Sumário cinema e tv 3



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FOTOGRAFIA




O Estado de S. Paulo – Imagens protagonistas

Livro que une pesquisa acadêmica com acervo do IMS tem a revista O Cruzeiro como base


1960. A inauguração de Brasília: registro histórico.
Simonetta Persichetti, ESPECIAL PARA O ESTADO - Nos últimos anos vêm crescendo as publicações que procuram sistematizar e contar a história da fotografia no Brasil. Várias lacunas têm sido preenchidas e todas com muito sucesso. Éo caso do livro que o Instituto Moreira Salles (IMS) lança amanhã, narrando As Origens do Fotojornalismo no Brasil: Um Olhar Sobre O Cruzeiro (1940-1960). Um trabalho de fôlego, que completa a exposição de mesmo nome em cartaz em São Paulo até o dia 31 de março.
A publicação revê o início da fotorreportagem no País, tendo como ponto de partida os registros dos fotógrafos que trabalharam na revista O Cruzeiro, nos anos 40 e 50. São ensaios fotográficos, da passagem de um jornalismo ilustrado – em que a imagem só cobria buracos– para a fotografiacomoparticipante e narradora de um fato, de uma notícia.
O livro é resultado de uma ampla pesquisa realizada durante um ano por Helouise Costa, docente e pesquisadora do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MACUSP), e Sergio Burgi, coordenador do acervo de fotografia do IMS. Há anos, Helouise vem estudando a importância das revistas ilustradas para o surgimento e desenvolvimento do fotojornalismo e o IMS tem sob sua guarda arquivos de fotógrafos que trabalharam para O Cruzeiro.
Um encontro mais do que feliz: juntar o saber acadêmico com as imagens disponíveis, de um arquivo que se tornou nas últimas décadas o guardião da memória fotográfica brasileira. “Em meados de 2011, o IMS me convidou para pensarmos juntos um trabalho sobre este momento. Tenho mestrado e doutorado sobre O Cruzeiro e o IMS têm vários arquivos de fotógrafos que trabalharam para a revista. Foi muito bom poder viabilizar este projeto em equipe e trazer à tona todas estas imagens”, nos conta, por telefone, Helouise Costa, uma das organizadoras da proposta.
E faz sentido. No Brasil, o fotojornalismo sempre foi uma estética importante e se inicia aqui – naquilo que conhecemos como uma gramática fotojornalística, ou seja, um fato, uma notícia narrada por imagens – por volta dos anos 1940, com a chegada do fotojornalista francês Jean Manzon a O Cruzeiro, revista semanal criada em 1928,que circulava por todo o País. Conhecedor da estética das publicações ilustradas europeias da mesma época, já havia atuado na Paris Soir, Paris Match e Vu, ele traz ao País a sua ideia inovadora, segundo a qual a imagem é a protagonista. Ele encontra um Brasil que começa a ser desvendando, narrado imageticamente.
As imagens posadas, criadas e construídas e nem sempre jornalísticas de Manzon logo abririam espaço para profissionais mais humanistas e menos espetaculares, como José Medeiros, Luciano Carneiro e Flávio Damm, que se inspirariam na trajetória dos fotógrafos da Magnum, como Henri Cartier-Bresson e Robert Capa. Aliás, a própria revista publicaria matérias daquele que foi considerado o melhor fotógrafo de guerra.
“É a mudança para a modernização da fotografia, não mais o espetacular, mas o fato. O humanismo, um novo olhar. Uma publicação que estava conectada com o Brasil da época e não distante do que se vivia. Uma revista que explodia em termos de fotografia nos anos 50 e interagindo com o que de melhor se produzia no mundo”, diz Sergio Burgi.
O livro tem como fio condutor a fotografia a partir da relação entre as imagens produzidas pelos fotógrafos e as fotorreportagens talcomo foram publicadas. São registros de Jean Manzon, José Medeiros, Peter Scheier, HenriBallot,Pierre Verger,Marcel Gautherot, Luciano Carneiro, Salomão Scliar, Indalécio Wanderley, Ed Keffel, Roberto Maia, Mario de Moraes, Eugênio Silva, Carlos Moskovics, Flávio Damm e Luiz Carlos Barreto.Afinal, quando falamos em fotojornalismo, falamos em texto e imagem e assim podemos perceber toda a criação narrativa.
Um ensaio fundamental para os pesquisadores, mas também para quem quer conhecer a construção do nosso imaginário via mídia. Além do livro,o IMS também lança uma página em seu site dedicada ao conteúdo da exposição.


Estado de Minas - Conversas sobre imagens

Ana Clara Brant


Um dos blogs de fotografia mais conceituados do país começa a gerar frutos. Criado em 2007, o Olhavê, iniciativa do fotógrafo pernambucano radicado em São Paulo Alexandre Belém, está rendendo projetos como o livro Olhavê entrevista, que será lançado hoje à noite em Belo Horizonte, durante a primeira edição do Foto em Pauta em 2013. Belém, que é jornalista, editor de imagens e também editor do blog Sobre Imagens, vai bater um papo sobre suas experiências profissionais e apresentar projeções.
Alexandre Belém, fotógrafo e curador
(06/02/2013) A obra é resultado de 27 tensões discursivas sobre a fotografia propostas por meio de entrevistas para o blog com fotógrafos, jornalistas, curadores e pesquisadores como Adelaide Ivanóva, Bob Wolfenson, Cássio Vasconcellos, Isabel Amado, Simonetta Persichetti, Juan Esteves, Rodrigo Braga e o mineiro João Castilho. “O livro traz as 27 entrevistas na íntegra e fiz questão de ser assim. Apesar de ter meu trabalho muito ligado à internet, queria mostrar para as gerações futuras esse tipo de trabalho. Tenho certeza de que daqui a uns 30 anos essa publicação ainda vai estar aí em algum sebo, biblioteca. Curto muito a ideia de ter um livro como acervo de memória e acho que ele ainda terá seu espaço por muito tempo”, acredita Alexandre Belém.
Ao longo desses cinco anos, o blog Olhavê cresceu e teve muita repercussão e produziu um acervo para a compreensão de distintos assuntos, abordagens e atuações de profissionais da fotografia, além, é claro de promover o diálogo e a reflexão. Belém diz que o site acabou se ramificando não só em plataformas digitais como também físicas, como uma escola de fotografia. “Fotografia não é apenas imagem. É você ler, discutir, saber como é o processo criativo do profissional. Quando lancei o blog, em 2007, ele acabou chamando a atenção justamente por isso: não apresentar apenas imagens, mas abordar a fotografia como conteúdo fotográfico”, pontua.
Exatamente por isso, Belém quis que o primeiro fruto do blog fosse um livro de textos. E deve lançar ainda este ano outra publicação, porém com textos mais reflexivos. “Não vai ter nem as imagens dos fotógrafos, como nesse primeiro trabalho. É só texto mesmo”, adianta ele, que, com a esposa, Geórgia Quintas, é curador do Ciclo de Ideias do Festival de Fotografia de Tiradentes, que ocorre entre os dias 6 e 10 de março na cidade mineira.





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