SituaçÃo nutricional das culturas de soja e milho no brasil



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SITUAÇÃO NUTRICIONAL DAS CULTURAS DE SOJA E MILHO NO BRASIL




José Francisco da Cunha1
As análises foliares das culturas de soja e milho que foram submetidas ao diagnóstico pelo DRIS no site da POTAFOS, www.potafos.org, podem mostrar parcial-mente a situação nutricional dessas culturas no Brasil. Como não houve um procedimento de pesquisa estabelecido para a coleta das informações, mas sim o estudo dos resultados das análises que foram recebidas através do site, podemos considerar que estas análises representam a situação de lavouras com melhores padrões do que a situação geral destas culturas no país, considerando-se principalmente dois aspectos:

  1. Representam lavouras com padrão mais elevado de tecnologia, pois fazem análises foliares;

  2. Representam lavouras conduzidas ou assistidas por pessoas com maior nível de informação, usando a Inter-net como meio de tecnologia.

Após uma avaliação cuidadosa dos resultados destas análi-ses recebidas até 26/04/2002, e eliminando-se aquelas em dupli-cata, com erros evidentes, introduzidas para testar o sistema ou aparentemente por curiosidade, restaram 196 análises de milho e 1.415 de soja.
A interpretação das análises podem ser feitas por muitos critérios, e neste caso vamos fazer as avaliações e comparações entre diagnósticos pela Faixa de Suficiência e pelo DRIS, para as duas culturas.

CULTURA DA SOJA

Os resultados médios das análises foliares desta cultura foram os seguintes:



SOJA

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

47,0

3,1

20,8

10,1

3,9

2,8

43,6

10,5

160,7

82,7

48,9

Desvio Padrão

9,2

0,81

4,9

4,37

1,81

1,14

14,41

5,72

116,1

87,9

20,25

Coeficiente de Variação

%

20

26

24

43

46

40

33

54

72

106

41

Nota-se pelos resultados um coeficiente de variação muito maior para os micronutrientes, demonstrando que estes ocorrem dentro de uma faixa mais ampla de teores. Esse comportamento faz com que os valores para interpretação dos resultados dos micro-nutrientes tenham também uma faixa ampla, e isto pode diminuir a precisão do diagnóstico do estado nutricional.

Como a quantidade de amostras era muito maior para esta cultura, foi possível uma separação de resultados por Estado, como apresentado no quadro a seguir:


BA

GO

MA-PI

MG

MS

MT

PR

RS-SC

SP

Não Identificado

72

51

146

51

114

244

494

77

64

102

Os resultados médios das análises por Estado foram os se-guintes:



Bahia

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

49,8

3,3

20,4

9,4

3,7

3,4

46,9

7,0

162,4

39,8

44,5

Desvio Padrão

7,5

0,7

3,7

2,7

0,6

1,8

9,9

3,2

242,5

18,5

15,2

Coeficiente de Variação

%

15

22

18

29

15

52

21

45

149

47

34



Goiás

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

51,0

3,2

20,5

8,7

3,3

3,2

47,7

12,2

169,6

85,8

41,9

Desvio Padrão

7,5

0,8

4,0

2,4

0,7

0,9

15,4

5,4

62,5

54,9

13,3

Coeficiente de Variação

%

15

26

20

27

22

29

32

45

37

64

32



Maranhão e
Piauí

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

46,4

3,3

18,6

8,2

4,3

3,0

47,7

6,8

124,5

51,9

53,6

Desvio Padrão

5,9

0,6

3,3

3,1

2,8

0,7

8,9

2,7

52,6

31,2

21,6

Coeficiente de Variação

%

13

19

18

37

65

24

19

39

42

60

40



Minas Gerais

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

46,8

3,1

21,6

12,6

3,5

2,3

38,5

12,2

133,9

63,4

42,6

Desvio Padrão

9,0

1,0

4,2

6,0

0,9

0,7

14,8

10,5

57,4

62,7

14,0

Coeficiente de Variação

%

19

34

20

48

25

29

38

85

43

99

33



Mato Grosso do Sul

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

49,3

3,0

18,6

9,3

3,8

2,5

40,0

11,2

167,0

123,9

55,8

Desvio Padrão

11,1

0,6

4,6

2,5

0,8

0,9

17,7

3,6

146,1

254,4

32,1

Coeficiente de Variação

%

23

21

25

27

21

36

44

32

87

205

58



Mato Grosso

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

50,0

3,2

20,4

8,7

3,7

2,4

36,3

8,5

146,9

55,6

49,6

Desvio Padrão

6,5

0,6

3,9

4,2

0,9

0,5

9,4

3,5

72,2

29,9

22,0

Coeficiente de Variação

%

13

19

19

48

25

19

26

41

49

54

44



Paraná

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

44,8

3,1

22,8

11,3

3,9

3,0

46,3

12,4

163,0

100,5

51,0

Desvio Padrão

9,8

0,8

5,1

3,4

1,2

1,1

15,2

4,7

91,4

49,8

18,6

Coeficiente de Variação

%

22

27

22

30

30

37

33

38

56

50

36



Rio G. do Sul e Santa Catarina

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

44,2

2,9

17,7

10,3

4,2

2,8

43,2

10,8

190,3

115,3

35,7

Desvio Padrão

8,7

1,2

5,2

7,2

1,6

0,6

11,5

6,5

106,1

55,7

8,7

Coeficiente de Variação

%

20

41

29

70

38

23

27

61

56

48

25



São Paulo

g/kg

mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

48,5

3,3

20,1

11,2

4,2

2,5

47,6

10,3

237,7

86,4

46,1

Desvio Padrão

12,7

1,1

5,8

3,5

0,9

0,8

22,4

3,7

220,6

46,5

12,3

Coeficiente de Variação

%

26

33

29

31

21

32

47

36

93

54

27

Para o diagnóstico pela Faixa de Suficiência usamos os seguintes valores:




Estados: PR, SC, RS (Embrapa, 2001)

Macronutrientes g/kg

Micronutrientes mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

45,1

a

55,0



2,6

a

5,0



17,1

a

25,0



3,6

a

20,0



2,6

a

10,0



2,1

a

4,0



21

a

55



10

a

30



51

a

350



21

a

100



21

a

50





Estados: BA, GO, MA, MG, MS, MT, PI (Embrapa, 2001)

Macronutrientes g/kg

Micronutrientes mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

45,1

a

55,0



2,6

a

5,0



17,1

a

25,0



3,6

a

20,0



2,6

a

10,0



2,1

a

4,0



21

a

55



6

a

14



51

a

350



21

a

100



21

a

50





Estado: SP (IAC, RAIJ e outros, 1996)

Macronutrientes g/kg

Micronutrientes mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

40,0

a

54,0



2,5

a

5,0



17

a

25



4

a

20



3

a

10



2,1

a

4,0



21

a

55



10

a

30



50

a

350



20

a

100



20

a

50


A distribuição das análises Deficientes (abaixo da Faixa Ade-quada) por Estado foram os seguintes:




Resultados deficientes, abaixo da Faixa de Suficiência (%)




N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

BA

25

18

11

0

3

14

1

21

1

11

0

GO

14

22

12

4

6

8

4

10

0

6

6

MA-PI

45

10

36

1

3

3

1

28

1

5

0

MG

37

31

14

0

14

31

14

14

4

2

8

MS

33

23

40

0

6

35

19

4

6

0

0

MT

20

12

19

0

4

24

8

25

0

1

1

PR

54

30

11

2

6

19

4

28

1

0

1

RS-SC

43

38

52

0

14

12

1

45

3

0

1

SP

24

22

22

0

6

34

0

42

0

0

0

A soma dos nutrientes deficientes vai de 90% para Goiás a 209% no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, significando que, em média, as amostras apresentaram 1 ou 2 nutrientes deficientes.



A avaliação pelo DRIS mostrou a seguinte proporção, consi-derando como Deficiente os nutrientes com índice DRIS menor que o valor negativo do Índice de Balanço Nutricional médio (IBN mé-dio):


Resultados deficientes avaliados pelo DRIS %




N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

BA

4

8

7

6

0

6

0

75

47

26

32

GO

14

18

18

14

43

4

10

22

35

8

33

MA-PI

14

7

10

22

7

1

1

64

60

17

3

MG

6

16

4

6

20

20

16

27

55

25

20

MS

12

18

41

15

11

21

30

7

45

0

17

MT

5

7

16

38

6

8

13

48

51

20

10

PR

48

32

12

8

16

11

10

12

48

3

20

RS-SC

22

25

36

14

6

4

6

22

16

0

39

SP

37

25

28

9

2

17

6

27

47

8

9

Novamente o Rio Grande do Sul apresentou maior soma de resultados deficientes, apresentando o maior Índice de Balanço Nutricional (195), enquanto Mato Grosso e Goiás apresentaram os menores Índices de Balanço Nutricional: 117 e 112, respectiva-mente.


Como já notamos que pelo DRIS houve uma freqüência alta para deficiência de cobre e de ferro, fizemos uma avaliação com a exclusão destes dois nutrientes do cálculo, de forma a tornar mais evidente as limitações existentes dos outros nutrientes. Deve ser notado que os Estados com maiores evidências da falta de cobre são Bahia, Maranhão e Mato Grosso, podendo também ocorrer deficiência nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná, como pode ser visto na Tabela acima, pelo DRIS, e na anterior, pela Faixa de Suficiência, lembrando que os valores mínimos das faixas de suficiência são diferentes entre os Estados.
A avaliação pelo DRIS, sem incluir o cobre e o ferro no diagnóstico, estão na tabela a seguir:

Resultados deficientes avaliados pelo DRIS %, sem cobre e ferro




N

P

K

Ca

Mg

S

B

Mn

Zn

BA

18

18

13

25

3

10

1

51

36

GO

16

27

12

20

43

4

10

14

35

MA-PI

38

10

31

47

13

1

1

28

14

MG

8

18

10

4

35

25

10

39

27

MS

25

21

41

15

18

23

34

0

19

MT

10

11

18

47

12

15

18

32

16

PR

56

37

15

7

18

13

11

3

24

RS-SC

21

36

38

16

10

4

5

0

36

SP

48

23

33

11

5

19

9

13

14

Um resumo comparando os índices de amostras deficientes é dado a seguir:







Faixa de Suficiência

DRIS

BA

N > Cu > P > S > K

Cu > Mn > Zn > Ca > N = P > K

GO

P > N > K > Cu > S

Mg > Zn > P = Cu > Ca > N > Mn > K

MA-PI

N > K > Cu > P

Cu > Ca > N > K > Mn > Zn > Mg > P

MG

N > P = S > K = Mg = Cu

Cu >Mn > Mg > Zn > S > P > K = B

MS

K > S > N > P > B

K > B > N > S > P > Zn > Mg > Ca

MT

Cu > S > N > K > P

Cu > Ca > Mn > K = B > Zn > S > Mg > P

PR

N > P > Cu > S > K

N > P > Zn > Mg > K = Cu > S > B

RS-SC

K > Cu > N > P > Mg > S

K > P = Zn > N = Cu > Ca > Mg

SP

Cu > S > N > P = K

N > K > Cu > P > S > Zn > Mn > Ca

No quadro comparativo acima podemos notar que muitos nutrientes são diagnosticados com maior freqüência como defi-cientes pelos dois métodos, entretanto, a ordem da deficiência muitas vezes se altera.

A vantagem do método DRIS é que ele ordena os nutrientes a partir daquele que apresenta a maior deficiência e, dessa forma, pode-se dar maior atenção na correção deste elemento, podendo resultar em maiores ganhos de produtividade pois serão corrigidos os problemas a partir daqueles de maior limitação.

Pela Faixa de Suficiência é dada maior importância para os nutrientes que estão abaixo do valor mínimo e pouca para aqueles que estão dentro da faixa, principalmente considerando-se aqueles muito próximos do nível mínimo, que nem sempre podem estar definidos de forma adequada.

O estudo da freqüência de distribuição dos teores dos nutrientes pode contribuir para estabelecer Faixas de Suficiência mais adequadas para as condições atuais de tecnologia aplicada à nossa agricultura e para os nossos solos, principalmente levando-se em consideração a seleção de populações com alta produtividade.
A
distribuição dos teores de cálcio das análises foliares de soja é mostrada na figura abaixo. A Faixa de Suficiência para este nutriente é de 3,6 a 20 g/kg; entretanto, os valores entre 8 e 9 g/kg apresentaram maior freqüência e cerca de 90% das análises ti-nham teores entre 5 e 16 g/kg. É provável que a Faixa de Suficiên-cia esteja muito ampla e o diagnóstico não identificará situações de excesso ou de falta, pois mesmo nesta população não selecionada ocorrem poucos resultados abaixo de 5 e acima de 16 g/kg.

O ferro também tem uma distribuição mais estreita que a sua Faixa de Suficiência (51 a 350 mg/ kg). Como é mostrado no gráfico abaixo, cerca de 90% das análises apresentaram teores entre 80 e 260 g/kg. Entretanto, não seria correto definir esta como a Faixa de Suficiência porque a população apresentou porcentuais elevados de deficiência pelo DRIS, indicando que esta faixa pode até mesmo ser superior ao se utilizar uma população selecionada de alta produ-t
ividade.

O manganês apresentou as maiores freqüências de resulta-dos entre 30 e 50 mg/kg e cerca de 89% das análises ficaram entre 30 e 150 mg/kg (figura abaixo). Também não seria correto definir esta como a melhor Faixa de Suficiência porque esta população apresentou porcentuais elevados de deficiência pelo método DRIS, indicando que esta faixa pode ser superior, sendo necessária a seleção de uma população de alta produtividade para uma ava-liação mais adequada.



A distribuição dos teores de zinco das análises foliares de soja é mostrada no gráfico abaixo. A Faixa de Suficiência para este nutriente é de 21 a 50 g/kg e cerca de 92% das análises tinham teores entre 25 e 80 g/kg. Como esta população apresentou porcen-tuais elevados de deficiência pelo DRIS, também não seria correto definir esta como a melhor Faixa de Suficiência, indicando que esta faixa pode ter um limite inferior maior, sendo necessária a seleção de uma população de alta produtividade para uma melhor avaliação.




Resumidamente, podemos considerar a situação para cada nutriente a seguinte:




  1. Nitrogênio: apresenta maiores deficiências nos Estados de Paraná, São Paulo, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

  2. Fósforo: as deficiências ocorrem com maior freqüência nos Estados de Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Estaria a adubação sendo efetuada de forma adequada nestes Estados? Nos Estados das novas fronteiras agrícolas como Mato Grosso, Bahia e Maranhão, pela ênfase dada à importância deste nutriente para a cultura nestes solos, inicialmente muito pobres, a situação parece estar confortável.

  3. Potássio: novamente apresenta maiores índices de defi-ciência nos Estados onde a agricultura é mais tradicional como Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo, indicando, talvez, uma adubação insuficiente. O Estado do Maranhão também apresenta índices elevados de deficiência.

  4. Cálcio: não se constata deficiência de cálcio pelo diagnóstico através da Faixa de Suficiência. Conside-rando-se o diagnóstico pelo DRIS, observam-se maiores deficiências no Mato Grosso, Maranhão, Bahia e Goiás.

  5. Magnésio: principalmente pelo DRIS, as maiores defi-ciências foram observadas em Goiás e Maranhão. Parece ser o mais deficiente pelo DRIS quando os resultados estão bastante equilibrados para os outros nutrientes, com Índice de Balanço Nutricional (IBN) baixo.

  6. Enxofre: mostrou-se mais deficiente nos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso, onde devem ser necessárias adubações melhor balan-ceadas, com maior quantidade deste nutriente.

  7. Boro: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e provavelmente Mato Grosso, Goiás e Paraná precisam maior atenção nas áreas identificadas como deficientes.

  8. Cobre: os maiores índices de deficiência ocorrem na Bahia e no Maranhão, seguindo-se Mato Grosso, sendo provável ocorrer também em menor proporção em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

  9. Ferro: ocorrem índices elevados de deficiência pelo DRIS em quase todos os Estados, porém não existem expe-rimentos que confirmem a falta deste micronutriente para a cultura da soja.

  10. Manganês: apresenta-se mais deficiente, principalmen-te pelo DRIS, nos Estados de Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Maranhão, que inclusive são Estados que utilizam com intensidade a adubação foliar com manga-nês.

  11. Zinco: encontram-se deficiências somente pelo DRIS, principalmente nos Estados de Bahia, Rio Grande do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná e, em menor proporção, no Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Maranhão e São Paulo.

CULTURA DO MILHO
Os resultados médios das análises foram os seguintes:





g/kg

mg/kg




N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Média

30,8

2,9

22,4

4,5

2,2

2,2

12,0

13,0

188,4

52,6

29,7

Desvio Padrão

6,82

0,78

6,06

2,07

0,90

0,79

8,21

6,33

139,8

39,93

13,46

Coeficiente de Variação

%

22,1

27,2

27,1

46,1

41,1

35,7

68,2

48,7

74,2

76,0

45,4

Para o diagnóstico pela Faixa de Suficiência (FS) usamos os valores indicados por Büll & Cantarella (1993) encontrados na tabela abaixo:



Macronutrientes g/kg

Micronutrientes mg/kg

N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

27,5

a

32,5



1,9

a

3,5



17,5

a

29,7



2,3

a

4,0



1,5

a

4,0



1,5

a

2,1



15

a

20



6

a

20



50

a

250



42

a

150



15

a

50



A distribuição das análises em Deficiente (abaixo da FS), Adequada (no intervalo da FS) e em Excesso (acima da FS) foi a seguinte:







N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Deficiente

30%

9%

17%

7%

21%

11%

79%

2%

1%

47%

3%

Adequado

34%

77%

74%

43%

74%

41%

8%

91%

83%

49%

92%

Alto

36%

14%

8%

50%

5%

47%

13%

7%

16%

4%

6%

A soma dos nutrientes deficientes corresponde a 227%, sig-nificando que, em média, as amostras apresentaram mais de 2 nutrientes deficientes.


A avaliação pelo DRIS mostrou a seguinte proporção (gráfico abaixo), considerando como Deficientes os nutrientes que apre-sentaram índice DRIS abaixo do valor negativo do IBN médio e Alto aqueles com índice DRIS maior que o IBN médio ou excluído do cálculo devido ao teor muito alto.





N

P

K

Ca

Mg

S

B

Cu

Fe

Mn

Zn

Deficiente

14%

17%

11%

36%

22%

36%

7%

3%

14%

41%

15%

Equilibrado

67%

70%

69%

54%

59%

55%

49%

59%

49%

44%

65%

Alto

19%

13%

20%

10%

19%

9%

44%

38%

36%

14%

19%
  1   2


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