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Produção de Propágulos Vegetativos para Formação de Florestas Clonais.
  Seleção e clonagem   A princípio qualquer árvore que possua atributos desejáveis é candidata a integrar programas de clonagem em larga escala. Entretanto, materiais genéticos melhorados, principalmente os híbridos interespecíficos, tem apresentado um maior potencial como provedores de árvores com características fenotípicas superiores. Após a avaliação e escolha dos indivíduos a serem clonados, o passo seguinte consiste na obtenção de propágulos juvenis ou rejuvenescidos para dar início ao processo. O método mais simples é o corte das árvores para obter brotações basais. Entretanto, se não for conveniente correr o risco de perder o genótipo, o rejuvenescimento pode ser conseguido pela enxertia ou pela micropropagação em série. Assim que forem obtidas as primeiras mudas enraizadas estas devem ser plantadas em jardins clonais para multiplicação e fornecimento de mudas para testes e bancos clonais.

  Testes clonais   Os testes clonais deverão ser instalados em condições ambientais que representem a variação dos ambientes de plantio. Algumas empresas utilizam parcelas lineares e ao mesmo tempo plantam blocos monoclonais maiores, enquanto outras plantam os testes já com parcelas retangulares de maiores dimensões. Nos testes clonais vão ser definidos os clones a serem multiplicados em escala comercial, a partir das avaliações de campo (comportamento florestal) e de laboratório (comportamento industrial).


  Implantação e manejo de jardins clonais   Após a eleição dos clones eles passam por uma fase de multiplicação pré comercial para aumentar o número de plantas a serem plantadas nos jardins clonais. Esta multiplicação pode ser feita nos próprios jardins clonais, em vasos ou ainda em laboratórios por micropropagação. Desta forma, tendo se o número de plantas necessário para a produção de mudas desejadas, plantam se as mudas nos jardins clonais. A produção média de estacas por plantas varia, de acordo com a espécie e a qualidade do ambiente, entre 10 a 15 por mês. Antes do plantio o solo deve ser bem preparado e fertilizado para garantir a adequada produção de estacas. Normalmente as mudas crescem por 6 meses quando são podadas para produzir brotos juvenis.

A coleta pode ser feita de duas maneiras. Ou coletando todas as brotações, deixando se um ramo alimentador, ou então colhe se a brotação que já tenha atingido o ponto ideal, deixando se as brotações menores para garantir a sobrevivência da cepa. No primeiro método o ramo alimentador é retirado assim que as novas brotações atingem 5 cm de comprimento. Após cada coleta deve se repor os nutrientes exportados nos ramos colhidos. Algumas empresas devolvem os ramos não aproveitados ao solo para repor os nutrientes retirados e para servir de cobertura morta. Os jardins clonais devem ser irrigados adequadamente, principalmente nos períodos que precedem a coleta das brotações, para evitar a utilização de material estressado.

HIBRIDAÇÃO INTERESPECÍFICA

A sintetização de híbridos inter e intraespecíficos no gênero Eucaliptos tem assumido destacada importância dentro dos programas de melhoramento genético deste gênero. A possibilidade de associação de características diferenciadas em espécies importantes, bem como a manifestação de heterose verificada nos cruzamentos entre vários pares de espécies tem levado os melhoristas de Eucalyptus a buscar na hibridação um meio mais rápido de promover o melhoramento de características florestais desejáveis.

A viabilidade do aproveitamento comercial da heterose, verificada em vários cruzamentos, bem como da perpetuação e multiplicação de combinações híbridas superiores, por intermédio da propagação clonal, possibilitou a adoção da hibridação como ferramenta importante na produção de florestas de qualidade superior.

Segundo Allard (1971), do ponto de vista genético, a hibridação é a união e quaisquer dois gametas que diferem na sua constituição alélica em um ou mais locus. A hibridação pode ocorrer tanto entre espécies, entre populações distintas dentro das espécies, como entre gêneros ou entre indivíduos de uma mesma população. Contudo, no meio florestal, o termo híbrido e mais usado para designar cruzamentos interespecíficos (Zobel & Talbert 1984).

A hibridação tem sido um método de melhoramento largamente utilizado na agricultura, proporcionando resultados altamente significativos em termos do aumento da produtividade, da melhoria da qualidade de produtos agrícolas e de resistência a doenças, pragas, seca e frio.

Na área florestal, durante muitos anos, a hibridação foi método utilizado apenas em espécies cuja propagação vegetativa em larga escala era possível, ou que era fácil a produção em massa de híbridos F1, uma vez que a repetição dos cruzamentos para obtenção os híbridos comprovadamente produtivos e mais difícil, principalmente em indivíduos hermafroditas como e o caso dos eucaliptos.

Com o recente domínio das técnicas de multiplicação assexuada em Eucalyptus, a hibridação passou a constituir se em uma ferramenta útil no aumento da produtividade das florestas de eucalipto e para melhoria das propriedades da madeira, tendo um grande reflexo sobre a eficiência de sua utilização nos vários processos.


Sintetização de Híbridos Interespecíficos em Cruzamentos Prospectivos.

Apesar do grande número de combinações híbridas já conhecidas atualmente existe uma série delas ainda não testadas e que apresentam potencial na produção de combinações superiores. Deve se buscar no acervo de espécies introduzidas, pares que produzam híbridos heteróticos e que possam ser perpetuados e multiplicados por propagação vegetativa. A heterose verificada no cruzamento entre diversas espécies de Eucalyptus tem sido de grande utilidade no melhoramento genético de características desejáveis, sobretudo quando seu aproveitamento comercial é viável pela clonagem em larga escala. Desse modo novas combinações podem ser selecionadas e incorporadas a programas de seleção recorrente.


Produção de Híbridos em Cruzamentos Objetivos.

A associação de características de interesse que se apresentam diferenciadas entre pares de espécies compatíveis, através da produção de híbridos, oferece uma alternativa de grande alcance na obtenção de indivíduos superiores em curto espaço de tempo. A obtenção desses indivíduos pelo melhoramento genético convencional é viável mas são necessárias várias gerações de seleção recorrente para isto ocorra. Desde que as técnicas de propagação vegetativa em escala comercial sejam de pleno domínio, a produção de híbridos entre espécies possuidoras de atributos de interesse assume importância marcante dentro dos programas de melhoramento genético.

Diferentemente dos cruzamentos prospectivos, onde se busca obter novas combinações entre espécies aptas e potencialmente aptas, nos cruzamentos objetivos procura se transferir alguma caracteristica importante, perfeitamente identificada em alguma espécie, para outra que já e adaptada mas que é faltante em relação a esta caracteristica. Um exemplo típico deste cruzamento é o aproveitamento das características de crescimento do E. grandis, mas que tem problemas de brotação, densidade, susceptibilidade ao cancro e a seca, que recebe do E. urophylla boa capacidade de brotação, resistência ao cancro, resistência a seca e um pouco mais de densidade. Nesse sentido podem ser testadas outras espécies como o E. globulus, e o E. dunnii, por exemplo, no sentido de se obter o aumento da densidade e da produtividade em celulose, redução dos teores de lignina e extrativos, melhorando o desempenho da floresta num sentido mais amplo.


Produção de Compostos do Tipo "tri way cross", retrocruzamentos e híbridos duplos.

Quando se cruzam duas espécies distintas entre si, o híbrido produzido possui 50% da constituição genética de cada uma das espécies progenitoras. Em muitos casos o híbrido produzido pode ainda ser faltante quanto a alguma característica de interesse. Em tais situações o cruzamento com uma terceira espécie de interesse, e que possua a característica em questão pode ser útil. Nesse caso os novos híbridos produzidos teriam 25% da constituição genética de cada uma das espécies progenitoras originais e mais 50% da terceira espécie cruzada com o híbrido. Desse modo outros tipos de combinações podem ser produzidas aumentando se ou diminuindo se a participação do conjunto gênico de determinada espécie no composto produzido, de acordo com o conjunto de atributos desejáveis das espécies envolvidas, no sentido de produzir árvores que sejam o mais próximo possível da árvore idealizada. Pode se, por exemplo, cruzar um indivíduo oriundo de um "tri cross" com uma das espécies progenitoras originais e obter um composto com 62,5% da constituição genética do progenitor original recorrente, 12,5% do progenitor original não recorrente e 25% da espécie utilizada na realização do "tri cross".

A idéia para esta linha é usar um híbrido, já selecionado e adaptado, como a base para a realização dos cruzamentos. Ainda dentro desta linha poderão ser realizados retrocruzamentos, tendo novamente como base um híbrido superior, que pode ser retrocruzado com as espécies progenitoras originais, para obter novos híbridos com a participação de 75% da constituição genética da espécie recorrente e 25% da não recorrente.

Estes cruzamentos tem sido produzidos por Assis, 1994 (resultados não publicados) com resultados surpreendentes. O cruzamento do híbrido E. uropllylla x E. grandis com E. dunnii, por exemplo, produziu árvores com crescimento espetacular. A qualidade da madeira não foi ainda avaliada, em virtude da pouca idade, mas espera se que haja aumento na densidade e redução do teor de lignina. Selecionadas precocemente, algumas árvores foram clonadas apresentando boa capacidade de enraizamento. Outra combinação com semelhante comportamento foi o cruzamento do mesmo híbrido com E. maidenii. Novos cruzamentos estao sendo feitos envolvendo outras espécies, principalmente E. globulus, onde se busca introduzir importantes características desta espécie para a fabricação de celulose. Os retrocruzamentos do híbrido E .urophylla x E. grandis com E. urophylla e E. grandis, também apresentaram resultados promissores em termos de crescimento. Outras combinações que podem representar potencial são os cruzamentos entre híbridos F1 distintos, produzindo híbridos duplos.

Considerando a possibilidade de clonar os indivíduos superiores, produzidos através destes cruzamentos, e de ser possível explorar em diferentes níveis a fertilidade dos híbridos produzidos entre espécies compatíveis no gênero Eucalyptus, estes cruzamentos parecem ser uma nova e importante opção na obtenção de material genético superior.

Uma outra possibilidade que não tem sido muito considerada é a de se intercruzarem híbridos F1 selecionados, visando produzir novas combinações nas progênies F2 para seleção e clonagem. A segregação e recombinação desses indivíduos pode produzir segregantes transgressivos, cujo potencial às vezes é maior do que os híbridos F1.




Produção de Híbridos por Seleção Recorrente Recíproca.

A heterose, ou o vigor híbrido, manifestada no cruzamento entre espécies distintas pode ser continuamente aumentada mediante o melhoramento das espécies em questão. O método de melhoramento mais eficiente nesse caso é o que utiliza a seleção recorrente recíproca na definição dos indivíduos a serem intercruzados. Neste método os indivíduos puros, a serem utilizados no melhoramento de cada espécie individualmente, são definidos de acordo com sua capacidade de produzir bons híbridos em cruzamento com um conjunto de indivíduos da outra espécie. Desse modo as árvores das duas espécies são selecionadas, geração após geração, de acordo com sua capacidade de produzir bons híbridos em cruzamentos com árvores da outra espécie, obtendo se maior heterose após cada ciclo de seleção. A seleção recorrente reciproca normalmente é utilizada no melhoramento de algum híbrido que já seja conhecido e que apresente atributos específicos de interesse.


FERRAMENTAS ÚTEIS NO DESENVOLVIMENTO

DE PROGRAMAS DE MELHORAMENTO

GENÉTICO DE EUCALYPTUS


Indução da Floração Precoce

Um dos principais fatores que reduzem a agilidade dos programas de melhoramento de árvores é o tempo, relativamente longo, demandado para se alcançar o estágio reprodutivo. Este fator torna se ainda mais importante na medida em que estudos recentes demonstram a efetividade da seleção para crescimento feita em idades precoces, momento em que as plantas ainda não são capazes de se reproduzirem. Em outras palavras, é possível selecionar progênies aos 3 anos de idade, por exemplo, mas não é possível recombinar as plantas selecionadas para produzir a geração seguinte, porque estas ainda não floresceram. Desse modo a duração das gerações de melhoramento poderiam ser reduzidas à metade se houvessem métodos que induzissem o aparecimento de flores em plantas juvenis, com grandes benefícios para os programas de melhoramento genético.

Com base neste aspecto na França e na Austrália foram desenvolvidos estudos com reguladores de crescimento no sentido de conseguir floração precoce em Eucalyptus. Estes estudos concentraram se inicialmente nas Giberelinas (GA3, GA4, GA7), as quais haviam sido testadas com algum sucesso em coníferas. Entretanto as Giberelinas apresentaram efeitos negativos em Eucalyptus retardando o florescimento, mesmo na presença de choques fisicos como poda de raiz e anelamento.

O sucesso do uso do Paclobutrazol para retardar o crescimento vegetativo e aumentar o crescimento reprodutivo (florescimento e frutificação) em arvores frutíferas, estimulou o interesse sobre seu efeito em espécies do gênero Eucalyptus. Respostas positivas foram observadas em algumas espécies, quando aplicados em mudas oriundas de sementes. A partir daí intensificaram se os testes com Paclobutrazol na AFOCEL (França) e no CSIRO (Austrália) e em 1992 passou a ser reconhecido seu efeito na precocidade do florescimento de Eucalyptus.

O Paclobutrazol é um retardante de crescimento de amplo espectro, transportável pelo xilema e age inibindo a síntese de ácido giberélico, uma vez que reduz a taxa de divisão e de expansão celular. Promove também uma serie de alterações fisiológicas nas plantas, incluindo a partição de carboidratos e respostas ao estresse hídrico. Além do seu efeito no florescimento precoce das plantas reduz o comprimento dos internódios, o comprimento e largura das folhas e aumenta a produção de flores e frutos.

Na França foi verificado que o Paclobutrazol tem efeito mais marcante em espécies de folhas verdes (Ex.: E. grandis e E. saligna) e folhas sub glaucas (Ex.: E. dunnii). Tem efeito menos marcante em espécies de folhas glaucas, com exceção do E. globulus, onde se consegue floração em plantas com idade de um ano. Foi verificado também que o Paclobutrazol pode ser aplicado por injeção no tronco, em "spray" foliar e por irrigação no solo (é absorvido pelas raizes). De um modo geral 0,25 g de produto ativo por planta induz floração precoce e abundante em estacas enraizadas. Quando aplicado nos solos persiste por 2 anos, mas deve ser reaplicado a cada ano para uma resposta mais efetiva. A melhor época de aplicação foi no verão. Este produto deverá assumir grande importância dentro dos programas de melhoramento genético no gênero Eucalyptus em geral, sobretudo para acelerar o melhoramento de espécies como E. globulus, e E. dunnii e outras espécies de floração tardia. Facilitará a produção de híbridos, bem como possibilitará a realização de cruzamento controlados por polinização livre em ambientes confinados, utilizando abelhas.


CRUZAMENTOS CONTROLADOS

O cruzamento controlado e uma técnica de grande importância na condução de programas de melhoramento genético de Eucalyptus. Tem sua principal utilidade na recombinação de árvores selecionadas nas populações de melhoramento e na sintetização de híbridos interespecíficos. Os principais componentes do cruzamento controlado são o manejo do pólen (coleta, beneficiamento e armazenamento), a emasculação, o isolamento e a polinização.




Manejo do Pólen

  Coleta e extração   O principal indicador do atingimento da maturidade em grãos de pólen de espécies de Eucalyptus é a antese (abertura da flor). Entretanto, para evitar possíveis contaminações, deve se coletar a flor antes de que tenha sido visitada por qualquer inseto, ou seja, na pré antese, que na prática é indicada pela abertura parcial do opérculo floral.

A coleta pode ser feita pelo método direto, coletando se diretamente as flores no estágio de pré antese, ou pelo método indireto onde os ramos são colhidos no campo tendo suas extremidades basais imersas em água em laboratorio ou casa de vegetação. Assim que as flores forem atingindo o estágio de pré antese processa se a sua coleta.

A forma mais em uso no armazenamento de pólen (Método AFOCEL) envolve sua extração a seco. Esta operação consiste na separação das anteras em placas de petri, secagem em sílica gel por 48 horas e passagem por peneira fina para separar os grãos de pólen das anteras. A extração a úmido também tem sido indicada e usada com sucesso em algumas espécies de Eucaliptos. Este método desenvolvido por Griffin et al. (1982) consiste na fricção das anteras em um recipiente contendo agua destilada, sendo o macerado submetido a 2 processos de filtragem. O primeiro em peneira fina, obtendo se uma suspensão de pólen, e a segunda em filtros "milipores" sob vacuo. Nesta segunda filtragem o pólen fica aderido à superfície do filtro sendo depois submetido a secagem e armazenamento.

Um outro método de armazenamento que tem sido utilizado com sucesso para cruzamentos interespecificos, consiste em coletar as flores no estágio de pré antese, submetê las a secagem e armazená las em frascos bem fechados sem extrair o pó1en. Por este metodo Assis et al. (1992) tem obtido bons resultados, em periodos de armazenamento que não sejam muito superiores a 12 meses. As vantagens deste método são a simplicidade, o custo e a facilidade na polinização, já que a própria flor é usada para realizar esta operação.

  Armazenamento   O armazenamento de pólen por períodos superiores a alguns dias, exige que o mesmo seja feito a baixas temperaturas (-­16°C). Para se obter maior longevidade, mesmo quando armazenado a temperaturas adequadas, deve se realizar uma boa secagem, pois a umidade é um dos principais causadores da perda do seu poder germinativo. Uma revisão sobre o manejo de pó1en foi realizada recentemente por Martins et al. (1993) onde podem ser obtidas informações mais completas sobre este tema.



Emasculação

A emasculação, ou eliminação dos órgãos reprodutivos masculinos da flor, é feita cortando se o tecido da cápsula floral imediatamente abaixo do anel estaminal. Esta operação deve ser realizada em botões florais maduros, no estágio de pré antese (último opérculo floral parcialmente aberto). Deve se tomar o máximo de cuidado para não danificar o botão floral e comprometer o vingamento. Entre os danos mais comuns durante a emasculação destacam se o corte muito abaixo do anel estaminal e a torção do botão floral. Em espécies que possuem flores com válvulas exclusas (E. camaldulensis e E. tereticornis por exemplo), o próprio corte do anel estaminal já é suficiente para comprometer os índices de vingamento. Nesses casos a emasculação deve ser feita cortando se diretamente os estames.

Após a emasculação devem ser eliminadas todas as possíveis fontes de contaminação, como flores abertas, botões imaturos e folhas, das proximidades dos botões emasculados. Deve se também deixar folhas nas extremidades dos ramos que contém os botões emasculados, pois esta medida contribui para o aumento do sucesso nos cruzamentos.


Isolamento

Após a emasculação é necessário proteger os botões florais para evitar contaminações indesejáveis. Para se fazer o isolamento utiliza se um arame de alumínio em espiral de modo que os botões fiquem totalmente envoltos. Na fixação do arame, as duas extremidades são fixadas ao ramo que contém os botões, colocando se um pedaço de espuma para evitar abrasão e danos ao ramo. Quando o ramo e muito fino ou muito curto, não suportando o peso do material de isolamento, deve se utilizar uma vareta fina de bambu para possibilitar a extensão e o aumento de resistência do ramo. Um tubo de tecido não tramado, ou mesmo de algodão é então colocado revestindo a estrutura espiral do arame. Suas extremidades são fechadas coincidindo se o ponto de amarrio sobre as espumas de proteção, para evitar a entrada de pequenos insetos no interior do saco de isolamento, sem ter que, para isto, apertar muito fortemente o amarrio, o que poderia estrangular o ramo.



Polinização

Como foi visto anteriormente as flores das espécies de Eucaliptos apresentam protandria, onde o pólen e viável na antese e o estigma so atinge a receptividade alguns dias mais tarde. Para a maioria das espécies a receptividade dos estigmas e alcançada entre 4 a 6 dias após a antese. Para outras entre 10 e 15 dias. Desta forma é necessário conhecer previamente, para a espécies a serem intercruzadas, o período que vai desde a antese até a receptividade máxima do estigma. Entretanto o simples exame da flor, por intermédio de uma lupa de mão, pode indicar se o estigma está ou não receptivo. No momento em que atinge a receptividade a superfície dos estigmas se expandem e secretam um líquido viscoso, sinais que podem ser visualizados durante o exame da flor.

Dois métodos de polinização são utilizados. Quando há coincidência entre os períodos de receptividade dos estigmas e de viabilidade dos grão de pólen, nas espécies em que estes se soltam facilmente das anteras, a polinização é feita por meio da fricção direta destas sobre o estigma (polinização pela antera). Quando não há coincidência entre os períodos de receptividade do estigma e de viabilidade dos grãos de pólen, sendo necessário seu armazenamento, e nas espécies em que há dificuldade de desprendimento dos grãos de pó1en das anteras, sendo necessário, sua coleta em dessecadores, a polinização é feita pela aplicação dos grãos de pólen sobre o estigma com o uso de instrumentos especiais. Estes instrumentos podem ser pincéis de pelo fino, cotonetes, palitos de fósforo ou até mesmo tórax de abelha. O importante é que sejam descartáveis ou então esterilizáveis para evitar contaminação quando houver substituição do pólen dos genótipos paternos.

Para ambos os métodos, o tubo de tecido de algodão é reaberto para a aplicação do pólen, sendo depois novamente fechado. Depois de fechados, os sacos são cobertos em sua parte superior por um pedaço de plástico transparente como proteção contra possíveis chuvas as quais poderiam lavar os estigmas recém polinizados. Os tubos de tecido de algodão são mantidos no local até a queda do estilete, o que ocorre normalmente duas a quatro semanas após a polinização.

Após a maturação dos frutos, estes são colhidos para extração e beneficiamento das sementes e testes dos híbridos produzidos.

Por esse metodo, Assis et al. (1986) sintetizaram 15 diferentes híbridos entre espécies do subgenero Symphyomyrtus, obtendo alta taxa de vingamento de frutos polinizados e com maior número de sementes por cápsula do que na polinização livre dentro das espécies. O método não foi tão eficiente para espécies do subgênero Corymbia e praticamente não funcionou nas espécies do subgênero Monocalyptus.


ENXERTIA


Para a produção dos clones por enxertia, as matrizes são selecionadas quanto as características de forma, volume, estado fitossanitário e qualidade da madeira. Destas são colhidas sementes para a formação dos porta enxertos, os quais são enxertados com material da própria matriz de origem, para minimizar os problemas de rejeição por incompatibilidade genetica.

A enxertia oferece basicamente três vantagens no desenvolvimento de programa de melhoramento. A primeira delas, como outras técnicas de propagação vegetativa, está ligada ao fato de que pela enxertia consegue se reproduzir inteiramente genótipos selecionados. A segunda diz respeito à precocidade de floração quando comparada com mudas provenientes de sementes. E a terceira refere se à caracteristica de os enxertos possuírem copa mais baixa e esgalhada, facilitando os trabalhos de polinização controlada. O método de enxertia que tem apresentado melhores resultados e o "rind graft", conforme sugerido por Van Wyk (1977).

Os porta enxertos são produzidos em recipientes de polietileno de 5 litros preenchidos com mistura de terra de barranco e NPK (10 28 6) à base de 6 kg/m3 de terra. O semeio é feito diretamente nos recipientes com três a cinco sementes por embalagem e, 30 dias após o semeio, faz se o raleio deixando se uma muda em cada recipiente. Quando as mudas apresentam se com altura média de 1 m, procede se à enxertia. Para a fixação do ponto de união entre as partes do enxerto, são utilizados fitilhos de plástico e para a cobertura dos enxertos, sacos de polietileno transparentes. Entre 30 e 40 dias após a enxertia, são retirados os sacos de cobertura e aos 60 dia, os fitilhos de amarrio. Os clones são mantidos sob sombrite 50% durante um período de, aproximadamente, 60 dias, após o qual são expostos à luz solar direta para aclimatação, cuja duração é de 40 a 60 dias.

IMPORTÂNCIA E OPORTUNIDADES DO

MELHORAMENTO GENÉTICO DE EUCALYPTUS.

A utilização da madeira de espécies do gênero Eucalyptus nas indústrias de base florestal, seja como matéria prima ou como insumo energético, tem se caracterizado pela falta de especialização de seus atributos em relação ao seu uso final. Observa se hoje, no pais, a utilização da madeira para os mais diferentes fins, sem se considerar as aptidões de cada espécie ou variedade para usos especificos.

Apesar de já se ter um elenco de atributos da madeira, importantes para cada segmento industrial em particular, na prática pouco tem sido feito no sentido de produzir florestas especialmente projetadas para atender exigências industriais especificas, o que promoveria a adequação da matéria prima aos diferentes produtos e, consequentemente, a melhoria da sua qualidade.

Ao mesmo tempo que essa falta de especialização da matéria prima constitui um fator negativo em termos da qualidade e da produtividade industrial, ela representa uma oportunidade para que, a partir de uma nova postura, esses segmentos possam evoluir e competir por qualidade e preços nos mercados interno e externo.

Por outro lado a escassez de madeira verificada a partir das restrições impostas ao uso de florestas naturais, como fonte de materia prima, tem impingido as indústrias madeireiras e moveleiras uma situação de difícil solução a curto e médio prazos. As alternativas existentes consideram, invariavelmente, o plantio de florestas de rápido crescimento, sobretudo com espécies de Eucaliptos, pelo seu grande potencial adaptativo e diversidade de usos da sua madeira.

Embora já represente um avanço plantar espécies de rápido crescimento para suprir as indústrias, é necessário considerar a grande variação existente entre as espécies, procedências e indivíduos dentro de uma mesma espécie. É compensador utilizar essa variabilidade em favor da produção de matéria prima adequada a produtos específicos, por intermédio do melhoramento genético, conferindo ou agregando qualidade aos diferentes produtos e economias nos respectivos processos.

Do ponto de vista econômico, os reflexos do melhoramento genético são evidentes e alcançam importância significativa dentro dos vários segmentos industriais que utilizam a madeira como insumo energético ou como matéria prima fabril. Na indústria de celulose, por exemplo, um aumento na densidade a granel dos cavacos de 0,155 kg/l para 0,165 kg/l resulta em um ganho de produtividade equivalente a US$ 3.000.000,00 para uma fábrica de médio porte (300.000 toneladas de celulose anuais).

Ainda com relação a densidade da madeira, o seu incremento promove um ganho adicional na quantidade de celulose por hectare pela maior quantidade de celulose contida em um metro cubico de madeira, o que

proporciona economias em todas as operações de manuseio desta. Assim sendo, operações como corte, descasque, baldeio, transporte e picagem estarão sendo realizadas com um mesmo volume de madeira contendo, porém, mais celulose, elevando em grande proporção o rendimento operacional.

O teor de lignina e o teor de extrativos na indústria de celulose são fatores cuja redução trará beneficios significativos, principalmente no processo de polpeamento e branqueamento. Tanto a lignina quanto os extrativos consomem químicos para sua extração. Quanto mais altos forem os seus teores mais químicos serão gastos e mais celulose será destruída em razão de um ataque químico mais forte, reduzindo, desta forma, o rendimento em celulose. A lignina e indesejável também na fase de branqueamento, onde sua presenJca em teores elevados dificulta e reduz a branqueabilidade. Várias empresas, em estudos independentes, chegaram ao valor de US$ 1.000.000,00 de economia por ano para cada unidade porcentual de redução no teor de lignina na madeira, economia esta verificada apenas no processo de digestão, levando se em consideração uma produção media de 300.000 ton./ano. A variabilidade natural existente no gênero Eucalyptus possibilita reduzir os teores de lignina em 5% gerando uma economia de US$ 5.000.000,00 por ano,

A grande variabilidade de características químicas físicas e mecânicas observada na madeira de árvores do gênero Eucalyptus, tanto ao nível de espécies, procedências, progênies ou clones, tem como um forte componente da sua expressão a constituição genética dos indivíduos. Desta forma, a seleção de características industriais desejáveis pode promover sua incorporação às florestas comerciais com relativa rapidez, uma vez que quanto mais alto é o controle genético da característica, mais facilmente consegue se o seu melhoramento.

No caso da variabilidade observada em características importantes para a fabricação de celulose, Demuner & Bertolucci (1993) encontraram um alto controle genético na sua expressão em um estudo envolvendo clones de Eucaliptos. Dentre estas características destacam se a densidade da madeira (H2 = 0,928), teor de lignina (H2 = 0,826), pentosanas (H2 = 0,791), extrativos et/tol (H2 = 0,856) e extrativos DCM (H2 = 0,882). Estes resultados demonstram a possibilidade de avançar rapidamente a média da população no sentido desejado através do melhoramento genético.

Na industria siderúrgica os fatores mais importantes ligados às propriedades da madeira que afetam as qualidades do carvão como termo­redutor são, a exemplo da utilização da madeira como insumo energético, a densidade da madeira e o teor de lignina.

A quantidade de carbono por metro cúbico é maior em madeiras de densidade mais alta. Este fato tem reflexos importantes no processo de redução, uma vez que os altos fornos terão maior produtividade com a utilização de carvão vegetal de maior densidade. Um aumento na densidade a granel do carvão, da ordem de 60 kg/m3 reduzirá o consumo especifico de 3,18 m3/ton. para 2,5 m3/tonelada de gusa, gerando uma economia de 0,68 m3/ton. Considerando o preço do carvão em cerca de US$ 22,00 por metro cúbico e uma produção de 900.000 toneladas de aço por ano, este aumento de densidade produz uma economia anual da ordem de US$ 10.000.000,00. Paralelamente ocorrerá um aumento de produtividade dos altos fornos, uma vez que seu volume interno será menos comprometido, já que carvão mais denso ocupa menos espaço para uma mesma produção de ferro gusa.

Pelos mesmos motivos que o aumento da densidade da madeira promove economias nas operações florestais, no caso de produção de florestas para a indústria de celulose, este aumento gera, também, ganhos nas operações florestais e na produção de carvão reduzindo o seu custo final. Por seu turno o maior teor de lignina na madeira confere maior poder calorífico ao carvão vegetal tornando o mais eficiente no processo de fusão do minério de ferro.

O aumento do conteúdo energético da madeira (kcal/kg), resultante do aumento da densidade e do teor de lignina, também tornaria o processo de geração de energia térmica mais barato. O raciocínio é semelhante àqueles desenvolvidos para as indústrias de celulose e siderúrgica. Havendo maior quantidade de energia contida num volume específico de madeira, uma floresta produzirá maior quantidade de calorias por unidade de área. Da mesma forma o custo de cada unidade energética produzida será menor, visto que as operações florestais serão executadas num mesmo volume de madeira para uma produção maior de energia.

Os resultados obtidos por Demuner & Bertolucci (1993) são válidos também para a manipulação de importantes fatores que afetam a qualidade da madeira para fins energéticos. A maior densidade da madeira, por exemplo, confere maior poder calorífico a um mesmo volume de madeira (Brito, 1993), ou seja, um mesmo volume de madeira poderá gerar maior ou menor quantidade de calor dependendo da densidade dessa madeira. Com relação aos teores de lignina e extrativos na madeira, foi observado por White (1977), que quanto maiores forem os seus teores, maior será o poder calorifico. Este autor verificou também que a lignina possui poder calorifico 30% maior do que a celulose e a hemicelulose.

A produção de madeira livre de defeitos, principalmente fendas, rachaduras, nós e colapsos, a partir de florestas de rápido crescimento, tem

sido um grande desafio para os plantadores de Eucayptus. Nos moldes atuais existem perdas da ordem de 40%, decorrentes principalmente desses defeitos apenas na fase de processamento das toras. Na fase de utilização da madeira para a confecção de móveis e outros artefatos, agregam se perdas ainda maiores decorrentes de características inadequadas ligadas a usinabilidade da madeira, como por exemplo o seu comportamento nas plainadeiras, lixadeiras e fresadeiras e ainda a sua resistência e comportamento em situações de esforço em junções de encaixe e com pregos. A utilização de madeira de clones, previamente escolhidos com base no seu comportamento tecnológico, aliada ao manejo adequado, produzirá economias significativas, tanto na indústria de desdobro quanto na indústria manufatureira de móveis e artefatos de madeira. Estas economias serão provenientes do melhor aproveitamento desta através da redução de seus defeitos e de descartes.

De acordo com Freitas (1993) existem indicações bastante fortes de que a intensidade com que essas tensões internas ocorrem e os defeitos delas decorrentes, dependem não só da espécie considerada, mas também da própria árvore, sendo aparentemente uma característica genética intrínseca de cada indivíduo. Turnbull (1992) indica a possibilidade de selecionar genótipos adequados para a produção de madeira serrada. Ele enfatiza também que a seleção para maior ritmo de crescimento pode produzir bons resultados, já que quanto maior o diâmetro menos intensas serão as tensoes de crescimento.

Desta forma, a seleção de clones menos sujeitos às tensões internas de crescimento, aliada à seleção de outras características importantes como baixa retratibilidade, boa desrama natural, além de boa usinabilidade, representam o caminho mais adequado para a obtenção de madeira de Eucaliptos para uso nas indústrias madeireira e moveleira.

Do ponto de vista comercial, os resultados do melhoramento genético tem impacto significativo sobre os custos de produção em todos os segmentos industriais contemplados. Os reflexos da redução dos custos de produção serão percebidos no aumento da competitividade dos diferentes produtos. Num momento onde as tendências apontam para um aumento da seletividade dos mercados, o aumento da competitividade é de extrema importância para a sobrevivência das indústrias.

A produção de florestas com propriedades específicas para a fabricação de produtos em particular, promoverá a melhoria das suas qualidades e consequentemente sua melhor aceitação nos mercados interno e externo. No caso da utilização de florestas plantadas de rápido crescimento, em substituição às espécies nativas para a indústria madeireira e indústrias periféricas, o desenvolvimento de madeiras especiais é uma imposição e ao mesmo tempo representa uma grande oportunidade para as indústrias se desenvolverem nesse segmento e conquistar boa parte do mercado mundial. Em razão das peculiaridades climáticas e do nível de tecnologia de produção de florestas atingido no Brasil, a produtividade dos maciços florestais é das maiores do mundo, bastando apenas agregar qualidade à madeira para que os produtos gerados possam concorrer em condições inteiramente favoráveis no mercado mundial.

O mercado de celulose é tipicamente uma "commodity". No entanto a busca de celulose para atender mercados específicos já é verificada nos dias atuais. Aparentemente a tendência é de que a segmentação e especialização se acentuem nos próximos anos. A celulose produzida com madeira de densidade mais baixa possui fibras de paredes menos espessas e são mais adequadas à produção de papel para imprimir e escrever. Já celuloses produzidas com outros tipos de madeira podem ser mais adequadas para atender as indústrias dos sanitários e assim por diante. Mesmo que a curto e médio prazos a produção de especialidades não represente agregação de valor ao produto, o aumento da competitividade é previsível e será de fundamental importância em momentos de acirramento de mercado, cujas ocorrências cíclicas são uma característica marcante do mercado mundial de celulose de fibra curta.

Da mesma forma pode se imaginar a contribuição do melhoramento genético em outras atividades industriais como a produção de chapas, postes e óleos essenciais, entre outros.
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