Solo e fertilização em Agricultura biológica a natureza e a importância do solo agrícola



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Encontro04.08.2016
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Solo e fertilização em Agricultura biológica

1.A natureza e a importância do solo agrícola

O solo é uma fina camada à superfície da Terra que demora milhares de anos a formar-se. É um recurso não renovável a curto e médio prazo e, mesmo a longo prazo, situações há em que muito dificilmente voltará a haver solo cultivável - caso dos desertos que já foram terra fértil. São necessários cerca de dois séculos para se formar 1 cm de espessura de solo a partir da rocha-mãe (excepto em cinzas vulcânicas como as do vulcão Krakatau, em que se formaram cerca de 25 cm do solo em 100 anos). Mas em terreno com elevado declive e não protegido, bastam alguns aguaceiros para arrastar esse solo. A taxa média de formação de solo é de 1 cm por um período de 100 a 400 anos. A tais taxas são necessários 3000 a 12000 anos para formar solo suficiente para um terreno produtivo.

O problema da erosão do solo e da desertificação física é muito grave a nível mundial e a continuar assim o problema da fome no mundo terá tendência a agravar-se. Um dos especialistas mundiais da matéria, David Pimentel, disse que “ a erosão do solo é a maior ameaça para a sustentabilidade da agricultura em todo o mundo e, em especial, nos Estados Unidos”.

2.As bases da fertilização em agricultura biológica

Antes de pensar em aplicação de fertilizantes, ou mesmo na fertilização em sentido lato, temos de conhecer o solo, a planta e os factores que limitam o crescimento das culturas.

No caso particular da agricultura biológica, em que não são utilizados adubos minerais azotados e fosfatados de rápida acção e se recorre principalmente a fertilizantes orgânicos (de origem vegetal ou animal) e a minerais de acção mais lenta (fosfato natural, sulfato de potássio e magnésio, calcário), há que criar condições para que a planta se alimente bem sem a aplicação dos adubos solúveis da agricultura convencional. Isso só é possível com a melhoria da fertilidade do solo e, em particular, com uma grande actividade biológica do mesmo – um solo vivo que vai alimentar a planta.

A fertilização em agricultura biológica deve respeitar 3 objectivos:



1) Melhorar a fertilidade dos solo;

  1. Economizar recursos não renováveis;

  2. Não introduzir elementos poluentes no ambiente.

E destes objectivos decorrem os seguintes 5 princípios:

  1. Evitar as perdas de elementos solúveis na água (azoto, etc.);

  2. Utilizar as leguminosas como fonte de azoto;

  3. Não utilizar produtos obtidos por via química;

  4. Ter em conta os vegetais e animais que vivem no solo;

  5. Lutar contra a erosão pela conservação do solo, que é um recurso não renovável a curto prazo.

A fertilidade do solo deve ser mantida e melhorada prioritariamente através dos meios disponíveis na própria exploração, principalmente as práticas culturais seguintes:

  • adubação verde e enrelvamento, para fixação biológica do azoto e evitar a erosão;

  • rotações e consociações, incluindo plantas de raiz profunda, para melhor aproveitar a capacidade nutritiva do solo e prevenir pragas e doenças;

  • empalhamento, não mobilização e/ou mobilização mínima do solo sem herbicidas, para alimentar o solo com matéria orgânica e evitar a erosão;

  • compostagem com aproveitamento dos resíduos vegetais e animais como fertilizantes, para alimentar o solo e as culturas mais exigentes.



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