Sumário 1 introdução 2 I – a problemática filosófica contemporânea a Wittgenstein 6



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2.1 – Os primeiros passos


Uma vez delineado o contexto de onde se origina Wittgenstein e seu modo de pensar, agora serão estudadas as teorias centrais que marcam o desenvolvimento do Primeiro Wittgenstein na sua obra Tractatus. O objetivo deste estudo é partir do contexto e da problemática da época de Wittgenstein, trabalhar algumas das principais idéias da primeira resposta wittgensteiniana para, então, chegar à segunda resposta do autor, situada nos jogos de linguagem e nas formas de vida do Segundo Wittgenstein. Para tanto, está-se percorrendo o caminho aberto pelo autor, levantando a problemática de sua época, passando pela sua primeira resposta a tal problemática, no intuito de acompanhar e compreender o desenvolvimento de suas respostas.

Para refazer tal percurso, inicialmente, serão vistos alguns dados que influenciaram o modo de pensar do autor, para depois passar às principais afirmações contidas no decorrer da obra investigada. Feito isso, o estudo centralizar-se-á nas duas principais teorias do Tractatus, a saber, a teoria da figuração e a teoria da verdade que são as colunas da primeira resposta do autor. A teoria da figuração gira em torno da relação existente entre o mundo, o pensar e o falar40. Tal figuração ocorre em dois momentos. Primeiro o mundo é transformado em pensamento e depois em expressão lingüística. Aqui mundo e linguagem possuem a mesma estrutura interna e externa. A teoria da verdade, como não poderia ser muito diferente, preocupa-se com a verdade ou falsidade das proposições. Aqui existem proposições complexas e proposições elementares. As complexas são verdadeiras quando são verdadeiras as proposições elementares que as compõem41 e, as elementares são verdadeiras quando representam com autenticidade um estado de coisas que existe42.

A obra que introduz a ação de Wittgenstein no campo da Filosofia Analítica é o Tractatus, publicado em 1921, durante a Primeira Guerra Mundial, da qual Wittgenstein participou servindo o exército austríaco. No subitem que segue, serão estudados alguns traços característicos da obra e o problema que implica diretamente a busca empreendida por esta monografia, a saber, o problema do sentido da linguagem. Tal problema será visto a partir da teoria da figuração (2.2.1) e da teoria da verdade (2.2.2). A primeira é dependente da relação entre nome e objeto, a segunda depende da verdade das proposições elementares.

2.2 – Sua primeira obra: Tractatus


Esta obra, conforme Condé, contém problemas relativos à lógica, linguagem, ontologia, teoria do conhecimento, epistemologia, ética, metafísica e ao místico43. Conforme Wuchterl, a mesma contém uma composição sistemática de pensamentos soltos, que Wittgenstein anotara no decurso de sete anos44. Wittgenstein, no prefácio, diz:

O livro trata dos problemas filosóficos e mostra – como creio – que a formulação desses problemas repousa sobre o mau entendimento da lógica de nossa linguagem. Poder-se-ia, talvez apanhar todo o sentido do livro com estas palavras: o que se pode dizer, pode-se dizer claramente; e sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar. O livro pretende, pois, traçar um limite para pensar, ou melhor – não para o pensar, mas para a expressão dos pensamentos.45

Nessa passagem, o autor resume a proposta de sua obra. A partir dessa concepção, ele defende, até o final do Tractatus, a teoria de que só pode ser dito algo sobre aquilo do qual se pode sentenciar claramente. Fiel a essa afirmação, no final do mesmo prefácio, com teor de quem atingiu o resultado, Wittgenstein diz ter resolvido todos os problemas: “A verdade dos pensamentos aqui comunicados parece-me intocável e definitiva. Portanto, é minha opinião que, no essencial, resolvi de vez os problemas”.46 Essa afirmação é a expressão máxima de quem seguiu uma proposta e obteve, de maneira satisfatória, o resultado buscado. Quem continua a leitura depara-se com um Tractatus, que não tem notas de rodapé e quase não cita pensadores clássicos, o que pode gerar interpretações de um Wittgenstein claramente arrogante e prepotente. A verdade é que detalhes desta última afirmação serão assuntos deixados para outras pesquisas; não são tema deste trabalho.

O que é bastante clara, embora não seja o objeto principal deste trabalho, é a sistematicidade e rigorosidade na numeração que acompanha a forma caricatural desta obra. As frases que são as proposições lapidares47, em número de sete, recebem numerações próprias. Essas frases, com suas devidas numerações, serão aqui apresentadas com os comentários de Condé, que tenta esmiuçar a idéia central de cada frase ou de cada conjunto delas. Esta interpretação pode até ser um tanto unilateral, mas não foi encontrado outro autor que apresentasse uma análise com semelhante sistematicidade, através da qual fosse possível confrontar as argumentações, que assim se apresentam:

1 – O mundo é tudo que é o caso.

2 – O que é o caso, o fato, é a existência de estados de coisas.

Estas duas proposições tratam da concepção ontológica do Tractatus, na qual o mundo não é concebido como a totalidade das coisas, mas sim, dos fatos, sendo um fato a subsistência de estados de coisas.

3 – A figuração lógica dos fatos é o pensamento.

A terceira proposição versa sobre a teoria do conhecimento, na qual o pensamento é concebido como uma figuração lógica dos fatos.

4 – O pensamento é a proposição com sentido.

5 – A proposição é uma função de verdade das proposições elementares.

6 – A forma geral da função de verdade é...(a redução de todos os processos da lógica à negação).

Da quarta à sexta proposição é abordada a estrutura da linguagem, mesmo que ela venha em primeiro plano para Wittgenstein. No Tractatus, a linguagem é colocada em termos de uma figuração ou imagem do mundo. Mesmo que a preocupação central do Tractatus seja a linguagem, a obra inicia abordando a questão ontológica, ou seja, a concepção de mundo.

7 – Sobre aquilo que não se pode falar, deve-se calar.

A sétima proposição carrega uma perspectiva transcendental de inspiração kantiana48. Da mesma forma que em Kant, a tentativa é estabelecer um limite ao conhecimento no sentido de definir o que posso conhecer. Em Wittgenstein tal tentativa visa estabelecer um limite ao pensamento e à linguagem. Ambos partem de um objeto de análise e procuram estabelecer suas condições de possibilidade. Em Kant o objeto de análise são os juízos sintéticos a priori, em Wittgenstein a proposição. O Tractatus pergunta e tenta responder “como é possível a proposição?” No entanto, Wittgenstein, contrariamente a Kant, rejeita qualquer possibilidade de proposições sintéticas a priori49.

Boa parte da obra destina-se a levar adiante os trabalhos sobre lógica e Matemática fundamental de Frege e Russell. Este trabalho investigará a primeira resposta wittgensteiniana, da qual é composto o Tractatus, a partir da divisão comum na análise de tal obra, segundo a qual a obra é composta de duas grandes e principais teorias: a teoria da figuração e a teoria da verdade.


2.2.1 – A linguagem e o mundo: teoria da figuração


Frege e Russell tentam fortalecer a Matemática para que ela se torne o fundamento de todas as coisas, mas caem em contradições internas, que não serão abordadas aqui. Wittgenstein, por sua vez, busca uma solução para a questão dos fundamentos da Filosofia, por meio de suas descobertas lógicas e gnosiológicas. Mas o importante é que ele colocou a linguagem no centro de suas investigações. Essa é uma das características da Filosofia Analítica50. Mas aqui, Wittgenstein não trata apenas de linguagens matemáticas, lógicas e científicas, como Frege ou Russell. Ele pergunta pelas condições de possibilidade da linguagem. Para isso desenvolve a teoria da figuração. As explicações indicativas apontam para elementos da realidade.

Antes de descrever a teoria da figuração é válido relembrar que a questão fundamental de toda a Filosofia wittgensteiniana é a linguagem e o pensamento e este trabalho busca entender a linguagem e a significação em Wittgenstein. No Tractatus, como foi visto, sua intenção fundamental é estabelecer com clareza a distinção entre aquilo que realmente pode ser dito e aquilo do qual logicamente nada se pode dizer. Aqui, segundo Oliveira, a linguagem continua exercendo uma função ocidental51. Função designativo-instrumentalista-comunicativa, segundo a qual a linguagem é reduzida à condição de instrumento que se equipara ao mundo para poder, a partir da isomorfia52 existente entre ambos, dizer do mundo. Aqui a linguagem continua sendo um simples instrumento de comunicação.

Para Wittgenstein, a linguagem figura o mundo e, o mundo, segundo o Tractatus, é a totalidade dos fatos, não das coisas. Os fatos seriam as estruturas complexas, enquanto as coisas seriam simples. Para Wittgenstein, nomes desconexos, fragmentados, tornar-se-iam coisas e não teriam denotação. Só no contexto de uma proposição os nomes possuiriam denotação. É possível relacionar a proposição como fato e os nomes como coisas, para ilustrar que é a totalidade dos fatos (proposições) que interessam para Wittgenstein e não das coisas (nomes). Qualquer palavra, só possui denotação quando expressa como parte de uma frase.

Assim sendo, o sentido de uma frase não é conferido pela associação de sentido contido nas palavras que a formam. Nome e palavra aqui são a mesma coisa, nomes formam proposições, palavras formam frases. Os nomes (palavras) não possuem sentidos, eles só possuem denotação. Por isso, o sentido das palavras é conferido na frase na qual estão incluídas. “Só a proposição tem sentido; é só no contexto da proposição que um nome tem significado” (T. 3.3). Aqui, a novidade, em relação à tradição, é que se passa a priorizar a frase (proposição) ao invés das palavras (nomes) independentes. Agora a perspectiva da relação está em primeiro plano. O que não significa que para as proposições terem sentido não seja necessário que os nomes possuam, antes, a possibilidade de denotarem objetos. “O nome substitui, na proposição, o objeto” (T. 3.22). Aqui entra o atomismo de Wittgenstein. Uma proposição só tem sentido se os nomes contidos nela puderem, em princípio, estabelecer com os objetos do mundo uma relação. Quando isso não acontece, as proposições resultam em falsidade.

Conforme Oliveira, é importante ter claro que Wittgenstein traduz o “mundo” como “fato”.53 Por isso, distingue a categoria “fato” da categoria “estado de coisas”. Em tal distinção, é possível dizer que o “fato” seria um estado de coisas existente, enquanto “estado de coisas” seria meramente possível.

“A estrutura do fato consiste nas estruturas dos estados de coisas” (T. 2.034). A estrutura não é um objeto, mas um tipo de configuração de objetos que só existem num estado de coisas existente, num fato. O mundo, como é conhecido, assim é constituído, porque os objetos assim se relacionam no interior dos estados de coisas. Assim sendo, parece possível afirmar que se os mesmos objetos se relacionassem de formas diferentes, diferentes estados de coisas, fatos e conseqüentemente mundos seriam possíveis.

A partir da teoria da figuração percebe-se que o problema fundamental de Wittgenstein é a relação existente entre o mundo e o pensar. Ele compreende essa relação como figuração. Seria uma adequação entre o pensar e o real. Mas, dessa adequação, podem surgir questões como: em que sentido e até quando o real corresponde ao pensar? É possível pensar uma correspondência entre dois campos diversos? A teoria da figuração pretende ser uma resposta a tais questões.

Conforme Oliveira, para Wittgenstein, tal figuração do mundo é feita em dois momentos. Em primeiro lugar, o mundo é transformado em pensamento e depois em expressão lingüística, mesmo que tais momentos estejam intimamente associados. Porque não se deve entender o mundo, a expressão ou imagem como uma reprodução sensível do pensamento54.

Isso tornar-se-ia possível porque, de acordo Wuchterl, nas configurações lingüísticas encontra-se uma estrutura lógica que corresponde àquela que se encontra nos fatos55: estruturas isomórficas56. “O mundo dos fatos, o mundo dos pensamentos sobre os fatos e o mundo da linguagem encontram-se numa relação de configuração (ou reprodução), que não é reprodução fotográfica, porém no sentido de configurações (representações) matemáticas de estruturas. Exemplo: um disco é reprodução de uma partitura. Numa linguagem, também, a gente capta os fatos. Mas isso não ocorre por meio de uma linguagem cotidiana. Mas somente no âmbito de uma linguagem lógica artificial, que está na base das linguagens cotidianas como uma espécie de gramática profunda”. O falar é significativo quando configura fatos.

Para Wittgenstein, a correspondência entre mundo e pensamento só é possível quando ambos têm algo em comum (T. 2.161; 2.17). Tal identidade que permite a correspondência, seria a da forma lógica que Wittgenstein denomina de forma da realidade (T. 2.18). Esta identidade, que deve ser estrutural, possibilita a figuração. Os objetos podem pertencer a mundos diversos, mas sua configuração é a mesma. Quando “A” reproduz adequadamente a estrutura de “B”, “A” deixa de ser uma coisa e passa a ser uma configuração de coisas, um fato. No Tractatus, “B” seria o mundo real, “A” seria o mundo dos pensamentos certos a respeito da realidade. A figuração verdadeira deve possuir uma correspondência isomórfica, isto é, deve haver uma identidade de estrutura interna e externa. Na figuração dos fatos, seus elementos correspondem aos objetos (T. 2.13). “Os elementos da figuração substituem nela os objetos” (T. 2.131).

Para Wittgenstein, o problema da verdade está relacionado à justa identidade estrutural entre o mundo dos fatos e o mundo do pensamento. A verdade existe quando a estrutura do pensamento corresponde à estrutura do mundo. A dificuldade de tal teoria estaria na impossibilidade de comparar conteúdos intelectuais com coisas reais. Contudo, para o autor, não há problema, pois as relações do mundo real não são relações objetais, mas de ordem lógica, tanto quanto as relações do pensamento (T. 2.032). Assim sendo, a verdade nada mais é do que a identidade das estruturas das coisas (mundo real) e do pensamento.

Tal forma de identidade, Wittgenstein chama de “forma lógica”. O pensamento significativo está intimamente relacionado à lógica, como será possível ver neste próximo item. Uma vez vista a teoria da figuração, passar-se-á agora à forma lógica que aparece de maneira bastante próxima à teoria da verdade. Lembrando que a intenção é fazer destas passagens um caminho que possibilite um contraponto para a profunda mudança metodológica que será apresentada no terceiro capítulo.


2.2.2 – A linguagem lógica e o sentido: teoria da verdade


Como foi visto, a figuração da realidade pressupõe algo comum entre a figuração e o figurado que Wittgenstein denominou “forma lógica”. É possível dizer que a forma lógica é aquilo que possibilita qualquer figuração, mas, ela mesma, não pode ser figurada. “A figuração pode afigurar toda a realidade cuja forma ela tenha” (T. 2.171). “Sua forma de afiguração, porém, a figuração não pode afigurar; ela exibe” (T. 2.172). A identidade de estruturas é a condição de possibilidade da afiguração. Porém, para Wittgenstein, a forma lógica não pode se tornar conteúdo de uma figuração. “O lógico é pressuposição e, portanto, não figurável”57. A forma lógica é aquela que rege a formulação e confere significado para qualquer proposição que tenha sentido.

A proposição pode representar toda a realidade, mas não pode representar o que deve ter em comum com a realidade para poder representá-la – a forma lógica. Para podermos representar a forma lógica, deveríamos poder-nos instalar, com a proposição, fora da lógica, quer dizer, fora do mundo.58

Para Wittgenstein, tudo o que se pode dizer do mundo é objeto das ciências naturais, as quais podem formular claramente seus conhecimentos. Da lógica não se pode dizer nada, porque para dizer dela é necessário que se esteja fora dela e todo o dizer, que diz, diz de dentro de uma forma lógica.

Para Wittgenstein, uma frase complexa é verdadeira quando são verdadeiros seus componentes, que são as frases elementares. É possível dizer que, para Wittgenstein, a linguagem é apenas uma descrição do mundo: “A realidade total é o mundo” (T. 2.063). A proposição figura a realidade. “A proposição é um modelo da realidade tal como pensamos que seja” (T. 4.01). A proposição ou é verdadeira ou é falsa: “Na concordância ou discordância de seu sentido com a realidade consiste sua verdade ou falsidade” (T. 2.222). É verdadeira, se exprime um estado de coisas como realmente ele é. “Entender uma proposição significa saber o que é o caso se ela for verdadeira” (T. 4.024). Ela é verdadeira, quando exprime um estado de coisas que objetivamente existe. Uma proposição tem sentido quando comporta a possibilidade de ser reconhecida como verdadeira ou falsa. Ela tem sentido quando apresenta condições de ser verificada.

A proposição que tem sentido é essencialmente descritiva: é a articulação de uma constatação. A linguagem é a tematização de constatações. Por meio dela descreve-se os eventos que acontecem no mundo; o mundo mesmo é indizível. Da forma da linguagem não se pode falar. Para falar da forma da linguagem seria necessária uma metalinguagem e para o Wittgenstein do Tractatus ela não é possível. Neste ponto, Wittgenstein, como afirma no prefácio, está convencido de que os problemas filosóficos estariam, de vez, resolvidos. E que “Sobre aquilo de que não se pode falar, deve-se calar” (T. 7). Cala-se e só retorna a falar quando expressa, nas Investigações Filosóficas, sua nova concepção de Filosofia.

Este parágrafo e os próximos dois marcam, no presente trabalho, os passos iniciais rumo à virada lingüística protagonizada pelo autor aqui estudado. Passagem que implica a divisão metodológica da Filosofia do autor em Primeiro e Segundo Wittgenstein. Divisão e conceituação, aqui trabalhadas de maneira bastante resumida e ciente da distância implicada entre a capacidade de apresentação feita por este trabalho e a amplitude da obra wittgensteiniana, em sua grande maioria desconhecida por grande parte dos estudantes de Filosofia59. A análise empreendida por este trabalho é regida pelo problema da significação da linguagem que vem da tradição e perpassa o Primeiro e o Segundo Wittgenstein. Tal análise objetiva trazer para o meio acadêmico a discussão acerca da importância da compreensão do significado lingüístico, que perpassa as correntes filosóficas mais recentes.

Até agora foi possível apresentar, de maneira bastante resumida e simples, o contexto de onde Wittgenstein toma forças para apresentar sua primeira resposta a problemática de sua época. Contexto filosófico no qual a Filosofia havia perdido seu crédito para as ciências naturais, despertando assim o surgimento da Filosofia Analítica que se desenvolve a partir da aproximação com o campo científico. Este movimento filosófico toma o ambiente de crises do qual ele é fruto e, em tal ambiente, protagoniza inúmeras e variadas re-propostas, que são marcadas pelo rigor científico acerca do problema da Filosofia da Linguagem60.

Dentre as propostas analíticas, surge a Filosofia da Linguagem wittgensteiniana marcada pelas duas fases mencionadas, a do Tractatus e a das Investigações. Até aqui foi vista a primeira fase, a partir das duas teorias predominantes na Filosofia do jovem Wittgenstein, a saber, a teoria da figuração e a teoria da verdade. Nesta fase, Wittgenstein responde à problemática do significado da linguagem, afirmando que tal significado é conferido à linguagem na relação entre nome e objeto. No próximo capítulo, será apresentada a segunda resposta do autor à mesma problemática. A segunda resposta será vista a partir das Investigações Filosóficas, obra marcada pela teoria dos jogos de linguagem e das formas de vida.


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