Tá com Dúvida? Faça dna data da entrega



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Tá com Dúvida? Faça DNA Data da entrega: 1/8/2016 Data da devolução ____/_____/_________

COLÉGIO DNA

colegiodna@hotmail.com

Aluno (a):____________________________________________________________________Ensino Médio



LISTA DE PORTUGUÊS


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Ita) As questões a seguir referem-se ao texto adiante. Analise-as e assinale, para cada uma, a alternativa incorreta.


Hino Nacional
Carlos Drummond de Andrade
Precisamos descobrir o Brasil!

Escondido atrás das florestas,

com a água dos rios no meio,

o Brasil está dormindo, coitado.

05 Precisamos colonizar o Brasil.
Precisamos educar o Brasil.

Compraremos professôres e livros,

assimilaremos finas culturas,

abriremos 'dancings' e

[subconvencionaremos as elites.

10 O que faremos importando francesas

muito louras, de pele macia

alemãs gordas, russas nostálgicas para

'garçonettes' dos restaurantes noturnos.

E virão sírias fidelíssimas.

15 Não convém desprezar as japonêsas...
Cada brasileiro terá sua casa

com fogão e aquecedor elétricos, piscina,

salão para conferências científicas.

E cuidaremos do Estado Técnico.


20 Precisamos louvar o Brasil.

Não é só um país sem igual.

Nossas revoluções são bem maiores

do que quaisquer outras; nossos erros

[também.

E nossas virtudes? A terra das sublimes

[paixões...

25 os Amazonas inenarráveis... os incríveis

[João-Pessoas...
Precisamos adorar o Brasil!

Se bem que seja difícil caber tanto oceano

[e tanta solidão

no pobre coração já cheio de

[compromissos...

se bem que seja difícil compreender o que

[querem êsses homens,

30 por que motivo êles se ajuntaram e qual a

[razão de seus sofrimentos.
Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!

Tão majestoso, tão sem limites, tão

[despropositado,

êle quer repousar de nossos terríveis

[carinhos.

O Brasil não nos quer! Está farto de nós!

35 Nosso Brasil é o outro mundo. Êste não é o

[Brasil.


Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os

[brasileiros?


1. a) 'Escondido' (v. 2) pode ser substituído por 'olvidado', embora modifique o sentido.

b) 'Fidelíssimo' (v. 14) tem o mesmo radical de 'fidelidade' e de 'fidedígno'.

c) 'Piscina' (v. 17) tem o mesmo radical de 'piscicultura'.

d) 'Bem' (v. 27) tem valor de superlativo.

e) O texto não foi transcrito em obediência à ortografia vigente.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fuvest) GOLS DE COCURUTO


O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. É quando os times ficam perfilados, cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema - e parados. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável, esse inimigo mortal de qualquer estrategista. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. O Tim, por exemplo. Tático exemplar, planejava todo o jogo numa mesa de botão. Da entrada em campo até a troca de camisetas, incluindo o minuto de silêncio. Foi um técnico de sucesso mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura de sua reputação no vestiário. Falava um jogo e o time jogava outro. O problema do Tim, diziam todos, era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores.

(L. F. Veríssimo, "O Estado de São Paulo", 23/08/93)


2. Em "... cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema - e parados", o autor usa o plural em "lhes" e "parados" porque:

a) ambas as palavras referem-se a "lugar", que está aí por "lugares" (um para cada um).

b) associou "lhes" a "mãos" e "parados" a "times".

c) antecipou a concordância com "os jogadores se movimentam".

d) estabeleceu relação de concordância entre "lhes" e "mãos" e entre "parados" e "jogadores".

e) fez "lhes" concordar com o plural implícito em cada jogador (considerados todos um a um) e "parados", com "os times".


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Pucsp) "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, á porta do Ateneu. Coragem para a luta."

Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura á impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.
Raul Pompéia
3. Há, em Língua Portuguesa, algumas palavras que admitem ou não flexão de número (singular/plural), dependendo de seu valor morfológico.
No texto em questão, aparece uma dessas palavras:
"(...) BASTANTE experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança..."
Considerando a possibilidade de flexão ou não da palavra, em função de seus diferentes empregos, assinale a alternativa incorreta:

a) Bastantes verdades experimentei anos depois do aviso que meu pai me deu.

b) Meu pai me falou bastante sobre verdades que eu encontraria anos depois.

c) Bastante tempo depois, eu encontraria muitas das verdades anunciadas no aviso de meu pai.

d) Bastantes anos depois, eu experimentaria as verdades do aviso de meu pai.

e) Anos depois, bastantes verdadeiros se tornaram também outros avisos de meu pai.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Fuvest-gv) "...um mal que mata e não se vê".

"que mal me tirará o que eu não tenho".

"0 homem, mal vem ao mundo, já começa a padecer."


4. Nas três citações, a palavra mal é, pela ordem: substantivo, advérbio e conjunção. Assinalar a alternativa em que esta palavra venha convenientemente substituída por equivalentes destas três categorias gramaticais, na mesma ordem:
a) Por castigo dos meus pecados.Fala e escreve erradamente.Logo que você saiu, ele chegou.

b) A custo conseguiu pronunciar umas poucas palavras.Agiu irregularmente em relação a este processo. Falou de sua doença.

c) Calculou erradamente o resultado da experiência.Assim que se retiraram, desabou o temporal.Riu-se do sofrimento que te causou.

d) Pediu-lhe escusas pelo aborrecimento que lhe trouxe.Tão logo ganhou a rua, foi vítima de atropelamento. Julgou injustamente a atitude que tomamos.

e) Para surpresa nossa, apenas recebeu o pacote, saiu.Está muito doente.Não imaginava que lhe causaria tanto prejuízo.
5. No poema o vocábulo "que" vem empregado em diversas categorias gramaticais. Assinalar a alternativa em que ele é conjunção nas três menções:
a) o que eu não tenho;que não pode tirar-me;que mata e não se vê.

b) que dias há;que na alma me tem posto;que mal me tirará;

c) um não sei quê;que nasce não sei onde;que não temo.

d) que não pode tirar-me;que mal me tirará;que não temo.

e) o que não tenho;que na alma tem posto;que perigosas seguranças.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Cesgranrio) Por amor à Pátria


1 O que é mesmo a Pátria?

2 Houve, com certeza, uma considerável quantidade de brasileiros(as) que, na linha da própria formação, evocaram a Pátria com critérios puramente geográficos: uma vastíssima porção de terra, delimitada, porém, por tratados e convenções. Ainda bem quando acrescentaram: a Pátria é também o Povo, milhões de homens e mulheres que nasceram, moram, vivem, dentro desse território.

3 Outros, numerosos, aprimoraram essa noção de Pátria e pensaram nas riquezas e belezas naturais encerradas na vastidão da terra. Então, a partir das cores da bandeira, decantaram o verde das florestas, o azul do firmamento espelhado no oceano, o amarelo dos metais escondidos no subsolo. Ufanaram-se legitimamente do seu país ou declararam, convictos, aos filhos jovens, que jamais hão-de ver país como este.

4 Foi o que fizeram todos quantos procuraram a Pátria no quase meio milênio da História do Brasil, complexa e fascinante História de conquistas e reveses, de "sangue, suor e lágrimas", mas também de esperanças e de realizações. Evocaram gestos heróicos, comovedoras lendas e sugestivas tradições.

5 Tudo isso e o formidável universo humano e sacrossanto que se oculta debaixo de tudo isso constituem a Pátria. Ela é história, é política e é religião. Por isso é mais do que o mero território. É algo de telúrico. É mais do que a justaposição de indivíduos, mas reflete a pulsação da inenarrável história de cada um.

6 A Pátria é mais do que a Nação e o Estado e vem antes deles. A Nação mais elaborada e o Estado mais forte e poderoso, se não partem da noção de Pátria e não servem para dar à Pátria sua fisionomia e sua substância interior, não têm todo o seu valor.

7 Por último, quero exprimir, com os olhos fixos na Pátria, o seu paradoxo mais estimulante. De um lado, ela é algo de acabado, que se recebe em herança.

8 Por outro lado, ela nunca está definitivamente pronta. Está em construção e só é digno dela quem colabora, em mutirão, para ir aperfeiçoando o seu ser. Independente, ela precisa de quem complete a sua independência. Democrática, ela pertence a quem tutela e aprimora a democracia. Livre, ela conta com quem salvaguarda a sua liberdade. E sobretudo, hospitaleira, fraterna, aconchegante, cordial, ela reclama cidadãos e filhos que a façam crescer mais e mais nestes atributos essenciais de concórdia, equilíbrio, harmonia, que a fazem inacreditavelmente Pátria - e me dá vontade de dizer, se me permitem criar um neologismo, inacreditavelmente Mátria.

9 Pensando bem, cada brasileiro, quem quer que seja, tem o direito de esperar que os outros 140 milhões de brasileiros sejam, para ele, Pátria.

Dom Lucas Moreira Neves

(adaptação) JORNAL DO BRASIL - 08/09/93
6. Os elementos "mas também" (parágrafo 4) e "para dar" (parágrafo 6) conferem aos períodos, respectivamente, idéias de:

a) oposição - causa.

b) consecução - finalidade.

c) acréscimo - finalidade.

d) concessão - causa.

e) oposição - explicação.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Fuvest) Conheci que Madalena era boa em demasia, mas não conheci tudo de uma vez. Ela se revelou pouco a pouco, e nunca se revelou inteiramente. A culpa foi minha, ou antes, a culpa foi desta vida agreste, que me deu uma alma agreste.

E, falando assim, compreendo que perco o tempo. Com efeito, se me escapa o retrato moral de minha mulher, para que serve esta narrativa? Para nada, mas sou forçado a escrever.

Quando os grilos cantam, sento-me aqui à mesa da sala de jantar, bebo café, acendo o cachimbo. Às vezes as idéias não vêm, ou vêm muito numerosas - e a folha permanece meio escrita, como estava na véspera. Releio algumas linhas, que me desagradam. Não vale a pena tentar corrigi-las. Afasto o papel.

Emoções indefiníveis me agitam - inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente com Madalena, como fazíamos todos os dias, e esta hora. Saudade? Não, não é isto: é desespero, raiva, um peso enorme no coração.

Procuro recordar o que dizíamos. Impossível. As minhas palavras eram apenas palavras, reprodução imperfeita de fatos exteriores, e as dela tinham alguma coisa que não consigo exprimir. Para senti-las melhor, eu apagava as luzes, deixava que a sombra nos envolvesse até ficarmos dois vultos indistintos na escuridão.

Lá fora os sapos arengavam, o vento gemia, as árvores do pomar tornavam-se massas negras.

- Casimiro!

Casimiro Lopes estava no jardim, acocorado ao pé da janela, vigiando.

- Casimiro!

A figura de Casimiro Lopes aparece à janela, os sapos gritam, o vento sacode as árvores, apenas visíveis na treva. Maria das Dores entra e vai abrir o comutador. Detenho-a: não quero luz.

O tique-taque do relógio diminui, os grilos começam a cantar. E Madalena surge no lado de lá da mesa. Digo baixinho:

- Madalena!

A voz dela me chega aos ouvidos. Não, não é aos ouvidos. Também já não a vejo com os olhos.

Estou encostado na mesa, as mãos cruzadas. Os objetos fundiram-se, e não enxergo sequer a toalha branca.

- Madalena...

A voz de Madalena continua a acariciar-me. Que diz ela? Pede-me naturalmente que mande algum dinheiro a mestre Caetano. Isto me irrita, mas a irritação é diferente das outras, é uma irritação antiga, que me deixa inteiramente calmo. Loucura estar uma pessoa ao mesmo tempo zangada e tranqüila. Mas estou assim. Irritado contra quem? Contra mestre Caetano. Não obstante ele ter morrido, acho bom que vá trabalhar. Mandrião!

A toalha reaparece, mas não sei se é esta toalha que tenho sobre as mãos cruzadas ou a que estava aqui há cinco anos.

Rumor do vento, dos sapos, dos grilos. A porta do escritório abre-se de manso, os passos de seu Ribeiro afastam-se. Uma coruja pia na torre da igreja. Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que piava há dois anos? Talvez seja até o mesmo pio daquele tempo.

Agora seu Ribeiro esta conversando com D. Glória no salão. Esqueço que eles me deixaram e que esta casa está quase deserta.

- Casimiro!

Penso que chamei Casimiro Lopes. A cabeça dele, com o chapéu de couro de sertanejo, assoma de quando em quando à janela, mas ignoro se a visão que me dá é atual ou remota.

Agitam-se em mim sentimentos inconciliáveis: encolerizo-me e enterneço-me; bato na mesa e tenho vontade de chorar.

Aparentemente estou sossegado: as mãos continuam cruzadas sobre a toalha e os dedos parecem de pedra. Entretanto ameaço Madalena com o punho. Esquisito.

Distingo no ramerrão da fazenda as mais insignificantes minudências. Maria das Dores, na cozinha, dá lição ao papagaio. Tubarão rosna acolá no jardim. O gado muge no estábulo.

O salão fica longe: para irmos lá temos de atravessar um corredor comprido. Apesar disso a palestra de seu Ribeiro e D. Glória é bastante clara. A dificuldade seria reproduzir o que eles dizem. É preciso admitir que estão conversando sem palavras.

Padilha assobia no alpendre. Onde andará Padilha?

Se eu convencesse Madalena de que ela não tem razão... Se lhe explicasse que é necessário vivermos em paz... Não me entende. Não nos entendemos. O que vai acontecer será muito diferente do que esperamos. Absurdo.

Há um grande silêncio. Estamos em julho. O nordeste não sopra e os sapos dormem. Quanto às corujas, Marciano subiu ao forro da igreja e acabou com elas a pau. E foram tapados os buracos de grilos.

Repito que tudo isso continua a azucrinar-me.

O que não percebo é o tique-taque do relógio. Que horas são? Não posso ver o mostrador assim às escuras. Quando me sentei aqui, ouviam-se as pancadas do pêndulo, ouviam-se muito bem. Seria conveniente dar corda ao relógio, mas não consigo mexer-me.
(Ramos, Graciliano, SÃO BERNARDO, Rio de Janeiro, Record, 1989)
7. Conheci que (1) Madalena era boa em demasia...

A culpa foi desta vida agreste que (2) me deu uma alma agreste.

Procuro recordar o que (3) dizíamos.

Terá realmente piado a coruja? Será a mesma que (4) piava há dois anos?

Esqueço que (5) eles me deixaram e que (6) esta casa está quase deserta.
Nas frases acima o "que" aparece seis vezes; em três delas é pronome relativo. Quais?

a) 1, 2 e 4.

b) 2, 4 e 6.

c) 3, 4 e 5.

d) 2, 3 e 4.

e) 2, 3 e 5.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES.

(Unitau) "Vivemos numa época de tamanha insegurança externa e interna, e de tamanha carência de objetivos firmes, que a simples confissão de nossas convicções pode ser importante, mesmo que essas convicções, como todo julgamento de valor, não possam ser provadas por deduções lógicas.

Surge imediatamente a pergunta: podemos considerar a busca da verdade - ou, para dizer mais modestamente, nossos esforços para compreender o universo cognoscível através do pensamento lógico construtivo - como um objeto autônomo de nosso trabalho? Ou nossa busca da verdade deve ser subordinada a algum outro objetivo, de caráter prático, por exemplo? Essa questão não pode ser resolvida em bases lógicas. A decisão, contudo, terá considerável influência sobre nosso pensamento e nosso julgamento moral, desde que se origine numa convicção profunda e inabalável Permitam-me fazer uma confissão: para mim, o esforço no sentido de obter maior percepção e compreensão é um dos objetivos independentes sem os quais nenhum ser pensante é capaz de adotar uma atitude consciente e positiva ante a vida.

Na própria essência de nosso esforço para compreender o fato de, por um lado, tentar englobar a grande e complexa variedade das experiências humanas, e de, por outro lado, procurar a simplicidade e a economia nas hipóteses básicas. A crença de que esses dois objetivos podem existir paralelamente é, devido ao estágio primitivo de nosso conhecimento científico, uma questão de fé. Sem essa fé eu não poderia ter uma convicção firme e inabalável acerca do valor independente do conhecimento.

Essa atitude de certo modo religiosa de um homem engajado no trabalho científico tem influência sobre toda sua personalidade. Além do conhecimento proveniente da experiência acumulada, e além das regras do pensamento lógico, não existe, em princípio, nenhuma autoridade cujas confissões e declarações possam ser consideradas "Verdade " pelo cientista. Isso leva a uma situação paradoxal: uma pessoa que devota todo seu esforço a objetivos materiais se tornará, do ponto de vista social, alguém extremamente individualista, que, a princípio, só tem fé em seu próprio julgamento, e em nada mais. É possível afirmar que o individualismo intelectual e a sede de conhecimento científico apareceram simultaneamente na história e permaneceram inseparáveis desde então. "

(Einstein, in: "O Pensamento Vivo de Einstein", p. 13 e 14, 5a. edição, Martin Claret Editores)


8. Na frase "... nenhuma autoridade 'cujas' confissões...", a palavra, entre aspas, no plano morfológico, sintático e semântico é:

a) pronome indefinido, complemento nominal, deles.

b) pronome relativo, adjunto adnominal, deles.

c) pronome relativo, complemento nominal, delas.

d) pronome indefinido, adjunto adnominal, delas.

e) pronome relativo, complemento nominal, deles.


9. Observe:
I. "Essa atitude de certo modo religiosa de 'um' homem engajado no trabalho..."

II. "Pedro comprou 'um' jornal"

III. "Maria mora no apartamento 'um'."

IV. "Quantos namorados você tem?" 'Um'.


A palavra "um" nas frases acima é, no plano morfológico, respectivamente:

a) artigo indefinido em I e numeral em II, III e IV.

b) artigo indefinido em I e II e numeral em III e IV.

c) artigo indefinido em I e III e numeral em II e IV.

d) artigo indefinido em I, II, III e IV.

e) artigo indefinido em III e IV e numeral em I e II.


TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 3 QUESTÕES.

(Unitau) "Certas instituições encontram sua autoridade na palavra divina. Acreditemos ou não nos dogmas, é preciso reconhecer que seus dirigentes são obedecidos porque um Deus fala através de sua boca. Suas qualidades pessoais importam pouco. Quando prevaricam, eles são punidos no inferno, como aconteceu, na opinião de muita gente boa, com o Papa Bonifácio VIII, simoníaco reconhecido. Mas o carisma é da própria Igreja, não de seus ministros. A prova de que ela é divina, dizia um erudito, é que os homens ainda não a destruíram.

Outras associações humanas, como a universidade, retiram do saber o respeito pelos seus atos e palavras. Sem a ciência rigorosa e objetiva, ela pode atingir situações privilegiadas de mando, como ocorreu com a Sorbonne. Nesse caso, ela é mais temida do que estimada pelos cientistas, filósofos, pesquisadores. Jaques Le Goff mostra o quanto a universidade se degradou quando se tornou uma polícia do intelecto a serviço do Estado e da Igreja.

As instituições políticas não possuem nem Deus nem a ciência como fonte de autoridade. Sua justificativa é impedir que os homens se destruam mutuamente e vivam em segurança anímica e corporal. Se um Estado não garante esses itens, ele não pode aspirar à legítima obediência civil ou armada. Sem a confiança pública, desmorona a soberania justa. Só resta a força bruta ou a propaganda mentirosa para amparar uma potência política falida.

O Estado deve ser visto com respeito pelos cidadãos. Há uma espécie de aura a ser mantida, através do essencial decoro. Em todas as suas falas e atos, os poderosos precisam apresentar-se ao povo como pessoas confiáveis e sérias. No Executivo, no Parlamento e, sobretudo, no Judiciário, esta é a raiz do poder legítimo.

Com a fé pública, os dirigentes podem governar em sentido estrito, administrando as atividades sociais, econômicas, religiosas, etc. Sem ela, os governantes são reféns das oligarquias instaladas no próprio âmbito do Estado. Essas últimas, sugando para si o excedente econômico, enfraquecem o Estado, tornando-o uma instituição inane."


(Roberto Romano, excerto do texto "Salários de Senadores e legitimidade do Estado", publicado na "Folha de São Paulo", 17/10/1994, 1¡. caderno, página 3)
10. Em:

"A prova de que ela é 'divina', dizia um 'erudito', é que os homens ainda não 'a' destruíram ", as palavras, entre aspas, são, no plano morfológico e sintático, respectivamente,

a) substantivo e complemento nominal, advérbio e objeto direto, artigo e locução adverbial.

b) adjetivo e predicativo, substantivo e sujeito, pronome e objeto direto.

c) substantivo e predicativo, adjetivo e objeto direto, pronome e objeto indireto.

d) adjetivo e complemento nominal, advérbio e aposto, artigo e objeto direto.

e) substantivo e predicativo, adjetivo e sujeito, artigo e objeto direto.
11. Em:
I - Suas qualidades IMPORTAM pouco.

II - As indústrias nacionais IMPORTAM muita mercadoria.


as palavras em destaque, são, entre si,

a) homônimas.

b) antônimas.

c) sinônimas.

d) hiperônimas.

e) hipônimas.


12. Em:
I - CERTAS instituições encontram sua autoridade na palavra divina.

II - Instituições CERTAS encontram caminho no mercado financeiro.


As palavras, em destaque, são, no plano morfológico e semântico (significado)

a) adjetivo em I e substantivo em II, com significado de "algumas" em I e "corretas" em II.

b) substantivo em I e adjetivo em II, com significado de "muitas" em I e "íntegras" em II.

c) advérbio em I e II, com significado de "algumas" em I e "algumas" em II.

d) adjetivos em I e II, com significado de "algumas" em I e "íntegras" em II.

e) advérbio em I e adjetivo em II, com significado de "poucas" em I e "poucas" em II.


13. (Fuvest) Nas frases a seguir, cada espaço pontilhado corresponde a uma conjunção retirada.
1. "Porém já cinco sóis eram passados...... dali nos partíramos..."

2. ......estivesse doente faltei à escola.

3. ......haja maus nem por isso devemos descrer dos bons.

4. Pedro será aprovado...... estude.

5. ...... chova sairei de casa.
As conjunções retiradas são, respectivamente:

a) quando, ainda que, sempre que, desde que, como.

b) que, como, embora, desde que, ainda que.

c) como, que, porque, ainda que, desde que.

d) que, ainda que, embora, como, logo que.

e) que, quando, embora, desde que, já que.


14. (Fuvest) "É da história do mundo que (1) as elites nunca introduziram mudanças que (2) favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que (3) estas lideranças empresariais teriam motivação para fazer a distribuição de rendas que (4) uma nação equilibrada precisa ter."
O vocábulo que está numerado em suas quatro ocorrências, nas quais se classifica como conjunção integrante e como pronome relativo. Assinalar a alternativa que registra a classificação correta em cada caso, pela ordem:

a) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;

b) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;

c) 1. pronome relativo, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. conjunção integrante;

d) 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo;

e) 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo.


15. (Ita) Indique a alternativa em que há erro gramatical:

a) Não vá sem eu.

b) Ele é contra eu estar aqui.

c) Ele é contra mim, estar aqui é crime.

d) Com eu estar doente, não houve palestra.

e) Não haveria entre mim e ti entendimento possível.


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO

(Unitau) "A questão central da pedagogia é o problema das formas, dos processos dos métodos; certamente, não considerados em si mesmos, pois as formas só fazem sentido na medida em que viabilizam o domínio de determinados conteúdos.

O método é essencial ao processo pedagógico. Pedagogia, como é sabido, significa literalmente a condução da criança, e a sua origem está no escravo que levava a criança até o local dos jogos, ou o local em que ela recebia instrução do preceptor. Depois, esse escravo passou a ser o próprio educador. Os romanos, percebendo o nível de cultura dos escravos gregos, confiavam a eles a educação dos filhos. Essa é a etimologia da palavra. Do ponto de vista semântico, o sentido se alterou. No entanto, a paidéia não significava apenas infância, paidéia significava cultura, os ideais da cultura grega. Assim, a palavra pedagogia, partindo de sua própria etimologia, significa não apenas a condução da criança, mas a introdução da criança na cultura.

A pedagogia é o processo através do qual o homem se torna plenamente humano. No meu discurso distingui entre a pedagogia geral, que envolve essa noção de cultura como tudo o que o homem constrói, e a pedagogia escolar, ligada à questão do saber sistematizado, do saber elaborado, do saber metódico. A escola tem o papel de possibilitar o acesso das novas gerações ao mundo do saber sistematizado, do saber metódico, científico. Ela necessita organizar processos, descobrir formas adequadas a essa finalidade. Esta é a questão central da pedagogia escolar. Os conteúdos não apresentam a questão central da pedagogia, porque se produzem a partir das relações sociais e se sistematizam com autonomia em relação à escola. A sistematização dos conteúdos pressupõe determinadas habilidades que a escola geralmente garante, mas não ocorre no interior das escolas de primeiro e segundo graus. A existência do saber sistematizado coloca à pedagogia o seguinte problema: como torná-lo assimilável pelas novas gerações, ou seja, por aqueles que participam de algum modo de sua produção enquanto agentes sociais, mas participam num estágio determinado, estágio esse que é decorrente de toda uma trajetória histórica?"

(SAVIANI, D. "A pedagogia histórico-crítica no quadro das tendências críticas da Educação Brasileira", adap. da fala em Seminário, Niterói, 1985).
16. Leia as frases a seguir:
'Essa" é a etimologia da palavra.
A pedagogia é o processo através 'do qual' o homem 'se' torna plenamente humano.
Como torná-'lo' assimilável pelas novas

gerações..."


As palavras entre aspas são, respectivamente, no plano morfológico:

a) pronome relativo, pronome demonstrativo, conjunção integrante, pronome oblíquo átono.

b) pronome indefinido, pronome demonstrativo, conjunção condicional, pronome oblíquo tônico.

c) pronome demonstrativo, pronome relativo, pronome oblíquo átono, pronome oblíquo átono.

d) pronome demonstrativo, pronome indefinido, pronome oblíquo tônico, pronome oblíquo tônico.

e) pronome indefinido, pronome relativo, conjunção integrante, pronome oblíquo átono.



GABARITO
1. [D]
2. [E]
3. [E]
4. [A]
5. [D]
6. [C]
7. [D]
8. [C]
9. [B]
10. [B]
11. [A]
12. [D]
13. [B]
14. [D]
15. [A]
16. [C]






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