Teologia do novo testamento



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J. Jeremias

J. Jeremias planejou uma série de livros sobre a teologia do Novo Testamento. O primeiro estudo apresentou a teologia de Jesus. Não pôde completar mas o primeiro estudo da série pelas razões de enfermidade, Jeremias era mais otimista que Bultmann em relação a possibilidade de recuperar o Jesus histórico e a ainda a ipsissima vox Iesu. Mas para encontrá-lo, Jeremias considera que se sabe definir “se nossas fontes são suficientes para que possamos recolher com alguma possibilidade as idéias fundamentais da pregação de Jesus ou se esta esperança é utópica desde um princípio”.

Descarta a afirmação “o caminho que há tempo vem recorrendo para responder a questão da autenticidade... o método comparativo”, porque aceita somente as palavras de Jesus que mostram seu antagonismo ao judaísmo. Jesus era judeu, sendo assim muitas de suas mensagens refletia conceitos judeus. Busca ipssima vox Iesu nas palavras registradas nos evangelhos, mas tem que separá-las das palavras agregadas pela igreja primitiva. A separação se obtém através de um exame de linguagem e de estilo aramaico das palavras. Depois de apresentar vários cânones de juízo para separar a ipssima vox Iesu, Jeremias sintetiza os ensinamentos de Jesus e organiza o conteúdo deste ensino nos temas de “Missão”, “ Aurora do Tempo de Salvação” e “O prazo de Graça”, o “O Novo Povo de Deus”, “Jesus e sua consciência de Majestade” e “a Páscoa”.




      1. A.M. Hunter

A.M. Hunter organiza sua teologia do Novo Testamento ao redor de uma descrição histórica. Não busca aprofundar-se nos elementos teológicos, mas apresentar um esboço de teologia do Novo Testamento, “tratar os sistemas salientes e discutir os teólogos principais do Novo Testamento”. A primeira parte “O reino de Cristo” descreve o ministério de Jesus, sua ressurreição e ensino do Reino de Deus. A segunda parte, “Os primeiros pregadores de Atos” resume o kerigma da igreja entre a vida de Jesus e os primeiros escritos do Novo Testamento. As fontes para esta parte do livro são as tradições cristãs pré-paulinas nas epístolas e oito primeiros capítulos de Atos. A terceira parte do livro apresenta a teologia de “Os intérpretes de Atos” Paulo, Pedro, o autor de Hebreus e João.


      1. Crítica

O método descritivo tem três problemas essenciais: o problema da diversidade, o problema de estrutura e o problema de Jesus. O método descritivo tende a criar uma diversidade de teologias do Novo Testamento, não uma só teologia. Alguns sugerem que isso em si não é problema. Deve detalhar as várias teologias do Novo Testamento para ilustrar a diversidade de seu conteúdo. Mas em si, o termo teologia do Novo Testamento propõe a possibilidade de apresentar uma só teologia do Novo Testamento.

Como resultado anterior, o método descritivo cria o problema de estrutura: Sob que estrutura se deve organizar a apresentação sistemática da Teologia do Novo Testamento? Diferentes teólogos respondem com diferentes esquemas – alguns prestam da teologia dogmática (como Jacob), outros procuram representar uma lista de temas (como Lohse e Jeremias). O problema inicia quando mesclamos o conceito de estrutura com o conceito de descrição. De fato deve incluir uma estrutura para separar a teologia do Novo Testamento de uma história da religião do Novo Testamento.

O teólogo bíblico descritivo deve responder a pergunta da posição do Jesus Histórico. O teólogo bíblico confessional evita o problema por incluir a mensagem de Jesus ao lado do ensino de Paulo e João em seu esquema teológico. O teólogo descritivo tem que decidir se é uma hipótese da Teologia do Novo Testamento.


    1. Método Confessional Kerigmático

O. Heissfeldt propôs que se distinguisse entre história e revelação, entre a função de uma religião do Antigo Testamento e uma Teologia do Antigo Testamento, entre a aproximação histórica-descritiva e aproximação teológica e a teologia do Velho Testamento. “Correspondem as duas funções distintas de nosso espírito, conhecer e crer”...

A mente que conhece é consciente que apesar de todo o seu esforço, não pode alcançar mais além de que seu mundo limitado de espaço e tempo, a fé é conhecida por si mesma como algo alcançado por uma realidade eterna... Teremos apenas a opção de fazer uma conexão entre os dois, o de reconhecer e executar cada um em seu próprio lugar e sus própria forma. A aproximação histórica traz a religião de Israel. A teologia do Antigo Testamento traz “a descrição da revelação de Deus que tem chegado a ser fé no Antigo Testamento e que chega a ser fé”. Assim a teologia do Antigo Testamento não pode ser histórica, “porque fé não trata do passado, mas das coisas que são presentes e a revelação transcende a categoria de tempo”.

Eissfeldt sugeriu que uma teoria do Antigo Testamento deveria ser sistemático – semelhante em estrutura aos velhos dicta probantia. Na maioria dos casos, o Novo Testamento deve ser o critério pelo qual é medida a aceitabilidade de uma idéia dada ba teologia do Antigo Testamento. Porém o Antigo Testamento não é contraditório ao Novo Testamento, mas co-ordenado com o Novo Testamento.


      1. P. van Imschoot

Em uma aproximação tradicionalmente Romano Católico, P. Von Imschoot apresenta uma teologia escreve linhas confessionais. A teologia do Antigo Testamento não pode negar a existência de problemas críticos.
Uma síntese da teologia bíblica supõe a solução concreta de um grande problema; problemas de crítica textual, literária e histórica, em partícula, a solução daqueles que concernem a sua autenticidade, a composição e tempo em que foi realizada, assim como estudo as fontes e a avaliação da religião israelita , tão intimamente vinculada a evolução social e política do povo escolhido, questões de interpretação dos textos e apreciação de gêneros literários”.

Porém estes problemas, não são obstáculos para a elaboração de uma teologia do Antigo Testamento. O teólogo deve tomá-los por conta de seus estudos, mas na elaboração de sus teologia do Antigo Testamento, ou simplesmente deixar de lado.


Mesmo sendo uma exposição sistemática de doutrinas, a teologia do Antigo Testamento não pode ignorar a história da religião de Israel. Como supõe a exegese e a crítica literária assim como a crítica histórica dos livros do Antigo Testamento, pode dispensar-se de tratar as questões de ordem puramente históricas.

Todavia, van Imschooot reconhece que “não existe nos livros do Velho Testamento a exposição sistemática da idéia de Deus nem de sua relação com o mundo dos homens”. Mas, o teólogo deve agrupar as afirmações concretas sobre Deus e sua atividade para uni-las em uma síntese. Como o Velho Testamento não apresenta um esquema de síntese, van Imschoot impõe “evitando todos os modos violentar a estrutura do pensamento israelita, para adaptar às exigências de uma teoria mais avançada” . Tratou de organizar sus teologia do Antigo Testamento em linhas dogmáticas e confessionais. Utilizou a tripla aproximidade: Teologia, Antropologia, Soteriologia. Esse sistema organiza o conteúdo da teologia do Antigo Testamento em teologia (“Deus considerando em si mesmo”, “Deus e o mundo”, “A revelação”, “Deus e seu povo”), antropologia (“Origem e natureza do homem”, “A vida e o destino do homem”, “Os deveres do homem”, “O pecado”) e Soteriologia (“O juízo divino e saúde do homem”).

M. Minertz disse que a “teologia do Novo Testamento tem por objetivo expor o conteúdo teológico do Novo Testamento”. Em seu livro, busca apresentar as idéias teológicas do Novo Testamento. Deixa de lado os problemas pela crítica do Novo Testamento. Sai conscientemente da aproximação histórica e descritiva da teologia do Novo Testamento.

Muitas teorias que são estudadas na teologia bíblica se encontram também em uma exposição da vida de Jesus e na História da Era Apostólica. Mas nessas obras a exposição se faz desde outro ponto de vista. Sua finalidade é apresentar de maneira intuitiva a atividade de Jesus e a história do cristianismo primitivo. A teologia bíblica é mais sistemática e renuncia a exposição dos detalhes históricos e do curso externo dos acontecimentos.

Os dois elementos que influenciam em uma teologia do Novo Testamento são a exegese do autor e o método através da qual o autor organiza sus teologia do Novo Testamento. Descarta o uso da Teologia Dogmática, como também a aproximação que enfatiza um só pensamento principal. “O mais adequado será partir do fato histórico de que os livros do Novo Testamento são o sedimento das idéias e o acontecimento que se baseiam em decisivas figuras dirigentes”. Estas figuras são Jesus, Pedro, Tiago, Paulo e João.

Assim Meinertz organiza a sua teologia do Novo Testamento em quatro seções. A primeira seção trata de Jesus e seu ensinamento como é expressa nos evangelhos sinóticos e João. A segunda seção destaca a teologia da Comunidade Primitiva, suas principais fontes sendo os discursos de Pedro em Atos e as cartas de Tiago e Judas. A terceira seção fala da teologIA Paulina , suas fontes, sendo treze cartas de Paulo. Incluem nessa seção a carta dos Hebreus e as cartas de Pedro. A quarta seção trata da teologia de João. Suas fontes incluem o evangelho de João e Apocalipse (em uma seção à parte).




      1. K.H. Schelkle

K.H. Schelkle não busca expor sua teologia do Novo Testamento “seguindo o desenvolvimento histórico de Kerigma dentro do Novo Testamento”, mas que “intenta perseguir através do Novo Testamento não somente palavras, conceitos e temas fundamentais, mas também descrevê-los em resumo sistemático pelo qual, deve atender logicamente ao realce que obtém em cada um dos escritos”. Para Schelkle, a teologia do Novo Testamento é uma palavra sobre Deus, sobre a base da palavra com que Deus se revela na Nova Aliança que inclui assim mesmo a Antiga Aliança e está consignada no livro do Novo Testamento como testemunho dessa revelação”.

Não segue o método descritivo somente, porque a teologia do Novo Testamento “realiza seu trabalho com o propósito de ressaltar o que há de revelação na palavra transmitida pela Escritura. O que exige a história da Igreja... é reconstruir a história interna e externa da Igreja Primitiva”. A teologia do Novo Testamento não se limita a descrever, mas interpreta “Perguntará pelo conteúdo e a intenção de umas formas e afirmações que talvez nos resultam insólitas e as interpretará existencialmente à medida de nosso tempo e das questões que hoje nos inquietam”.

Schelkle reconhece a diversidade dna Teologia do Antigo Testamento, mas enfatiza sua unidade. “Pese toda a variedade dos escritos neotestamentários, não falamos de diversas teologias dos sinóticos, de Paulo, de João, mas da única teologia neotestamentária. Há os fatos que tem forjado a unidade do conjunto dos escritos do Novo Testamento: Todos se referem a Jesus Cristo e todos tem o seu posto (tradução em inglês que significa “sua base”) na igreja”. Todo o método confessional tem a vantagem de destacar a unidade do Novo Testamento.
Fundamentalmente dois são as possibilidades que se oferecem à hora de trazer o plano de uma teologia do Novo Testamento. Uma consiste em tratar em cada capítulo as etapas da pregação do Novo Testamento segundo seus homens mais importantes, portanto: Os sinóticos, a comunidade primitiva, Paulo, João, os escritos da época apostólica tardia... A outra possibilidade consiste em seguir ao longo do Novo Testamento as idéias e os temas de pregação neotestamentária e tratar em forma unitária e sintética aos campos de fé e de vida.


      1. Crítica

O método confessional apresenta dois problemas maiores: o problema da imposição e o da diversidade. Primeiro, o método confessional impõe sobre o conteúdo teológico do Novo Testamento um esquema que não surge deste. A imposição deste esquema pode enfatizar que o Novo Testamento não procura expressar. Em outras palavras, o teólogo é bíblico é tentado a encontrar cada tema da Teologia Dogmática no Novo Testamento. Ou da mesma forma, pode deixar fora alguns conceitos teológicos que o Novo Testamento contém, simplesmente porque não são temas da teologia dogmática contemporânea.

O segundo problema é a diversidade da teologia do Novo Testamento. O método confessional rejeita a apresentação dessa diversidade a favor de uma unidade forçada e sintética. Não é melhor deixar que a teologia do Novo Testamento expresse as várias de suas ênfases?




    1. Métodos Mistos

Pelas fraquezas do método descritivo e o método confessional, muitos tem argumentado que uma mescla dos métodos é desejável. Os seguintes métodos são esforços de combinar os pontos fortes de ambas aproximações, provendo que as fraquezas entrem num método misto.
3.3.1. Método Diacrônico

W. Eichrodt debateu sobre a metodologia com Eissfeldt através de um artigo escrito em 1929. Não aceitou a dicotomia de Eissfeldt entre a teologia do Antigo Testamento. Um estudo da Religião do Antigo Testamento deve incluir a teoria das idéias centrais e fundamentais. Na sistematização dessas idéias centrais, nos aproximamos a uma teologia do Velho Testamento. Para Eissfeldt entre a religião de Israel e a teologia do Velho Testamento. Um estudo da Religião do Antigo Testamento deve incluir um estudo das idéias centrais, nos aproximamos a uma teologia do Antigo Testamento, para Eissfeldt, a teologia do Velho Testamento era normativa. Eishrodt insiste em que a teologia do Antigo Testamento é uma disciplina histórica e descritiva. Assim, um passo prévio a elaboração de uma teologia dogmática.

Eichrodt não aceita o esforço de organizar uma teologia do Antigo Testamento segundo os esquemas tradicionais de uma teologia dogmática também rejeitam o esforço de reduzir a teologia do Antigo Testamento a uma exposição histórica da religião judeu-israelita.
Na realidade é a hora de que se rompa com a atitude despótica do historicismo e se volta

a antiga tarefa de captar a fé velhotestamentária em sua unidade estrutural e de interpretá-la em seu sentido mais profundo, atendendo por uma parte, ao mundo religioso que a rodeia e por outra, a sua relação essencial com o Novo Testamento. Só assim se conseguirá devolver ao estudo do Velho testamento em geral – e sua teologia em particular – posto que dentro da teologia cristã e que havia cedido a história geral das religiões.



Assim que a teologia do Antigo Testamento inclui elementos históricos e sistemáticos. Isto é a natureza do trabalho do historiador. Qualquer historiador tem que selecionar o material que trata. O teólogo bíblico, como historiador deve selecionar o material que entrará em conformidade ao conteúdo de sua teologia bíblica. Este processo de seleção não limita seu estudo. É inerente na natureza de seu estudo.
(A teologia do Antigo Testamento) trata de construir uma imagem completa da fé velhotestementária, em outras palavras, de dar alcance em toda a sua singularidade e autênticas proporções àquilo que constitui o núcleo do Antigo Testamento... A teologia do Antigo Testamento não se limita o que constitui o âmbito diretamente imposto por seu objeto; se projeta além do mundo complexo de suas religiões pagãs e penetra sobretudo no marco específico do Novo Testamento... Não seria exato pretender explicar o significado próprio da religião velhotestementária desde um só estudo do horizonte das religiões humanas. Devemos contar com um segundo aspecto que é o menos essencial: sua relação com o Novo Testamento. No desenvolvimento histórico da religião velhotestementária se adverte a presença de uma força interna que empurra até adiante... Esse movimento não terminará até a vinda de Cristo onde encontramos a plenitude das forças mais nobres do Velho Testamento.
O estudo da História das Religiões e do Novo Testamento, esta mescla do passado e do futuro, é difícil de expressar.
Isto só se poderá conseguir fazendo um corte transversal no pensamento do Antigo Testamento que permite uma visão de conjunto, facilitando distinguir entre o essencial e o acidental e ao mesmo tempo, a descoberta dos pilares fundamentais e a estrutura total desse pensamento. Em outras palavras , devemos proceder a uma consideração sistemática dos diferentes conteúdos em sua mútua ordenação objetiva e em seu desenvolvimento ideológico. Com ele não se esquece o segundo plano da investigação histórica; construímos sobre resultados e fazemos uso de seus instrumentos de trabalho. Mas a análise genética deve ceder ao posto da síntese sistemática se quer conseguir uma explicação do último sentido do fenômeno religioso que aparece no Velho Testamento.
O uso desta aproximação requer um conceito central a partir do qual alguém pode estuda um conceito central a partir do qual alguém pode estudar o Velho Testamento, e até pode apontar desde as várias perspectivas no Antigo Testamento.
Seguimos mantendo como conceito central à aliança que não é um conceito doutrinal baseando-se nela, pode construir um corpo de doutrinas, mas a forma característica de designar um movimento vital dado em um tempo determinado e em um lugar concreto a fim de revelar uma realidade divina e única em todas as histórias das religiões.
O problema básico da aproximação de Eishrodt é a dificuldade de resumir o conteúdo da teologia do Antigo Testamento em um só conceito. A aliança, por importante que seja, não é suficiente amplo para incluir todo o conteúdo da teologia do Velho Testamento. Tampouco mostra com suficiente clareza o porquê da seleção do Pacto como coluna central do pensamento velhotestamentário.
3.3.2. Método Temático Histórico

Outra forma de mesclar os dois métodos anteriores (confessional e descritivo) é por unir os propósitos de cada um. Apresenta-se uma aproximação basicamente confessional, mas trazendo o desenvolvimento histórico de cada dogma através de algum sistema confessional.


3.3.2.1. D. Guthrie

Guthrie nota os dois métodos para o teólogo do Novo Testamento. “Pode dividir o Novo Testamento em seus diferentes grupos literários e apresentar as opiniões teológicas de cada grupo; ou pode decidir selecionar certos temas maiores e fazer destas as divisões grandes de sua obra”. Escolhe o método temático, agora deve “enfrentar a relação de sua obra ao método histórico”. Guthrie responde ao problema da relação de ambos métodos por “agrupar o ensino sobre cada tema sob as várias fontes para dar-lhes uma perspectiva histórica e depois resumir o ensinamento do Novo Testamento como um todo em cada área principal de interesse. Sua intenção é demonstrar a variedade e unidade do pensamento do Novo Testamento”.

Guthrie não impõe um esquema dogmático sobre o Novo Testamento, mas que enumeram os dez temas que considera que reflete ao conteúdo teológico do Novo Testamento e responde ao contexto do leitor moderno. Inicia com “Deus” essencial como ponto de partida para qualquer teologia do Novo Testamento teocêntrico. Segue com “O Homem” “Cristo” e “A missão de Cristo”. Depois trata o “Espírito Santo”, “A Vida Cristã”, “A Igreja”, “A Ética”, “O Futuro” e “A Escritura”. As debilidades de suas obras são as próprias do método confessional.
3.3.2.2. L. Morris

Morris prefere enfatizar a natureza histórica da teologia do Novo Testamento. Por isso, organiza sua teologia do Novo Testamento em quatro partes: os escritos Paulinos, os evangelhos sinóticos e Atos, os escritos joânicos e as epístolas gerais.Isto representa uma ordem cronológica. Nos escritos paulinos, Morris destaca os temas de Deus. Cristo, a Soteriologia e a vida cristã. Nos evangelhos sinóticos coloca Marcos e Mateus em capítulos resume seu conteúdo teológico sobre temas de cristologia, o Reino e a vida cristã. Em Lucas e Atos coloca capítulos à parte “A doutrina de Deus”, “A doutrina de Cristo”, “A salvação”, “O Espírito Santo” e “O discipulado”. Nos escritos joânicos volta a tratar os temas de “A cristologia”, “Deus”, “Espírito Santo” e “A vida cristã”. Nas cartas gerais destaca uma variedade de temas, incluindo a relação do Antigo Testamento e Novo Testamento e Novo Testamento, fé e obras, falsos mestres e os temas já mencionados. Não há nenhum esforço por unir os vários temas em uma só teologia do Novo Testamento. Em sus conclusão, simplesmente resume o conteúdo das seções anteriores.




    1. Métodos Alternos

Outros métodos têm visto os problemas inerentes com a aproximação confessional e a aproximação descritiva e tem preferido buscar outra metodologia.
3.4.1. Heilsgeschichte

O método da história de salvação procura interpretar ao conteúdo do Novo Testamento em relação a um ponto central – o ponto da ação redentora de Deus na história. Assim, um evento da história secular pode tomar parte da história de salvação, se os atos desnudos são experimentados como revelação divina.


3.4.1.1. Proponentes

A aproximação tradição-histórica de G. Von Rad e a aproximação da história da salvação de O. Cullmann são reconhecidos como de apresentações do método de Heilsgeschichte. Os conservadores G.E. e A.M. Hunter também são proponentes.


3.4.1.2. G. Von Rad

G. Von Rad argumenta em oposição de uma teologia do Velho Testamento através de conceitos centrais, supostas estruturas da cosmovisão israelita, ou categoria sistemática religiosa. “O objeto que solicita a atenção do teólogo, não é o mundo religioso e cultural de Israel ou sua constituição espiritual em geral, nem tampouco o mundo de sua fé, pois isto só pode obter-se com as conclusões derivadas de seus documentos; seu único objeto é tudo aquilo que Israel deixou explicitamente de Yahveh”.

Von Rad insiste que o Antigo Testamento mesmo deve fixar o esquema geral organizador para uma teologia do Antigo Testamento, nem algum esquema imposto mundo exterior. O Antigo Testamento é um livro de escritos históricos que apresentam os atos divinos na história. [“As declarações do Antigo Testamento”] se limitam apresentar as relações de Yaveh com Israel e com o mundo debaixo de uma só perspectiva, a saber como uma atuação contínua da História. Israel elaborou as sagradas tradições como testemunhos que eram produtos da auto-reflexão de Israel. A forma mais legítima de falar sobre o Velho Testamento continua sendo a repartição narrativa. A repetição das tradições de Israel e seu corresponde auto-reflexão forma o conteúdo básico da teologia do Antigo Testamento. A diversidade do Antigo Testamento é óbvia. “Em contraste com a revelação de Cristo, a revelação de Yahveh no Antigo Testamento se descompõe em uma larga série de revelação isolada e com conteúdos distintos”.

Von Rad divide sua teologia do AT em dois tomos. O primeiro trata das tradições históricas e o segundo das tradições proféticas. O primeiro tomo, depois de uma apresentação da história da religião em Israel, trata “a teologia do Hexateuco”, “Os ungidos de Yahveh” e “Israel diante de Yahveh” (literatura poética).

O Tomo dois trata da natureza da profecia em Israel, depois apresenta um tratamento das idéias principais dos profetas de maior destaque e finalmente uma discussão da relação do AT com o NT.
3.4.1.3. O. Cullmann

O Cullmann é geralmente reconhecido como parte da escola Heilsgeschichte do século XX. Sugere uma metodologia nova de aproximação a teologia do Novo Testamento. Em contraste com Von Rad, Cullmann parte de um desejo de encontrar um centro da Teologia do Novo testamento.


Nosso objetivo é averiguar o que de acordo com testemunho do NT, constitui a característica comum que por impulso, se encontra no fundo de tão diferentes faces da pregação cristã primitiva... A fé e a vida da igreja para se desenvolver de vê conter em si mesmos, inclusive no mesmo centro, este núcleo comum.
Este centro é “um chamado à decisão de integrarmos em uma sucessão divina de acontecimentos...A esse fator, chamamos de História da Salvação”.

Cullmann antecipa o possível argumento por esse suposto centro do NT não faz parte de seu vocabulário por associar a História da Salvação com o conceito neotestamentário de o_komom_a (oikonomia). “O emprego de o_komom_a no NT inclui que Deus termina seu plano em conjunto de determinados acontecimentos temporários”. A História da Salvação não se assemelha com a história, “mas que se desenvolve na história e nesse sentido, pertence a ela”. Assim Cullmann distingue entre o aspecto horizontal (História) e o aspecto vertical (A história da Salvação Geschichte).

Cullmann distingue entre:


  1. o acontecimento desnudo (História)

  2. a revelação de um plano divino que se manifesta nesse acontecimento

  3. a criação de uma conexão com as revelações histórico-redentoras anteriores (Geschichte).

“Regularmente, tem sempre um lugar simultâneo os primeiros atos e o segundo. O terceiro pode ser verificado perfeitamente com freqüência em um processo bastante prolongado de reflexão teológica”.

A teologia do NT de Cullmann é dividida em cinco partes. A primeira trata da Metodologia. A segunda e a terceira parte apresentam a elaboração da História da Salvação no Antigo Testamento e Novo Testamento e suas características mais sobressalentes. A quarta parte é titulada como “Os principais tipos neotestamentários”. Aqui se trata do que é propriamente a teologia do Novo Testamento. Depois de analisar os “restos histórico-redentor de Jesus”, Cullmann examina o “O cristianismo primitivo”, “Paulo e a história da Salvação” e “O evangelho de João e a História da Salvação”. A quinta parte detalha o progresso da história de Salvação que vai mais além da História do Novo Testamento na Igreja Universal.




      1. Catálogo: portugues
        portugues -> Trigésimo segundo período ordinário de sessões oea/Ser. G 2 de junho de 2002 ag/doc. 4059/02 ad
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G
        portugues -> Africanidades Escola Notre Dame 5ª sériesAeB 2011
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos cp/cajp-2289/05 re
        portugues -> Enviados aos jovens em comunidades no seguimento de cristo
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos cp/cajp-2155/04 re
        portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos csh/GT/ads-22/04 cor
        portugues -> OrganizaçÃo dos estados americanos conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (cidi)
        portugues -> A inserção dos fiéis leigos nas Novas Comunidades Cristãs
        portugues -> Original: espanhol


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