociedade.

b) apenas ser o morador da cidade.

c) ter consciência do seu papel na sociedade, isentando-o da participação política.

d) contribuir, exclusivamente, para a sociedade com a cobrança dos seus direitos.

e) N.D.A.
20. Todos são aspectos jurídicos da cidadania, exceto:
a) igualdade

b) liberdade

c) combate a todas formas de discriminação

d) privilegiar a elite social

e) promover a igualdade entre os desiguais.
21. (Unesp 2013) As manchetes de jornal de junho de 2012 enfatizaram a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. A Rio+20, como ficou conhecida, tinha o desafio de dar continuidade à conscientização global que teve início na Rio 92.

As diretrizes propostas por essas conferências têm por finalidade o desenvolvimento sustentável, o qual se refere a um modelo de


a) consumo que vise atender às necessidades das gerações presentes, sem comprometer o atendimento às necessidades das gerações futuras.

b) desenvolvimento social e econômico que objetive a satisfação financeira e cultural da sociedade.

c) consumo excessivo dos recursos naturais, com vistas à preservação, para as gerações futuras, das espécies animais em extinção.

d) desenvolvimento global que disponha dos recursos naturais para suprir as necessidades da geração atual.

e) desenvolvimento global que incorpore e priorize os aspectos do desenvolvimento econômico.

22. (Fgvrj 2013) A partir da segunda metade do século passado, a mobilização em torno do ambiente foi divulgada e se consolidou por meio de estudos e das cúpulas, ou das conferências internacionais.


Sobre essas conferências, pode-se afirmar:
I. A primeira grande conferência internacional convocada especificamente para a discussão da problemática ambiental ocorreu em Estocolmo, em 1972.

II. Na Rio-92, foram divulgadas as convenções sobre Mudanças Climáticas e sobre Diversidade Biológica, que figuram na agenda ambiental internacional.

III. Na Rio+20, que ocorreu no Rio de Janeiro, em 2012, todos os países participantes ratificaram o novo Protocolo de Quioto, aderindo à nova ordem ambiental internacional.
Está correto o que se afirma em
a) I, apenas.

b) II, apenas.

c) I e II, apenas.

d) II e III, apenas.

e) I, II e III.

23. (Ufpr 2013) O Brasil sediou, no mês de junho de 2012, a Conferência Rio+20, voltada às preocupações da relação entre sociedade e natureza, entre desenvolvimento e meio ambiente. Considerando as questões ambientais contemporâneas e os fóruns internacionais de debates e decisões acerca da relação entre meio ambiente e desenvolvimento das últimas décadas, assinale a alternativa INCORRETA.


a) A realização das grandes conferências mundiais sobre meio ambiente e desenvolvimento evidencia que a resolução dos problemas ambientais do planeta passa, essencialmente, pela esfera política.

b) As grandes conferências mundiais sobre meio ambiente e desenvolvimento datam dos últimos quarenta anos, aproximadamente, período no qual a degradação ambiental passou a ameaçar o desenvolvimento econômico mundial.

c) Na conferência Rio+20, a principal divergência de posições colocou em evidência o antagonismo entre os defensores da economia verde e os defensores do desenvolvimento ecologicamente sustentável.

d) As convenções da Biodiversidade e das Mudanças Climáticas Globais, associadas às convenções da Amazônia e da Mata Atlântica (brasileiras), foram ratificadas pelos países membros da ONU na última década.

e) O desenvolvimento sustentável, proposto pela Comissão Brutland nos anos oitenta, constitui-se numa perspectiva de reorientação da produção econômica moderna considerando as bases ecológicas do planeta.

24. (Unioeste 2012) Sabe-se que a ação antrópica desencadeia desequilíbrios ambientais diversos. Um dos problemas ambientais mais sentidos pela população mundial é a poluição atmosférica, que atinge de forma mais significativa a população das grandes cidades. Com relação ao clima urbano, assinale a alternativa correta.


a) As chuvas ácidas ocorrem em todo o globo de forma ampla e constituem um grande problema para o desenvolvimento da agricultura da maioria dos países.

b) Há o desenvolvimento de ilhas de calor na maioria das grandes cidades, devido ao asfaltamento das vias públicas, concentração de concreto, queima de combustíveis fósseis, diminuição da velocidade do vento em decorrência de prédios, etc.

c) Ocorre a inversão térmica, que piora a qualidade do ar em quase todas as grandes cidades do mundo durante seu período de verão, já que ela não depende de condições físicas específicas para ocorrer.

d) Há uma diminuição da precipitação nas cidades, uma vez que não há grandes áreas com presença de água para que ocorra a evaporação.

e) Durante o período em que ocorre a inversão térmica nas cidades há uma intensa troca de ar entre as camadas inferiores e superiores, liberando os poluentes acumulados pela queima de combustíveis fósseis.

25. (Fgv/RJ 2012) A próxima conferência internacional do clima, em Durban, na África do Sul, centrará seu foco no destino do Protocolo de Kyoto. [...] Se não for renovado, expira em 2012. Durban é a última oportunidade de salvar Kyoto. Sem ele, desaparece o único acordo climático internacional que existe. A decisão tem dia marcado: 9 de dezembro. É quando termina a CoP-17, o encontro anual que reúne negociadores do mundo todo para discutir um acordo climático internacional, desta vez, na África do Sul.



http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/8/10/futuro-do-protocolo-de-kyoto-sera-prioridade-nacupula- do-clima/?searchterm=Clima%20Kyoto
Sobre o Protocolo de Kyoto, mencionado na reportagem, assinale a alternativa correta:
a) Afirma o princípio da responsabilidade comum, estabelecendo metas de redução obrigatória das emissões de gases de efeito estufa para todos os países signatários.

b) Não foi ratificado pelos Estados Unidos, um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo.

c) Criou um sistema de comércio de créditos de carbono válido apenas entre os países industrializados: o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.

d) Entrou em vigor em 2008, quando ocorreu a adesão de dois países que figuram entre os maiores emissores de poluentes: a Índia e a China.

e) Considera apenas os níveis atuais de emissão, eximindo os países industrializados da responsabilidade sobre o estoque de gases estufa presente na atmosfera.

26. (G1 - cps 2012) Um dos grandes problemas das cidades é o que fazer com o lixo gerado pela sua população.

Uma proposta existente é o programa R3, que consiste em


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