Soja XXVI reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil Introdução



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Soja - XXVI Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil

Introdução
Durante dois dias (17 e 18 de agosto de 2004) foi realizado em Ribeirão Preto, a XXVI Reunião de Pesquisa de Soja da Região Central do Brasil, na qual foram apresentados diversos trabalhos relacionados com a cultura da soja (fitopatologia, entomologia, genética e melhoramento, nutrição, fertilidade e biologia do solo, plantas daninhas e fisiologia e práticas culturais).
Abaixo tem-se o resumo da apresentação inicial da cultura da soja por estados e posteriormente, os principais trabalhos apresentados na seção de nutrição, fertilidade e biologia do solo.
Situação da cultura da soja (safra 2003/04) por estado:
De maneira geral, a área plantada de soja em todos os Estados tiveram aumento expressivo principalmente nos Estados do MT, TO e MA. Entretanto, ocorreu diminuição na produtividade e produção da soja causado pela ferrugem asiática (geral, exceto no Sul do MS), seca prolongada (Sul do MS, Paraná e Vale do Paranapanema e Pontal em São Paulo).
O único estado na qual a produtividade da soja teve aumento expressivo na safra passada foi à Bahia-região de Barreiras (maior média nacional). É importante frisar que na safra 2002/03, a região de Barreiras teve uma série de problemas de manejo da ferrugem asiática proporcionando uma produtividade muito baixa (1.800 kg.ha-1).
Estado do Paraná


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

3.565.600

10.745.500

3.013

2003/04

3.927.973

9.946.890

2.532

Safra 2003/04: aumento médio de 10% na área cultivada e diminuição de 16% na produtividade da soja. A produção diminuiu 7,5% quando comparado com a safra passada.




  • Ocorreram fortes chuvas no início do ciclo da cultura (novembro e início de dezembro de 2003) causando erosão mesmo nas áreas com plantio direto




  • Forte estiagem: início de janeiro ao início de fevereiro de 2004




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja




  • Aumento da resistência das plantas daninhas aos herbicidas inibidores da AES




  • Não comercialização da safra quando os preços da soja atingiram R$ 54,00/saca



Estado de São Paulo


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

616.356

1.640.125

2.661

2003/04

751.928

1.828.355

2.431




  • Safra 2003/04: aumento médio de 22% na área cultivada e diminuição de 9% na produtividade da soja. A produção aumentou 11% quando comparado com a safra passada




  • Nova fronteira agrícola: Pontal do Paranapanema e região de Araçatuba sentido rio Paraná. Provavelmente, nesta safra (2004/05) a área cultivada com soja deve aumentar no máximo entre 5 e 10%




  • Forte estiagem (Vale do Paranapanema e Pontal): início de janeiro ao início de fevereiro de 2004. Baixa nodulação nesta região do Estado de São Paulo




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja



Estado do Mato Grosso do Sul


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

1.407.817

4.070.985

2.892

2003/04

1.807.548

3.275.412

1.827




  • Safra 2003/04: aumento médio de 28% na área cultivada e diminuição de 37% na produtividade da soja. A menor produtividade da soja no Brasil foi obtida no Mato Grosso do Sul (forte estiagem na região da Grande Dourados que possui 50% da soja do Estado)




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja exceto na região de Dourados, MS




  • Inadimplência na Grande Dourados, MS




  • Safra 2004/05: área cultivada de pelo menos 2 milhões de ha. Entretanto, devido a forte estiagem e descapitalização dos sojicultores a área de ser próxima da safra 2003/04



Estado de Minas Gerais


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

827.405

2.191.404

2.649

2003/04

1.077.353

2.568.301

2.384




  • Safra 2003/04: aumento médio de 30% na área cultivada e diminuição de 10% na produtividade.




  • Novas áreas de soja: Sul de Minas e Sudoeste do Estado. A área cultivada passou de 12.411 ha (safra 02/03) para 54.000 ha na safra 03/04 com aumento médio de 335%. Na safra 2004/05 a expectativa é uma área cultivada com soja nesta região entre 70.000 e 90.000 ha




  • Problemas no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba com mofo branco e podridão das raízes



Estado de Goiás


safras


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

2.171.181

6.302.200

2.901

2003/04

2.589.809

6.073.967

2.345




  • Safra 2003/04: aumento médio de 19% na área cultivada e diminuição de 19% na produtividade da soja. Ocorreu diminuição de 3,6% na produção da soja na safra 2003/04




  • Ocorreram fortes chuvas no final do ciclo da cultura (colheita)




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja. Diminuição de 20% na produtividade da cultura (2,5 aplicações na safra)




  • Nematóide do cisto




  • Não comercialização da safra quando os preços da soja atingiram o pico




  • Aumento dos custos de produção (fungicidas e aumento nos fertilizantes)



Distrito Federal


safras


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

43.400

117.200

2.700

2003/04

47.500

123.500

2.600




  • Safra 2003/04: aumento médio de 9,4% na área cultivada e uma pequena diminuição de na produtividade (4%). Aumento de 5,4% na produção da soja na safra 2003/04




  • Ocorreram fortes chuvas no final do ciclo da cultura (colheita)





Estado de Tocantins


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

127.408

313.925

2.464

2003/04

208.861

529.935

2.537




  • Safra 2003/04: aumento médio de 64% na área cultivada e um ligeiro aumento na produtividade (3%). A produção de soja aumentou em 68,8% quando comparada com a safra passada




  • Clima favorável durante todo o ciclo da cultura




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja




  • Aumento dos custos de produção (fungicidas e aumento nos fertilizantes)



Estado da Bahia


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

850.000

1.555.500

1.830

2003/04

820.000

2.361.600

2.880




  • Safra 2003/04: ocorreu uma pequena redução na área cultivada (3,5%) e um excepcional aumento na produtividade (57%). Ocorreu um aumento de 52% na produção da soja




  • Condições climáticas favoráveis à cultura da soja




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja. Bom controle da doença




  • Aumento dos custos de produção (fungicidas e aumento nos fertilizantes). Mesmo assim há previsão de um aumento na área cultivada para 900.000 ha de soja



Estado do Mato Grosso


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

4.409.531

12.719.203

2.884

2003/04

5.246.593

14.544.689

2.762




  • Safra 2003/04: aumento médio de 20% na área cultivada e uma pequena diminuição de na produtividade (4,3%). A produção aumentou em 14% quando comparada com a safra passada




  • Ocorreram fortes chuvas no final do ciclo da cultura (colheita) principalmente na região de Nova Mutum a Sorriso




  • Ferrugem asiática e DFC: a partir do florescimento da soja. Diminuição na produtividade da cultura




  • Aumento dos custos de produção (fungicidas e aumento nos fertilizantes)



Estado de Rondônia


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

41.500

126.240

3.042

2003/04

56.443

163.029

2.888




  • Safra 2003/04: aumento médio de 36% na área cultivada e uma pequena diminuição na produtividade (5%). Aumento de 29% na produção da soja quando comparada com a safra passada




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja. Diminuição na produtividade da cultura



Estado do Maranhão


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

274.000

712.400

2.600

2003/04

340.403

903.998

2.656




  • Safra 2003/04: aumento médio de 24% na área cultivada e um ligeiro aumento na produtividade (2%). Aumento de 27% na produção da soja quando comparada com a safra passada




  • Ocorreram fortes chuvas no final do ciclo da cultura (colheita)




  • Ferrugem asiática: a partir do florescimento da soja. Diminuição na produtividade da cultura




  • Aumento nos custos de produção (fungicidas e fertilizantes)



Estado do Piauí


safras


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

116.300

308.200

2.650

2003/04

155.781

388.193

2.492




  • Safra 2003/04: aumento médio de 34% na área cultivada e uma pequena diminuição de na produtividade (6%). Aumento de 26% na produção da soja



Estado do Pará


safras


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2002/03

14.560

39.992

2.746

2003/04

31.358

88.898

2.835




  • Safra 2003/04: aumento médio de 115% na área cultivada e um pequeno aumento na produtividade (3%). Aumento de 122% na produção da soja




  • Ferrugem asiática: baixa incidência na última safra



Estado de Roraima


safra


área cultivada (ha)

produção (ton.)

produtividade (kg/ha)

2003

5.980

14.352

2.400

2004

12.000

32.400

2.700




  • Safra 2003/04: aumento médio de 100% na área cultivada e aumento na produtividade (12%). Aumento de 126% na produção da soja




  • Ferrugem asiática: não há incidência desta doença




  • Aumento dos custos de produção (fungicidas e aumento nos fertilizantes)


Resumo das apresentações das pesquisas da seção: Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas
Calagem no sistema plantio direto da soja sobre palhada de cana crua. Autores: Bolonhezi et. al., 2004

O plantio da soja em áreas cultivadas por cinco anos de cana-de-açúcar tende a produzir menos em plantio direto do que plantio convencional. Pesquisa conduzida pelo IAC em solo muito argiloso (Estação Experimental do IAC de Ribeirão Preto) verificou que a produtividade da soja em PD foi de 2.420 kg.ha-1 e em PC foi de 2.688 kg.ha-1 com uma diferença de 268 kg.ha-1 (4,47 sc.ha-1). Provavelmente, um dos motivos é a compactação dos solos ocasionado pelo intenso trafego de máquinas na cultura da cana-de-açúcar.


Considerações gerais:

Antes do plantio de qualquer cultura em solos argilosos após a cana-de-açúcar, avaliar a existência de camada compactada. Caso contrário, pode ocorrer comprometimento na produtividade das culturas utilizadas na reforma das áreas cultivadas com cana-de-açúcar.



Resposta da soja à aplicação de boro em Latossolo Vermelho Distrófico. Autor: Castro et.al., 2004

Pesquisa desenvolvida pela Embrapa Soja verificou que a aplicação do boro no solo (0, 2, 4, 6 e 8 kg.ha-1) e via foliar (R1 e R3) não proporcionaram aumento na produtividade da cultura. Conclui-se que a soja cultivada em solos com teor médio de matéria orgânica (30 g.dm-3), textura muito argilosa (755 g.kg-1), com média CTC (13,6 cmol.dm-3) e teor de boro acima de 0,23 mg.dm-3 e com precipitação bem distribuída durante o ciclo da cultura não responde à adubação boratada.


Considerações gerais:

A matéria orgânica é a principal fonte natural de boro às plantas. Provavelmente, um solo argiloso com médio a alto teor de matéria orgânica pode fornecer o boro necessário às plantas principalmente sob precipitação bem distribuída no ciclo da cultura.


Entretanto, é aconselhável a aplicação de boro no plantio da soja (300 a 500 gramas de boro). Em solos com baixa CTC onde a lixiviação é bem maior do que em solos argilosos e onde normalmente, o teor de matéria orgânica é menor, a soja responde a aplicação de boro no solo.

Resposta da soja à aplicação de potássio em solos arenosos de baixa CTC no Mato Grosso. Antores: Oliveira et al., 2004

Solo: Latossolo Vermelho Amarelo textura média

Análise do solo: K = 0,05 cmol.dm-3, CTC = 4 cmol.dm-3, argila = 20% e V = 58%

Safra: 2001/2002 (novembro a março)

Neste experimento constatou-se que a aplicação do potássio em pré-semeadura da soja é mais uma opção pois os resultados foram similares ao nutriente aplicado no sulco de plantio e em cobertura.

O potássio em solos arenosos é lixiviado e acumula nas camadas de 20 a 40 e de 40 a 60 cm permanecendo ainda disponível às plantas.

A produtividade média do experimento foi de 4.366 kg.ha-1 (72,77 sc.ha-1) mostrando que o solo apresentava fertilidade adequada com exceção do potássio trocável.
Considerações gerais:

Aplicar no máximo no sulco de plantio, 30 kg.ha-1 de K2O em solos de textura média a arenosa. Em solos com textura argilosa pode chegar a até 40 a 50 kg.ha-1 de K2O.

O restante do potássio pode ser aplicado em pré-semeadura ou em cobertura (20 a 25 dias após a germinação).

Em áreas extensas mesmo em solos com baixa CTC (solos arenosos), o cloreto de potássio pode ser aplicado em pré-semeadura da soja (dose total) com o intuito de agilizar o plantio da soja.



Potássio trocável no perfil de Latossolo Vermelho distrófico. Autores: Borkert et. al., 2004

Solo: Latossolo Vermelho distrófico (teor de argila: 370 g.kg-1)

Tempo do experimento: três anos

Tratamentos: modo de aplicação do cloreto de potássio (semeadura à lanço e cobertura à lanço)

Com o passar do tempo ocorreu lixiviação do potássio para as camadas mais profundas do solo. No primeiro ano ocorreu acumulo do nutriente na camada de 0 a 20 cm, no segundo ano, acumulo nas camadas de 20 a 40 cm e de 40 a 60 cm. No terceiro ano, o potássio acumulou com mais evidência na camada de 40 a 60 cm.
Considerações gerais:

Em solos com textura média a arenosos (baixa CTC) é necessário o aprofundamento do sistema radicular da soja para aproveitamento do potássio lixiviado ao longo do tempo. Nestes casos, o parcelamento do potássio é aconselhável para a redução da lixiviação do potássio para as camadas mais profundas.



Zinco e manganês nas folhas de soja após cinco anos da aplicação desses micronutrientes no solo. Autores: Oliveira et al., 2004

Neste trabalho foi aplicado em dois solos do Maranhão doses crescentes de zinco e manganês no primeiro ano de cultivo (6 doses) e em seis níveis de saturação de bases. Foram avaliados os teores foliares durante cinco safras de soja.


Verificou-se efeito residual destes dois micronutrientes aplicados no solo durante os cinco anos do experimento e que a avaliação dos teores de Zn e Mn nas folhas possibilita mais segurança na tomada de decisão, quanto a reaplicação desses nutrientes no solo e/ou via foliar.
Considerações gerais:

Nesta pesquisa ficou evidente que o zinco aplicado no solo apresenta efeito residual e que a análise foliar é uma ferramenta importante na tomada de decisão para a reaplicação dos nutrientes no solo e foliar.



Relação magnésio e manganês na absorção de nutrientes pela soja. Autores: Moreira et. al., 2004

A adubação no solo com magnésio proporciona redução na absorção de manganês pela soja.


Considerações gerais:

Se um determinado solo possui baixo teor de manganês (próximo de 5 mg/dm3), a aplicação de uma fonte de magnésio (calcário ou Fosmag) vai proporcionar menor absorção de manganês e pode induzir deficiência do nutriente.



Interação magnésio e zinco na absorção de nutrientes pela soja. Autores: Moreira et al., 2004.

A adubação no solo com magnésio proporciona redução na absorção de zinco pela soja.


Considerações gerais:

Se um determinado solo possui baixo teor de manganês (próximo de 5 mg/dm3), a aplicação de uma fonte de magnésio (calcário ou Fosmag) vai proporcionar menor absorção de manganês e pode induzir deficiência do nutriente.


Definição de padrões para a amostragem de tecido foliar na cultura da soja. Autor: Kurihara et al., 2004

Esta pesquisa foi desenvolvida no ano agrícola 2001/2002 em 28 talhões de lavouras de soja na região sul do Mato Grosso do Sul

Época de amostragem: pleno florescimento (R2)

Folha amostrada: terceiro trifólio com pecíolo



Número de plantas: foram coletados pelo menos 30 plantas de soja em talhão uniforme
Por que coletar no R2: no pleno florescimento é a fase na qual há máximo acumulo de nutrientes na parte aérea da soja e apresenta alta correlação com a produtividade da cultura
Faixas dos nutrientes na cultura da soja (Embrapa Soja):


Nutrientes

Baixo

Suficiente

Alto




- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - g.kg -1 - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Nitrogênio (N)

< 34,7

34,7 a 45,2

> 45,2

Fósforo (P)

< 2,4

2,4 a 3,7

> 3,7

Potássio (K)

< 17,6

17,6 a 26,3

> 26,3

Cálcio (Ca)

< 7,5

7,5 a 13,1

> 13,1

Magnésio (Mg)

< 2,9

2,9 a 4,5

> 4,5

Enxofre (S)

< 2,0

2,0 a 3,1

> 3,1




- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - mg.kg -1 - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Boro (B)

< 33

33 a 50

> 50

Cobre (Cu)

< 5

5 a 11

> 11

Ferro (Fe)

< 58

58 a 114

> 114

Manganês (Mn)

< 31

31 a 71

> 71

Zinco (Zn)

< 33

33 a 68

> 68

1/ Terceiro trifólio com pecíolo coletado no pleno florescimento (R2)

Na Tabela abaixo tem-se um comparativo da faixa ótima atual dos nutrientes na parte aérea da soja e a faixa ótima atualizada.




Nutrientes

Faixa ótima atual

Faixa ótima atualizada




- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - g.kg-1 - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Nitrogênio (N)

45,1 a 55,0

34,7 a 45,2

Fósforo (P)

2,6 a 5,0

2,4 a 3,7

Potássio (K)

17,1 a 25,0

17,6 a 26,3

Cálcio (Ca)

3,6 a 20,0

7,5 a 13,1

Magnésio (Mg)

2,6 a 10,0

2,9 a 4,5

Enxofre (S)

2,1 a 4,0

2,0 a 3,1




- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - mg.kg-1 - - - - - - - - - - - - - - - - - - -

Boro (B)

21 a 55

33 a 50

Cobre (Cu)

6 a 14

5 a 11

Ferro (Fe)

51 a 350

58 a 114

Manganês (Mn)

21 a 100

31 a 71

Zinco (Zn)

21 a 50

33 a 68

De maneira geral, a amplitude da faixa ótima atualizada ficou menor do que os níveis da faixa ótima anteriormente adotado pela Embrapa. Observa-se que ocorreu diminuição da amplitude de diversos nutrientes com destaque para os micronutrientes, magnésio, cálcio e fósforo.


Além disso, ocorreu uma diminuição nos valores do nitrogênio considerado adequado para a cultura da soja.
Considerações gerais:

A partir deste momento, vamos adotar a faixa ótima atualizada para a interpretação das análises foliares da cultura da soja cultivada em MT e MS.



Produtividade da soja tratada com Stimulate. Autor: Castro et. al., 2004.
Experimento conduzido em casa de vegetação da ESALQ/USP com Stimulate constatou efeito positivo no enraizamento da cultura.
Maior porcentagem de plântulas normais: 3,5 ml do Stimulate/0,5 kg de semente de soja

Maior crescimento da matéria seca: 4,1 ml do Stimulate/ 0,5 kg de semente de soja

Maior produção de grãos: 5,0 ml do Stimulate/0,5 kg de semente de soja
A resposta das monocotiledoneas aos hormônios vegetais é maior do que as dicotiledôneas
Considerações gerais:

Existe um mercado crescente de hormônios utilizados no tratamento de sementes de soja, milho e demais culturas com o intuito de aumentar o enraizamento destas plantas e com reflexo na produtividade.


A Bio Soja está iniciando nesta safra pesquisa em casa de vegetação para verificar o efeito do Stimo em soja, feijão e milho. Somente a partir da próxima safra é que teremos condições de lançar comercialmente o produto.

Efeitos dos micronutrientes aplicados via semente e foliar na cultura da soja em relação às doenças: DFC e ferrugem asiática. Autores: Rios et. al., 2004

Cultivar: DM 339 (200.000 plantas.ha-1)

Safra: 2003/04

Para as DFC (doenças de final de ciclo) os tratamentos foliares foram similares. Entretanto, para a ferrugem asiática o tratamento que obteve menor severidade foi o CoMol mais inoculante (tratamento de sementes), manganês, molibdênio e fosfito via foliar.


Considerações gerais:

De maneira geral, plantas bem nutridas apresentam maior tolerância as doenças fúngicas (dentre as quais, a ferrugem asiática) e o fosfito tem a capacidade de estimular a producao de grandes quantidades de fitoalexinas pelas plantas. As fitoalexinas aumentam a resistência natural da soja ao ataque de doenças fúngicas, dentre as quais,a ferrugem asiática. É importante citar que os fosfitos não substituem os fungicidas para ferrugem. Realizar as aplicações de fungicidas conforme sugestões das empresas de defensivos agrícolas.



Aplicação de micronutrientes via foliar e sementes de soja e efeitos sobre o rendimento. Autores: Rios et. al., 2004
Este experimento foi instalado em Indianópolis, MG (Fazenda Experimental da Universidade Federal de Uberlândia) e o tratamento que proporcionou maior produtividade na cultura da soja foi aquele que utilizou no tratamento de sementes (inoculante + CoMol) e via foliar (manganês, molibdênio e fosfito) com 2.651,5 kg.ha-1 (44,19 sc.ha-1).

Incremento de produtividade da soja através da complementação com micronutrientes via semente e foliar. Autores: Pasquali et. al., 2004

Local: Lucas do Rio Verde, MT - Fundação Rio Verde

O fornecimento de CoMo no tratamento de sementes e de CoMo no tratamento de sementes + nutrientes via foliar proporcionaram aumento expressivo na produtividade da cultura da soja, 2,5 e 5,8 sacas.ha-1, respectivamente.
Considerações gerais:

Normalmente, a cultura da soja cultivada em solos sob cerrado responde a aplicação do CoMo (tratamento de semente e foliar) e manganês (foliar). Para os demais micronutrientes, a resposta vai depender do histórico da área: solos recentemente cultivados apresentam alta resposta a aplicação foliar de zinco enquanto que os solos cultivados e adubados a vários anos com este nutriente apresentam baixa resposta. O boro não apresenta efeito residual nos solos e é importante o seu fornecimento no solo e uma suplementação via foliar (R1 e R3).



Doses de fósforo em sistema de plantio direto.

Local: Universidade Federal de Uberlândia, UFU

Cultura anterior: pastagem

Teor de fósforo no solo: baixo

Tempo do experimento: três cultivos de soja

Observou-se aumento na produtividade da cultura da soja com aumento na dose de fósforo aplicado no sulco de plantio sendo que a dose com máxima eficiência agronômica foi de 120 kg.ha-1 de P2O5. Com o passar dos anos ocorreu aumento no teor de fósforo no solo e na produtividade da cultura (efeito residual do fósforo).


Considerações gerais:

Esta pesquisa confirma os dados obtidos pela Fundação MT, na qual a dose com máxima eficiência agronômica e econômica de fósforo nos primeiros anos de cultivo é de 130 kg.ha-1 de P2O5 aplicado no sulco de plantio.


Apesar deste trabalho ter sido desenvolvido em Uberlândia, estes dados podem ser para os solos de São Paulo. Os solos com baixo teor de fósforo ( ) aplicar no sulco de plantio 120 kg.ha-1 de P2O5 para proporcionar boas condições para
Efeito da aplicação de fosfito em soja. Autor: prof. Luis Antonio Siqueira de Azevedo, Unesp, FCAJ

A aplicação de fosfito (00-30-20) aplicado via foliar em soja proporciona aumento na produtividade da cultura da soja.

A dose do produto foi de 1,0 litro.ha-1 e em duas épocas: um dos tratamentos, R2 e outro tratamento, R2 e R3.
As produtividades da soja no experimento foi baixa devido a problemas climáticos na condução do experimento. A produtividade da testemunha foi 1.280 kg.ha-1. A produtividade da soja com a aplicação do fosfito no R2 e R2 e R3 foi de 1.598 e 1.625 kg.ha-1, respectivamente. Aonde foi aplicado o Cuprogarb 500 (2 kg.ha-1) no R2 foi obtido uma produtividade de 1.440 kg.ha-1. O aumento de produtividade em soja foi de 5,3 sc.ha-1.
Considerações gerais:

É uma tendência geral. A aplicação dos fosfitos em soja no início do florescimento (R1) tem proporcionado aumento médio na produtividade da soja. Pesquisa desenvolvida pela Fundação Rio Verde, Lucas do Rio Verde, MT, mostrou que é benefício a sua aplicação na cultura da soja. O aumento médio foi de 2,0 sc.ha-1 quando da aplicação do fosfito 45 dias após a germinação da soja (R2).


Local: Ribeirão Preto, SP

Data: 17 e 18 de agosto de 2004








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