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NIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL - ULBRA



CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA-LICENCIATURA

EAD

DIFICULDADE NA APRENDIZAGEM: UMA ABORDAGEM PSICOPADAGÓGICA.

TAQUARUSSU-MS

AGOSTO/2009

M

ARCIA MARIA DA SILVA




DIFICULDADE NA APRENDIZAGEM: UMA ABORDAGEM PSICOPADAGÓGICA.

Artigo a ser apresentado a Disciplina de Estágio Curricular IV do curso Graduação, Licenciatura em Pedagogia-EAD, da Universidade Luterana do Brasil, como requisito parcial para conclusão de curso. Unidade de Taquarussu. Profª. Ivanete Souza.


TAQUARUSSU-MS

AGOSTO/2009

D

IFICULDADE NA APRENDIZAGEM: UMA ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA.


RESUMO
O título deste artigo já contém, em si mesmo, a mensagem de que o tema pode ser examinado sob vários enfoques. Não se pretende, apenas, apresentar o elenco de dificuldades na aprendizagem que os sujeitos experimentam e sim, com ênfase para a abordagem psicopedagógia, considerar o modo como elas serão analisadas e tratadas, independentemente de sua manifestação ser na leitura, na escrita, na resolução de problemas ou outra. Inúmeras são as teorias para explicar a aprendizagem humana e qualquer bom livro sobre o tema descreve o pensamento de vários autores que nos apresentam suas concepções sobre o processo de aprender. Elas vão desde o comportamento, que prevaleceu no início do século passado, até o construtivismo que despontou no final do século e ocupa, até hoje, lugar de destaque. O que se segue traduz um esforço de resumir cada um desses sistemas de valores, buscando relaciona-los, sumariamente, com as contribuições dos teóricos que escrevem sobre dificuldades de aprendizagem para, a seguir, contextualizar e conceituar a abordagem psicopedagógica, objeto central deste texto.
PALAVRAS-CHAVE: Linguagem, Aprendizagem, Psicopedagogia.

INTRODUÇÃO
O ato de aprender a ler e escrever apóia-se muitas vezes em um exercício de coragem e persistência. Compreender o fenômeno da aprendizagem, integrando diversas áreas do conhecimento, não é tarefa fácil, tanto para quem aprende como para quem ensina. As classes de alfabetização são compostas por crianças que apresentam dificuldade de aprendizagem, as quais vão gradativamente recebendo o rótulo de repetentes, evadidas e fracassadas. Esses alunos são excluídos pela escola que os aceitou no ato da matricula. Trabalhar com essas crianças é sentir-se desafiado a compreender e identificar os comportamentos presentes no cotidiano da sala de aula e, acima de tudo, a identificar os fatores que interferem durante o processo de alfabetização em crianças com inteligência “normal”, mas que evidenciam sistematicamente problemas de aprendizagem na leitura e na escrita.

A experiência profissional adquirida permite auxiliar crianças repetentes na primeira série do ensino fundamental, de escolas pobres do interior. Embora se acredite que o nível sócio-cultural não impede ninguém de aprender. Ao atuar em classe de alfabetização às vezes, se encontra dificuldades e limitações, porém o desafio transforma-se em aprendizado, enriquecendo o ser tanto como profissional e como pessoa. Identificar tais fatores é fundamental para os sujeitos preocupados em compreender o que significa o “problema” de não estar acompanhado o ritmo.



DESENVOLVIMENTO
As dificuldades de aprendizagem, segundo esse paradigma, podem ser explicadas pelas limitações dos sujeitos em processar ou utilizar, adequadamente, as informações que recebem do meio, mostrando-se como `incapazes`de aprender, de compreender, de ler, escrever, calcular, de conservar, reunir, ordenar, classificar, abstrair, etc.

Mesmo sem levar à extrema a contribuição das neurociências e, nelas, o papel do cérebro, alguns teóricos cognitivistas relacionam as dificuldades de aprendizagem a disfunções cerebrais, enquanto que outros levantam hipóteses distintas e que se afastam das lesões ou disfunções. Apelam para imaturidade, para o atraso no desenvolvimento de certas habilidades como: as perceptivo-motoras; as responsáveis em manter a atenção seletiva; a memória; o processamento das informações ou à existência de potencial intelectual médio ou baixo, dentre outras habilidades. Cabem aqui, algumas importantes ressalvas a respeito do construtivismo, erradamente confundido como método e relacionado, unicamente, á epistemologia genética piagetiana. Na verdade: (a) não existe um método construtivista e sim teorias construtivistas segundo as quais os aprendizes são considerados como agentes da construção do seu saber; (b) há outros pensadores que apresentam visões construtivistas sobre a aprendizagem, além de Piaget, certamente o mais famoso e (c) tampouco é correto pensar que as ações do sujeito sobre os objetos do conhecimento se reduzem a manipulações e/ou a seus movimentos.

Segundo a concepção teórica de Vygotsky, parece-nos que as dificuldades de aprendizagem podem ser explicadas segundo a lei da dupla formação, cuja explicação é no desenvolvimento dos indivíduos qualquer função mental aparece duas vezes, primeiro em nível social e depois em nível individual. Em outras palavras, primeiro entre pessoas (daí a importância da mediação) e depois no interior do próprio aprendiz ( pela internalização do conhecimento construído).

Com base nessas premissas, as dificuldade podem ser geradas desde fora do sujeito, na mediação (que inclui a inadequação dos instrumentos ou signos utilizados) ou, ainda, no interior do próprio aprendiz, devido a algum problema biológico ou conseqüência psicológica das suas relações com o ambiente.

Segundo MOREIRA (op.cit.p.168) “a premissa básica da teoria de Novak é que os seres humanos fazem três coisas: pensam, sentem e atuam” e qualquer proposta de educação feita essa breve revisão e lembrando-nos que a psicopedagogia tem ocupado um espaço significativo tanto no processo de diagnóstico, como também na intervenção educativa, cabe a pergunta: onde situar a abordagem psicopedagógica acerca do que sejam as dificuldades de aprendizagem?

Sem que se possa localiza-la, exclusivamente, numa das filosofias sobre o processo de aprender acima relatada, parece-nos que ela mais se aproxima da concepção humanista, na medida em que esta valoriza a pessoa, em suas todas as suas dimensões, em privilegiar qualquer delas como a mais importante.

Sob o enfoque psicopedagógico, as dificuldades de aprendizagem representam uma questão extremamente complexa e, qualquer tentativa de explicação que atribua suas origens a uma única causa, seja insuficiente e falha.

Geralmente, as explicações unicausais encontram no aprendiz o lócus das dificuldades e, de pronto, rotula-no, seja como deficiente, retardado, disléxico, hiperativo, desatento, preguiçoso, imaturo...

Não restam dúvidas de que estados emocionais graves, estados depressivos e de forte ansiedade interferem no processo de aprendizagem, assim como transtornos de atenção e de concentração, além das deficiências visuais, auditivas, e intelectuais, localizadas no aluno. Mas, o que aprendemos na psicopedagogia é que a criança não é a única e solitária responsável pelos problemas que enfrenta. Tampouco se justifica deslocar da criança para seus pais, irmãos, para os professores ou para o sistema educacional a responsabilidade por seu fracasso. Não è a busca de ´culpados´que permitirá encontrar as soluções. As críticas que se fazem ás teorias unicausais referem-se ao fato destas não considerarem o conjunto de fatores que se dinamizam em torno do aprendiz e que, além das pessoas com as quais interage inclui, também, o ambiente social, o ambiente escolar e o contexto sócio-econômico e cultural em que se insere. A mais significativa contribuição da abordagem psicopedagógica reside, portanto, em nos mostrar as evidências de que as dificuldades de aprendizagem que levam ao fracasso escolar não dependem de uma única causa e que, apenas conhece-las não será o bastante para resolver a questão.

Aprender e não-aprender dependem de um conjunto nada trivial de fatores que se interligam, dinamizando aspectos subjetivos dos aprendentes e dos ensinantes além dos fatores objetivos do contexto familiar e educacional escolar, incluindo-se nestes os pedagógicos e as relações que se estabelecem entre pessoas e com os objetos do saber.Dizendo de outro modo, sob a abordagem psicopedagógica, as dificuldades de aprendizagem são analisadas sob a dimensão plurifatorial, implicando em interdisciplinaridade, na medida em que várias áreas do saber oferecem conhecimentos indispensáveis para entender a aprendizagem humana, quando bem sucedida ou não. Muito além da reunião entre Pedagogia e Psicologia, como erradamente se supõe ser a estrutura teórica da psicopedagogia, a psicanálise, a antropologia, a sociologia, dentre outras áreas do conhecimento compõem o seu referencial de estudo.


TOMANDO-SE ESSAS DUAS ORDENS DE CAUSAS COMO BASE E SINTETIZANDO O PENSAMENTO DA AUTORA TEMOS:
1. As causa externas á estrutura familiar e individual originam dificuldades de aprendizagem reativa, que afetam o aprender, mas não`aprisionam´(bloqueiam) a inteligência e, geralmente, surgem do confronto entre o aluno e a instituição (particularmente a escola);

2. Quando às causas internas à estrutura familiar e individual, originam sintoma e inibição, “afetando a dinâmica de articulação entre os níveis de inteligência, o desejo, o organismo e o corpo, redundadndo num aprisionamento da inteligência e da corporeidade por parte da estrutura simbólica inconsciente” (p. 82). Neste casos é requerida uma intervenção psicopedagógica adequada, com vistas a libertar a inteligência e a facilitar a circulação patológica do conhecimento no grupo familiar.

Em outras palavras, a inteligência e o desejo de aprender ficam prisioneiros, por razões ligadas ao inconsciente do aprendiz, diminuindo ou anulado sua motivação (inibição) ou transformando as relações entre significantes e significados, trazendo de volta o que foi reprimido, mas com outra configuração. Com propriedade Paín afirma que o sistema alude e ilude ao conflito.

A aprendizagem e seus desvios, para Fenández, compreendem uma multiplicidade de fatores que, isoladamente considerados, empobrecem a compreensão das dificuldades e do sofrimento que gera para todos, aprendiz, família e educadores.

Muitas vezes a criança renuncia ao seu saber e assume modalidades de aprendizagem que fogem aos padrões estabelecidos como normais, provocando na família (nos pais, principalmente) e nos seus professores, diferentes reações. Lamentavelmente, as maiores dessas reações, bem intencionadas, por certo, produzem efeitos perversos, complicando as manifestações da natureza das dificuldades e contribuindo negativamente para a auto-estima dos aprendizes.

A abordagem da psicopedagogia, pela multiplicidade de olhares que se integram, permite que educadores e familiares modifiquem suas atitudes frente ás dificuldades de aprendizagem de qualquer pessoa, analisando-as a partir da incessante dialética entre o equipamento heredo-biológico, materializado num corpo e num organismo e os ambientes nos quais o aprendiz vive e se constitui como um ser de desejos, de pensamentos e de ações.
CONTEXTUALIZANDO A ABORDAGEM PSICOPEDAGÓGICA A PARTIR DAS CONCEPÇÕES SOBRE APRENDIZAGEM HUMANA.
Pedro Demo (1997) define a força e a importância da interdisciplinaridade: Como arte do aprofundamento, com sentido de abrangência, para dar conta, ao mesmo tempo, da particularidade e da complexidade do real. Precisamente porque este intento é complexo, a interdisciplinaridade leva a reconhecer que é melhor quando praticada em grupo, somando qualitativamente as especialidades.

Mas, para haver a interdisciplinaridade não bastam os múltiplos olhares, os múltiplos saberes. Estes precisam ser compartilhados por meio de relações dialógicas nas quais as falas do Outro, ainda que diferentes da minha fala, precisam ser ouvidas e reconhecidas como contribuições que garantam o meu saber no saber do outro e vice-versa. O conhecimento `novo´ surgirá fortalecido porque constituído na interação.

Para esclarecer a respeito do que se entende por abordagem psicopedagógica, considero a contribuição da Dra Sara Paín (1989) uma das mais significativas. Partindo de reflexões sobre o processo de aprendizagem humana, apresenta-nos ela quatro dimensões do aprender: biológica, cognitiva, social e a função do /eu/.
Afirma ela que, no processo de aprendizagem coincidem um momento histórico, um organismo, uma etapa genética da inteligência e um sujeito, o que implica na contribuição teórica do materialismo histórico, da epistemologia genética de Piaget e da psicanálise freudiana e que dizem respeito, á ideologia, à operatividade e ao inconsciente, respectivamente. Está aí o sujeito integral e integralizado no seu ambiente.
Na cognitiva e com base no desenvolvimento da inteligência segundo Piaget, o sujeito epistêmico pode apresentar diferentes tipos de aprendizagem, destacando-se a estrutural, porque está vinculada às estruturas lógicas do pensamento que permitem organizar a realidade pela equilibração das estruturas cognitivas.

Com base nas dimensões do processo de aprender, a autora refere-se a um conjunto de fatores que podem explicar os problemas de aprendizagem e que serão objeto de considerações, no próximo item deste artigo.

A abordagem psicopedagógica rompe com essa concepção binária, pela multiplicidade de focos que são valorizados, em suas incessantes e dinâmicas interações. E, dentre os fatores externos, sem dúvida, os aspectos pedagógicos merecem atenção especial, considerando-se a urdidura das relações de toda a ordem que se estabelecem no interior das escolas, influenciada pelo grau de satisfação pessoal e profissional dos educadores, da valorização de seu papel social e de sua profissão, em termos das condições em que trabalha e de seus salários, inclusive.

Passemos agora a sintetizar a valiosa contribuição de PAÍN (op.cit) que considera que a não aprendizagem não é o reverso ou o oposto da aprendizagem e sim um processo diferente. A dificuldade para aprender é um sintoma com uma função positiva tão integrativa como a do aprender e que pode ser determinada por: 1. Fatores orgânicos, relacionados com a dimensão biológica. 2. Fatores específicos: mais relacionados à dimensão cognitiva. 3. Fatores psicógenos: relacionados com a dimensão que considera a aprendizagem como função de /eu/ e que pode explicar a diminuição das funções implícitas no aprender ou a transformação dessas funções, gerando inibições na aprendizagem ou sintomas de dificuldades, respectivamente. 4. Fatores ambientais: relacionados à dimensão social.

Passarei à contribuição de Fernández (op.cit.) que nos ensina que: “a partir do estudo da patologia na aprendizagem, começam a ser encontrados os pontos de contato entre as duas teorias que tratam separadamente a inteligência por um lado, e o inconsciente por outro: a teoria de Piaget e a psicanálise (p.69).

Esta afirmativa explicita os dois eixos sobre os quais construiu sua valiosa contribuição psicopedagógica: o construtivismo piagetiano e a contribuição de Freud e de seus seguidores.

Justifica seu ponto de vista e aponta com clareza a abordagem da psicopedagogia quando escreve (p.68-69).
“[...]a um piagetiano que estuda o modelo normal de desenvolvimento da inteligência, não se apresenta como inevitável a inclusão da afetividade, assim como um psicanalista pode muitas vezes realizar sua tarefa sem encontrar-se com a urgência de responder sobre temas que tenham a ver com a inteligência. Porém um psicopedagogo, cujo objeto de estudo e trabalho é a problemática da aprendizagem, não pode deixar de observar o que sucede entre a inteligência e os desejos inconscientes”.
Finalizo este artigo com a contribuição de Scoz (1994), por considerar que sintetiza a mensagem que tentei compartilhar:
Que os problema de aprendizagem não são restringíveis nem a causas físicas ou psicológica, nem a análises das conjunturas sociais. É preciso compreende-los a partir de um enfoque multidimensional, que amalgame fatores orgânicos, cognitivos afetivos, sociais, e pedagógicos, percebidos, dentro das articulações sociais. Tanto quanto possível, a análise, as ações sobre os problemas de aprendizagem devem inserir-se num movimento mais amplo de luta pela transformações da sociedade (p.22).
Espera-se que a abordagem da psicopedagogia permita melhor compreensão das dificuldades de aprendizagem, sem penalizar os sujeitos, mas buscando-se a melhor ajuda para todos.


CONCLUSÃO
Entre erros e acertos, concluí-se que é necessário uma reformulação dos esquemas e repensar conhecimentos para assimilar a nova realidade adequando-se a ela, de maneira prazerosa e mais proveitosa possível no trabalho com as dificuldades na mais se procuram respostas, mais dúvidas surgem. Por isto, há momentos na vida que são de aprender e outros de desaprender para re-aprender. Com certeza, este é um momento de ter um olhar psicopedagógico para as características do aluno com dificuldade na aprendizagem, visando-se contribuir para que as crianças recebem um atendimento mais adequado e colaborar com os professores preocupados com o processo de alfabetização.

As crianças que apresentam dificuldades na aprendizagem é um desafio para todos, pais, escola e professores, pois compreender os fatores que levam ao insucesso escolar requer,acima de tudo, reflexão. Essa reflexão passa inclusive por distinguir, com certa clareza, o que está sendo considerado como problema de aprendizagem, para que não seja levada a uma análise simplificada e considerar toda e qualquer dificuldade apresentada pelos (as) alunos (as) como sendo “um problema de aprendizagem”.



Para concluir, a dificuldade na aprendizagem constitui uma situação real presente nas instituição escolares. Portanto, é necessário que todos os envolvidos com questões educacionais realizem pesquisas que possibilitem conhecer cada vez melhor as relações entre linguagem oral e escrita. Assim, pode-se recorrer ao psicopedagogo para estruturar formas de ações psicopedagógica que clareiem o caminho percorrido pelos sujeitos.

REFERÊNCIAIS
SCOZ, B. A psicopedagogia e a realidade escolar: o problema escolar e de aprendizagem. Rio de Janeiro: Vozes, 1994.
FERNÁNDEZ, Alicia. A Inteligência Aprisionada. Abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. 2 edição, Porto Alegre: Artes Médicas, 1991.
PAMPLONA A. M. Distúrbios de Aprendizagem: uma abordagem psicopedagógica. 8 Ed. Ver. E ampl. São Paulo: Edicon, 2002.
PAÍN, Sara. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 3 ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1989.
PIAGET, Jean. A Equilibração das Estruturas Cognitivas; problema central ao desenvolvimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1976.


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