Teologia do novo testamento


Centralidade de Cristo para Paulo



Baixar 0.58 Mb.
Página9/12
Encontro29.07.2016
Tamanho0.58 Mb.
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12

Centralidade de Cristo para Paulo

Em conclusão, a teologia de Cristo é uma realidade central a teologia paulina. A base da vida cristã é “Em Cristo”. A motivação da vida cristã é o “Amor de Cristo”. O mistério da vida cristã é a “Lei de Cristo”. O contexto da vida é o “Corpo de Cristo”

O REINO DE DEUS NOS EVANGELHOS
O reino de Deus em Jesus pode analisar desde o uso que o mesmo faz dos seguintes termos gregos.

Mc. 1:15

Mc 4:17

Lc. 4: 43



Mateus

Marcos

Lucas

João

15

4

13

3

3

14

31

2

34










Entre os judeus era limitada a expressão do nome de Deus, geralmente se substituía por CÉU. Quando se refere ao Reino de Deus = Reino dos céus

No A.T. a palavra que traduz Reino é Malcut. Não se refere tanto aos territórios de um reinado, nem aos tempos de reinado, nem aos sujeitos, mas a atividade ou o processo de Deus no reinado.

Nos escritos dos profetas, o reino de Deus não é equivalente a Israel (Am. 5:3/9:11-15). Já em Isaías 9: 6-7, o Messias está relacionado com o Reino de Deus. No A.T, o reino de Deus é apresentado na figura humana do Messias.

Para o tempo de Jesus diríamos que:

O Reino era um reino remanescente dentro de Israel

O Reino era um elemento litúrgico

O Reino era deste mundo, mas também é celestial

O Reino viria depois de um evento cataclísmico “O dia do Senhor”

Desta forma o reino estava associado ao conceito de Reino com a justiça social. O justo era o que pertencia a alguma seita reconhecida, então tinha uma conduta moral e se caracterizava pela ética. A salvação é por méritos (pessoais ou alheios) e pela graça.

E no N.T Jesus refuta todos estes conceitos.

Os judeus esperavam o Messias como Rei, Guerreiro com funções sacerdotais

João Batista trata o tema como que “está próximo”.

Lucas 17:20-21 – O reino de Deus está presente

Mateus 11:12-13 – O reino de Deus sé apolítico

Marcos 1:14-15

Em outras passagens se fala de um reino futuro (Mt. 8:11,12; 25:1-13)

Por que esta diferença entre passado e futuro?

Há três opções:


  1. O presente e o futuro se excluem mutuamente:

O presente é esta realidade

O futuro é esta realidade




  1. O presente e o futuro não se excluem, predomina o conceito futuro do Reino; mas desde o momento que aceita o Reino, já sou parte dele.

  2. É uma escatologia realizada, porém quatro são os elementos que Jesus tem para apresentar o Reino.

  1. A membresia (Jo. 3; Mt. 7:21, 18:1-4; 19:13. 14; 21:31)

  2. O crescimento do Reino (Mc. 4:26-32; Mt 22:2-14)

  3. É enfatizado o Reino. Com o ministério de Jesus se inicia o Reino de Deus e inicia o término do reino de Satanás.

  4. O aspecto futuro do reino enfatiza a necessidade de preparar-nos para estabelecer o reino (Mt. 25 – o final do Sermão do Monte das Oliveiras)

Resumo


O conceito de Reino no N.T. enfatiza uma eclesiologia participativa. Pode e deve pertencer, por isso nos toca participar.
EM CRISTO”

A frase “em Cristo” aparece 162 vezes nos escritos paulinos, relaciona-se com “Cristo em nós”. Nessas idéias se resume o conceito do cristianismo.

Várias interpretações:


  1. Abstração (Albert Loiey):

O termo vem dos religiosos do mistério, era um gnóstico insipiente. Enquanto nos conhecemos interiormente, mas longe estamos da salvação. O novo nascimento é espiritual. “Em Cristo” é quando alguém é perdoado por seu Deus.

  1. Dativo Locativo:

Nós encontramos “em Cristo” quando o aceitamos, quando estamos localizados espiritualmente dentro de Cristo. Jesus é semiférico.

  1. Dativo Instrumental (Büchsel)

Cristo é figurativo (é mais que uma coisa). É por meio ... ou através... do Senhor.

  1. Metáfora de comunhão com Cristo

  2. É uma metáfora de comunhão comunitária, referindo ao corpo de Cristo.

Na opinião de Ernest Best (One Body in Crist), a expressão “em Cristo” pode ter vários significados e pode ocorrer várias vezes:

  1. Estar “em Cristo” (Rm. 8:1), refere-se a indivíduos ou conjunto de indivíduos.

  2. A faz algo a B “em Cristo” (Rm 16:2).

  3. A faz algo “em Cristo” (Rm. 15:7).

  4. A é algo “em Cristo”.

  5. Deus faz algo a nós “em Cristo” (Rm. 8:2). Somos livres da lei.

  6. O dom de Deus que é “em Cristo” (Rm. 12:5).

  7. A,B,C, são um em Cristo (Rm.12:5)

  8. Aplicação cósmica (Cl. 1: 16-17)

  9. Referências a Deus (Cl. 2:9)

Pode se resumir que a frase “em Cristo” significa:

  1. Somos cristãos “em Cristo” (Rm. 8:1)

  2. Somos ou fazemos algo por meio dele: “em Cristo” (Instrumental).

  3. Somos um “em Cristo” (Locativo)

  4. Duas naturezas em nós: Cristo e nós (Cl. 1:27)


PAROUSIA DEMORADA

Dentro dos evangelhos há um anúncio da chegada imediata do Reino Messiânico. (Parousia = Vinda). Por que é demorada?



  1. Mt. 13: 34-42 é identificado três elementos:

    1. Estava a expectativa de seu regresso: “O reino Messiânico vem com o regresso de Jesus em glória”.

    2. Jesus não disse quando viria.

    3. Os evangelistas dizem que vem, mas não acontece.


Em Paulo:

  1. I Tessalonicenses 4: 13-18 são identificados três elementos:

    1. O Senhor vem, porém o tempo de sua vinda é desconhecido. Implica a preparação para esperá-lo. A pregação do evangelho se faz implícita.

    2. É uma ressurreição corporal.

    3. Arrebatamento. Introduz um assunto totalmente novo.

  2. II Tessalonicenses 2: 1-2 – Há dois elementos que procedem a vinda

    1. Vem a apostasia – tempo de rejeição da Palavra, substituir a Deus por outro deus.

    2. Vem o “filho da perdição”.


Em Pedro

  1. II Pe. 3: 1-13 – Há três elementos:

    1. A vinda é como “ladrão na noite” (Tempo desconhecido).

    2. Destruição do que é terra. A esperança é esperar no Senhor.

    3. Reconstrução do céu e terra.


Apocalipse:

  1. Há cinco elementos:

    1. Fala de uma destruição (taças, selos e trombetas). Há várias interpretações: - O homem mesmo destrói pelo seu pecado. – É uma destruição sobrenatural. – É quando é derramada a taça da ira de Deus.

    2. Presença de um anticristo

    3. A vinda do Senhor é como guerreiro e sua peleja contra as nações do mundo.

    4. A cronologia é indefinida, é um livro cíclico.

    5. Não fala do arrebatamento.


6.3. O Reino em outras palavras: Mustrion (Mistério)

Quando Ridderbos fala das estruturas fundamentais da teologia paulina apresenta três conceitos inter-relacionados: a plenitude do tempo, a dispensação redentora e o mistério de Cristo.


O conteúdo de toda a sua pregação pode caracterizar-se pela proclamação e explicação do tempo escatológico redentor que começou com a encarnação, a morte e a ressurreição de Cristo. Desde este enfoque central e este comum denominador se deve analisar e interpretar cada um dos temas particulares da pregação de Paulo em sua unidade e relação recíproca.
A revelação do mistério de Cristo é o resumo do conteúdo da pregação Paulina.
Também a qualificação preferida de Paulo ao referir-se a esse acontecimento como “revelação do mistério” ou “anúncio” do que até agora havia permanecido “secreto” ou “oculto”, caracteriza especialmente a escatologia da dispensação redentora iniciada com Cristo.
O lugar principal do “mistério” pode ilustrar-se por várias passagens:
E aquele que é poderoso para afirmar conforme a meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, segundo a revelação do mistério que tem sido mantido em secreto durante os séculos sem fim, mas agora tem sido manifestado e pelas Escrituras dos profetas, conforme o mandamento de Deus, tem-se dado a conhecer a todas as nações para guiá-los em obediência da fé (Rm. 16: 25-26). “Mas falamos da sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória” (I Cor.2: 7) “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Deus e como despenseiros dos mistérios de Deus” (I Cor. 4: 1) “O mistério que estivera oculto dos séculos e das gerações, agora se manifestando aos seus santos”.(Cl. 1: 26). “para que seus corações sejam confortados em amor e tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo. (Col. 2: 2-3). “desvendando o mistério da sua vontade, segundo o beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, como do céu e da terra” Ef. 1: 9-10. “Que por revelação me foi dado a conhecer este mistério, tal como antes vos escrevi brevemente, pelo qual, quando lerdes, podeis compreender o meu discernimento no mistério de Cristo, o qual em outras gerações não foi dado a conhecer aos filhos do homem, como agora foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas no Espírito, (Ef. 3.3-5). “E orai por mim, para que me seja dada a palavra quando eu abrir a minha boca, com intrepidez para se fazer conhecido o mistério do evangelho”. (Ef. 6:19).
O termo mistério não refere a um secreto. O conteúdo do mistério é Cristo em nós (Col. 1:27), Cristologia e sua obra redentora (I Tm. 3: 9-16), o livre acesso dos gentios ao Pai (Ef. 3: 15). É o resumo do evangelho para Paulo.
6.4.1. O Reino em outras palavras: Justificação e Soteriologia

Hunter sugere que o conceito de reino é expresso em Paulo através dos vocábulos “justificação pela fé”. Nesta seção, descreveremos o conteúdo da Soteriologia Paulina, iniciando com o conceito de homem, do pecado e finalmente da justificação da mesma.


6.4.1. Antropologia Paulina:

6.4.1.1. AT como fonte do pensamento Paulino:

A visão hebréia do homem enfatiza a sua unidade. Quatro palavras do Velho Testamento expressam esse conceito.


6.4.1.1.1. Nephesh (_) “alma” LXX – phyche

Para o hebreu, nephesh é substância física. No AT seu significado central é “o que respira”. Na criação, matéria física e respiração divina fazem uma nephesh. Debilidade humana se descreve como um nephesh minguante (Nm. 11: 6; Sl. 107: 5). Recuperação se descreve como nephesh restaurado (Lm. 1: 16; Sl 23:3). Nephesh é vida, por isso á associado com sangue (Sl. 72: 14; Dt. 12: 23).

Nephesh passa do significado: vida ao referir o sentimento, paixão, vontade e mentalidade (Ex. 23: 9; Gn 42: 21; Sl. 6:4; Jo. 18: 25, I Sm 1: 10). Como se tem um uso tão amplo, chega a ser sinônimo do homem (Gn 12: 5, 46: 27). Assim chega a significar cadáver (Nm 5: 2; Ag. 2: 13). A passagem Dt. 6: 4-5 associa três elementos (lebabka, napheshka, meodeka). Não são três partes do homem, mas todos os três referem a totalidade do homem.
6.4.1.1.2. ruach (_) “espírito”

Ruach significa o ar que se move (como vento em Gn. 8; 1; como respiração em Gn 6:17) O ruach do homem cresce e cai com sua prosperidade e desânimo, mas ruach e nephch não são iguais. O ruach vive no homem sem que tem sido “respirado de fora”. É a perdonalidade do homem (como de emoção em I Sm 1: 15, como sede de vontade em Ez. 1: 1-5) ou como alimento (João 27: 3; Sl. 104: 29-30).


6.4.1.1.3. neshamah (_) alimento

O vigor do homem é sua neshmah. O neshmah de Deus é ativo e poderoso (Gn. 2: 7; Jó 32: 8, 33:4). O neshamah do homem é a sua vida (Gn 7: 22, Is. 2; 22). Sempre depende de Deus. Também refere ao mundo animal.


6.4.1.1.4. basar (_) “carne”

Basar é “carne” ou “corpo” tanto do homem (Gn 40: 19) como de animais (Gn 41: 2-19). O corpo do homem é débil (Gn 6:3) mas isso não se deve confundir com o dualismo que faz do corpo a sede do pecado. A sede do pecado é o coração (Ez. 11: 19, 44: 7).


6.4.1.2. Ensinamento de Jesus

Jesus não enfatiza o conceito de carne em seus ensinamentos.

6.4.1.3. Credos Primitivos

Os credos primitivos não mencionam conceitos antropológicos.


6.4.1.4. Judaísmo Pré- Cristão

No judaísmo pré-cristão, o conceito de carne adquire novas implicações.

6.4.1.4.1. Quran

Caarne (basar) adquire o uso ético nos textos de Quran. Associa carne com maldade. Por exemplo, no Manual de Guerra 4: 3 no estandarte das centenas estavam escritas: “Os cem de Deus” e “de sua mão vem a força da guerra contra toda a carne perdida”.

No Manual de Guerra 12: 9-11:

Levanta-te herói, leva o teu cativo glorioso

Saqueia tua presa, autor de grandes feitos.

Por tua mão na nuca de teus inimigos

E teus pés sobre a pilha de cadáveres

Castiga as nações inimigas tuas

E que tua espada devore a carne dos pecadores.

Enche teu país de glória e tua descendência de bênção.

Em ambas obras citadas, a carne do inimigo leva a implicações negativas. Na Regra da Congregação 4: 20-21 a carne chega a ser a sede da maldade do homem.
Então Deus purificará por meio de sua verdade todas as obras do homem. Arrancará todo espírito de iniqüidade de seus vestidos de carne, purificando através do Espírito Santo de toda atitude ímpia.

A Regra da Congregação 3: 13 – 4: 1 apresenta claramente o desenvolvimento de um dualismo ético. No documento o homem tem dois espíritos. O espírito de iniqueidade trata de fazer cair o homem e o espírito de verdade que apóia o homem.

A regra da Congregação (escrever o quadro ao lado na pág. 104)
6.4.4.2. A Literatura Apocalíptica também apresenta esse dualismo ético.

No testamento de Aser 1:3 – 9, dos testamentos dos doze patriarcas, “Deus tem dado dois caminhos aos filhos dos homens, dois pontos de vista, duas linhas de ação, dois modelos e duas metas. Assim tudo está em par, um contra o outro, os dois caminhos são bons e mal, de acordo com eles são duas disposições em nosso peito que eles escolhem. Se a alma quer seguir o caminho bom, tudo que se faz, faz em justiça e todo o pecado se confessa de imediato. A alma vence a maldade e tira o pecado por contemplar o juízo e rejeitar o mal. Mas se a mente se dispõe até a maldade, todos os seus atos são maus. Expulsando o bem, aceita o mal e é vencido por Belial, ainda que o homem trate de fazer o bem, procura tomar as ações e fazê-las más”.

Em 4 Esdras 3: 21

O primeiro homem Adão, foi colocado um coração iníquo; pecou e foi vencido e não só ele, mas todos os seus descendentes.

E em 4 Esdras 4: 30:

Um grão de semente de iniqüidade foi semeado no coração de Adão desde o principio. Quanta iniqüidade já se tem produzido!




6.4.1.5. Helenismo

Os ritos órficos incluíam a prática de êxtase religiosa. Apresentaram quatro conceitos sobre o homem:



    1. Metemsicosis (transmigração da alma) – Depois de vários “renascimentos”, a alma do corpo escapa. Se os ritos se realizam cada “renascimento” será mais feliz até que por fim a alma se livra o seu próprio destino.

    2. Soma-sema. O corpo sé uma prisão da alma. Inibe o esforço da alma a libertar-se.

    3. Valor moral da alma. A alma caiu por seu contato com o corpo e necessita ser limpo por ritos e ação moral.

    4. Imortalidade. A alma ganha o seu último destino quando entra em outro mundo sem o corpo. “O corpo é a morte da alma. A morte do corpo é a vida da alma”.

6.4.1.5.2. Na filosofia platônica apresenta a preexistência, a imortalidade e reencarnação da alma e a sua possibilidade de redenção. A base de seu pensamento é o dualismo corpo e alma. A alma é relacionada com o mundo visível. O corpo é mal porque: a) não vem de um mundo de idéias e 2) suas paixões distraem o homem do mundo de idéias. Por isso abstém das paixões do corpo ajuda o homem a concentrar-se na alma.

6.4.1.5.3. Em resumo, a base do pensamento grego é o dualismo. Existem quatro classes de dualismo no pensamento grego.



  1. dualismo metafísico: “Carne” ou “corpo” é a causa de toda a maldade. Isso requer uma explicação da encarnação como a que dá o docetismo.

  2. dualismo cosmológico. Existem duas forças cosmológicas que representam a bondade e a maldade. Ambas as forças operavam na criação do mundo.

  3. dualismo antropológico. O homem consiste em dois elementos: corpo e espírito, os dois elementos são separáveis.

  4. Dualismo ético: Há dois desejos no homem – o da maldade e o da bondade.


6.4.1.6. Aporte de Paulo

Paulo mostra mais próximo ao conceito veterotestamentério e o conceito intertestamentário da carne que o conceito grego. Utiliza quatro palavras para expressar o conceito de carne.



          1. psyche

Paulo utiliza a phyhe como é utilizado no AT no período intertestamentário. Refere a vida ou a “totalidade do homem” (Rm. 11: 3. 16: 4/ I Tes. 2: 8) Em I Tes. 5: 23, a tripla expressão é a totalidade do homem.

          1. 6.4.1.6.2. pneuma

O termo se utiliza tanto para o Espírito de Deus como para o espírito do homem. No AT, nephesh se usa muito mais que ruach que indica o AT enfatiza o aspecto físico do homem (seu vigor e criação). No NT pneuma se usa muito mais que sarx, que indica a ênfase do NT está na relação do indivíduo com Deus. Em Paulo, o pneuma é aquele que serve a Deus (Rm 1:9, 8: 16, I Cor. 2:4, 14; 14-16, I Tes 5: 23). Também se usa as vezes como sinônimo de corpo (I Cor 5:5, Rm. 8:13) e as vezes como antônimo (I Cor. 7: 34, II Cor. 7: 13).

Mesmo que as vezes que physhe e pneuma são sinônimos (Fl. 1: 27) é normal que todo homem tem psyche, enquanto só os cristãos tem pneuma (Rm. 8:15-16; I Cor. 2: 10-11).




          1. sarx e soma

Sarx refere ao aspecto material do corpo (I Cor. 15: 39, Rm. 7:18, 9:11, 11:14). Paulo rejeita os conceitos gregos de inferioridade e maldade inerente da carne. Para Paulo, a sarx é débil e pode pecar, mas não é por sua natureza má. Sarx tem dois usos em Paulo. Pode referir ao sentido físico como no sentido de ética. O uso ético de sarx não vem do AT, nem do conceito dualista grega, mas do desenvolvimento intertestamentário do termo.

Soma refere as relações externas e funções. A antropologia de Paulo olha o ser humano com uma entidade.Tanto soma (Rm. 12: 1) como psyche (Rm. 13:1) pode referir a pessoa inteira. Soma enfatiza a função do corpo. Isto é tradição hebraica.

Todavia , há uma divisão entre soma e sarx e pneuma. Paulo parece indicar que é possível para o espírito existir sem o corpo (Fl. 1: 23-24; II Cor. 5: 1-10; II Cor 12: 3). Bultmann sugere que nesses casos, o pneuma refere ao “eu autêntico que contrapõe a sarx como a vida corporal física” Whiteley considera como um elemento de dualismo antropológico, em Paulo que não podemos desconhecer.

Um uso particular de sarx pe o “corpo de ___________” que significa “a totalidade de _________” Assim em Col. 2: 11 “Corpo de carne” é a “totalidade da condição pecaminosa” Em Rm. 7 : 24 “Corpo de morte” é a “totalidade da condição da morte” Em I Cor. 15: 35. “Com que corpo verá?” é “Que classe de ser ressuscitará”?

Paulo utiliza o adjetivo sarkinos de uma forma exclusivamente ética. Quer dizer “carnal” no sentido ético.


          1. Outro vocabulário Paulino

Kardia – O coração para Paulo é a sede das emoções e o pensamento. O “eu” “eu como querendo, fazendo planos, intentando”. É o homem interior que expressa a fé (Rm 10:10) ou rebelião e pecado (Rm. 1: 24).

Nous – Amente apara Paulo é a sede da razão e da vontade. Como tal pode reconhecer a Deus e conformar-se ao nous de Deus (Rm. 11: 34) ou pode ignorar a Deus ou perverter ao homem (Rm. 1:28).

Suneidesis – A consciência é o “saber do homem sobre o seu próprio comportamento”. Assima consciência não é equivalente a vontade do homem, mas influencia na sua vontade (Rm. 2: 15). Pode ser corrompida. (I Tm. 4: 2).


          1. Conclusões

O homem é um ser criado por Deus pelo motivo de obedecê-lo e adorá-lo. Como criação divina, o homem é criado a imagem de Deus (I Cor. 11: 7). Em seu estado natural, o homem não tem honrado a Deus, mas sim, desonrado (Rm. 1: 21).

Cada homem é uma unidade, assim o homem é totalmente obediente ou totalmente rebelde. É natural ou é espiritual (I Cor. 2). Paulo não permite que o corpo seja mal, mas que o espírito seja bom.




      1. Jamartologia Paulina

6.4.2.1. As palavras para pecado no AT podem se associar em quatro grupos ou campos de significados léxicos:

6.4.2.1.1. Desviação

Chata (584 vezes) é uma desviação, um erro, o uso secular se vê em Jz. 20:16. De toda essa gente, setecentos homens escolhidos eram surdos; capazes de cada um lançar com a funda uma pedra a um cabelo sem errar.

O uso teológico se vê em Isaías 1: 4 “Ai da nação pecadora, povo carregado de iniqüidade, geração perversa, filhos corrompidos! Tem abandonado Senhor, tem desprezado o Santo de Israel,tem se apartado dele”.

A palavra awon (231 vezes) quer dizer “torcer”, o uso secular se vê em Lamentações 3: 9: “Fechou os meus caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas”

O uso teológico em Isaías 53: 5: “Todos nós andávamos desgarradas como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de nós todos”.
6.4.2.1.2. culpa

Rasha (307 vezes) quer dizer culpável. O uso jurídico ocorre em Dt. 25:1 e 2: “Em havendo contenda entre alguns e vierem a juízo, os juizes os julgarão, justificando aos justos e condenando ao culpado. Se o culpado merecer açoites, o juiz o fará deitar-se e o fará açoitar na sua presença, com o número de açoites, segundo a sua culpa.”

Seu uso teológico se encontra em Salmos 45: 7: “Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso Deus, o Deus te ungiu com óleo de alegria como a nenhum de seus companheiros”.

Asham (64 vezes) também quer dizer culpável. Em Juizes 21: 22 significa culpado de romper um juramento. “Quando seus pais ou seus irmãos vierem a queixar-se a nós, nós lhes diremos: Por amor de nós, tende compaixão deles, pois na guerra contra Jabes–Gileade, não obtivemos mulheres para cada um deles; e também não lhes destes, pois nestes casos ficareis culpados”.

Em II Crônicas 19: 10 significa culpado de desobediência ao Senhor. “Toda vez que vier a vós outros, sentença contestada de vossos irmãos que habitam nas suas cidades, entre sangue e sangue, lei e mandamento, estatutos e juízos, admoestai-os que não se façam culpados para com o Senhor, para que não venha grande ira sobre vós e sobre vossos irmãos, fazei assim, e não vos tornareis culpados”.


Catálogo: portugues
portugues -> Trigésimo segundo período ordinário de sessões oea/Ser. G 2 de junho de 2002 ag/doc. 4059/02 ad
portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G
portugues -> Africanidades Escola Notre Dame 5ª sériesAeB 2011
portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos cp/cajp-2289/05 re
portugues -> Enviados aos jovens em comunidades no seguimento de cristo
portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos cp/cajp-2155/04 re
portugues -> Conselho permanente da oea/Ser. G organizaçÃo dos estados americanos csh/GT/ads-22/04 cor
portugues -> OrganizaçÃo dos estados americanos conselho Interamericano de Desenvolvimento Integral (cidi)
portugues -> A inserção dos fiéis leigos nas Novas Comunidades Cristãs
portugues -> Original: espanhol


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12


©principo.org 2019
enviar mensagem

    Página principal