São Paulo: Alameda, 2007



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CAPELATO, Maria Helena. et. alii. (orgs.). História e Cinema. Dimensões históricas do audiovisual. São Paulo: Alameda, 2007.

RESUMO:

Esta coletânea está relacionada a um momento (anos 1990) em que o cinema (e a televisão, mais recentemente) surgem como objeto efetivo de análise do historiador e busca, portanto, abarcar, com a devida profundidade do processo, as relações existentes entre cinema e história, seja da história como tema dos filmes, seja do cinema como objeto/ documento para o historiador,  enquanto veículo de ideologias e discursos de sua época, visando com isso estabelecer uma profícua discussão teórico-metodológica acerca desse campo já difundido no ensino e na pesquisa.

Metodologicamente, as discussões são centradas em quatro eixos: o primeiro diz respeito às noções que comandam a reflexão dos historiadores sobre a questão; o segundo se refere ao estatuto documental conferido ao cinema; o terceiro, à observação de como o arcabouço teórico é mobilizado no exame de filmes e temas específicos; o último, ao enfrentamento do específico cinematográfico por meio da análise fílmica, ponto comum entre os autores dos capítulos e basilar na proposta do livro, que pretende, pois, discutir a representação do passado e as formas de intervenção dos filmes no seu tempo, tomando-o como documento de discussão de uma época, daí a importância da análise fílmica. Nesse viés, o exame das relações entre cinema e história vai além de saber se o filme foi “fiel” ao passado retratado.

Nesse sentido, estruturalmente o livro divide-se em cinco grandes partes. Na primeira delas (“Memória, monumento, historiografia”)  os autores examinam a vocação monumental do cinema e sua capacidade de representação de determinado passado, adensando ou criticando os monumentos historiográficos correlatos aos temas tratados pelos filmes. Na segunda (“Documentos em imagens: filmes de arquivo”), os artigos trazem análises fílmicas, pautadas na montagem, de filmes que trabalham com imagens preexistentes (veicula uma problemática específica com representações de segundo grau).

As terceira e quarta partes partem de questões temáticas, sendo que a terceira (“Cinema e impasses da revolução”) foca-se na compreensão da revolução e contra-revolução, respeitando o caráter ambíguo e polissêmico das imagens fílmicas nas análises; e a quarta (“Cinema e representação da guerra”) naturalmente, preocupa-se com a questão da guerra como espetáculo fílmico e suas implicações não só estéticas, mas ideológicas.

Enfim, a quinta parte abarca um exame da políticas culturais, oficiais ou não, na área de cinema, dando ênfase nos contextos argentino e brasileiro (“Políticas culturais cinematográficas”).

Em suma, esta obra de coletânea visa, acima de tudo, com destaque à análise fílmica e nos problemas específicos do ramo do cinema e televisão dentro do campo da históra, ultrapassar as análises superficiais e limitadas desses objetos/ documentos, baseadas somente naquilo que é clarividente no material audiovisual.


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