Teoria do Roteiro (R. Schank) Visão Geral



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Teoria do Roteiro (R. Schank)

Visão Geral:

O foco central da teoria de Schank é a estrutura do conhecimento, especialmente no contexto da compreensão da linguagem. Schank (1975) esboçou a teoria contextual da dependência, que lida com a representação do significado nas sentenças. A partir deste trabalho, Schank & Abelson (1977) introduziram o conceito de roteiros, planos e temas para manusear a compreensão do nível da história. Um trabalho posterior (e.g., Schank, 1982,1986) elaborou a teoria para abranger outros aspectos da cognição.

O elemento-chave da teoria conceitual da dependência é a idéia de que todas as conceitualizações podem ser representadas em termos de um pequeno número de atos primitivos realizados por um ator ou objeto. Por exemplo, o conceito "João leu um livro" pode ser representado como João MTRANS (informação) para LTM do livro, onde MTRANS é o ato primitivo da transferência mental. Na teoria de Schank, toda memória é episódica, isto é, organizada em volta de experiências pessoais, em lugar das categorias semânticas. Episódios generalizados são denominados roteiros - memórias específicas são armazenadas como sugestões para os roteiros. Os roteiros permitem que os indivíduos façam as inferências necessárias para a compreensão, preenchendo a informação que está faltando (isto é, esquemas).

Schank (1986) usa a teoria do roteiro como base para um modelo dinâmico de memória. Esse modelo sugere que os eventos são compreendidos em termos de roteiros, planos e outras estruturas de conhecimento, assim como experiências anteriores relevantes. Um aspecto importante da memória dinâmica são os processos explanatórios (XPs), que representam respostas estereotipadas para eventos que envolvem anomalias ou eventos pouco usuais. Schank propõe que os XPs são um mecanismo crítico da criatividade .



Âmbito/Aplicação:

A teoria do roteiro se destina primariamente a explicar as habilidades de processamento da linguagem e de pensamento mais sofisticado. Schank (1991) aplica sua estrutura teórica na leitura de histórias e no desenvolvimento de tutores inteligentes. Shank & Cleary (1995) descrevem a aplicação destas idéias em softwares educacionais.



Exemplo:

O exemplo clássico da teoria de Schank é o roteiro do restaurante. O roteiro tem as seguintes características:

Cena 1: Entrar

S PTRANS S entra no restaurante, S ATTEND olhos para as mesas, S MBUILD onde sentar, S PTRANS S mesa, S MOVE S sentar em algum lugar

Cena 2: Ordenar

S PTRANS menu para S (menu já sobre a mesa), S MBUILD escolha da comida, S MTRANS sinal para o garçom, garçom PTRANS para a mesa, S MTRANS "Eu quero comida" para o garçom, garçom PTRANS cozinhar

Cena 3: Comer

Cozinha ATRANS comida para o garçom, garçom PTRANS comida para S, S INGEST comida

Cena 4: Na saída garçom MOVE escrever conta, garçom PTRANS para S, garçom ATRANS conta para S, S ATRANS dinheiro para garçom, S PTRANS fora do restaurante

Existem muitas variações possíveis para este roteiro geral, todas relacionadas com diferentes tipos de restaurantes ou procedimentos. Por exemplo, o roteiro acima assume que o garçom pega o dinheiro. Em alguns restaurantes, a conta é paga no caixa. Tais variações são oportunidades para incompreensões ou inferências incorretas.



Princípios:

1. A conceitualização é definida como um ato, ou fazer algo para um objeto em uma direção.

2. Todas as conceitualizações podem ser analisadas em termos de um pequeno número de atos primitivos.

3. Toda a memória é episódica e organizada em termos de roteiros.

4. Os roteiros permitem que os indivíduos façam inferências e, portanto, compreendam o discurso verbal/escrito.

5. Expectativas de nível mais elevado são criadas por metas e planos.



Referências:

Schank, R.C. (1975). Conceptual Information Processing. New York: Elsevier.

Schank, R.C. (1982a). Dynamic Memory: A Theory of Reminding and Learning in Computers and People. Cambridge University Press.

Schank, R.C. (1982b). Reading and Understanding. Hillsdale, NJ: Erlbaum.

Schank, R.C. (1986). Explanation Patterns: Understanding Mechanically and Creatively. Hillsdale, NJ: Erlbaum.

Schank, R.C. (1991). Tell Me a Story: A New Look at Real and Artificial Intelligence. New York: Simon & Schuster.



Schank, R.C. & Abelson, R. (1977). Scripts, Plans, Goals, and Understanding. Hillsdale, NJ: Earlbaum Assoc.

Schank, R.C. & Cleary. C. (1995). Engines for education. Hillsdale, NJ: Erlbaum Assoc.
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