Sumário cinema e tv 3



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GASTRONOMIA




Folha de S. Paulo - Mais uma vez, Brasil decepciona na 'Copa do Mundo' da gastronomia

Para equipe nacional, que ficou em 22º lugar, faltou apoio financeiro para o Bocuse d'Or


França leva o troféu pela sétima vez em competição que acontece a cada dois anos desde 1987
MAGÊ FLORES COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
(06/02/2013) Terminou na última quarta-feira, em Lyon, na França, a 14ª edição do Bocuse d'Or, a mais importante disputa internacional de gastronomia. Nessa "Copa do Mundo" de chefs, o Brasil tem ficado longe do pódio.

A equipe vencedora foi a França, que levou o troféu pela sétima vez. Com o 22º lugar, o Brasil só ficou à frente do México e do Marrocos.

Realizado a cada dois anos, o prêmio existe desde 1987. Foi idealizado pelo chef francês Paul Bocuse, do L'Auberge du Pont de Collonges, na região de Lyon, que mantém três estrelas no guia "Michelin" há 40 anos.

Funciona assim: 24 equipes se apresentam diante dos jurados e da plateia. Os competidores têm 5h35 para fazer pratos com carne e peixe.

O BRASILEIRO

Depois de ficar em segundo lugar na seleção da América Latina, Fábio Watanabe, 30, representou o Brasil ao lado do assistente Álvaro Gasparetto, 22. Watanabe, que vive em Mogi das Cruzes, trabalhou no Bacalhoeiro, em São Paulo, e estudou na Suíça.

O chef diz que teve de tirar do próprio bolso a verba para pagar alguns ingredientes durante o treinamento.

Para ele, pesou a falta de apoio. "Enquanto as outras equipes tinham alguém para comprar os ingredientes, nós fomos atrás de trufa em conserva num supermercado faltando duas horas para começar a competição", conta.

De acordo com o presidente da delegação, Marcelo Pinheiro, uma das razões para o mau resultado foi a dificuldade de lidar com os ingredientes. "Só fomos conhecer o peixe (o halibute, que não chega ao Brasil) a dois dias da competição", afirma.

'BAIXAR A CABEÇA'

Foi a oitava vez que o Brasil participou da competição. Em 1992, a pedido de Paul Bocuse, o chef francês Laurent Suaudeau, no Brasil há 32 anos, iniciou o trabalho de seleção e treinamento de brasileiros para o Bocuse d'Or.

O papel realizado por Laurent por dez anos hoje é feito pela APC (Associação dos Profissionais de Cozinha).

De acordo com Laurent, o mau desempenho se explica não só pela falta de dinheiro. Para ele, o concurso não recebe a devida importância.

"Por causa de tudo o que está acontecendo [referindo-se a prêmios recebidos por chefs brasileiros e festivais], parece que estamos com tudo, mas, ao chegar lá, percebe-se que não estamos com nada. Então, é baixar a cabeça, assimilar humildemente e fazer acontecer", diz.

Foi Laurent quem treinou o chef Jefferson Rueda, hoje à frente do Attimo, para representar o Brasil em 2003.

Para Rueda, a diferença entre competidores era gritante. "Nós fomos na maior humildade", diz o chef, cuja equipe ficou em 19º lugar.

À Folha, o diretor do Bocuse d'Or, Florent Suplisson, disse que países como Itália e Brasil não têm "a cultura de competição", o que não quer dizer, para ele, que esses países tenham gastronomia ruim. "Os cozinheiros precisam ter um treino melhor em exercícios específicos. Nisso o Brasil pode trabalhar", diz.


OUTROS




O Globo - Mudanças na casa de Rui Barbosa

(31/1/2013) O diretor executivo da Fundação Casa de Rui Barbosa, Helio Portocarrero, assumiu ontem, de forma interina, a presidência da instituição. Ele substitui o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, que estava no posto desde 2010 e que agora voltará à pesquisa.

— O professor Wanderley é um dos intelectuais mais notáveis do Brasil. Deixa a casa para finalizar um livro — conta Portocarrero. — Fico no cargo pelas próximas semanas e seguirei a linha adotada por ele. Portocarrero, que foi diretor do Museu de Arte Moderna do Rio, diz que a ministra da Cultura, Marta Suplicy, já trabalha na escolha do futuro presidente da fundação, mas não quis antecipar nomes.

O cientista político Emir Sader, que foi substituído por Santos na presidência da casa depois de chamar a ex-ministra Ana de Hollanda de “autista”, nega interesse no posto. — Aquilo é um cemitério. Estão há dez anos sem concurso. A última geração está lá sem fazer nada, esperando a aposentadoria. Não tenho interesse nesse cargo porque teria que declarar uma verdadeira guerra em favor da produção.

E vai além na crítica: — Não me lembro de nada que Wanderley tenha feito.


Folha de S. Paulo - Morre o curador e crítico Walter Zanini

Nome central na projeção da arte do país no exterior, ele foi o 1º diretor do MAC-USP e realizou duas bienais de SP

Historiador incorporou obras de peso ao acervo do museu e ampliou escopo da instituição para incluir vanguarda
(30/01/2013) Um dos maiores curadores e historiadores das artes visuais do país, Walter Zanini morreu ontem, em São Paulo. Ele nasceu em 1925. As causas da morte não foram divulgadas pela família.

Depois de estudar história da arte em Roma, Paris e Londres, Zanini foi o primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP, cargo que ocupou entre 1963 e 1978. Ele também esteve à frente de duas edições da Bienal de São Paulo, em 1981 e 1983, e ajudou a projetar o Brasil no cenário global das artes visuais.

No comando do MAC-USP, Zanini ajudou a moldar o perfil da instituição formada a partir da doação do acervo do Museu de Arte Moderna. Ele foi responsável pela ampliação de seu escopo e ajudou a incorporar novas linguagens, como vídeo e fotografia, ao acervo do novo museu.

Ao mesmo tempo em que buscou analisar o legado da arte moderna a partir do acervo, hoje com quase 10 mil obras, Zanini fez do MAC uma vitrine para novas vanguardas que então se firmavam.

Entre as mostras que organizou no espaço, estão individuais de fotógrafos como Brassaï, Henri Cartier-Bresson, e do artista Josef Albers.

Foi também no MAC sob Zanini que figuras hoje consagradas da arte do país, como Regina Silveira, Cildo Meireles e Artur Barrio, despontaram como grandes nomes.

AQUISIÇÕES-CHAVE

Zanini engrossou o acervo do museu com aquisições de peso de obras de estrangeiros, como Lucio Fontana e Josef Albers, além de modernos, como Lasar Segall e Anita Malfatti, e dos geométricos Ivan Serpa, Waldemar Cordeiro e Franz Weissmann.

Numa negociação com a Tate Modern, de Londres, Zanini trocou em 1972 um bronze de "Formas Únicas da Continuidade no Espaço", escultura do futurista italiano Umberto Boccioni, por uma peça do britânico Henry Moore.

Mesmo durante o regime militar, Zanini se firmou como um visionário no país. "No Museu de Arte Contemporânea, nossas exposições dedicados a novos experimentos foram mantidos -com certo risco", lembrou Zanini em entrevista ao crítico suíço Hans Ulrich Obrist, em livro publicado pela Cobogó.

Ele se firmou como primeiro curador-geral da Bienal de São Paulo de 1981 e continuou na posição na edição seguinte, em 1983.

Em sua 30ª edição, o festival Videobrasil deste ano planeja uma homenagem a Zanini, considerado um pioneiro na difusão do vídeo no país. A mostra está marcada para outubro, no Sesc Pompeia.

O corpo de Zanini foi velado ontem à tarde no cemitério da Vila Alpina, na zona leste, e seria cremado no local às 16h, após o fechamento desta edição. (SILAS MARTÍ)


Zero Hora - Crônica do humor louco

Porta dos Fundos conquista milhões de fãs e define um formato para a comédia na internet


Carlos André Moreira
(05/02/2013) Para contrapor a ideia de televisão como uma janela para o mundo na sala de visitas, um grupo anárquico de jovens humoristas criou um programa de humor para ser exibido na internet, a “porta dos fundos” do entretenimento.
Criado em agosto de 2012, o programa Porta dos Fundos tornou-se talvez o primeiro fenômeno de audiência nacional na era das redes sociais. O elenco fixo é composto por 11 humoristas, alguns deles conhecidos de atrações no canal Multishow: Fábio Porchat (Meu Passado me Condena), Gregório Duvivier e a namorada deste, Clarice Falcão (Vendemos Cadeiras e O Fantástico Mundo de Gregório). A gênese do grupo se deu dentro de um canal de vídeos do YouTube, o Anões em Chamas, do diretor Ian SBF – também responsável pela direção dos vídeos do Porta dos Fundos –, no qual nomes como Duvivier e Porchat participavam de quadros cômicos.
Com a adesão de Antonio Tabet – conhecido por capitanear o site de humor Kibe Loco –, o grupo fundou outro canal no YouTube, o Porta dos Fundos (www.youtube.com/portadosfundos), com o objetivo de criar programas com periodicidade regular. Um vídeo novo é levado ao ar todas as segundas e quintas-feiras.
Em apenas seis meses, no boca a boca de espectadores que fizeram a fama dos esquetes nas redes sociais, o Porta dos Fundos obteve mais de 89 milhões de visualições no canal. Em dezembro, o projeto alcançou um feito inédito entre as atrações da internet: venceu o prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte na categoria “melhor programa de humor”.
– Cada vez mais, é preciso entender a televisão como algo latu sensu. Não é só o que está no aparelho, é também a internet – diz Gregório Duvivier, 26 anos, que atua ainda como roteirista da série Louco por Elas.
A disposição de fazer humor inteligente e desbocado sem poupar ninguém também contribuiu para a fama da trupe. Os esquetes zoam com marcas famosas, e a popularidade dos vídeos levou algumas delas a responder. O restaurante Spoleto, satirizado em um vídeo que terminava com um atendente surtado cobrindo uma cliente de palmito, contratou o grupo para fazer anúncios em forma de comédia. A Coca-Cola teve sua promoção “nome na lata” transformada em um vídeo no qual um caixa de supermercado dizia para uma cliente desistir de procurar seu “nome bosta”. A empresa criou a imagem da lata com o nome e saudou o grupo em seu canal oficial no Facebook.
– Essa é a vantagem da internet. Nenhum canal aceita falar de marca, nem o fechado, nem o aberto, porque é a marca que paga o canal. Na internet, a gente faz o humor do nosso jeito – diz Duvivier.
O grande número de integrantes – em um grupo no qual boa parte do elenco também é roteirista – se reflete na diversidade dos esquetes. Há desde humor nonsense influenciado por Monty Python até crônicas provocativas do cotidiano. O sucesso será testado em breve em um longa-metragem que deve ser rodado no segundo semestre, com direção de Ian SBF.





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