Teologia do novo testamento


CAPÍTULO II Breve História do



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CAPÍTULO II

Breve História do

Desenvolvimento da Teologia do Novo Testamento
É de ajuda descrever a história dos vários esforços de escrever a teologia bíblica e especialmente uma teologia do Novo Testamento através dos séculos. A compreensão histórica de uma disciplina sempre provê dois elementos para os que iniciam seus estudos – familiaridade com a disciplina no estudo e com os vários elementos do diálogo acadêmico contemporâneo da disciplina. Nosso propósito nesse capítulo é apresentar ao aluno os diferentes métodos usados através da história para fazer teologia bíblica, e apontar os temas atuais de diálogo teológico que surgem ao redor do estudo da teologia do Novo Testamento.


    1. Pré-Reforma

      1. O Novo Testamento

Até que ponto o conteúdo do Novo Testamento é teologia? Nosso ponto de partida é o mesmo Novo Testamento? Definimos a teologia do Novo Testamento como a disciplina que busca resumir ou sintetizar em forma coerente para o leitor, o conteúdo da revelação do Novo Testamento, entendido á luz da cultura e história do tempo do Novo Testamento. A Luz dessa definição, nosso ponto de partida para elaborar a teologia do Novo Testamento. O mesmo não pode ser o ponto de partida para a elaboração da Teologia do Novo Testamento. Na História da teologia do Velho Testamento, um capítulo poderia ser a forma em que o Novo Testamento interpreta e expressa em seu próprio tempo a teologia do Antigo Testamento. Porém o Novo Testamento não pode ser o objeto da teologia do Novo Testamento.


      1. Igreja Primitiva

A igreja dos primeiros séculos não procurou escrever o que poderia reconhecer nos nossos dias como teologia do Novo Testamento. A razão é que o Novo Testamento era compreensível para eles, pois tratava de seu mundo, sua história e cultura, uma sistematização da teologia não era necessário para aquele tempo, mas que tinham que utilizá-lo para resolver problemas específicos que surgiam na igreja. Por exemplo, Clemente corrige a Igreja dos Coríntios (I Clem Cor. 4) quanto a sua inveja pessoal por apelar a Gênesis 4 ou em relação às divisões da igreja ((I Clem Cor. 46) por apelar as palavras de Jesus (Mt. 26:24).

O conteúdo do Novo Testamento é citado para ensinar a Igreja (Hb. 1:3-4) forma a base para a Cristologia funcional. O Velho Testamento forma a base para a Epístola de Barnabé. Predomina na Didaché os ensinamentos de Jesus. A igreja primitiva também tratou de ensinar a igreja por uma reinterpretação do Velho Testamento à luz de Jesus Cristo. Na carta de Barnabé, por exemplo, “leite e mel” (Gn. 1:26) são: “a fé da promessa (de Jesus) e a palavra divina” (Bern 6:17); dos cabritos (Lv. 16:7-9) são Jesus rejeitado e imolado (Bern 7:7-10); etc.

Até o final do segundo século, a igreja começa a alegorizar o Novo Testamento. Na parábola das dez virgens, as cinco virgens sábias é: fé, amor, graça, paz e esperança. As cinco néscias são: Conhecimento, Compreensão, Obediência, Paciência e compaixão (são néscias porque dormiam). A igreja mais tarde desenvolveu o princípio da alegorização de Orígenes. Orígenes viu três sentidos nas escrituras que corresponde as três partes do homem: corpo, alma e espírito. As escrituras contem um sentido literal, moral e espiritual.


      1. A igreja medieval

A igreja medieval seguiu desenvolvendo a teoria e prática de alegorização. Em vez dos três sentidos, desenvolveu quatro sentidos de interpretação. No sentido literal é o sentido superficial do texto. O sentido literal é o sentido superficial do texto. O sentido moral ou antropológico aplica o sentido literal a Cristo e a sua igreja. No sentido alegórico ou figurativo aplica o sentido literal a Cristo e a sua igreja. No sentido escatológico, ou analógico, aplica o sentido literal às realidades celestiais e a nossa esperança nos últimos dias. Assim “água” em uma pode se referir à água no sentido literal, a pureza cristã, o batismo ou a vida eterna.

Interesse no estudo da Bíblia continuou na Idade Média. Os teólogos medievais usaram a Bíblia para ensinar artes literais e religiosas. Nos séculos XII e XIII, os teólogos da igreja enfocavam sua criatividade na elaboração da “Suma Teológica”. O título Suma (Resumen) é importante “porque a contribuição principal deste período a história da doutrina era resumir e sistematizar, não o desenvolver”.




    1. Reforma

D. Guthrie disse: “Antes da Reforma havia pouco interesse ou faltava totalmente o interesse na teologia bíblica”. Vemos teologia bíblica parcial antes da Reforma, a teologia bíblica, como uma disciplina que reconhecemos hoje, não existia até o século XVIII. Em grande parte, a Reforma apresentou novas proximidades às escrituras que possibilitaram o desenvolvimento da teologia bíblica. Através desse ponto, nos limitamos às contribuições a teologia bíblica de Lutero e Cocceius, o desenvolvimento do Escolasticismo Protestante e a reação ao Escolasticismo Protestante pelos Pietistas.


      1. Lutero e sua contribuição

Lutero contribuiu a interpretação das Escrituras em três formas: seu principio de Sola Escritura colocando a Bíblia ao centro da teologia, a rejeição da Regula Fidei, conduz a aceitação do princípio do princípio de sui interpres e enfatizou o princípio hermenêutico da interpretação literalista. Os primeiros dois temas são apresentados em seu discurso a Nobreza Cristã da Nação Alemã:

Eles só (hierarquia eclesial) querem ser mestres nas Escrituras. Mesmo que durante toda a sua vida, nada aprendam delas, atribuem a si mesmo a autoridade e nos fazem crer com palavras desavergonhadas que o papa não pode errar na fé, para o qual não pode alegar nenhuma letra sequer... Como crêem que o Espírito Santo não os abandona por incultos que forem e se atrevem a acrescentar o que quiserem. Se fosse assim para que seriam necessárias as Sagradas Escrituras? Queimamos e conformamos com os incultos senhores de Roma... E todos somos sacerdotes como foi citado acima. Todos temos os mesmo credo, o mesmo evangelho e o mesmo sacramento. Como não temos também o poder de notar e julgar o que é reto ou incorreto da fé? Onde fica a palavra de Paulo “o homem espiritual julga todas as coisas, mas não é julgado por ninguém” e “temos o mesmo espírito de fé”.

Rejeita a autoridade exclusiva da Igreja sobre elementos de interpretação das Escrituras e afirma que as mesmas sustem seus próprios pontos de vista.


        1. Sola Escritura – Um dos princípios que influenciaram na alienação de Lutero na Igreja Católica: O princípio material (Sola Fide – que pecadores podiam ser salvos pela graça de Deus revelada em Cristo Jesus que recebiam por auto-entrega e fé e não pelos ministérios sacramentais da Igreja) e o Princípio Formal (Sola Scriptura – que determina que a fé cristã é somente a escritura e não a tradição eclesiástica) Lutero une estes dois princípios. O princípio material se expressa através das Escrituras. As escrituras expressam Cristo e as sua mensagem. Sola Scriptura é realmente o princípio Solo Christos. O restante da Reforma se uniu a este princípio.

Os escritos dos Santos Padres deveriam ser lidos somente por um tempo a modo de introdução das Escrituras, agora, só lemos para ficar detidos. Nos assemelhamos aos que olham sinais do caminho, porém jamais andam por ele. Os amados padres com os seus escritos queriam introduzir-nos nas Escrituras, agora nos deixam delas. Todavia, a Escritura é o nosso vinhedo, no qual devemos exercitar-nos e trabalhar.


Lutero não rejeita a tradição eclesiástica, mas a Regula Fidei - a promoção da tradição de um estado superior as Escrituras.

2.1.1.2. Regula Fidei e Sui Ipsius Interpres- A Regula Fidei fazia parte da Igreja primitiva “o corpo doutiinal transmitido na Igreja mediante a Escritura e a tradição”. E no quarto século da Regula Fidei se associava mais com os catecismos batismais.

Expressões assim implicavam a idéia de que se excluíam erros, assim que os escritores que se serviam deles tinham consciência mui clara, supostamente que estavam em posse do depósito da ortodoxia que com a garantia apostólica, em contraposição com as falsas especulações das seitas heréticas.

Já no tempo de Lutero a idéia incluía todo o conteúdo de ensino da Igreja, a qual nenhuma exegese deve contradizer.

Esta verdade e disciplina (do evangelho) contem nos livros escritos e as tradições não escritas que transmitidas de mão em mão tem chegado até nós desde os apóstolos...(O Concílio de Trento) recebe e venera todos os livros, assim do Antigo Testamento, como do Novo Testamento, como que queira que um só Deus é autor de ambos, e também as mesmas tradições que pertencem à fé, os costumes, oralmente por Cristo ou pelo Espírito Santo ditadas e por contínua sucessão conservadas na Igreja Católica... e para reprimir os ingênuos , decreta que ninguém pode interpretar a Escritura Sagrada, em matérias de fé e costumes que pertencem as edificações da doutrina cristã, retorcendo a mesma Sagrada Escritura, conforme ao próprio sentimento que contra aquela base que sustentou a santa mãe Igreja aquém compete julgar do verdadeiro sentido e interpretação as Escrituras Sagradas, ou também contra a unanimidade dos Padres.

Quando Lutero recusa a autoridade da Igreja para ser intérprete exclusivo das Escrituras, deve encontrar algum elemento que sucede a Regula Fidei como guia para a interpretação. A igreja reconhecia três partes em seu sistema de autoridade: o cânon das Escrituras; uma tradição e confissão de fé, cujo texto diferenciava entre uma seção da igreja e a outra, porém cujo fundamento permanecia igual; e um episcopado monárquico com a responsabilidade de perpetuar e transmitir a fé católica e apostólica. Na igreja Católica nos dias de Lutero, predominava a influência do episcopado monárquico com a responsabilidade de perpetuar e transmitir a fé católica e apostólica. Na Igreja Católica dos dias de Lutero predominava a influência do episcopado para interpretar as Escrituras.



Lutero recusou a autoridade do episcopado com base na falta de fé do mesmo episcopado, e as várias contradições entre os vários concílios. Mesmo não recusando a tradição como elemento do sistema de autoridade útil para a interpretação, distingue entre a tradição e a Escritura. São na realidade dois sistemas de autoridade eclesiástica. Subjuga a tradição e a interpretação das Escrituras. O maior elemento de autoridade para interpretar as Escrituras, são as mesmas Escrituras. Assim as Escrituras se interpretam a si mesmas. Assim Lutero, ao tratar a frase, “poder de Deus” em Rm. 1:16, explica em latim “virtus” (virtude, valor) como “potência”, “poder” ou “possibilidade” aproximando-se mais do significado do grego “dunamis”. Define a relação “poder de Deus” a ser “o poder que vem de Deus” com base na comparação da passagem com At. 1:8; 4: 23 e Lc. 1:35.


        1. Hermenêutica

O que deve fazer o Exegeta ao usar as Escrituras para interpretar as Escrituras? Quais as pautas que são apresentadas por Lutero em sua Hermenêutica? Rompe com a interpretação alegorista tradicional a favor de ler as Escrituras em termos de história. Lutero é literalista. Em sua conferência sobre Gênesis argumenta a ler o Antigo Testamento, como todas as Escrituras como história, isso requer interpretação literal do texto. A hermenêutica de Lutero não rejeita a alegorização, mas baseia a sua alegoria no significado histórico do texto e o princípio was Chirsistun treibet (o que trata de Cristo|). Toda a Escritura deve direcionar a Cristo.


      1. Os reformadores Calvinistas

J. Cocceius era professor de Teologia Dogmática na Universidade de Leigen de 1650. Seus estudos anteriores eram o Antigo Testamento e estudos afins. Seguiu as linhas do Calvinismo em seu livro Summa doutrina de foedere et testamento Dei, escrito em 1648. Organizou esta harmonia da teologia dogmática e a Bíblia ao redor de um princípio centra das Escrituras. Todas as outras idéias doutrinárias deveriam girar em torno desse EJE cêntrico. O elo é o Pacto, enfatizou dois pactos: o pacto da obra que Deus fez com Adão em sua inocência;o pacto da graça que Deus fez com o homem depois de haver caído. O pacto da graça é dividido no tempo antes da Lei, a Lei e o Evangelho. Já que o Pacto é essencialmente um conceito histórico, mostrando uma série de ações divinas através dos quais Deus se relaciona com o homem, a teologia de Cocceius era essencialmente uma teologia histórica. Era limitada pelo uso excessivo de tipologia.


      1. Escolaticismo Postestante

O escolatiscismo protestante se desenvolveu nos anos depois da Reforma. Ainda que Lurero e Calvino basearam sua teologia radicalmente na interpretação lingüística e histórica do texto bíblico, o Escolastiscismo Protestante teria uma ótica mais otimista que Lutero ou Calvino quanto à razão humana. A educação nos métodos lógicos dos gregos, a confiança na razão humana dos Escolásticos e as controvérsias teológicas dos anos depois da Reforma são três possíveis fatores no desenvolvimento do Escolastiscismo Protestante. A existência das Instituições de Calvino, os Loci Comunes de Melancton e o desenvolvimento do livro de Concord pela Igreja Luterana, contribuíam ao ter toda a verdade teológica essencial. O escolasticismo Protestante começou a desenvolver estes conceitos teológicos essenciais através das Sumas Teológicas, por exemplo Johann Gerhard, Loci Theologici (1610 e 1632; 9 tomos); Wolfgang Jacob Chrismann, Teustche Bibische (1629); Hericus A. Diest, Theologia Bíblica (1643); Abrahan Calovius, Systema locurum theologicorum (1655); Sebastian Schimidt, Colegiunm Biblicum (1671); Johann Hülsemann, Vindiciae Sanctae Scripturae per loca clássica teologia sistemática (1679); Francis Turretin, Instituto (1688, 4 tomos); Johann Heirinch Maius, Synopsis theologiae judicae verteris et nova (1698); Johann Wilhelm Baier, Analysis et vindicatio ilustrium scriptrae (1716 – 1719); Christian Everhard Weismann, Instituições Thelogeicae exegético dogmáticae (1739). O papel dos teólogos veio a ser a defesa destes corpos de doutrina, em vez do desenvolvimento das bases teológicas da Reforma.

A teologia bíblica do Escolasticismo Protestante envolve a exegese antes da Reforma. Predomina um dogma específico como ponto de partida: o dogma tradicional protestante. A razão de ser da teologia bíblica é apoiar e defender o dogma através dos “textos de prova”, chamadas escolas bíblicas. A teologia do Escolastismo Protestante se baseia no conceito que a teologia dogmática dos Reformadores continha a interpretação correta do cristianismo. Assim, o ponto de partida da teologia bíblica era a teologia dogmática. Descreviam e explicavam um dogma e depois apresentaram a lista de escrituras que apoiava este dogma. Não havia necessidade de distinguir entre Antigo Testamento, já que ambos podiam apoiar um dogma específico. Esta aproximação não permitiu que a Bíblia fosse entendida por si mesma (sui ipsius interpres), já que impulsionou sobre o pensamento bíblico um sistema de dogmas. Dando início ao interesse na teologia bíblica. Criou como reação a necessidade de estudar a aproximação metodológica que estivesse mais ligado ao texto e não a um sistema externo à Bíblia.




      1. A Reação Pietista

A igreja Luterana Alemã do século XVII era pressionada de várias frentes. A nobreza alemã restringia o trabalho da igreja. A Guerra dos Trinta Anos (1618 – 1648), supostamente ocasionada por motivos religiosos, desconfiou da igreja. E a tendência teológica era de repetição, não de reflexão. O pietismo procurava regressar aos princípios da Reforma, enfatizando a religião pessoal, avaliada pela experiência do indivíduo.

A Pia Desideria (desejos piedosos para uma Reforma da verdadeira Igreja Evangélica agradável a Deus, 1675), J. Spener observou que a teologia do Escolasticismo Protestante não teve a sua base nas Escrituras. Pediu que a Igreja e a educação teológica voltasse a Palavra de Deus como centro de suas vidas e que seus ministros pregassem sermões visando à edificação da igreja em vez de discursos teológicos. Não obstante, o Pietismo não era antiintelectual. Durante os primeiros anos da Universidade de Halle (1694 – 1720), vários professores pietistas fizeram parte de sua faculdade teológica.




    1. ILUMINISMO

O século XVIII corresponde ao século das Luzes (Iluminismo), período caracterizado pelo desejo de encontrar um entendimento racional e superior para tudo o que existe. Seu lema era Sapere aude (atrever a usar a razão). O racionalismo dos séculos XVII e XVIII contribuiu ao ambiente filosófico em que se formou o século das luzes.


      1. Racionalismo como Substância do Iluminismo

O racionalismo tem certas características que deixam sua impressão sobre o iluminismo. O racionalismo criou na bondade essencial do homem e destacou a razão humana como a maior fonte de conhecimento e assim o critério mais importante de conhecimento. Isso levou aos racionalistas a questionar todo o sobrenatural, incluindo o conceito de inspiração. Em parte como resposta ao Racionalismo, a ortodoxia, o pietismo seguiu a publicação de várias teologias bíblicas no estilo da dicta probantia. C. Haymann (Versuch einer biblischen Theologie em Tabellen, 1708), J. Deutschmann (Theologia Bíblica, 1709) e F.J. Lütkens (Collegiun biblicum secundum locos tehelogicos adoratum, 1726), expressaram seus conceitos que a teologia dogmática e a teologia bíblica não eram sempre idênticas, mas a teologia bíblica era a base para a teologia dogmática. Nisso os racionalistas W.F. Hufnagel e K. F. Bahridt entraram de acordo. Mas os primeiros tentaram usar a teologia bíblica como corretivo da teologia dogmática. Os racionalistas querem provar que a teologia dogmática estava equivocada e a verdadeira teologia bíblica estava de acordo com a religião racional.

J.S. Semler argumentou que a Palavra de Deus e as Escrituras Sagradas não são termos idênticos, nem toda a Bíblia é inspirada. A Bíblia é um documento puramente histórico que deve ser investigado e crítico. Como a Bíblia é um testemunho da revelação, achado em uma situação histórica específica, as declarações que a Bíblia contém não são dogmáticas. Isto resultou em uma divisão acentuada entre a teologia bíblica e a teologia dogmática. Mas ainda Semler não podia evitar a estrutura dogmática das teologias bíblicas. A única teologia bíblica seguiu basicamente a dicta probantia.

Todavia, em todo o trabalho de teólogos bíblicos nesse tempo acudiu ao racionalismo. J.A. Ernesti (Instituto Interpres Novo Testamento, 1761) elaboru um método gramático- histórico do estudo do texto bíblico. G. T Zachariä elaborou uma teologia dogmática do Antigo Testamento e Novo Testamento com base na aproximação teológica de Ernesti. Zachariä não recusou a inspiração porque o “aspecto histórico é um assunto de importância secundária na teologia”. Não havia necessidade de separar os testamentos, eles estavam em relação recíproca. Porém, a teologia bíblica de Zachariä rejeitava a hipótese contra a inspiração do racionalismo, a teologia bíblica seque em contraposição a teologia dogmática. Zachariä procura purgar a teologia dogmática de suas impurezas.


      1. J. P. Gabler

Gabler foi nomeado como professor da Universidade de Altfort. Em seu discurso de posse, fez distinção radical entre a teologia bíblica e teologia dogmática.
Teologia Bíblica possui um caráter histórico; transmite que os escritores sagrados pensaram sobre as coisas divinas, já a teologia dogmática possui um caráter didático, ensina o que cada teólogo filosofa das coisas divinas de acordo com a sua capacidade, seu tempo, idade, lugar, religião, ou escola.
Propõe uma metodologia que inclui três pressupostos:

  1. O conceito de inspiração não entra em uma teologia bíblica, porque o Espírito Santo não destrói os pensamentos do homem. O que é simplesmente em uma teologia bíblica é o que o autor pensou.

  2. A teologia bíblica deve buscar comparar as várias idéias e descobrimentos de todos os autores bíblicos, utilizando os avanços lingüísticos, históricos e literários que estão ao alcance do teólogo bíblico.

  3. Os conceitos teológicos devem ser classificados em vários períodos de antiga e nova religião. Assim sabemos quais são as idéias que podemos incluir em uma teologia dogmática contemporânea e quais idéias não tem validade para os nossos dias.

Gabler propôs três passos distintos no movimento desde a Bíblia até uma teologia dogmática. O primeiro passo era a fabricação de uma teologia verdadeiramente bíblica. Primeiro, o teólogo bíblico deve estudar e colecionar as idéias dos materiais bíblicos a luz da interpretação gramática, literária e filológica. As idéias devem ser organizadas segundo os períodos dos quais originam. Deve distinguir entre os conceitos que referem a seu próprio tempo e as “verdadeiras idéias sagradas de cada autor”. No segundo passo, o teólogo elabora uma teologia bíblica pura para produzir uma teologia dogmática, cuja função é didática . A teologia dogmática. A teologia dogmática como a teologia como a teologia bíblica verdadeira, tem cronologia e geografia, mas se localiza na cronologia e geografia do teólogo dogmático.

Mesmo a aproximação racionalista de Gabler tem saído da moda pelas habilidades intrínsecas do racionalismo a importância e a validade da distinção entre teologia bíblica e teologia dogmática foi aceito, como acontece hoje em dia. Um colega de Galbler, G.L. Bauer, publicou vários artigos de teologia bíblica, separando a teologia do Antigo Testamento e a Teologia do Novo Testamento. Divide sus teologia do Antigo Testamento em Teologia, Antropologia e Cristologia. Procurou aplicar seu método histórico-crítico apoiado pela ênfase racionalista na razão humana. Em sua Biblische des Neuen Testaments disse:
Teologia bíblica deve ser um desenvolvimento – puro e purgado de todo conceito supérfluo – das teorias religiosas dos judeus antes de Cristo e de Jesus e seus apóstolos, um desenvolvimento atrasado nos vários escritos de vários autores consagrados e apresentando em termos dos vários períodos e pontos de vista e níveis de compreensão que refletem.
Assim é tratada a ordem à teoria da religião nos sinóticos em João, Apocalipse, na 1ª e 2ª carta de Pedro, Judas e em Paulo.


      1. Desenvolvimento Posterior

Depois da popularização das idéias de Gabler e Bauer, várias teologias bíblicas aparecem. G.P.C. Kaiser rejeitou todo o sobrenaturalismo e busca mostrar a forma em que a teologia bíblica depende da religião universal. W.L.M. tratou de unir a filosofia kantiana e a teologia bíblica. Viu um desenvolvimento genético em que o hebraico incluiu o Judaísmo que por sua vez, também incluiu o Cristianismo. Isto separa definitivamente o Antigo Testamento do Novo Testamento. A teologia do Novo Testamento se deve tratar como uma área de história das religiões.

Este conceito de Wette não foi aceito por K.W. Stein. Insiste apenas em uma aproximação histórica-crítica que pode levar a uma teologia bíblica pura e completa. C.P.W. seguiu a linha de Wette, vindo a Teologia do Antigo Testamento como a história das idéias religiosas do Antigo Testamento. G.C. Von Cölln rejeita a Wette e volta à tradição de Gabler. O primeiro artigo trata a teologia do Antigo Testamento, o segundo a teologia do Novo Testamento. Considerou primeira, a fidedignidade observando a data das fontes, depois examinou a condição das nações durante o período histórico particular. E finalmente, descreveu aqueles conceitos que eram comuns a todos os escritores de um período particular. Este deu uma descrição geral do caráter básico de religião em todos os períodos da história de Israel.

F. Scheleiermacher voltou a examinar um dos elementos essenciais do Protestantismo – sola scriptura – e a forma em que o cristianismo deve aproximar-se ao Antigo Testamento. Considerou que o cristianismo teve a mesma relação com o judaísmo que teve com o mundo grego-romano. O cristianismo representa para ambos uma transformação a algo totalmente novo. Ambos são igualmente removidos de Deus e necessita de Jesus Cristo. O Antigo Testamento não tem a mesma autoridade e nem o mesmo valor teológico que o Novo Testamento. Mesmo que seja verdade que os apóstolos e Jesus Cristo usaram o Velho Testamento, não é razão suficiente para que nós hoje submetemos a ele. Mas não devemos rejeitar o Velho Testamento, não é razão suficiente para que nós hoje nos submetemos a ele. Mas não devemos rejeitar o Velho Testamento como parte do cânon cristão. O fato de que a Igreja tem utilizado historicamente ao Antigo Testamento e tem unido historicamente ao Novo Testamento provém que nós o recusamos totalmente.


      1. Catálogo: portugues
        portugues -> Trigésimo segundo período ordinário de sessões oea/Ser. G 2 de junho de 2002 ag/doc. 4059/02 ad
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G
        portugues -> Africanidades Escola Notre Dame 5ª sériesAeB 2011
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos cp/cajp-2289/05 re
        portugues -> Enviados aos jovens em comunidades no seguimento de cristo
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos cp/cajp-2155/04 re
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos csh/GT/ads-22/04 cor
        portugues -> OrganizaçÃo dos estados americanos conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (cidi)
        portugues -> A inserção dos fiéis leigos nas Novas Comunidades Cristãs
        portugues -> Original: espanhol


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