Sm 9055 os dez mandmentos: de deus ou de satanáS!? (Parte III) Rodolpho Cavalieri o sexto mandamento



Baixar 30.6 Kb.
Encontro31.07.2016
Tamanho30.6 Kb.



SM 9055


OS DEZ MANDMENTOS:

DE DEUS OU DE SATANÁS!? (PARTE III)

Rodolpho Cavalieri

O sexto mandamento (Êxodo 20:13)
I) a) Tomando duas tábuas de pedra lavrada por Ele mesmo, Deus escreveu com o Seu próprio dedo o sexto mandamento "Não matarás". Êxodo 31:18.

1) O tempo consome a madeira.

O vento assopra a terra.

A ferrugem consome o ferro.

Mas as pedras, nem o vento, nem o tempo ou ferrugem conseguem destruí-las. Descobrimos pedras manchadas, enodoadas, mas ainda continuam pedras. Nesse material, Deus colocou a sua assinatura.

2) Em seis dias, Eu, o Senhor Deus criei tudo, portanto "não matarás".

b) Nesse aparente, pequeno mandamento, só duas palavras, estão encerrados os grandes mistérios do mundo material (as ações humanas), e do mundo espiritual e moral (as emoções) humanas.

1) "Não Matarás", esse sexto mandamento, na verdade penetra o nosso mundo particular, tanto nos nossos atos criminosos, como a nossa vontade criminosa.

2) "Todos os atos de injustiça que tendem a abreviar a vida; o espírito de ódio e vingança, ou a condescendência de qualquer paixão que leve a atos ofensivos a outrem, ou nos faça mesmo desejar-lhe mal (pois "qualquer que aborrece seu irmão é homicida"); uma negligência egoísta de cuidar dos necessitados e sofredores; toda a condescendência própria ou desnecessária privação, ou trabalho excessivo com a tendência de prejudicar a saúde - todas estas coisas são, em maior ou menor grau, violação do sexto mandamento." – P.P., pág. 308.
II) a) Notem o seguinte: nós somos membros de uma sociedade excessivamente materializada, visivelmente egoísta e objetiva; nós julgamos atos e fatos concretos.

1) Os códigos do mundo em geral, na sua parte de Direito Penal, punem com prisão e até morte os homicidas, isto é, pessoas que tiraram a vida do seu semelhante. (Penas mais ou menos graves, dependendo das circunstâncias no ato criminoso).

2) Alguns códigos são mais severos e analisam o ato criminoso, ainda na tentativa de matar, isto é, pessoas que tentam usar qualquer meio material: paus, pedras, armas e mesmo os punhos; buscando eliminar o seu semelhante.

3) No entanto, no julgamento divino, o justo juiz, Cristo, haverá de julgar não só o ato criminoso de matar, mas haverá de ser julgada também a intenção criminosa que, por não gozar de oportunidade privilegiada, não foi consumada.

4) Paulo disse, em Romanos 8:27: "Aquele que examina os corações, sabe qual é a intenção do Espírito".

A emoção criminosa, a vontade bandida, o desejo não consumado – tudo isso é matéria, no julgamento de Deus Todo-Poderoso.

5) Vejam:

Nós estaremos sujeitos ao julgamento do corpo, da alma e do espírito.

O Juiz Divino é capaz de olhar para dentro de uma semente, e ver a árvore que será amanhã, assim como visualizar todo pensamento, sentimento e emoção por mais escondida dentro da alma humana.

6) "A Lei de Deus observa o ciúme, a inveja, o ódio, a malignidade, a vingança, a concupiscência, a ambição que se levanta na alma, mas não acha expressão no ato exterior, não por falta da vontade, mas de ocasião. E todas essas pecaminosas emoções serão levadas em conta no dia em que 'Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto'." – Signs. 10/01/1911.

b) Alguém disse o seguinte:

"Onde a inveja preside, as virtude são vícios, os merecimentos são culpas as obras ou boas qualidades são crimes".

1) A inveja, o crime, o desejo de vingança, destroem as pessoas. Eu conheci uma moça que tinha tanto ódio da vizinha que ficou dormindo no chão, vários meses até apanhar uma pneumonia.

2) Ela achava que Deus haveria de castigar a vizinha, se ela se martirizasse, abandonasse as aulas de ginástica, deixasse de se alimentar direito e ficasse dormindo poucas horas durante a noite. Como nada do mal que ela desejava à vizinha acontecia, terminou odiando o próprio Deus.

3) Diz o Espírito de Profecia:

"Alguns sacrificam obrigações físicas e morais cuidando encontrar felicidade, e perdem tanto a alma como o corpo ... muitos se deixam encadear pelas paixões sensuais, e sacrificarão o vigor físico, o intelecto e as energias morais. Cavarão para si mesmos, prematuramente, a sepultura e no juízo, serão acusados de suicídio". Youth's Instructor (abril 1872).

c) Eu acredito que nós entendemos o que Deus quis dizer com "não matarás". Toda e qualquer tentativa, ou ato, material, espiritual ou moral, que conscientemente praticamos, na má intenção, que venha em prejuízo próprio ou do meu semelhante, representa a transgressão do sexto mandamento dado por Deus. "Não matarás".

d) Na verdade, irmão:

A inveja consome o invejoso, assim como a ferrugem consome o ferro. Assim como o câncer é o distúrbio das células verdadeiras do corpo, o ódio é o distúrbio do verdadeiro amor. Ambas conduzem à cova rasa.
III) a) Ouçam esta velha lenda:

Um famoso e rico rei, chamado Salomão, chamou a dois dos seus mais poderosos súditos, pois sabia o grande rei, que Mone era completamente avarento e egoísta; e Tone cegamente invejoso. Queria o monarca corrigir os seus dois mais próximos secretários. Então disse Salomão:

– "Amanhã, neste mesmo horário, oito horas da manhã, eu quero me encontrar aqui no palácio na sala das recompensas com você Mone, e também você, Tone!"

Desejava o sábio rei aconselhar os dois amigos viciados, um no egoísmo, outro na inveja. Então, acrescentou o rei, "aquilo que um pedir receberá, e o seu companheiro também receberá, só que o segundo receberá o dobro. "Combinado", disse o rei, "então vão para casa, e só amanhã na sala que eu marquei. Podem sair".

Sôfregos os dois partiram, mas tardiamente perceberam que estavam num dilema. "Se eu pedir 50 quilos de ouro, eu vou receber, mas Tone receberá 100 quilos de ouro, aí eu fico no prejuízo", calculou Mone. Por sua vez Tone: "Eu podia pedir ao generoso rei 5 fazendas, certamente eu receberia, mas o meu adversário", pensou o invejoso, "vai receber 10 fazendas, e como vai ser, no futuro ele vai ficar mais avaro ainda."

A noite passou, e na hora certa, Salomão estava sentado na cabeceira da mesa do salão das recompensas e seus dois maiores súditos, entraram.

Então disse o rei: "Vejo que vocês não dormiram bem, as suas faces estão cansadas e sulcadas pela noite mal dormida. Eu quero dar mais uma oportunidade, antes dos soldados entrarem neste salão, para recompensar vocês. Querem conversar a sós? Eu aguardo, podem combinar o que quiserem entre vocês, que será válido".

"Não", disse o invejoso, "eu já tenho o que pedir."

"Está bem", disse Salomão. "Que entre a soldadesca!"

Cercados por aqueles homens de guerra, Tone – o invejoso – fez seu pedido. "Quero que arranquem o meu olho esquerdo."

"Você está certo disso?", perguntou o rei. "Sim, pode fazê-lo."

"Cumpram o pedido dele", disse Salomão; "arranquem-lhe o olho esquerdo, e também o direito."

Logo a seguir ordenou para arrancarem os dois olhos do avarento Mone.

Resultado: a avareza de um, consumou a inveja do outro, a inveja do outro, cegou totalmente a ambos. O rei revelou que daria o mesmo tributo aos dois, ainda que pedissem só a metade.


IV a) Ouçam agora, meus irmãos:

É possível que muitos de nós, que estamos ouvindo esta mensagem, concluímos que:

1°) O "não matarás" da Lei de Deus não é só para os criminosos comuns.

2°) Concluímos também que esse pequeno mandamento de duas palavras, não só entra pelas grades das prisões, onde estão os sentenciados por crime de morte.

3°) Que também o "não matarás" alcança os matadores profissionais, ocultos em abrigos clandestinos.

4°) Que o "não matarás" de Deus, abrange também os criminosos por crime de morte, que em liberdade aguardam sentenças condenatórias.

5°) É possível imaginarmos ao ouvirmos este sermão que não só os criminosos chamados comuns, atingidos pelos códigos dos homens, estão incursos neste mandamento da Lei de Deus.

5°.1) Mas nós, todos nós, estamos devedores deste pequeno mas abrangente preceito de Jesus.

5°.2) Ele está escrito pelo dedo de Deus, nas portas dos templos, nas paredes das escolas, no mármore dos hospitais.

5".3) Quem negligencia o dever, mata.

Quem odeia e inveja o próximo, mata.

Quem maldiz, amaldiçoa, fala mal de seu semelhante, mata.

Quem aborrece os outros sem motivo, mata.

Quem desnecessariamente se martiriza, com qualquer tipo de excesso, ou no trabalho exaustivo, ou no apetite desordenado, ou na paixão descontrolada, ou na coação psicológica, a si mesmo se mata, e será no dia do juízo, também considerado criminoso.

b) Diante destas realidades, concluímos:

Todos nós somos devedores, descumprimos esse preceito divino, e como tanto precisamos confessar a Deus o nosso estado de transgressão, e nos livrar da condenação, nos livrar dos temores, sairmos das garras da escravidão, sairmos de sob a lei, e entrarmos na graça de Cristo, e termos paz com Deus e conosco mesmos.

c) Ouçam isto:

Um príncipe adotou um menino e deu-lhe de presente, uma espingarda de verdade; ela era carregada pela boca do cano, depois colocava-se a espoleta em cima de um pino, onde batia o gatilho e o tiro saía. Ele, o garoto, tinha o direito de atirar onde achasse por bem; só lhe era vedado atirar nos patos mansos do príncipe, numa área especial e fechada para esses animais de estimação.

O príncipe saiu para fazer uma viagem demorada. O garoto gastou quase toda a munição deixada para cada dia.

Certo dia, o pato mais lindo da fazenda do príncipe, voou da reserva condicional para nadar, e foi se juntar aos patos selvagens.

Numa lagoa distante, o garoto estava acompanhado por um outro empregado do príncipe, quando viu o pato, antes de qualquer observação demorada, disparou a espingarda e derrubou o pato.

Aquele empregado, se aproveitou dessa infeliz ação do garoto, e passou a explorá-lo. "Agora, você vai carregar água para os animais, se não fizer, eu conto que você matou o pato! Agora você vai levar a ração para o gado, e já sabe, se não fizer, eu conto que você matou o pato."

O espertalhão do empregado, já não fazia quase nada; o pobre rapazinho corria o dia inteirinho fazendo todas as tarefas do empregado ameaçador. Já não estava agüentando de tanto esforço. Uma noite ele orou a Deus e contou o que havia acontecido, e pediu ajuda. Num sonho um anjo lhe disse que pedisse perdão, logo de manhã ao príncipe, que certamente o perdoaria. Mal amanheceu o dia, o rapaz foi até o príncipe e confessou tudo.

O príncipe perdoou aquele rapaz. Logo depois veio o empregado esperto e disse que ele deveria ir buscar várias viagens de lenha, senão contaria ao príncipe que ele matou o pato. O rapaz olhou para aquele homem e disse:

Pode ir me acusar, eu não tenho mais medo disso; eu confessei tudo ao príncipe e o príncipe me perdoou.

– Você falou que eu fazia você trabalhar para mim?

– Sim, disse o garoto – e o príncipe quer falar com você.

Sem dúvida nenhuma, o príncipe despediu o perverso empregado.


V) a) Hoje também, meu prezado irmão e amigo, eu quero lhe convidar a confessar ao Príncipe da Paz, Jesus, os seus erros e pecados. As "nossas transgressões fazem a separação entre nós e o nosso Deus".

b) Mas se confessarmos o nosso mal, Ele é fiel e justo para perdoar. Sinta a satisfação do perdão, meu irmão, prove a alegria da salvação!

Experimente viver em paz com Deus, e com os seus semelhantes. Tudo isso será possível, se você crê!

c) A vida escura e criminosa, que muitos levam, só acarreta sofrimento e ruínas; o temor do futuro assola a alma do pecador, rouba-lhe toda a alegria de viver.

d) Deus nos diz: "Vinde, pois, e arrazoemos ". Venha conversar comigo. Jesus lhe diz hoje: "Eu quero ouvir a sua história, eu quero ouvir as suas misérias, eu quero lhe ajudar, eu ainda lhe amo muito."

e) O caminho do céu está aberto a todo o transgressor arrependido; e ali há alegria quando um pecador se arrepende, e volta-se para Deus.

f)Você não está só; no caminho que leva para o céu, nessa estrada gloriosa, você se encontra com os velhos Patriarcas, Abraão, Isaque, Jacó; você se depara com os sérios profetas, Elias, Isaías, White e outros. Você segue os rastros sangrentos de Jesus, as pegadas sofridas dos mártires de toda as épocas. Você vai se emocionar, vendo crianças contentes com Jesus, jovens felizes com Jesus, e, muitos anciãos que envelheceram seguindo e vivendo o evangelho.

g) Conta-se que:

Um estudante passeava uma noite pelas ruas de Paris; como não estava fazendo nada, resolveu entrar numa igreja que avistara. De pé, começou a observar todo o mundo, já que não entrou para rezar.

Estavam ali, meninos, mulheres, trabalhadores de toda a classe, soldados e outros. Lá próximo ao púlpito, estava um homem ajoelhado e orava com bastante fervor.

"Aquele senhor se parece com o professor Ampére. Vou me aproximar. Eu não acredito; um homem daquela cultura, não pode estar de joelhos."

"É incrível! – Exclamou, tomado de vivo espanto – É o professor Ampére!"

Ali, de joelhos, estava orando o maior gênio da Escola Politécnica de Paris, o idealizador da eletricidade dinâmica; André Maria Ampére, que humildemente, como uma criança, buscava a força divina para sua vida cotidiana.

b) Saibam, amigos ouvintes que:

No Céu há muitas moradas, há lugar para todos.

Você pode e deve resolver ser um herdeiro de Jesus.

Eu vou orar agora por mim, para eu ser um fiel cidadão, para comigo mesmo e para com o meu semelhante.

Você quer também ser incluído nesta oração?

Levante o seu braço.


www.4tons.com

Pr. Marcelo Augusto de Carvalho




Compartilhe com seus amigos:


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal