Solenidade de todos os santos



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L I T U R G I A E V I D A



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ANO B
SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS


  1. Cartaz: “Esta é a geração dos que procuram o Senhor”.




  1. Perto do altar, poderá estar um grande cartaz com as Bem – Aventuranças e com figuras ou fotografias de santos, de modo especial daqueles que foram beatificados ou canonizados recentemente: Daniel Comboni, Madre Teresa de Calcutá, Francisco e Jacinta, Padre Pio, Bartolomeu dos Mártires, etc.




  1. Seria bom que a Ladainha dos Santos fosse cantada no momento da Oração Universal dos Fieis.




  1. Neste dia, o Glória deverá ser cantado.




  1. Sugeríamos a proclamação da Oração Eucarística I (Cânon Romano).




  1. Depois da Comunhão e a seguir a um breve momento de silêncio, propomos que seja lido pausadamente o texto das Bem – Aventuranças (se não tiver sido cantado no momento da distribuição da Sagrada Comunhão).




  1. Sugestão de Cânticos: Entrada: Eu vi a cidade santa, F. Santos, N.C.T. 311; Eu vi a nova Jerusalém, F. Santos, N.C.T. 613; Aclam. Ev.: Vinde a Mim, adapt. N.C.T. 240; Ofertório: A vós, ó Verbo eterno, F. Santos, 645; Comunhão: Lembrai-vos de nós, Senhor, M. Luís, N.C.T. 146; Nós somos as pedras vivas, F. Santos, N.C.T. 346; Final: Os santos cantavam, M. Luís, N.C.T. 357.


REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS


  1. A Oração Colecta desta solenidade apresenta-nos o sentido da celebração deste dia que tem dois objectivos: por um lado, celebramos os méritos de todos os santos; por outro, imploramos a misericórdia de Deus através dos santos que são intercessores. O Prefácio diz-nos como os santos celebram, ou seja, manifestam com a sua vida a glória da Jerusalém Celeste. Todavia, esta solenidade não se limita a contemplar e a celebrar a graça de Deus que foi derramada nos homens e nas mulheres que se aproximaram da santidade de Deus, mas também a dar ânimo a todos nós que estamos a peregrinar para a santidade de Deus, contando com a ajuda e a intercessão de todos os santos.




  1. Quem é santo? Na Sagrada Escritura, lê-se que só Deus é Santo. A santidade não é um atributo de Deus, mas é o seu verdadeiro nome. Esta santidade define a transcendência inacessível de Deus. Quando Deus escolhe Israel como o seu povo, comunica-lhe a sua santidade. Israel converte-se em povo santo, ao qual Deus lhe exige uma santidade de vida. Ao longo da sua história, os profetas procuraram fazer com que o povo compreendesse as exigências da santidade: o culto que Deus quer é o da obediência e do amor, ou seja, o do acolhimento íntimo do dom de Deus. Por isso, é necessário mudar o coração de pedra por um de carne. Cheio do Espírito Santo, Jesus é o Santo de Deus. A santidade de Jesus é a santidade do Filho de Deus. Recebeu-a de Seu Pai, mas pertence-lhe, é Sua. Esta santidade penetra profundamente a sua humanidade. Nós recebemos a santidade cristã, porque Cristo ama a Igreja e a tem como Esposa (Cfr. LG nº 39). Todo aquele que pertence à Igreja é chamado à santidade. “Esta santidade da Igreja… exprime-se de muitas maneiras em cada um daqueles que, no seu estado de vida, tendem à perfeição da caridade, com a edificação do próximo”. Para ser santo é preciso viver em união com Cristo. A segunda leitura diz-nos claramente isto: “Vede que admirável amor o Pai nos consagrou em nos chamar filhos de Deus. E somo-lo de facto”. Depois, termina dizendo: “Todo aquele que tem n’Ele esta esperança purifica-se a si mesmo, para ser puro, como Ele é puro”. A santidade exige a cada um de nós um processo de purificação para acolher verdadeiramente a união com Cristo.




  1. A santidade de Deus que Jesus revela e que é derramada pela graça nos homens, deve ser acolhida. Foram muitas as pessoas que ao longo da história deixaram que a sua personalidade fosse marcada pelo selo do amor santificador de Deus. São pessoas que viveram, sofreram, amaram como nós, mas que abriram os seus corações à graça, deixando-se conduzir pelo Espírito. Cada uma com a sua personalidade, em momentos históricos diferentes, respondeu ao chamamento e ao convite do evangelho. A sua vida foi e é Boa Nova. A leitura das bem-aventuranças manifesta o pluralismo que sempre existiu na Igreja e que manifesta a santidade original de Deus. Quando proclamamos o evangelho, não pensemos que a palavra “Felizes” identifica aqueles que tiveram uma boa vida, mas aqueles que compreenderam que, na sua situação de vida, era uma bênção estar comprometidos, ou seja, amando todas as situações que viviam, porque assim poderiam conhecer melhor o significado do reino de Deus. Se repararmos bem, todas as bem-aventuranças não são situações de êxito, mas de luta, de pobreza, de limitação, mas que permanecem fiéis porque têm esperança. Os pobres possuirão o Reino; os que choram serão consolados (alguns serão consolados somente no Céu); os que têm fome e sede de justiça serão saciados; os misericordiosos serão compreendidos por Deus; os que são perseguidos por amor da justiça, passando pelo martírio, estarão com Deus, “são os que vieram da grande tribulação, os que lavaram as túnicas e as branquearam no sangue do Cordeiro” (1ª Leitura); são todos aqueles que viveram à sua maneira, mas com um profundo sentido de comunhão com Cristo, com a sua paixão e morte, acreditando pela fé na ressurreição. O testemunho dos santos dá-nos coragem a configurarmo-nos em Cristo, o Santo.


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