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LIVROS E LITERATURA




Folha de S. Paulo - Livro reúne ensaios de intelectuais sobre Brasília

Escritos de Gilberto Freyre e Lina Bo Bardi, entre outros, estão em volume

Cidade desenhada por Oscar Niemeyer foi alvo de duras críticas durante a construção, no fim dos anos 1950

SILAS MARTÍ

(30/01/2013) Num pedaço de terra vermelha que lembra "bistecas sangrentas no balcão de um açougueiro", surgiu uma "flor", a "primeira entre as capitais da nova civilização", um "oásis" conquistado "à moda cabralina, chanfrando na terra o signo da cruz".

Essa cidade utópica é Brasília, vista, descrita e dissecada por intelectuais como Mário Pedrosa, Gilberto Freyre e Lina Bo Bardi. Num livro lançado pouco depois da morte do arquiteto Oscar Niemeyer, no fim do ano passado, esses e outros nomes relembram o impacto da criação da capital do país.

Hoje uma espécie de testamento vivo do fracasso das utopias modernas na arquitetura, Brasília nasceu para alguns sob o signo da esperança, mas já despertava críticas ferrenhas mesmo em seus estágios embrionários.

Três anos antes da inauguração da cidade, em 1960, o crítico de arte Mário Pedrosa chamou de "imaturo e anacrônico" o urbanismo de Lucio Costa. Na opinião dele, Brasília sempre foi refém de um caráter "programático".

Gilberto Freyre, autor de "Casa Grande & Senzala", engrossa a ala de detratores, tachando de "ditadura arquitetônica" o modo como Niemeyer e Costa tocaram a construção. Ele também ataca o idealismo dos arquitetos, que criaram uma "cidade nova para uma ordem burguesa antiquada", mais afeita a "europeus nórdicos" do que a um "povo neolatino".

Descreditando a euforia em torno da capital, o italiano Alberto Moravia enxergou em Brasília certo barroquismo. Na cidade de "solidões metafísicas", ele observou que "ao barroco delirante das igrejas coloniais corresponde, em sentido psicológico, o gigantismo de Brasília".

Tanto ele quanto Freyre fizeram ressalvas também ao Palácio da Alvorada. Para o brasileiro, a obra parece "uma joia sob o sol tropical", mas "indiferente ao solo tropical, ao clima tropical".

Já Moravia exalta a ousadia das formas do lado de fora do palácio, mas se decepciona com o lado de dentro, que diz lembrar um "country club norte-americano", com suas "grandes salas alegres".

Em defesa da cidade, a arquiteta Lina Bo Bardi, escrevendo no ano do golpe militar, em 1964, atribui a incompreensão de seu projeto à "cultura pobre" da época, "um mundo nu, seco, de milhões de homens, sem arrebatamentos, sem saídas."

Valor Econômico - Antes tarde do que nunca

Por Joselia Aguiar


Maria Valéria, autora de "O Voo da Guará Vermelha", que teve mais de 20 mil exemplares vendidos aqui e edições em Portugal, Espanha e França: mais quatro romances já "prontos" na cabeça

(1º/2/2013) Aos 40 e tantos, Evandro Affonso Ferreira via a cada dia aparecer um calouro diferente procurando vaga em sua área numa agência de publicidade. Sofreu por aqueles dias um enfarte e, como promessa do pós-operatório, passou a se dedicar mais à leitura. Não só maduro demais, agora também com ponte de safena, perderia o emprego logo depois. Vender a biblioteca de 3 mil livros para conseguir dinheiro foi a ideia que lhe ocorreu. Alguém então lhe sugeriu aquilo que mudaria mais sua vida que a obstrução coronária: montar um sebo.

O dono gostava tanto de conversar sobre livros que o estabelecimento se tornou ponto de encontro de consagrados escritores. As reuniões, por animadas, se transferiram para um café de Pinheiros, em tardes de sábado que fizeram parte da história recente da literatura brasileira. Laços e desavenças datam desse período, assim como a publicação de novos autores entre São Paulo e Rio. Um desses estreantes acabaria por ser o próprio Ferreira, com "Grogotó", em 2000, aos 55. Debutante nas letras com a sorte de estar cercado de medalhões, teve um tipo de apadrinhamento graúdo que só novatos costumam despertar. Quem assinou a apresentação foi um experimentado crítico, o poeta e ensaísta José Paulo Paes (1926-2008).

"Na literatura, sou contemporâneo dessa meninada toda", diz, a dois anos de completar 70, sete livros publicados, escrevendo o oitavo. Sua maior ambição agora é vencer algum grande prêmio "para comprar a primeira quitinete". Como o talento para o comércio nunca foi igual àquele que o inclinava para literatura, vendeu sebo após sebo conforme ia falindo e nesse meio tempo teve de se mudar de casa por causa do divórcio. O cotidiano é espartano; de abundante, só o tempo dedicado à escrita.

A sequência de lançamentos mostra que não houve mais tempo a perder, a produção se dá num ritmo que nem sempre autores jovens conseguem manter. Os primeiros livros de Ferreira, de títulos onomatopeicos, surpreenderam pela invenção narrativa e vocabular. Surgia de fato uma voz com frescor: "Araã!" (2002), "Erefuê" (2004), "Zaratempô!" (2005) e "Catrâmbias!" (2006). Aquele que seria o sexto ele desistiu de publicar. Uma nova fase o levou a um intervalo um pouco maior de livros. Os dois recentes, menos heterodoxos, são emocionalmente mais densos, as perdas e a finitude em perspectiva, com títulos que, como diz, são "quase um miniconto": "Minha Mãe Se Matou sem Dizer Adeus" (2010) e "O Mendigo Que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam" (2012). Para concluir o próximo, "Nunca Houve Tanto Fim como Agora", escreve "toda hora, em qualquer lugar", quase sempre nos cafés de duas livrarias, para onde caminha pela manhã e à tarde. Os exercícios o fazem manter a agilidade, o prumo e a forma.

Para quem for reparar, os que iniciam sua trajetória na maturidade impressionam pela quantidade de ideias que põem no papel. Maria Valéria Rezende, de 71 e pouco mais de uma década de trajetória, tem hoje quatro romances "prontos" na cabeça, cada um com cerca de 70 páginas escritas. Já teve seu enfarte, durante uma Flip de que participou como convidada, em 2006, em meio a sucessos como "O Voo da Guará Vermelha", com mais de 20 mil exemplares vendidos por aqui, edições em Portugal, Espanha e França. O incidente a fez precavida. Quando surge uma ideia com a "voz narrativa" que lhe parece boa, passa noites sem dormir para colocar o que puder no papel: "Acabo o melhor que posso cada capítulo ou equivalente, para que sirvam para alguma coisa se eu bater as botas de repente". A vivacidade do pensamento nem sempre acompanha o ritmo das mãos com artrose. E a vista que já não funciona como antes a deixa cansada mais rapidamente. Ao fim de dois dias, está esgotada.

O mais surpreendente é que a necessidade de encontrar mais tempo não se deve tanto à idade, mas à rotina atribulada que preserva até hoje. Educadora popular, Maria Valéria não para de atender a chamados para consultoria e palestras país adentro. Como a modesta aposentadoria não é suficiente para fechar as contas, reforça o orçamento com um ritmo de traduções diárias do francês, contratadas por uma de suas editoras. Tentou já se inscrever em bolsas de criação literária, mas há cláusulas que ora dificultam por sua idade, região - paulista, vive em João Pessoa (PB) - ou quantidade de livros já publicados - tem já dez, incluindo para o público infantojuvenil. Como diz, ninguém está pensando no "autor maduro de baixa renda".

As palavras de Gal que serviram à juventude dos tempos da militância, "é preciso estar atento e forte", calham nessa hora. "Quem estreia depois dos 50 anos tem de mostrar serviço duplo. Digamos que tem que aparecer como bom autor 'apesar' de não ser tão jovem", avalia um dos mais experientes analistas do mercado editorial, Felipe Lindoso. A hora decerto não ajuda: a busca por autor jovem cresceu recentemente. O episódio mais lembrado nesse movimento é a publicação da primeira antologia só de brasileiros da prestigiosa revista britânica "Granta", escolhidos apenas entre os que têm menos de 40 anos. Não há quem discorde de que há hoje certa sobrevalorização do autor jovem. "Acho importantíssimo que o campo literário se renove. Mas sinto que, às vezes, a imprensa e a crítica descuidam do exame da carreira de alguns autores mais experientes", observa Lindoso.

Idades à parte, a grande dificuldade a afetar autores é publicar o primeiro livro, observa Maria José Silveira, que dirigiu, com Lindoso e Marcio de Souza, a editora Marco Zero, aberta em 1980. "Depois, é talento, trabalho e, talvez o principal, muita sorte." A experiência não é só do lado de quem edita. Maria José foi uma das que estrearam na ficção na maturidade. Tinha mais de 50. Até então, pensava que a editora seria um atalho para o caminho que desejava seguir, manter um pequeno negócio exigiria, porém, dedicação exclusiva. "Só comecei a escrever, realmente, quando a editora caiu em outras mãos. E quem se dedica a escrever com gosto, como é meu caso, necessariamente produz." Em uma década de trajetória, publicou seis romances - o sexto, que acaba de sair, é "Pauliceia de Mil Nomes" -, cerca de 17 livros infantojuvenis, duas peças de teatro encenadas, e crônicas escritas quinzenalmente para "O Popular", jornal de Goiânia.

A atual e relativa efervescência do mercado de ficção nacional contrasta com um período anterior de quase inércia. Como lembra Luciana Villas-Boas, que dirigiu o departamento editorial do grupo Record por 17 anos e hoje atua como agente literária baseada no Rio e em Nova York, nas décadas de inflação galopante a literatura nacional foi de certo modo esquecida pelos editores brasileiros: "Toda uma geração de autores nascida entre o pós-guerra e os anos 70 praticamente não encontrou canais editoriais para se expressar". O mesmo relata Lucia Riff, dona da maior agência literária em atuação no país há mais de duas décadas. Os que têm entre 50 e 70 hoje foram os que encontraram mais dificuldades para publicar, comenta: "Justamente a turma que tem hoje essa idade pegou uma fase do mercado em que tudo estava complicadíssimo. É claro que muita gente bacana conseguiu furar as dificuldades e fez sucesso, mas as dificuldades foram infinitamente maiores".

Desse tempo em que publicar era mais difícil se recorda Ivana Arruda Leite, de 61, autora de, entre outros, "Falo de Mulher". Escreve desde os 14 e não adiou a estreia porque quis. As editoras pouco se abriam; quando se abriam, não ajudavam muito a repercutir autores novos. A virada se dá quando, ali pelos 50, é incluída numa famosa antologia preparada por Nelson de Oliveira, que conheceu nos encontros que surgiram em torno do sebo de Ferreira. Entre uma maioria na casa dos 30, dizia, para brincar, que era "a mais velha da 'geração 90'". Com outro "habitué" dos cafés, o escritor e agitador cultural Marcelino Freire, teve ajuda para que sua obra alcançasse uma editora. Foi por aqueles dias que nasceu o blog Doidivana, que a tornaria popular na internet, território em que predominam jovens.

A idade não limita, antes amplia: tanto a adolescência quanto a madureza servem de temas. Dois exemplos. Em 2003, Ivana publicou "Confidencial - Anotações Secretas de Uma Adolescente". Em 2011, organizou uma antologia com autores que, como ela, estavam prestes a completar 60 anos, a "60 Tão".

A procura pelos jovens não é tanto no mercado brasileiro. Ocorre mais lá fora, concordam as agentes literárias ouvidas pelo Valor. "É claro que em qualquer lugar do mundo o autor jovem é bem-vindo porque significa que, uma vez tendo uma estreia literária bem-sucedida, supostamente dará a sua editora muitos outros títulos capazes de atrair os leitores", explica Luciana Villas-Boas. "Nos últimos anos, essa expectativa tem sido relativizada porque os laços entre autor e editora se enfraqueceram." Dos autores que atende, os mais bem-sucedidos lá fora estão coincidentemente na ponta oposta. Francisco Azevedo, de "O Arroz de Palma", e Edney Silvestre, de "Se Eu Fechar os Olhos Agora", estão ambos na faixa dos 60. "O que indica que, estando o editor diante de uma obra de evidente qualidade literária, a idade não chega a ser um impedimento."

Lucia Riff confirma: "Para venda no exterior, a idade do autor, infelizmente, tem sido levada em conta. Como se contrata pouco, os editores estrangeiros tendem a escolher, entre as boas opções, os autores mais jovens, até inéditos. Parece uma maluquice que se valorize tanto o autor de alto risco, mas é o que acontece". Em sua Agência Riff, tem autores de todas as idades, sem limite - um deles, Maria Valéria Rezende. "Confesso que tenho certa alergia a pensar em autores em termos de idade, de rótulo. Então é bom só porque é jovem? Ou é bom porque é da geração x ou y ou z?" Para equalizar diferenças a fim de abrir oportunidades em igual medida, a revista "Machado de Assis", editada pela Fundação Biblioteca Nacional como parte do esforço iniciado para divulgar a literatura brasileira no exterior, tem se preocupado com a diversidade de idade, de regiões e de gêneros, explica Lindoso, responsável pelo projeto.

Entre autores maduros em grande produção, há os que, tendo iniciado sua trajetória até relativamente jovens, parecem viver seu esplendor depois de certa idade. Zulmira Ribeiro Tavares, aos 83, tem quase ao mesmo tempo dois livros muito elogiados na praça, "Vesúvio", de poesia, "Região", de prosa. Não se deve no entanto pensar que há algum tipo de padrão. "O cuidado aqui é não transferir a exterioridade de uma categoria, a de juventude, para outras categorias, igualmente externas à literatura e à arte, como maturidade ou senilidade", pondera o crítico literário Alcir Pécora, professor da Unicamp, um dos que rejeitam antologias que usam idade como recorte. "Se é irrelevante a ideia de uma literatura de jovens, também o é a ideia de uma literatura de velhos ou de madurões. Acho que o talento ou, ao menos, o grande talento, é uma categoria radicalmente indeterminada: não tem a ver com idade, como não tem a ver com aparência física ou nacionalidade."

Folha de S. Paulo - Coletânea resgata Álvaro Lins, autor ignorado pelo cânone


Por não ser adepto da linha marxista ou estruturalista, pernambucano foi excluído da discussão acadêmica

Rodrigo Gurgel

(02/02/2013) A injustiça que a crítica literária e a universidade cometem, há décadas, contra o pernambucano Álvaro Lins começa a ser refutada com a publicação de "Álvaro Lins - Sobre Crítica e Críticos" (org. de Eduardo Cesar Maia, Companhia Editora de Pernambuco).

Não há grandiloquência na afirmação acima. Alvo dos clichês que substituem a verdade -é sempre mais cômodo repetir o senso comum ou extrair de um longo ensaio a frase impactante-, Lins foi esquecido no limbo em que vagam os críticos desobedientes às cartilhas do marxismo e do estruturalismo.

Arbitrariedade, aliás, contraditória, pois ele era chamado, em 1962, de "clérigo da esquerda" -epíteto que surge em uma das epígrafes da sétima série do seu "Jornal de Crítica".

DIGNIDADE DA CRÍTICA

A coletânea organizada por Maia reúne, de 1940 a 1963, reflexões sobre os objetivos e o papel da crítica literária, incluindo avaliações de críticos que influenciaram Lins ou foram seus contemporâneos, como José Veríssimo, Tristão de Ataíde (Alceu Amoroso Lima), Augusto Meyer, Otto Maria Carpeaux e outros.

Publicados em ordem cronológica, os textos mostram a transformação do crítico, de católico a cético e materialista, mas imutável na defesa da independência da literatura, que ele entendia como "gnose", um dos meios para autores e leitores conhecerem o homem e a realidade.

Sua visão de que a crítica literária "não é só apreciação ou julgamento no plano subjetivo" e "não pode se fechar nos limites de um seco objetivismo, não pode ser uma prisioneira das leis e dos conceitos de outras ciências" também permaneceu inalterada.

Segundo Lins, "um simples objetivismo não teria forças para criar mais do que uma figura de erudito. Um simples subjetivismo, por sua vez, não teria forças para criar mais do que uma figura de divagador".

Se ainda vivesse, veria, com desagrado, que muitos dos supostos objetivistas de agora conduziram a crítica literária de volta ao que ele mais criticava nos subjetivistas de sua época: o "desembestado verbalismo".

Em 1957, apontava as "estreitezas e friezas" da "nova retórica" utilizada pelos adeptos do "new criticism".

Otimista em relação às conquistas da Semana de 22, alertava para "a despreocupação da forma, da linguagem, do estilo" -o "desprezo deliberado e voluntário" de certos escritores modernistas "em face da beleza formal".

E jamais abdicou do seu "propósito invariável": o de, ao fazer crítica literária, "procurar a verdade e exprimi-la sem qualquer outro interesse que não seja o da literatura".

Para ele, "julgar é um testemunho da dignidade da crítica" -e por esse motivo é exercício que "não fica bem nas mãos dos conformistas, dos frágeis, dos frívolos".

Crítico que não se refugiava sob o verniz dos jargões, norteado pela ética e disposto ao diálogo, Álvaro Lins é o intelectual por excelência, obrigatório nos dias de hoje.




Estado de Minas - Desobediência saudável

Carlos Herculano Lopes


(04/02/2013) Com muitos anos de estrada e vários filmes premiados, o fotógrafo, produtor e cineasta Fábio Carvalho, sempre irrequieto e em busca de novas possibilidades, estreia na literatura. Esta noite, ele autografa o livro Parábola do voo livre, no Café Book, em BH.

Trata-se de uma coletânea de crônicas, ensaios e pensamentos que podem ser lidos como ficção ou fragmentos autobiográficos. Todos vêm recheados de lembranças, episódios com outros cineastas ou andanças pelas ruas e bares de Belo Horizonte. O mosaico de textos convida ao sonho e à reflexão.

Belo-horizontino nascido em 1963, Fábio começou sua carreira na década de 1980, quando filmou Imaginação, em super-8. De lá para cá, realizou dezenas de trabalhos, como o longa O general (2003) e os curtas Geografia do som (2001) e Encontro com Bardem (1998). Em formato digital, que concentra a maior parte de sua obra, o diretor rodou, só no ano passado, Minas, música e futebol, Nelson em Ouro Preto e David Lynch no BH Shopping.

Em uma das crônicas de Parábola do voo livre, “O mundo de Aron Feldman”, que também rendeu curta homônimo, Fábio fala de sua convivência com esse notável cineasta, que morou muitos anos em Belo Horizonte. “Aron foi a figura mais amável que tive o privilégio de conhecer. Lembro-me de quando um amigo em comum, o João, me levou de moto à sua casa, no Alto da Serra, para fazer a câmara de Finito ou infinito, filme em super-8 que ele iria realizar...”

Em outro texto sobre cinema, Fábio lembra o longa Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia, que, para ele, foi o melhor filme do diretor Sam Peckinpah.

Com belo projeto gráfico assinado por Isabel Lacerda, o livro tem prefácio assinado por Luiz Rosemberg Filho. Para ele, o cineasta mineiro é um ser indomável, entre falhas e afetos.

“Fábio filma com facilidade e escreve legitimando desobediências saudáveis. Incompreendido, sensível, sincero, é o que existe de mais legítimo de Minas para o Brasil”, afirma Rosemberg.





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