Sociedade Espírita Fraternidade


Oitava parte Alimentação



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Oitava parte
Alimentação


1. sobre a dieta alimentar dos médiuns;

2. sobre o uso de alcoólicos;

3. embriaguez e alcoolemia;

4. dieta vegetariana;

5. alimentação e moralidade;

6. alimentação e bom senso;

7. alimentação e caráter.

84. Como deve ser a dieta alimentar dos médiuns nos dias de trabalho mediúnico?

Raul – A dieta alimentar dos médiuns deverá constituir-se daquilo que lhes possa atender às necessidades sem descambar para os excessos ou tipos de alimentos que, por suas características, poderão provocar implicações digestivas, perturbando o trabalhador e, conseguintemente, os labores dos quais participe. Desse modo, torna-se viável uma alimentação normal, evitando-se os excessivos condimentos e gorduras que, independente das atividades mediúnicas, prejudicam bastante o funcionamento orgânico.

85. O uso de alguma bebida alcoólica costuma trazer inconvenientes para os médiuns?

Raul – Todo indivíduo que se encontra engajado nos labores mediúnicos, seja qual for a ocupação, deveria abdicar do uso dos alcoólicos em seu regime alimentar. Isto porque o álcool traz múltiplos inconvenientes para a estrutura da mente equilibrada, considerando-se sua toxidez e a rápida digestão de que é alvo, facilitando grandemente que o álcool entre na corrente sangüínea do indivíduo, de modo fácil, fazendo seu efeito característico.

Mesmo os inocentes aperitivos devem ser evitados, tendo-se em mente que o médium é médium as vinte e quatro horas do dia, todos os dias, desconhecendo o momento em que o Mundo Espiritual necessitará da sua cooperação. Além do mais, quando se ingere uma porção alcoólica, cerca de 30% são rapidamente eliminados pela sudorese e pela dejeção, mas cerca de 70% persistem por muito tempo no organismo, fazendo com que alguém que, por exemplo, haja-se utilizado de um aperitivo na hora do almoço, à hora da atividade doutrinária noturna não esteja embriagado, no sentido comum do termo, entretanto, estará alcoolizado por aquela porcentagem do produto que não foi liberada do seu organismo.



86. A alimentação vegetariana será a mais aconselhável para os médiuns em geral?

Raul – A questão da dieta alimentar é fundamentalmente de foro íntimo ou acatará a alguma necessidade de saúde, devidamente prescrita. Afora isto, para o médium verdadeiro não há a chamada alimentação ideal, embora recomende o bom senso que se utilize de uma alimentação que lhe não sobrecarregue o organismo, principalmente nos dias da reunião mediúnica, a fim de que não seja perturbado por qualquer processo de conturbada digestão que, com certeza, lhe traria diversos inconvenientes.

A alimentação não define, por si só, o potencial mediúnico dos médiuns, que deverão dar muito maior validade à sua vida moral do que à comida, obviamente.

Algumas pessoas recomendam que não se comam carnes, nos dias de tarefa mediúnica, enquanto outras recomendam que não se deve tomar café ou chocolate, alegando problemas das toxinas, da cafeína, etc., esquecendo-se que deveremos manter uma alimentação mais frugal, a partir do período em que já não tenha tempo o organismo para uma digestão eficiente.

É mais compreensível, e me parece mais lógico, que a pessoa coma no almoço o seu bife, se for o caso, ou tome seu cafezinho pela manhã, do que passar todo o dia atormentada pela vontade desses alimentos, sem conseguir retirar da cabeça o seu uso, deixando de concentrar-se na tarefa, em razão da ansiedade para chegar em casa, após a reunião, e comer ou beber aquilo de que tem vontade.

Por outro lado, a resposta dos espíritos à questão 723 de O Livro dos Espíritos é bastante nítida a esse respeito, deixando o espírita bem à vontade para a necessária compreensão, até porque a alimentação vegetariana não indica nada sobre o caráter do vegetariano. Lembremo-nos que o “médium” Hitler era vegetariano e que o médium Francisco Cândido Xavier se alimenta com carne.

Nona parte
Estudos, Participação, Receituário


1. sobre a leitura espírita por parte dos espíritas;

2. desinteresse quase geral dos espíritas por leituras doutrinárias;

3. hipnose por indução de entidades inimigas;

4. sono durante a leitura de livros espíritas;

5. benefícios dos estudos para os médiuns;

6. elementos que atuam em vários Centros Espíritas a um só tempo;

7. participação em sessões mediúnicas espíritas e de umbanda;

8. resultados umbandistas e espíritas no afastamento de espíritos perturbadores;

9. sobre denominação de “receita homeopática” ou “orientação espiritual homeopática”;

10. sobre a melhor orientação a seguir entre a homeopática e a alopática;

11. não confundir sessão mediúnica com consultório médico.

87. O espírita, médium ou não, deve ler livros espíritas?

Divaldo – Seria o mesmo que perguntar-se se o médico deve parar de estudar ou de ler livros sobre Medicina.

88. Apesar de necessário, por que notamos na maioria dos espíritas o desinteresse pela leitura de livros espíritas? Uns alegam que dá sono, outros que lhes dá dor de cabeça, etc. Por que acontece isso?

Divaldo – Porque o fato de alguém tornar-se espírita não quer dizer que haja melhorado de imediato. A pessoa que não tem o hábito de ler pode tornar-se o que quiser, porém, continuará sem interesse pela cultura.

O sono normalmente decorre da falta de hábito da leitura, excepcionalmente quando a pessoa está em processo obsessivo, durante o qual as entidades inimigas operam por meio de hipnose, para impedirem àquele que está sob o seu guante que se esclareça, que se ilumine, e, conseqüentemente, se liberte. Mas, não em todos os casos. Na grande maioria, as pessoas cochilam na hora da leitura porque não se interessam e não fazem o esforço necessário para se manterem lúcidas, como também cochilam durante a sessão, por não estarem achando-a interessante; mas permanecem na maior atividade, quando vão ao cinema, ou ficam diante da televisão até altas horas, quando os programas lhes agradam. Assim, não respeitam a Doutrina que abraçaram.



89. Que benefícios trazem os estudos evangélico-doutrinários para o médium?

Raul – O benefício de, dando-lhe a instrução-conhecimento, propiciar-lhe a instrução-educação. É através do estudo, mormente do Evangelho e das obras basilares da Doutrina Espírita, que o médium se irá apercebendo de quem ele é, por que ele é médium, quais as suas responsabilidades diante da mediunidade, por que o indivíduo chega à Terra com a tarefa da paranormalidade para exercitar. Quando adentra O Evangelho Segundo o Espiritismo, vai estudar “Dai de graça o que de graça recebeis”; se pergunta aos espíritos por que Deus concede a mediunidade a indivíduos que ele sabe que poderão falhar, as Entidades Benfeitoras da Terra redargúem que “pelo mesmo motivo que ele dá bons olhos a gatunos”. Exatamente por isso o estudo espírita para o médium vai lhe dando os porquês, vai elucidando-o, a fim de que não aja porque os outros agem, não faça simplesmente porque o dirigente mandou que fizesse, mas para que tenha aquela fé raciocinada, a fé-convicção, aquela fé-certeza, na coerência de quem faz porque sabe o que deve fazer.

90. O que podemos pensar da atitude de muitos que, à guisa de cooperarem com vários Centros Espíritas, na segunda-feira, freqüentam um trabalho num determinado Centro; na terça estão num trabalho mediúnico, noutro Centro; na quarta-feira num terceiro, e assim sucessivamente?

Divaldo – Há um ditado que diz: “quem muito abarca, pouco aperta”. Quem pretende fazer tudo, faz sempre mal todas as coisas. Por que essa pretensão de ajudar a todos?

Se cada um cumprir com seu dever, com dedicação, no local em que o Senhor o colocou, estará realizando um trabalho nobilitante. A presunção de atender a todos é, de certo modo, uma forma de auto-suficiência, pois quem assim age acredita que não estando em algum lugar, as coisas ali não irão bem. E, quando desencarnar? Então é melhor vincular-se a um grupo de pessoas que lhe sejam simpáticas, para que as reuniões sérias, de que trata O Livro dos Médiuns de Allan kardec, possam produzir os frutos necessários e desejados.



91. Há inconveniente em que um médium que participe de sessão mediúnica espírita e que se afirme espírita freqüente trabalhos mediúnicos de Umbanda?

Divaldo – Seria o mesmo que a pessoa atuar num campo de luta e, imediatamente, tomar posição noutro, sem o esclarecimento correspondente.

Jesus foi muito claro ao afirmar que a casa dividida rui e que ninguém serve bem a dois senhores. Já é tempo de a pessoa saber o que deseja, dedicando-se àquilo que acha conveniente. O Apocalipse 25 fala a respeito das pessoas mornas; assim, é melhor ser frio ou ardente. O morno é alguém que não está com ninguém, mas, sim, com as suas conveniências.



92. No afastamento dos espíritos perturbadores, a Umbanda consegue melhor resultado do que uma sessão mediúnica espírita?

Divaldo – Só se for pelo pavor. Mas não remove a causa, porque o espírito que foge apavorado não liberta a sua vítima da dívida, que a ambos vincula.

93. Qual a denominação correta: receita homeopática ou orientação espiritual homeopática?

Divaldo – Não devemos trazer para o Espiritismo o que pertence aos outros ramos do conhecimento. Não deveremos pretender transformar a sessão mediúnica em novo consultório médico. Digamos, então, orientação espiritual; se veio o nome de um remédio, que o bom senso recomenda seja aplicado, é uma exceção, mas não deveremos ter um compromisso especial para constranger um espírito a dar homeopatia ou alopatia.

Certa feita, em uma das nossas orientações espirituais, veio o seguinte: “O meu irmão necessita de ler O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo número 15”. Eu tive a curiosidade de saber o que era, e fui olhar. “Fora da Caridade não há Salvação”. O paciente era um sovina; a doença dele era desamor. Então, a “homeopatia” que ele precisava era uma séria advertência, e não remédio comum.



94. Qual a orientação adequada a seguir, a homeopatia ou a alopatia?

Divaldo – A melhor orientação a seguir é convocar o paciente a melhorar-se de dentro para fora e levar ao médico o problema da sua saúde orgânica.

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