Sumário 1 Gestão de Custos



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TÓPICO 01: CUSTO FIXO, LUCRO E MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

TÓPICO 02: CUSTEIO VARIÁVEL

SUMÁRIO

1 - Gestão de Custos...................................................................................................... 03

1.1 - Da Contabilidade Financeira à Gestão de Custos....................................... 03

1.2 - Terminologias Aplicadas na Gestão de Custos............................................ 05

1.3 - Alocação dos Custos Fixos, Critérios de Rateio.......................................... 07

2 - Métodos de Custeio................................................................................................. 08

2.1 - Custeio por Absorção..................................................................................... 09

2.1.1 - Apuração e contabilização do CPV.................................................. 10

2.1.2 - Exemplos de Contabilização de Custos Industriais........................ 11

2.2 - Métodos de Custeio Variável (Custeio Direto)............................................ 14

2.2.1 - Diferença entre o Método de Custeio por Absorção e Custeio Variável...........................................................................................................................15

2.2.2 - Exemplo 1............................................................................................ 16

2.2.3 - Exemplo 2............................................................................................ 18

2.3 - Custeio ABC................................................................................................... 20

2.3.1 - Atividades............................................................................................ 20

2.3.2 - Operacionalização.............................................................................. 21

2.3.3 - Diferença entre Rateio e Rastreamento........................................... 21

2.3.4 - Exemplo de determinação dos Direcionadores de Atividade......... 23

2.3.5 - Diferenças entre Critérios dos Métodos de Custeio........................ 23

3 - Bibliografia.............................................................................................................. 24

4 - Exercícios................................................................................................................. 25

1 - GESTÃO DE CUSTOS

1.1 - Da Contabilidade de Financeira à Gestão de Custos

A contabilidade financeira (societária) teve seu desenvolvimento na Era Mercantilista, nessa época, como a predominância era atividade comercial, a única preocupação com os custos era verificar quanto se pagou pela mercadoria (estoque) e conseqüentemente qual seria o valor de venda, que, na maioria das vezes, era calculado simplesmente aplicando um percentual em cima do valor de compra.

A equação para se chegar ao custo da mercadoria vendida era muito simples: estoque + compras – estoque final, ou seja:

CMV= Ei + C – Ef


Até hoje, algumas empresas de pequeno e médio porte que se dedicam apenas à atividade comercial utilizam-se dessa fórmula. É muito comum ouvirmos o termo: fechado para balanço, isso quer dizer que a empresa está apurando o seu saldo de estoque, ou seja, apurando o estoque final para aplicar a fórmula.

Assim se a empresa no final do ano anterior tinha um estoque de $ 10.000 efetuou compras durante o ano no valor de $ 5.000 e seu estoque final é de $ 8.000 teremos:

CMV = 10.000 + 5.000 – 8.000

CMV= 7.000

Dessa forma, no Balanço Patrimonial constará: Estoque: $ 8.000 e na Demonstração do Resultado de Exercício (DRE) constará: CMV: $ 7.000.

Com o início da Revolução Industrial (século XVIII) a Contabilidade de Custos foi ganhando maior importância, pois, a partir daí, não bastava calcular apenas a variação do estoque de um período para o outro, para saber quanto se consumiu de matéria-prima na produção de um determinado bem, pois a fabricação de um produto não envolve apenas materiais, mas também, insumos, mão-de-obra, horas de máquinas e equipamentos (depreciação) e outros fatores mais. Portanto, foi uma época de muito desenvolvimento da Contabilidade de Custos, mas ainda sendo utilizada apenas para fins de melhor mensuração dos custos com a finalidade de apurar o resultado do exercício.

O grande salto aconteceu no século XX e mais especialmente nas três ultimas décadas (anos 70 pra cá) com a chamada Contabilidade Gerencial, nesse período a Contabilidade de Custos deixou de ser tratada apenas como suporte para a Contabilidade Financeira e passou a ser vista com enfoque gerencial.

A crise econômica mundial que se estabeleceu nos últimos anos, a necessidade de busca da competitividade, a otimização dos resultados como meio de sobrevivência das empresas, descobrir qual o produto gera melhor resultado, são alguns dos aspectos que contribuíram para o desenvolvimento dos estudos e análises dos custos dos produtos.

Dessa forma, a Contabilidade de Custos que na Era Mercantilista somente calculava o custo da variação do estoque ganhou maior importância com a Revolução Industrial e nos dias de hoje é uma atividade primordial para as empresas, não só as comerciais e industriais, mas acima de tudo para as prestadoras de serviços onde nem sempre os processos são bem delimitados como na indústria.

No enfoque gerencial, a Contabilidade de Custos é estudada com a utilização de termos como: Gestão de Custos, Administração de Custos, Custos para Tomada de Decisões e outros, ficando o termo “Contabilidade” como a parte operacional desse processo.

E é nesse contexto, com enfoque na Contabilidade de Custos que vamos desenvolver nosso trabalho nessa disciplina.

1.2 - TERMINOLOGIAS APLICADAS NA GESTÃO DE CUSTOS

Tão importante quanto uma estratégia bem definida de comercialização e elaboração do preço de venda, são as análises dos componentes que afetam os resultados de uma empresa e como estes componentes podem contribuir para uma tomada de decisão.

Antes de prosseguir vejamos alguns conceitos que se confundem:

GASTOS: é uma expressão mais genérica, significa aquisição de algo, compra. É o sacrifício financeiro despendido pela empresa na aquisição de um bem ou serviço.

DESEMBOLSO: é o pagamento resultante da aquisição de bens ou serviços.

INVESTIMENTO: significa a aquisição de um bem que normalmente é utilizado por longos períodos na produção ou manutenção da atividade da empresa. À medida em que vai sendo utilizado a sua perda econômica vai sendo considerada como despesa ou custo, como por exemplo, a depreciação, requisição de material em estoque etc.

PERDA: é o bem ou serviço consumido de forma anormal e involuntária. Como exemplos de perdas podemos citar: materiais perdidos em função de acidentes, incêndios, enchentes, obsolescência de materiais etc.

DESPESA: é o bem ou serviço consumido na obtenção de receitas e áreas de apoio. As despesas estão relacionadas com a administração e a comercialização.

CUSTOS: é a expressão, monetariamente quantificada, da utilização de recursos para adquirir ou processar um determinado bem.

CUSTO e DESPESA FIXO: é aquele que, em determinado período de tempo, não sofre variações devido a alteração nos volumes de produção ou venda. Pode sofrer alterações em função do aumento de preços dos seus elementos, mas não em função do volume de produção. Exemplo de custos fixos: aluguel da fábrica, energia elétrica da fábrica, salário dos funcionários etc.

CUSTO e DESPESA VARIÁVEL: é aquele que, em determinado período de tempo, varia de forma diretamente proporcional às alterações nos volumes de produção ou venda. Exemplos de custo variável: matéria prima, comissão, prêmio por produção etc.

CUSTO DIRETO: é aquele que está diretamente relacionado com o bem ou serviço, que pode ser diretamente apropriado ao produto, exemplo: salário dos funcionários da produção, matéria prima etc.

CUSTO INDIRETO: é aquele que está relacionado com o bem ou serviço, mas de forma indireta, exemplo: salário de supervisores, custos com a manutenção de máquinas, aluguel e energia elétrica da fábrica.

As características dos custos estão diretamente relacionados entre si, vejamos as situações abaixo:

Salário dos funcionários do setor de produção: Custo Fixo e Direto

Aluguel da fábrica: Custo Fixo e Indireto

Matéria-prima: Custo Variável e Direto

Insumos de difícil controle: Custo Variável e Indireto



1.3 – Alocação dos Custos Fixos, Critérios de Rateio

Quando a empresa produz mais de um produto há uma dificuldade para ser alocar os Custos Indiretos de Fabricação – CIF aos produtos, pois são consumidos pelos produtos de forma indireta sendo muito difícil, ás vezes impossível, sua mensuração correta. Assim os CIFs são alocados através de rateio, cujos critérios serão definidos pela empresa, vejamos o exemplo abaixo:



Item

Dados

Item utilizado como base para o Critério de Rateio

PROD. A

PROD. B

TOTAL

1

Material Direto




40.000

60.000

100.000

2

Mão-de-Obra Direta




18.000

42.000

60.000

Custos Indiretos de Fabricação


3

Material Indireto

1







10.000

4

Supervisão

2







20.000

5

Aluguel da fábrica

13







5.000

6

Depreciações

11







8.000

7

Transporte de Pessoal

14







6.000

8

Energia das Máquinas

12







10.000

9

Energia da fábrica (iluminação)

13







4.000

10

Outros CIFs

15







15.000




Custo Total













Dados de Medição


11

Tempo de utilização das máquinas (horas)




70 hs

130 hs

200 hs

12

Potência das Máquinas




1.200

800

2.000

13

Área ocupada (m2)




120 m2

80 m2

200 m2

14

Qtd. de funcionários




40

60

100

15

Quantidade Produzida




4.000

unid.


8.000

unid.


12.000 unid.


Custo por produto:

Prod. A = _______ = Prod. B = _____ =




Ponto para reflexão e análise: supondo que a empresa deseja obter um lucro de 10%, assim terá que vender o Prod. A por aproximadamente $ 25,00, uma vez que o seu custo unitário é de $22,40. O que deverá fazer se os concorrentes estiverem vendendo por $ 20,00?

Obs: a empresa já opera com sua capacidade máxima e não comporta redução em seus custos.

2 - MÉTODOS DE CUSTEIO

A adoção de um sistema de custos tem que ser muito bem analisado. Cada empresa tem sua realidade, ou seja: forma de fabricação, qualidade de seus recursos humanos, culturas internas, necessidade diferenciada de informações e outros. Portanto, um método de custeio que deu certo numa empresa não quer dizer que dará certo em outra.

Um sistema de custos envolve:



Dessa forma para que haja boas informações é necessário que haja qualidade na entrada dos dados, por isso, deve haver muito comprometimento das pessoas que farão os apontamentos e os inputs. Estas pessoas devem estar devidamente treinadas e qualificadas para exercer estas atividades.

Outro ponto relevante é determinar o que deve ser controlado, pois se uma informação não irá contribuir para o processo de tomada de decisões é desnecessário consumir energias no seu controle, uma vez que não vai gerar benefícios.

Devemos sempre levar em consideração que uma informação deve custar mais que seu valor econômico.

Três métodos de custeio merecem destaque:


2. 1 - CUSTEIO POR ABSORÇÃO

Este tipo de custeio é o método utilizado na contabilidade societária e fiscal. Consiste em apropriar os custos do período ao produto, sejam os custos diretos ou indiretos, portanto, todos os custos com Material Direto (MD), Mão-de-Obra Direta (MOD) e os Custos Indiretos de Fabricação (CIF) são alocados/rateados aos produtos produzidos no período, independente se foram vendidos ou não.

No comércio o custo da mercadoria vendida é composto pelo valor pago pela mercadoria mais frete e seguro. Na indústria e na empresa de prestação de serviços todos os componentes relacionados ao processo produtivo compõem o custo do bem ou serviço, como por exemplo: mão-de-obra, matéria-prima, depreciação dos equipamentos utilizados na produção, aluguel, água, luz, telefone dos departamentos produtivos, dentre outros.

No final de cada período (mês ou ano) haverá alguns produtos que ainda não estarão acabados, ou seja, estarão em processo de fabricação, esses produtos são chamados de PRODUTOS EM ELABORAÇÃO. Quando os produtos estiverem prontos para serem vendidos são chamados de PRODUTOS ACABADOS. Portanto, na conta de Estoques (ativo) temos três categorias de Estoque:





em fase de fabricação





Pronto para ser vendido

Quando o produto acabado for vendido, será baixado da conta estoque e lançado a custo na Demonstração do Resultado do Exercício –DRE.

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