Teorias da administraçÃo I raízes históricas da admnistraçÃO



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TEORIAS DA ADMINISTRAÇÃO


I) RAÍZES HISTÓRICAS DA ADMNISTRAÇÃO:

A Administração, como atividade relacionada com a cooperação humana, existiu sempre. O estudo científico da administração, porém, é bem mais recente. Históricamente, contudo, a administração foi estudada em todos os tempos, embora com percepções, intensidade e métodos variados.


Assim, quando os antigos sumeriano procuravam a melhor maneira de resolver seus problemas práticos estavam, na realidade, exercitando a arte de administrar. No Egito potoloméico dimensionou-se um sistema econômico planejado que não poderia ter-se operacionalizado sem uma administração pública sistemática e organizada. Na velha China de 500 a.C., os trabalhos de Mencius (ch. Meng-tzu) advogavam a necessidade de se adotar um sistema organizado de governo para o império; a constituição de Chow, com seus oito regulamentos para governar os diferentes setores do governo e as Regras de Administração Pública de Confúcio, de que se destacava a necessidade de um conhecimento da realidade objetiva para bem governar, exemplificam a tentativa chinesa de definir regras e princípios de administração.
Apontam-se outras raízes históricas. As instituições otomanas refletiam um sistema altamente aperfeiçoado de administração. Pode-se inferir, graças à expansão atingida pelo império romano e à forma como eram administrados seus grandes feudos, que os romanos souberam manipular uma complexa máquina administrativa, indício de desenvolvimento considerável de técnicas administrativas. Na Idade Média, os prelados católicos e os próprios párocos destacaram-se como administradores.

De 1550 a 1700 desenvolveu-se na Áustria e Alemanha um grupo de professores e administradores públicos: os fiscalistas ou cameralistas. Tal como os mercantilistas britânicos ou fisiocratas franceses, valorizavam a riqueza física e o Estado. Sua preocupação ia mais além, pois ao lado das reformas fiscais preconizavam uma administração sistemática, especialmente no setor público.


Na história da administração, duas instituições merecem ser mencionadas: Igreja católica romana e as organizações militares. A Igreja católica romana pode ser considerada a organização formal mais eficiente da civilização ocidental. Tem atravessado séculos e sua forma primitiva tem permanecido mais ou menos a mesma: um chefe executivo, um colégio de conselheiros, arcebispos, bispos, párocos e a congregação de fiéis. Apoiada não só na força de atração de seus objetivos, mas também na eficácia de suas técnicas organizacionais e administrativas, a igreja tem sobrevivido às revoluções do tempo e oferecido um exemplo de como conservar e defender suas propriedades, suas finanças, rendas e privilégios. Sua rede administrativa espalha-se por todo o mundo e exerce influência, inclusive, sobre o comportamento dos fiéis.
A organização de exércitos nacionais tem-se constituido numa das principais preocupações do Estado moderno. O exército aparece nos tempos modernos como o primeiro sistema administrativo organizado. Substituiu as displicentes ordens de cavaleiros medievais e, posteriormente, os exércitos mercenários que proliferaram nos sécs. XVII e XVIII. O exército moderno se caracteriza, não só por uma hierarquia de poder que vai desde de o comandante em chefe até o último soldado, como também pela adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas as empresa modernas. Malgrado todos esses momentos históricos, é difícil precisar até que ponto os homens da antiguidade, Idade Média e, até mesmo, do inícios da Idade Moderna foram conscientes de que estavam administrando.
Há, hoje em dia, uma interação muito grande entre a administração e as ciências sociais, particularmente o direito, a ciência política, econômica, sociologia, psicologia social e antropologia. Sob o impacto e influência das ciências sociais, a administração envolveu de engenharia humana, com ênfase em como executar racionalmente coisas, para a ciência social aplicada, em que a decisão racional constitui a variável fundamental.
Observa-se essa evolução mais nitidamente quando se identificam as principais escolas, orientações e abordagens seguidas pelos estudiosos da administração, quer pública quer particular, nas várias tentativas já efetivadas para a formulação de uma teoria administrativa.
  1. A INFLUÊNCIA DAS GRANDES CIVILIZAÇÕES

Os primórdios da administração e seu desenvolvimento remontam um verdadeira e fascinante história, entretanto, notamos que antigamente houve uma evolução gradual na prática administrativa, sendo que muito desses conceitos são usados até hoje.


Civilizações Antigas : As grandes civilizações da Suméria, da Babilônia, do Egito, da Assíria e da Pérsia tinham administradores experientes, como se pode provar por suas realizações. A muralha de suas cidades e os canais da Suméria (cujos construtores utilizaram pagamento por mérito); os jardins suspensos da Babilônia, os sistemas de irrigação e os ensinamentos matemáticos da Babilônia; as estradas e os sistemas de bibliotecas da Assíria; as grandes riquezas da Pérsia exigiram um gênio empresarial e organizacional para serem realizados. O código de Hammurabi incluía incentivos e salário mínimo já em 1800 a.C.

Grécia : o nome Grécia ainda sugere uma visão de arte, arquitetura, literatura e governo civil sofisticados. Essas realizações exigiram a aplicação de conhecimento administrativos complexos e detalhados. Os moradores das cidades gregas trabalhavam mediante pagamento por peças nos contratos governamentais.

Roma : houve época em que Roma controlava o mundo, desde a Inglaterra até a Ásia, ficando conhecida por seu sistema de estradas, por sua elaborada arquitetura de edifícios públicos, suas negociações comerciais, seus governos públicos e a sua “Paz Romana”. Essas realizações foram desenvolvidas e mantidas por um sistema militar que é um modelo até hoje. Tudo isso exigiu a aplicação de conceitos especializados em administração.

China : A muralha da China, os exércitos compactos, os sistemas viários intercontinentais e o comércio da seda, também exigiram conhecimentos de administração. O princípio da especialização (divisão do trabalho) já era usado em 1650 a.C. e a rotação de mão de obra já era aplicada desde 400 a.C.

  1. A INFLUÊNCIA DOS FILÓSOFOS NA ADMINISTRAÇÃO



AUGUSTO COMTE – filósofo – em um de seus livros observou que a ciência, tanto no geral como na administração, dividia-se em três fases: a primeira fase é a teocrática, onde as pessoas acreditavam que tudo era ocasionado pela vontade de Deus; a segunda fase é a empírico-prático, segundo a qual a origem de todo conhecimento é a experiência sensível, ou seja, tudo baseado na experiência não científica; e por último a terceira fase que é a científica.

SÓCRATES (470 A.C – 399 A.C) – filósofo grego – observou que a importância da habilidade gerencial, se aplicava tanto na indústria privada como na área governamental, e que não há diferença nenhuma entre um administrador público e um administrador do setor privado, a função é a mesma.

PLATÃO (429 A.C – 347 A.C) – filósofo grego e discípulo de Sócrates, preocupou-se com os problemas políticos e sociais relativos ao desenvolvimento social e cultural do povo. Em sua obra “A República” mostra seu ponto de vista sobre as formas democráticas de governo e administração de negócios públicos.

ARISTÓTELES (384 A.C – 322 A.C) – filósofo grego e discípulo de Platão, criador da Lógica, acreditava que a realidade era apreendida através da percepção e da razão, com isto também é conhecido como o pai da metodologia científica, em sua obra “Política”, estuda a organização do Estado e distingue as três formas de governar ou da administração pública. A saber: a primeira é a monarquia ou o governo de um só (pode se tornar uma tirania); a segunda é a aristocracia ou governo de uma elite (pode descambar em oligarquia, governo de poucas pessoas); e a terceira é a democracia ou governo do povo (pode degenerar em anarquia).

FRANCIS BACON (1561 – 1626) – filósofo e estadista francês, procurador do rei e guarda do selo­­­­­­­­­­­­­­*, considerado o fundador da lógica moderna baseado no método experimental e indutivo, preocupou-se em separar o principal do acessório, e mostrou o seu princípio num livro chamado “Novum Organum” (novo organismo), Bacon antecipou-se ao princípio conhecido em administração como “Princípio da prevalência do principal sobre o acessório.

RENÉ DESCARTES (1596 – 1650) – filósofo, matemático e físico francês, fundador da Lógica Moderna, criador das Coordenadas Cartesianas. No seu livro “O Discurso do Método” , onde escreve os princípios de seu método filosófico, denominados hoje de “Método Cartesiano”, cujos princípios são:

  1. princípio da dúvida sistemática ou da evidência – consiste em não aceitar coisa alguma como verdadeira até que se saiba com evidência clara e distintamente o que é realmente verdadeiro;

  2. princípio da análise ou da decomposição – consiste em dividir e decompor cada dificuldade ou problema em tantas partes quantas necessárias for e soluciona-las separadamente;

  3. princípio da síntese ou da composição – consiste em conduzir ordenadamente os nossos pensamentos e nosso raciocínio começando pelos objetivos e assuntos mais fáceis até chegarmos aos mais fáceis;

  4. princípio da enumeração ou verificação – consiste em fazer, em tudo, recontagens, verificações e revisões até estarmos seguros de não termos omitido ou deixado algo de lado.

THOMAS HOBBES (1588 – 1679) – filósofo político inglês, defendia o governo absoluto em função de sua visão pessimista da humanidade. Dizia ele, na ausência do governo, os seres humanos tendem a viver em guerra permanente em um conflito interminável para a obtenção de meios de subsistência. “Em seu livro “O Leviatã”, assinala que o povo renuncia aos seus direitos naturais em favor de um governo que, investido de poder a ele conferido, imponha a ordem, organize a vida social e garanta a paz. Assim, o Estado representa um pacto social, mas ao crescer alcança as dimensões de um dinossauro, ameaçando a liberdade de todos.”


3) A INFLUÊNCIA DE OUTROS PRECURSORES NA ADMINISTRAÇÃO
MAQUIAVEL – um diplomata e funcionário público de Florença, escreveu o “Príncipe”. O livro era um tratado para um soberano ou aspirante ao poder e demonstrava como fazer para ser bem-sucedido no governo e não como ser bom ou sábio. Segundo Maquiavel : “Quem quer que deseje fundar um Estado e estabelecer leis deve partir do pressuposto de que todos os homens são maus e estão sempre dispostos a mostrar sua natureza corrupta quando houver ocasião para tal. Isto é, justifica-se que o líder use qualquer estilo ou tática de liderança para manejar pessoas desse tipo.”

CONFÚNCIO (SÉCULO II A.C) – estudioso e religioso, foi declarado o primeiro professor de administração, que se tem notícia.

IMPERADOR KING WU (1122 A 1116 A.C) – introduziu o princípio da cooperação e o princípio da coordenação, para a administração

LUCAS PACIOLLI – era um frade italiano, formado em matemática, foi o Pai da Contabilidade, inventou e desenvolveu o sistema de partidas dobradas, até hoje utilizadas pelas empresas, por meio de seus sistemas contábeis. O sistema de partidas dobradas diz “onde há um débito, há sempre um ou vários créditos correspondentes, ou vice-versa, e não há um sem o outro.” A contabilidade trouxe o princípio do controle.

CARL VON CLUSENWTIG – general prussiano, escreveu um livro “Tratado sobre a Guerra e os princípios da guerra”, o militarismo como a igreja católica influiu muito na administração (na igreja católica havia princípios muitos rígidos) com o tratado da guerra tinha uma organização e tinha regras rígidas, começou a subjulgar os países maiores.

4) ORGANIZAÇÃO DA IGREJA CATÓLICA:
hierarquia de autoridade

estado-maior

coordenação

unidade de comando




5) ORGANIZAÇÃO MILITAR:




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