Sopece disciplina: Antropologia Curso: Direito – 4º e 5º anos Profª Claudia Gouveia



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SOPECE

Disciplina: Antropologia

Curso: Direito – 4º e 5º anos

Profª Claudia Gouveia
Atividade de grupo realizada em sala de aula.
Fonte: LAPLANTINE, François (1996) Aprender Antropologia. 9ª edição. São Paulo, Editora Brasiliense.
Terceira Parte. A Especificidade da Prática Antropológica

Tópicos 1 e 2. (págs. 149-155)




  1. Como definir a abordagem antropológica de base?

  2. Em que consiste a etnografia?

  3. Como descrever a busca etnográfica?

  4. Quais materiais chamam a atenção da abordagem etnológica e o que ela privilegia?

  5. A etnologia tem algum objeto próprio?

  6. Quais as influências da Antropologia sobre outras disciplinas?

Respostas:




  1. Observação direta dos comportamentos sociais a partir de uma relação humana.

  2. Em impregnar-se dos temas de uma sociedade, seus ideais, suas angústias.

  3. Como errante. Tentativas e erros devem ser considerados como informações, bem como o imprevisto.

  4. Materiais residuais considerados indignos pela atividade científica, privilegiando o que é secundário nos comportamentos sociais (abordagem microssociológica), interessando-se pelo pequeno e cotidiano (gestos, expressões corporais, hábitos alimentares, higiene, etc.).

  5. Não. Ela tem uma abordagem, um enfoque particular. Diferenças de vida e pensamento existem em toda e qualquer sociedade.

  6. Ajudou a renovar as ciências humanas contemporâneas, mostrando novos terrenos de investigação e convencendo-as de que não deve haver objeto tabu. Assim, as ciências das religiões consideram o cristianismo ao nível das multidões anônimas; a arquitetura passou a se preocupar com a cultura material resultante do habitat popular; a arqueologia a estudar não somente palácios e templos, mas também o conjunto do ambiente construído, mesmo o mais humilde, visto que também expressa a cultura que se pretende compreender.

Fonte: SHIRLEY, Robert Weaver (1987) Antropologia Jurídica. São Paulo, Editora Saraiva.


Capítulo I – O que é Antropologia? (págs. 1-8)


  1. O que é Antropologia? Quais algumas das suas subdivisões?

  2. Como se desenvolveu a Antropologia?

  3. Qual a diferença entre o papel do missionário e do antropólogo?

  4. Quando surgiu a Antropologia como ciência e profissão? Fale de Boas e Malinowski.

  5. Descrever a observação participante.

  6. Fale do etnocentrismo.

  7. Desde a década de 30 até o presente quais alguns dos antropólogos e suas linhas de pesquisa que ajudaram a desenvolver a Antropologia?

  8. Qual o interesse recente dos antropólogos?

Respostas:




  1. Ciência social (e natural), cuja função de enorme alcance é quase um campo sem fronteiras. Subdivisões: Física, estuda a genética humana, fisiologia e biologia; Arqueologia, pesquisa origem e evolução da raça humana da biológica a social; lingüística, deriva do estudo de línguas não escritas e contribui para Psicologia, História e natureza do conhecimento humano.

  2. Com o estudo dos povos sem tradição escrita, obrigando antropólogos a tentar entender língua, economia, religião, mitologia, leis como partes de um todo e não como fragmentos estanques, tornando-se generalista ao invés de especialista.

  3. Missionário ensinava ideologia e fé européias a povo não-europeu, pragmático, procura conhecer povo para mudá-lo e dominá-lo. Antropólogo aprende o que o povo tem a ensinar a si e a sua sociedade.

  4. No começo do século XX, com Boas nos EUA participando da 1ª grande expedição antropológica com finalidade científica, para quem Antropologia devia ser rigorosamente científica; e Malinowski foi o criador do método científico fundamental na antropologia, a observação participante, vivendo 4 anos nas Ilhas Trobriand estudou aspectos da vida dos melanésios como práticas econômicas e de trocas, relações familiares, religião, mito e poesia.

  5. Requer longo período de convivência com povo estudado, implica em observar a outra cultura, envolvendo-se na vida diária do povo, aprendendo sua língua e aceitando seus costumes.

  6. Crença firme na verdade da própria cultura de alguém. Idéia de que a própria cultura ou crença de cada um são a verdade ou a maneira superior de lidar com o mundo. Antropologia ensinou que é falso, pois culturas são iguais, nenhuma possui o monopólio da verdade e que todas merecem respeito.

  7. Sapir com a lingüística; Mead com personalidade e cultura; Firth na Antropologia econômica; Lévi-Strauss com a análise estrutural do parentesco.

  8. Pelo fenômeno urbano, envolvendo instituições urbanas com igrejas, fábricas, escolas de samba, povos ignorados pelas outras ciências sociais como favelados, mendigos, pichadores, etc.

Fonte: DAMATTA, Roberto (1987) Relativizando; Uma Introdução à Antropologia Social. Rio de Janeiro, Rocco.


Terceira parte.

Tópico 1. O Trabalho de Campo na Antropologia Social (págs. 143-150)




  1. O que é trabalho de campo ou pesquisa de campo na Antropologia?

  2. Qual a postura do funcionalismo que provocou a “revolução funcionalista”? E o que fez a mudança de atitude?

  3. Qual a base do trabalho de campo como técnica de pesquisa?

  4. Descreva como se dá o crescimento da Antropologia?

  5. Qual o ponto de partida da Antropologia?

Respostas:




  1. Modo característico de coleta de dados para reflexão teórica. Vivência longa e profunda com outros modos de vida, com outros valores e outros sistemas de relações sociais. Experiência controlada através da comparação de uma sociedade com outra e pela convivência com o mundo social.

  2. Postura que arrancou o pesquisador da poltrona e pôs para viajar. Esta mudança de atitude transformou a disciplina, levando estudioso a contatar diretamente com pesquisados, obrigando-o a entrar num processo relativizador1 de todo conjunto de crenças e valores familiares.

  3. Buscar novos dados sem intermediação de outras consciências (cronistas, viajantes, historiadores ou missionários que passaram pela região).

  4. A partir das lições aprendidas em outras sociedades, culturas e civilizações. Aprendendo a ouvir e ver todas as realizações humanas pôde juntar a pequena tradição da aldeia perdida na floresta a grande tradição democrática fundada na compreensão e na tolerância que forma a base da verdadeira perspectiva da sociedade humana.

  5. A posição e o ponto de vista do outro; estudando-o por todos os meios disponíveis, usando dados históricos, fatos econômicos, material político, tudo deve ser incluído no processo de entendimento de uma forma de vida social diferente.

Fonte: MELLO, Luiz Gonzaga (1987) Antropologia Cultural. Iniciação, Teoria e Temas. 4ª edição. Petrópolis, Editora Vozes.


Parte II – Teoria Antropológica. Capítulo V – Antropologia: Teoria e História.

2.4 – Período de Crítica




  1. Quando tem início este período e por que é o mais fecundo da Antropologia?

  2. Qual o motivo para se temer que a ciência antropológica não tivesse continuidade?

  3. A partir disto qual a reformulação ocorrida na Antropologia?

  4. Como descrever a etnografia nesta época? Como Boas contribuiu para o trabalho etnográfico?

  5. A pesquisa de campo, muito importante no EUA, teve um grande representante na Inglaterra. Quem foi ele e qual o seu papel para a pesquisa de campo?

  6. Neste período muitas frentes de estudos foram abertas. Quais os novos campos abertos?

Respostas:




  1. Inicia-se em 1900 e foi fecundo porque os padrões iniciais da Antropologia foram criticados, propondo-se novas abordagens.

  2. Os povos primitivos, seu objeto de estudo preferido, estavam ameaçados de extinção.

  3. Como os povos, antes objetos de estudo, começam também a fazer estudos antropológicos, a realidade sócio-cultural toma novos rumos, sendo analisada por olhos diversos, tornando a crítica mais autêntica. A Antropologia deixou de servir ao imperialismo e colonialismo europeus.

  4. Preocupada com o desaparecimento dos povos “primitivos” os estudiosos procuraram se empenhar em coletar e registrar dados sem preocupação teórica havia nesta época literalmente apenas a etnografia, que é a descrição destes povos. A contribuição de Boas foi sistematizar os registros dos elementos da cultura, buscando compreender o fenômeno cultural e elaborar uma teoria a seu respeito.

  5. Malinowski foi o maior e mais metódico pesquisador de campo, seu mérito ao que parece foi instituir a pesquisa de campo como parte essencial na formação do antropólogo.

  6. Os estudos dos países do terceiro mundo abriram a reflexão sobre suas próprias culturas. Os novos campos de estudo foram sobre a Antropologia urbana, a cultura popular, o folclore e os efeitos da urbanização ‘patógena’ sobre as manifestações desta cultura, a cultura de massa.




1 Relativismo doutrinar que faz depender, a verdade, do indivíduo, ou do grupo, ou do tempo e lugar. Aurélio.


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