SÍntese pessoal do encontro de capacitaçÃo de líderes apostólicos



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Encontro19.07.2016
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SÍNTESE PESSOAL DO ENCONTRO DE CAPACITAÇÃO DE LÍDERES APOSTÓLICOS

de 30 de agosto até 07 de setembro no CECREI (S. Leopoldo)



Foi para mim uma experiência altamente positiva pelos seguintes motivos:

  1. Em primeiro lugar, me confirmou na minha vocação: pude redescobrir, esclarecer e aprofundar o fundamento do ser de todos os jesuítas como “amigos no Senhor”. Trata-se de uma experiência de amor e de familiaridade com Deus, antes de tudo, e consequentemente de uma doação de si mesmo em favor dos outros. Para revitalizar a vida e a missão do jesuíta precisa garantir uma vida espiritual séria e intensa. Por isso, quero agradecer a Deus por esta vocação de ser companheiro de Jesus juntamente com outros colegas colaboradores na missão, assim como quero agradecer esta oportunidade privilegiada que a Companhia me ofereceu gratuitamente. Posso dizer de verdade: como Deus é bom!

  2. Me fez experimentar mais concretamente a confiança que a Companhia depositou em mim ao longo de tantos anos de vida religiosa, bem sabendo que esta confiança apela para a responsabilidade. E quantas vezes experimentei isso nos trinta anos de serviço como superior! Isso suscitou e reforçou um sentimento de pertença e de corresponsabilidade. A nova Província não é algo que vem de fora, do alto, dos superiores, por decreto..., mas algo que eu sou chamado a construir junto com os outros “amigos e companheiros no Senhor”. Preciso então dar minha contribuição. Sei que não posso me omitir. É um trabalho de conjunto que leva tempo: é um processo, um caminho a ser aberto. É algo de novo, e por isso, não pode ter todas as certezas e clarezas. Mas eu já tenho o núcleo, a inspiração fundamental que marca o horizonte, o rumo, a meta, o ponto de chagada. E isto me basta. Conto com a graça de Deus que nunca falta e peço a Ele, por mim e por todos, a graça de “sermos prontos e diligentes”. É como se nos colocássemos nos panos dos nossos primeiros padres na ocasião de sua primeira deliberação que decidiram manter a união entre si porque foi Deus que os congregou, dispondo-se assim para a missão onde mais precisasse. Este novo enfoque pretende revitalizar a vida de cada jesuíta de hoje em todas as suas dimensões. Portanto precisa cuidar de cada jesuíta, a “cura personalis”, em vista da missão, a cura apostólica. Tudo isso, sempre para a Maior Glória de Deus visando o bem mais universal, num horizonte mais amplo que vai além dos territórios de cada Província atual e em mútua colaboração a nível nacional. Isto exige disponibilidade, liberdade interior, desapego e desinstalação de cada um. É o que S. Inácio pede hoje aos “amigos e companheiros”, continuadores de sua vida e missão. Estou disposto a isso tudo.

P. Bruno Schizzerotto sj


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