Sumário 1 Gestão de Custos



Baixar 230.42 Kb.
Página2/3
Encontro18.07.2016
Tamanho230.42 Kb.
1   2   3

2.1.1 - Apuração e Contabilização do CPV


O custo da matéria-prima somando aos demais custos diretos e indiretos chega-se ao custo da produção do período que somado com a diferença dos produtos em elaboração do início e do fim do período chega-se ao custo da produção acabada. O custo da produção acabada somando à diferença do produto acabado do início e do fim do período chega-se ao Custo do Produto Vendido – CPV.

Esse cálculo se dará pela utilização da fórmula:


Custo = Estoque Inicial + Compras (ou entradas) – Estoque Final


A movimentação abaixo demonstra a aplicação da fórmula em cada etapa:

Movimentação


$

= Estoque Inicial de Matéria-Prima

+ Compras

- Estoque Final de Matéria-Prima


1

Matéria-prima


00

20

(40)



= Custo da Matéria-Prima

+ Mão-de-Obra Direta

+ Custos Indiretos de Fabricação – CIF


80

70

3



Produto em Elaboração
0

= Custo da Produção do Período

+ Estoque Inicial de Produtos em elaboração

- Estoque Final de Produtos em elaboração


180

60

(20)



= Custo da Produção Acabada

+ Estoque Inicial de Produto Acabado

- Estoque Final de Produto Acabado


220

8

Produto Acabado
0

(50)


= Custo do Produto Vendido – CPV

250

2.1.2 - EXEMPLO DE CONTABILIZAÇÃO DE CUSTOS INDUSTRIAIS

BALANÇO – CIA INDUSTRIAL

ATIVO

PASSIVO

ATIVO CIRCULANTE

 

 

 

Caixa

1.000,00




 

Estoque Matéria-Prima

100,00

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 

Equipamentos

200,00

Capital

1.300,00

 

 

 

 

TOTAL DO ATIVO

1.300,00

TOTAL DO PASSIVO

1.300,00
Custos no período

Utilização de matéria prima 80,00

Mão-de-Obra direta 90,00

Custos Indiretos de fabricação 15,00 (aluguel e taxas deptos. produção)

Depreciação 20,00



Custos da Produção 205,00

Unidades Acabadas 20,00



Unidades em fase de elaboração 0,50 (1 unid. com grau de acabamento de 50%)

Total de unidades produzidas 20,5

Custo Unitário:$ 205,00 / 20,5 unid. 10,00



Resumo:

- Custo dos Produtos em Elaboração: 0,5 x $10= 5,00

- Produtos Acabados estocados: 20 x $10= 200,00

Custo Total da Produção 205,00

FLUXO DE CAIXA
Saldo Inicial ________
Pagamentos

Despesas com Mão-de-Obra ( )

Custos Indiretos de Fabricação ( )

_________________________________________

Total de Desembolsos ( )

Saldo Final ________


BALANÇO INTERMEDIÁRIO – CIA INDUSTRIAL


ATIVO

PASSIVO

ATIVO CIRCULANTE

 

 

 

Caixa

________




 

Estoque Matéria-Prima

________

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 

Estoque de Produto em Elaboração

________

Capital

________

Estoque de Produtos Acabados

________

 

 

Equipamentos

________

 

 

Depreciação Acumulada

________

 

 

 

 

 

 

TOTAL DO ATIVO

________

TOTAL DO PASSIVO

________


Movimentação Final do Período

Unidades vendidas no mês 15

Receita unitária 12,00

Despesas Administrativas 20,00

DEMONSTRATIVO NO FINAL DO PERÍODO

FLUXO DE CAIXA

Saldo Inicial _______
Pagamentos
Despesas Administrativas ( )_
Total de Desembolsos ( )


Recebimentos

Receitas de Vendas _______



Total de Recebimentos _______

Saldo Final _______

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO


Receita de Venda: 15 unid. x $ 12,00 =
CPV: 15 unid. X $ 10,00 =

Lucro Bruto

Despesas Administrativas



Resultado Operacional

______
( )



_____

( )





_______

BALANÇO FINAL – CIA INDUSTRIAL

ATIVO

PASSIVO

ATIVO CIRCULANTE

 

 

 

Caixa

________




 

Estoque Matéria-Prima

________

PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 

Estoque de Produto em Elaboração

________

Capital

________

Estoque de Produtos Acabados

________

Lucro

________

Equipamentos

________

 

 

Depreciação Acumulada

________

 

 

 

 

 

 

TOTAL DO ATIVO

________

TOTAL DO PASSIVO

________

2.2 - MÉTODO DE CUSTEIO VARIÁVEL (CUSTEIO DIRETO)

Este método tem como característica a separação entre os custos fixos e os variáveis (isto também é válido para as despesas). Esta separação gera bons elementos para tomada de decisão, por isso, que gerencialmente muitas empresas estão adotando a apresentação do Demonstrativo de Resultado pelo método de Custeio Variável, também conhecido como Custeio Direto.

RECEITA LÍQUIDA

(CUSTO/DESPESA VARIÁVEL)

_______________________________

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

(CUSTO/DESPESA FIXO)

­______________________________

LUCRO OPERACIONAL


A Margem de Contribuição, também chamada de Contribuição Marginal indica quanto que determinado produto está contribuindo para suportar os custos e despesas fixos e conseqüentemente sua influência no lucro.

Este método não incorpora os custos fixos aos produtos ou serviços, assim facilita o processo de tomada de decisão, pois o gestor sabe que o aumento da produção aumentará apenas os custos variáveis, desde que tenha capacidade produtiva.



2.2.1 - Diferença entre o Método de Custeio por Absorção e o Custeio Variável

No Custeio por Absorção os custos fixos são alocados/rateados aos produtos, assim as quantidades produzidas que ainda não foram vendidas vão para o estoque, conseqüentemente estaremos estocando custos fixos.




ABSORÇÃO

RECEITA LÍQUIDA

(CUSTO FIXO + CUSTO VARIÁVEL)

LUCRO BRUTO

(DESPESA FIXA + DESP.VARIÁVEL)

LUCRO OPERACIONAL
No Custeio Variável ou Direto os custos fixos vão diretamente para o resultado daquele período, portanto somente vão para estoque os custos variáveis.


VARIÁVEL

RECEITA LÍQUIDA

(CUSTO + DESPESA VARIÁVEL)

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

(CUSTO + DESPESA FIXO)

LUCRO OPERACIONAL


2.2.2 - Exemplo-1:

Suponha que uma empresa tenha a seguinte situação de custeio:






R$

Preço Liquido de Venda:

100,00 por unidade

Custo variável:

60,00 por unidade

Custo Fixo:

25.000 por mês

Despesa fixa:

5.000 por mês


Quantidade vendida mensalmente:

1.000 unidades

DEMONSTRATIVO DE RESULTADO – PELO CUSTEIO POR ABSORÇÃO


Receita Líquida

1.000 x 100,00 =

100.000










Custo Total

(1.000 x 60,00) + 25.000 =

(85.000)

LUCRO BRUTO




15.000










Despesa




(5.000)










LUCRO OPERACIONAL













10.000
Além dessa quantidade já certa de todo mês, esta empresa recebeu uma encomenda especial de 300 unidades, como há uma ociosidade em sua produção, não aumentará em nada os custos fixos e as despesas. No entanto, o cliente colocou como condição que somente pagará $ 75,00 por unidade. Qual decisão deveria ser tomada?

Analisando esta questão pelo método do custeio tradicional (absorção), provavelmente a empresa chegaria ao seguinte raciocínio.



Custo variável

1.000 x 60,00

60.000,00

Custo Fixo




25.000,00

Custo Total




85.000,00

Custo por Unidade = Custo Total 85.000,00 = 85,00

Quantidade 1.000

CONCLUSÃO: se o custo unitário é de $ 85,00 por unidade provavelmente ela recusará uma proposta de vender a $ 75,00, pois estaria vendendo abaixo do seu custo. Dessa forma, deixaria de ter uma receita adicional de $ 22.500 (300 x 75,00).

Voltando a situação demonstrada pelo Custeio por Absorção, vamos agora analisar pelo método do Custeio Variável.

Sabendo, portanto, que os custos variáveis são $ 60,00 por unidade, fica fácil o raciocínio. A empresa tem uma proposta de venda especial a $ 75,00 por unidade, então conclui-se que terá um ganho de $ 15,00 por unidade.

Vejamos como fica a Demonstração de Resultado pelo Custeio Variável:



DEMONSTRATIVO DE RESULTADO – PELO CUSTEIO VARIÁVEL (DIRETO)




Vendas Normais

Encomenda Especial

Total

Receita Líquida










Custo Variável










Margem de Contribuição






















Custo Fixo










Despesa Fixa










Resultado Operacional










Veja portanto, que mesmo tendo aceitado uma encomenda a um preço 25% menor que o preço normal, resultou num resultado final 45% maior, ou seja, saiu de um lucro de $ 10.000 para $ 14.500.

Verifica-se, então, que uma Contabilidade de Custos bem estruturada pode fornecer elementos muito valiosos para tomadas de decisões. No exemplo acima, a empresa poderia ter perdido a oportunidade de ter um lucro 45% maior, se não tivesse analisado com este enfoque gerencial.

Dessa forma, observa-se que a Contabilidade pode ser bem aproveitada dentro de uma organização, orientando as tomadas de decisões.

A apresentação do Demonstrativo de Resultado nessa forma do Custeio Direto (Contribuição Marginal), ainda não é aceita pela legislação, portanto é de caráter apenas gerencial.



2.2.3 - Exemplo –2:

A empresa SEM NEXO apresenta a seguinte produção e venda:



Período

Quantidade

Quantidade

Estoque Final




Produzida

Vendida

Em Unidades

1° Ano

60.000

40.000

20.000

2º Ano

50.000

60.000

10.000

3º Ano

50.000

60.000

0

Total

160.000

160.000



Preço de Venda: 75,00 por unidade

Custos Variáveis: 30,00 por unidade

Custos Fixos: 2.100.000,00 por ano



DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

Método do Custeio Variável ou Direto




1º Ano

2º Ano

3º Ano

Total

Vendas











( - ) Custo Variável












Marg.Contribuição












( - ) Custo Fixo












Lucro



























Estoque Final













Método do Custeio por Absorção




1º Ano

2º Ano

3º Ano

Total

Vendas












( - ) CPV












Lucro



























Estoque Final












Cálculo do CPV e do Estoque Final no Custeio por Absorção:

1º Ano

Cálculo

$

Custo Variável

30,00 x 60.000 unid. =

1.800.000

Custo Fixo




2.100.000

Custo total




3.900.000

Custo por Unidade

3.900.000 / 60.000 unid. =

65,00

CPV

65 x 40.000 unid =

2.600.000

Estoque Final

65 x 20.000 unid.

1.300.000



2º Ano

Cálculo

$

Custo Variável

30,000 x 50.000 unid. =

1.500.000

Custo Fixo




2.100.000

Custo total




3.600.000

Custo por Unidade

3.600.000 / 50.000 unid. =

72,00

Custo Médio ponderado

1.300.000 + 3.600.000 =

70.000 unid.



70,00

CPV

70 x 60.000 unid. =

4.200.000

Estoque Final

70 x 10.000 unid. =

700.000



3º Ano

Cálculo

$

Custo Variável

x unid.=




Custo Fixo







Custo total







Custo por Unidade

/ unid.=




Custo Médio ponderado

+ =

unid





CPV

x unid.=




Estoque Final

x 0 unid. =

0


2.3 - CUSTEIO ABC

Além dos Custeios por Absorção e do Variável há também o Custeio ABC - Activity Based Costing, que traduzindo para o português significa Custeio Baseado em Atividades.

Este Método de Custeio originou-se na década de 60 nos Estados Unidos pela General Eletric, sendo mais difundido na década de 80. No Brasil este sistema ainda se encontra em análise devido as dificuldades de implantação.

Vale ressaltar, que não há um método de custeio perfeito, portanto, este método é a mais nova tentativa de aprimorar as formas de apuração de custos e conseqüentemente de resultados.

Tem como objetivo principal a alocação, mais criteriosa, dos custos indiretos e das despesas (overhead) aos bens ou serviços, a fim de reduzir as distorções provocadas pela arbitrariedade do rateio.

Sua aplicação é recomendável para empresas com as seguintes características:



  • que apresentem Custos Indiretos relevantes em relação aos Custos Totais, sendo necessário sua alocação, a fim de determinar com maior precisão o custo do produto ou serviço;

  • que produzem grande variedade de produtos ou serviços no mesmo ambiente, com quantidades variadas e processos produtivos diferenciados;

  • que trabalham com clientela diversificada em termos de volume de encomendas, de especificações especiais, de serviços adicionais etc.

2.3.1 - Atividades

"Para as finalidades do Sistema ABC, define-se Atividade como sendo uma conjugação coordenada de recursos (mão-de-obra, materiais, tecnologia e ambiente) visando a produção de um determinado bem ou serviço.”

Boletim IOB TC/Bal - 36/98

Para Noreen e Garrison (2001, p.225) “uma atividade é qualquer evento que provoca o consumo de recursos indiretos. O custo de execução dessas atividades é apropriado aos produtos que o causam”.

2.3-2 - Operacionalização

Este método consiste em alocar todos os custos indiretos e as despesas às atividades e em seguida alocar os custos das atividades aos produtos e serviços, conforme esquema demonstrado a seguir. A forma de alocação dos custos indiretos e das despesas são através de rastreamento.



2.3.3 - Diferença entre rateio e rastreamento: rateio é uma forma arbitrária e subjetiva de alocar os custos indiretos aos produtos e serviços, enquanto o rastreamento procura determinar a verdadeira relação entre o custo e a atividade através dos Direcionadores de Custos (Cost Drivers).

Estes direcionadores têm a finalidade de determinar a forma de rastreamento dos custos e sua alocação às Atividades e em seguida aos Produtos. Os Direcionadores de Custos estão divididos em duas categorias:


Direcionadores de Recursos: determinam como alocar os custos da empresa às atividades, uma vez que essas consomem recursos.
Direcionadores de Atividades: determinam como alocar os custos das atividades aos produtos, uma vez que esses consomem atividades.

Quando não se consegue estabelecer um direcionador de atividades, ou seja, não houve uma verdadeira relação entre a atividade e o produto, os recursos não serão apropriados aos produtos por meio de rateio, entrarão num centro de custo chamado, por exemplo, ociosidade. Dessa forma, a soma dos resultados dos produtos será diferente do resultado global da empresa.



Há uma importante diferença entre os Custeios ABC e o Absorção: se algum produto for retirado de linha, os custos indiretos que estavam alocados a ele e que não foram eliminados, pelo Custeio por Absorção, serão transferidos para os produtos remanescentes e pelo Custeio ABC serão alocados como ociosidade. Essa é uma considerável vantagem do ABC em relação ao Absorção, pois os produtos remanescentes não serão penalizados pela decisão de se eliminar algum outro produto.

1   2   3


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal