Superando o sentimento de culpa george Vandeman



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E STÁ ESCRITO


SUPERANDO O SENTIMENTO DE CULPA

George Vandeman


A senhora Wilson, foi procurar seu pastor, com um ar muito ansioso. Ela queria um conselho. Como viúva, batalhando para criar três filhos, ela tinha que se sustentar com muito pouco. Ela achava que suas contribuições para a igreja eram muito poucas. Mas ela não tinha condições para dar mais. E assim, a senhora Wilson ficava num estado de perturbação.

Bem, o pastor rapidamente lhe assegurou que suas ofertas eram bem vindas, e comentou que, sendo parte de sua renda, suas contribuições eram, na verdade, bem generosas.

Após uma longa conversa, o pastor convenceu a senhora Wilson que não havia motivos para que ela se sentisse assim. Seu problema foi resolvido. Aconteceu porém que na semana seguinte a pobre senhora voltou à igreja. Ela apareceu com a expressão de um criminoso que foi pego em flagrante.

– Algo terrível aconteceu na semana passada depois do culto – diz ela ao pastor – minha filha colheu algumas flores da ornamentação da igreja.

O pastor sorri e agradece a senhora Wilson por sua honestidade. Ele conta que quando era um garoto ele surrupiou algumas frutas em algumas ocasiões, mas que isto não fez dele um criminoso. Os dois oram juntos e a senhora Wilson vai embora com uma expressão angelical. Mas sua paz não dura muito tempo. A senhora Wilson continuou visitando o pastor, sempre com alguma coisa para confessar: uma falta de fé, crenças impróprias, negligência com o serviço religioso... Finalmente o pastor acabou simplesmente evitando esta mulher pertubada e pertubadora.

A senhora Wilson nos mostra como as pessoas padecem sob a nuvem da culpa. O nível de seu desempenho jamais se iguala ao nível de sua culpa, não é? Esta nuvem sempre estava por cima dela, ameaçadora, jogando sua vida nas sombras.

  • As pessoas que tentam aliviar a culpa desempenhando mais boas ações estão condenadas a padecer sob esta nuvem.

Outro exemplo é o senhor Jackson. Ele entrou um dia no escritório do seu conselheiro, e estava muito estressado. Ele tinha péssimas notícias:
  • – Minha esposa está me traindo. Ela está saindo com outros homens.
  • O conselheiro perguntou:
  • – Como é que você sabe disso?

– Bem, existem muitos pequenos sinais. Na verdade, eu nunca vi nada, mas existem aquelas ausências misteriosas, e um monte de outras coisas que indicam que minha esposa está me traindo.

O conselheiro foi conversar sobre isso com a senhora Jackson. Ela manifestou, por sua vez, choque, dor e frustração. A mulher apresentou provas claras e inegáveis de que ela era inocente. Mas nada convencia seu marido. Ele tinha certeza de que sua esposa o tinha traído.

Durante os encontros seguintes, do conselheiro com o senhor Jackson, algo surpreendente foi revelado. Tornou-se óbvio que o próprio senhor Jackson era culpado de adultério. Todas as suas acusações eram uma tentativa de lidar com sua própria culpa.

Mas a culpa negada é uma grande chantagista. Ela nos cerca, fazendo com que paguemos de muitas maneiras por nosso terrível segredo. Ela se torna uma nuvem escura que engole o céu. Ficamos presos, eternamente escondidos sob ela.

Outro exemplo é o caso de Jeane. Ela morava num lar para mães e grávidas solteiras. Um dia ela entrou no escritório do capelão com uma carta em mãos. Essa carta trazia boas notícias: Pedro, um jovem com quem estivera noiva há alguns anos, queria que ela voltasse. Ele dizia que perdoaria tudo. Mas Jeane não parecia estar muito feliz com isso; na verdade, ela nem imaginava esta possibilidade. O capelão perguntou:

  • – Por quê?
  • Uma longa história se seguiu.

– Depois que terminamos o noivado, ele se tornou um fuzileiro naval e eu tentei esquecer tudo na promiscuidade. O bebê que estou carregando agora é o resultado de um caso louco e superficial com um rapaz mais jovem – e com água nos olhos, ela acrescentou – eu jamais me perdoarei. Eu sou muito vulgar!
  • – Mas Pedro não disse que perdoaria tudo? – perguntou o capelão.

Jeane, infelizmente, não conseguia se convencer disso. Ela não conseguia ver como alguém, até Deus, poderia ligar mais para ela. Sua última pergunta foi:
  • – Será que não tem nada que eu possa fazer para merecer seu amor de novo?
  • Jeane se tornou outra vítima, padecendo sob a nuvem de culpa falsa, imaginando se ela iria conseguir sair debaixo dela.

Observe as três pessoas que eu acabei de descrever para vocês, cada uma lutava contra um problema de culpa ligeiramente diferente: a senhora Wilson tentava satisfazer as exigências sem fim de uma consciência irracional. O senhor Jackson tentava evitar a sua própria culpa projetando sua culpa na esposa. Jeane enfrentava sua culpa, mas era completamente oprimida por ela.

Três pessoas diferentes. Três problemas diferentes. No entanto, todos eles resultando em situações semelhantes. Todos buscavam uma resposta em seus desempenhos, ao fazer mais, ao trabalhar mais: a senhora Wilson esforçava-se para ter o comportamento perfeito e não alcançava seu objetivo. O senhor Jackson esforçava-se para disfarçar e afastar sua culpa. Jeane achava que tinha que fazer alguma coisa para merecer o perdão.O resultado foi que a culpa, para estas três pessoas, tornou-se uma grande nuvem escura no céu. Estavam condenadas a padecer para sempre sob ela.

Para muitas pessoas hoje em dia, parece não haver uma saída debaixo daquela nuvem cinza sem fim. Às vezes parece que quanto mais você se esforça, mais nuvens são vistas lá no alto. Mas veja bem, a Palavra de Deus nos mostra uma saída. Nos mostra claramente, como podemos escapar, como podemos usufruir mais uma vez da claridade de Deus acima das nuvens escuras.

Para explicar a solução bíblica da culpa, vou voltar para a cidade de Jerusalém, para o palácio do rei Davi, há muito tempo. O rei estava sentado em seu trono e parecia estar de mau humor. De repente, os guardas do palácio trouxeram o profeta Natã. Natã tinha recebido uma mensagem de Deus para Davi. Era uma mensagem urgente. O rei se dispôs a ouvi-la imediatamente. Mas, sabiamente, o profeta começa contando uma história simples:

– Havia dois homens que moravam numa cidade. Um era rico, o outro pobre. O homem rico possuia muitos rebanhos e manadas. O homem pobre possuia apenas uma pequenina ovelha, uma ovelha que havia crescido com seus filhos e se tornado um outro filho para ele. Um dia, o homem rico recebeu uma visita em casa e resolveu lhe oferecer uma ótima ceia. Mas, ao invés de escolher um animal de seu próprio rebanho para a ceia, ele pegou a ovelha do homem pobre e a matou.

  • Como vivia em uma sociedade agrária, Davi, ao ouvir a história, ficou furioso:

– Quanta injustiça! – ele se levanta rapidamente e proclama ruidosamente – "...Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso.”
  • Mas aí, Natã acaba com a indignação justa de Davi com quatro palavras. O profeta estende sua mão e diz:
  • – Você é o homem.

Na mesma hora, Davi percebe que ele condenou a si mesmo. Ele se lembra de Bate-Seba. Sim, ele, o monarca rico com todo seu poder, simplesmente teve que ter aquela mulher. Ele teve que roubá-la de Urias, seu marido devotado. E depois, para esconder seu adultério, ele arrumou para que Urias fosse morto. Agora, Davi percebe quão cruelmente agiu. Sua culpa o invade e ele declara humildemente:
  • – Eu pequei contra o Senhor.

Nessa história podemos ver uma diferença muito importante entre a culpa bíblica e a nuvem escura. O sentido da culpa criado pela palavra de Deus é quase sempre algo muito específico. Natã, o profeta, apontou seu dedo para um pecado específico, adultério, que precisava ser resolvido. A palavra de Deus, através dele, foi uma flecha acertando o alvo no coração pertubado de Davi.

Por outro lado a nuvem escura da culpa falsa, é eternamente pertubadora exatamente por ela ser muito vaga. Não conseguimos identificar o problema. Está lá, nos fazendo sentir mal. Mas atenção a uma coisa: "Existe um sentido no qual aquela nuvem escura, aquela sensação de impropriedade, é muito legítima. Existe um momento em que aquela nuvem merece estar sobre nossa cabeça. Ela merece estar lá se, e apenas se, nós não nos comprometermos com Cristo como nosso Salvador pessoal".

Todos nós somos impróprios quando comparados com a integridade das exigências justas da lei de Deus. Mas Cristo providenciou uma solução para este problema de pecaminosidade. Ele morreu na cruz como um pecador em nosso lugar e nos deu Seu lugar como Filho amado de Deus.

Foi assim que Jesus lidou com a culpa de nossa pecaminosidade. Ele afastou a nuvem escura que nos separava do Pai. Não somos mais impróprios diante do Santo Pai. Ao contrário, somos totalmente aceitos em Jesus Cristo.



Então, se você aceitou Cristo como seu Salvador, você não precisa mais padecer sob a nuvem escura. Se você ainda não o aceitou, eu insisto que o faça o mais rápido possível.



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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho


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