Sm 9123 os verdadeiros miseráveis e os miseráveis verdadeiros rodolpho Cavalieri



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SM 9123


OS VERDADEIROS MISERÁVEIS E OS MISERÁVEIS VERDADEIROS

Rodolpho Cavalieri

S. Lucas 16:19-31
I a) "Lázaro representa o pobre sofredor que crê em Cristo. Quando a trombeta soar e todos os que estão nas sepulturas ouvirem a voz de Cristo e ressurgirem, receberão a recompensa; pois sua fé em Deus não era mera teoria, mas realidade." – Parábolas de Jesus, pág. 262.

b) Todos nós conhecemos pessoas humildes e modestas que com dificuldade e esforço, sobrevivem num mundo desonesto e pernicioso. Esta gente está vestida de respeito e dignidade ante uma sociedade irreverente e envolta em lascívia permanente.

c) Conheci uma senhora, que ainda jovem, perdeu o seu marido, restando-lhe como herança, três filhas e um filho, todos menores. Essa prestimosa senhora, com ingentes esforços e trabalhos árduos, conseguiu formar e casar todos os seus filhos. No entanto, nunca precisou vender o seu corpo, transigir com o pecado, macular a sua vida religiosa e escurecer a sua conduta moral. Viveu com sacrifício, mas nunca sacrificou os seus princípios e as suas fortes convicções religiosas, "dos tais é o reino de Deus".

d) Nós acreditamos que, esses que são considerados miseráveis pela arrogante sociedade, se constituem nos miseráveis verdadeiros, que posar de desprezadas e oprimidos, por batalharem num plano inferior e enfrentarem um submundo ingrato e hostil, conservaram acesas as chamas da moral e da religião.

e) No entanto, a ligação espiritual supera a material, o pensamento escondido na justiça de Cristo, justifica e santifica o denominado miserável, mas que no íntimo da alma é verdadeiro e fiel, na sua rota moral e espiritual, como a bússola ó fiel ao polo.
II a) Agora queremos perguntar: Quem são, na realidade, os verdadeiros miseráveis? Diz o Espírito de Profecia:

"O rico não pertencia à classe representada pelo juiz injusto, que declarava abertamente seu desrespeito a Deus e ao homem. Professava ser filho de Abraão. Não maltratava o mendigo nem exigia que se retirasse porque sua aparência lhe era repugnante. ... Mas era de forma egoísta indiferente às necessidades de seu irmão sofredor." – Parábolas de Jesus, pág. 261.

b) A riqueza é privilégio Divino; ao movimentarmos os nossos capitais, devemos glorificar a Deus e honrar os nossos semelhantes.

c) Quando se perde o senso da responsabilidade, do ministério da misericórdia pratica-se a avareza, a cobiça, a desumanidade e toda sorte de torpezas.

d) Todos nós temos a oportunidade de compreender a Palavra de Deus, de sorver os ensinamentos das Escrituras Sagradas e utilizar os nossos talentos e dotes para fortalecer a nossa alma e recriar o nosso próximo.

e) O rico da parábola, o verdadeiro miserável, não abandonará a "crença" de ser filho de Abraão, ele acreditou nisso, até chegar ao inferno e sentir as suas chamas consumidoras.

f) Em grande angústia, no seu último estado, continuava orando ao "pai Abraão"; a sua crença em Abraão era mais forte do que no Senhor Jeová, Criador e Mantenedor do Universo. Achava aquele "crente", que o parentesco com o pai da "fé" era suficiente para o salvar dos tormentos.

g) O rico da parábola passava a vida inteira em complacência própria e demasiado tarde percebeu que estava sem previsão para a eternidade


III a) Amados amigos ouvintes. Pensem nessas realidades.

1.1. Nenhum fundamento, ou seja, ensinamentos e manifestações religiosas por mais sofisticadas e convincentes que se apresentem, conseguem substituir o "fundamento" já estabelecido desde a eternidade. l Cor. 3:11, 12. Aquele que não levar a Minha cruz, não é digno de Mim, disse Jesus. O fundamento cristão está na cruz, só a cruz de Cristo pode salvar. Da cruz do mau ladrão saiu blasfêmias e arrazoados profanos, da cruz de Cristo saiu a salvação. Só Jesus poderia dizer: "Em verdade te digo hoje: estarás comigo no Paraíso". Só o conhecimento e a prática da religião de Jesus tem poder.

O nosso pai Abraão, por mais justo que tenha sido, não conseguira salvar nem o seu próprio filho.

1.3. Há um perigo muito sério! É construir mal a ética do fundamento: Jesus Cristo. Nós podemos usar, diz Paulo, o material que escolhermos. "E se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha..."

1.4. Mas ninguém deve se esquecer do que diz Paulo (versículo 13): "A obra de cada um se manifestará, na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta, o fogo provará qual seja a obra de cada um."

1.5. Impressionante conclusão! Imaginem, agora, comigo, seis grandes edifícios com doze pisos, isso quer dizer que todos os doze andares têm um só tipo de material; ou, é feita de ouro, prata e pedra preciosa, ou ainda de madeira, ferro e palha.

1.6. De súbito começa a sair fogo dos fundamentos, e o fogo atinge labaredas da altura dos edifícios. Depois de horas de fogo ininterrupto, o que vai permanecer?

1.6a. O edifício de palha desaparece em poucos minutos; o prédio de ferro custa mais algumas horas; o de madeira vai queimar umas dez horas, porque, é madeira de lei mas também vai se tomar em cinza. Agora vejam, depois de trinta horas de fogo constante, os outros três edifícios vão se apresentar mais puro e sólido porque, toda a sujeira ou impureza foi queimada, mas, como o fundamento é Cristo, o edifício foi construído com os méritos de Cristo, permanece para sempre.

1.6b. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. "Porém", se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento. V.15.

2.1. Se nenhum fundamento pode ser colocado senão Cristo, na edificação do nosso prédio espiritual, vem a segunda realidade. Ninguém pode usar qualquer outra planta na construção do edifício, senão a planta oferecida pelo verdadeiro arquiteto Jesus.

"Toda escritura é divinamente inspirada e proveitosa" II Tim. 3:16.

2.2."Examinais as Escrituras". Só este conjunto de orientações sagradas e inspiradas poderão levantar um edifício útil e permanente. "É mandamento sobre mandamento, regra sobre regra", e assim nós vamos levantando o prédio.

2.3. Esse é o caminho. Não devemos sair do prumo nem para a direita nem para a esquerda, senão o edifício cai antes de atingir a altura perfeita e desejada.

2.4. Essa planta de Deus, essa norma Divina deve ser assimilada pelo construtor, "achando as Tuas 'plantas' (palavras), logo as comi". A palavra de Deus é comida pelo nosso entendimento e assimilada pelos nossos corações.

2.5. Vejam: Nos primeiros séculos do cristianismo, quando a perseguição dizimava os fiéis, a igreja de Deus, um mártir foi aprisionado em Antioquia, e, enquanto lhe arrancavam os rolos do livro sagrado das mãos para atirá-los à fogueira, ele exclamava: "Não adianta nada! Nós, os cristãos, trazemos essas páginas no coração."

2.6. Nós mencionamos a Jesus coma o único fundamento seguro; a sua Palavra é a única norma de fé e verdade. Agora, em terceiro lugar vem a realidade da prática e do desenvolvimento da religião frutífera.

3.1. Nós conhecemos a história daquele bêbado que tinha perdido uma nota de 100 reais e estava procurando o dinheiro debaixo da luz de um poste iluminado. Alguém passou por ali e perguntou o que estava procurando e, o bêbado disse que perdera uma nota de 100 reais e precisava achar para levar os mantimentos esperadas em sua casa.

Querendo ajudar a encontrar a nota perdida, o estranho perguntou: "Onde o senhor estava quando perdeu o dinheiro?" O bêbado, agora um pouco melhor, apontou para o caminho que ficava a dez metros: "Eu acho que o dinheiro caiu lá na beira daquela estrada, disse o alcoólatra." "E, por que o senhor o procura aqui?" Porque aqui é mais fácil de ver, tem o poste iluminando", responde. "Vamos lá para a beira do caminho", disse o estranho penalizado com a situação conflitante do bêbado. E, lá chegando, encontraram o dinheiro perdido. "Eu imaginava que esta nota estivesse aqui", acrescenta o bêbado.

3.2. Por isso nós dissemos que, a prática da religião tem de ser frutífera, não adianta buscarmos lugares mais iluminados, movimentos mais pomposos, ensinamentos mais emocionáveis.

3.3. "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus" Rom. 8:14.

Escapando da ajuda do Espírito Santo, só acontecem enganos, ensinamentos de homens, doutrinas eivadas de demônios, "nunca verão a alva".

3.4. A luz da verdade, movida pelo Espírito de Cristo, aperfeiçoa em nós a vontade de Deus, purifica o nosso caráter, o único tesouro da eternidade.

3.5. "Aprender de Cristo significa receber Sua graça, que é Seu caráter. Mas os que não apreciam nem aproveitam as preciosas oportunidades e sagradas influências a eles concedidas na Terra, não estão qualificados para tomar parte na pura devoção do Céu. Seu caráter não está moldado segundo a semelhança divina. Por sua própria negligência abriram uma voragem que nada pode transpor. Entre eles e o justo está posto um grande abismo." – Parábolas de Jesus, pág. 271.

3.6. Só Cristo pode ser o fundamento; porque, só os que se assemelharam com Ele transporão os portais da Cidade Santa.


IV Concluímos que:

a) Os verdadeiros miseráveis são aqueles que, apesar de filhos da verdade, conhecedores do caminho estreito, privilegiados com a graça de Cristo, negligenciam a luz que alumia em lugares escuros das vidas necessitadas, no pouco servir ao próximo: perderam o muito de Deus.

1. Mãos enferrujadas, vadios espirituais, sonegadores do amor fraternal, indolentes e vagarosos no serviço, se tornaram em verdadeiros miseráveis espirituais, espíritos atacados de reumatismo, vontades paralíticas, os tornaram vítimas fáceis de destino funesto.

b) Mas, graças a Deus, existem os miseráveis verdadeiros, "eles alcançarão misericórdia, dos tais é o reino de Deus."

2.1."No mínimo", eles manifestaram fidelidade. Sobre o pouco foste fiel, sobre o muito te colocarei.

2.2. A fé desses "pobres dos bens terrenos" é alicerçada em Deus. A sua crença saiu do mundo das teorias e encarou a realidade. Eles viveram a crença e não viveram da crença.

2.3. A religião genuína não consiste num conjunto de práticas ou ritos, mas na habitualidade da verdade, no respeito ao próximo, na glorificação do eterno, na intimidade com Cristo, no exercício da fé, na amizade com a caridade.

2.4. Não se deve considerar cultor da divindade quem não respeita a humanidade. Como pode amar a Deus de todo o coração quem desama o próximo com palavras descaridosas? "Asceticá sem ética, é linda árvore de natal carregada de ocas frutinhas de celulóide – mas sem vida própria."

Dogma sem moral, belas fachadas sem fundo. Credo sem Decálogo, corpo sem alma. "Prova, ó cristão, o vigor da sua fé, pelo fervor da sua caridade. Se eu não tiver caridade é um sino que tine e um metal que soa", e nada mais.
V a) Um famoso missionário se preparava para evangelizar uma certa vila chinesa. Muitos malfeitores se escondiam naquela região. Até os menores já eram perigosos. Com muita cautela, o missionário chegou àquele lugar. As pessoas dali observavam curiosas aquele estranho senhor. Ao se aproximar de um lugar para tomar um lanche, ele perguntou ao servente: "Existe por aqui algum cristão?" "Sim", respondeu o rapaz. "Há um menino." "Como é que você sabe que ele é um cristão?" "Ah, todos aqui conheciam o perigoso SIN, mau caráter, ladrão e vagabundo. Ele ficou preso uns tempos em outra aldeia, e lá, ele disse que encontrou um "tal Cristo", se tomou seguidor dEle e se transformou em uma outra pessoa. Hoje ele é amável, trabalhador e caridoso."

À tardinha o missionário foi à praça e fez a mesma pergunta à muitas outras pessoas. As respostas eram as mesmas: "O terrível SIN hoje é um outro jovem". Dois dias depois o missionário encontrou o moço, com apenas 13 anos de idade, era amado e apreciado até pelas crianças daquela vila. Contou mais acerca de Jesus ao jovem, e ele conduziu aquele servo de Deus que era recebido com carinho por todos, pois estava na companhia do ex-delinqüente. Sim, hoje, cristão genuíno. O cristianismo se tomou uma crença forte e admirada ali naquela localidade porque um garoto vivia o cristianismo.

b) Os verdadeiros miseráveis são aqueles que conhecem a verdade mas professam a mentira, falam em amor mas vivem cegados pelo ódio e a vingança, denominam-se astros mas militam nas trevas.

1. Esses verdadeiros miseráveis se contentam em apenas ver e ouvir as necessidades alheias, mas lavam as mãos à semelhança de Pilatos, diante do clamor do justo.

2. Contemplam as lágrimas dos órfãos e das viúvas, mas passam de largo, estão ocupados demais com a sua própria vida, e, à semelhança do rico da parábola, deleitam-se na pompa e na luxúria própria, dos tais é o reino do inferno.

c) Realmente existe um grande abismo entre Lázaro, o justo, o miserável, mas, verdadeiro, e o rico da parábola, o verdadeiro miserável.


VI A parábola de Jesus termina afirmando não acontecer uma segunda chance. Tudo deve ser resolvido antes da morte, pelos profetas e por Moisés. O Decálogo, os Dez Mandamentos, os profetas, o Messias Jesus. A Lei e o testemunho.

Vamos encerrar aqui o nosso assunto para, no próximo capítulo considerarmos outras verdades.




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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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