TEÓricos da educaçÃo angélica Russo 2004 Índice



Baixar 150.52 Kb.
Página1/5
Encontro08.08.2016
Tamanho150.52 Kb.
  1   2   3   4   5
TEÓRICOS

DA

EDUCAÇÃO
Angélica Russo


2004

Índice
---- Burrhus Skinner -------------- 1

-----Carl Rogers-------------------- 8

-----Henri wallon------------------16

-----Jean Piaget--------------------24

-----John Dewey------------------ 39

-----Jerome Bruner----------------45

-----Makarenko------------------- 51

-----Ma. Montessori-------------- 56

-----Ovide Decroly----------------66

-----Vigotsky-----------------------71

-----Paulo Freire-------------------81

-----Robert Gagné-----------------89

-----Lauro Oliveira Lima---------95

-----Pestalozzi---------------------101

-----Célestin Freinet--------------110

Apresentação

(educar é provocar a atividade motora, verbal e mental).
Partindo da suposição de que você gostaria de ter no seu bolso uma visão panorâmica do pensamento de alguns teóricos da educação, apresento-lhe algumas das grandes linhas que caracterizam cada um destes fantásticos teóricos, que fazem com que nós, educadores, busquemos uma explicação para a nossa prática pedagógica.

Para os que se interessam pelo meu trabalho, ofereço apenas um aperitivo de um lauto banquete. Bom apetite.

Um abraço grande,

Angélica

TEORIA DE BURRHUS SKINNER
Burrhus Skinner, psicólogo contemporâneo, nasceu nos Estados Unidos em 1904. Foi professor nas universidades de Harvard, Indiana e Minnesota. Entre outros livros publicou, o comportamento do organismo, (behavior of organisms), o comportamento verbal (verbal behavior) e o comportamento cientifico e humano (science and human behavior).

A abordagem skinneriana representa a mais completa sistematização do posicionamento associacionista, behaviorista e ambientalista da psicologia atual. Devido a sua preocupação com controles científicos estritos, Skinner realizou a maioria de seus experimentos com animais, principalmente ratos e pombos.

O êxito obtido nesses experimentos levou-o a fazer extrapolações para o comportamento humano. Segundo ele, por exemplo, em escolas o comportamento de alunos pode ser modificado pela apresentação de materiais em cuidadosa seqüência e pelo oferecimento de recompensas ou reforços apropriados. Ao contrário de outros que estudam o comportamento a fim de compreender o “funcionamento da mente”, Skinner limitou-se ao estudo de comportamentos manifestos e mensuráveis. Sem negar processos mentais nem fisiológicos, ele acredita que o estudo do comportamento não depende de conclusões sobre o que se passa dentro do organismo.

A abordagem Skinneriana, não leva em consideração o que ocorre dentro da mente do individuo durante o processo de aprendizagem. O que interessa é o comportamento observável.

Skinner, não se considera um teórico de aprendizagem. Não considera também seu trabalho como uma teoria, e sim uma analise funcional, isto é, uma análise das relações funcionais entre estimulo e resposta. Ele simplesmente ignora as variáveis intervenientes e concentra-se no controle e predição das relações entre as variáveis de “input” (estímulos) e de “output” (respostas).

Em 1932, Skinner, na Universidade de Harvard, relatou uma de suas observações, sobre o comportamento de pombos e ratos brancos. Para seus experimentos, Skinner inventou um aparelho que depois de passar por modificações é hoje ainda muito conhecido e utilizado nos laboratórios de psicologia, chamado como Caixa de Skinner. Influenciado pelos trabalhos de Pavlov e Watson, ele passou a estudar o comportamento operante, desenvolvendo intensa atividade no estudo da psicologia da aprendizagem. Esses estudos levaram-no a criar os métodos de ensino programado que podem ser aplicados sem a intervenção direta do professor, através de livros, apostilas ou mesmo máquinas.

Segundo Skinner, as crianças aprendem sem serem ensinadas, aprendem sozinhas se estiverem interessadas nas atividades. Por esta razão alguns professores preconizam o emprego do método de descoberta. Diz Skinner que o método da descoberta não é solução para o problema da educação. Para ser forte uma cultura precisa transmitir-se; precisa dar aos seus indivíduos um acúmulo de conhecimentos, aptidões, práticas sociais e éticas, defende Skinner.

Para Skinner, um dos grandes problemas do ensino, é o uso do controle aversivo. Ele explica dizendo, que o aluno ainda hoje na escola passa a maior parte do tempo fazendo coisas que não gostaria de fazer. Provas são usadas como poder, como ameaça, e são destinadas principalmente a mostrar o que o aluno não sabe e coagi-lo a estudar. E assim o aluno vai fazendo coisas que o professor determina, porque é ele professor, que detém o poder e a autoridade. E assim o estudante vai descobrindo meios de fugir da sala de aula, chegando atrasado na escola ou faltando, não fica mais atento, recusa-se a obedecer às ordens, torna-se agressivo, procura sentar-se bem distante do professor.


Destaques na Teoria de Skinner:

* É através do condicionamento operante que Skinner crê ser adquirida a maior parte do comportamento;

* Não leva em consideração o que ocorre dentro da mente do individuo durante o processo de aprendizagem. O que interessa é o comportamento observável;

* O estudo do comportamento não depende de conclusões sobre o que se passa dentro do organismo do individuo;

* O importante é não se concentrar no lado dos estímulos, mas sim ao lado do reforço. Para Skinner aprendizagem ocorre devido ao esforço. Não é a presença do estímulo ou a presença da resposta que leva à aprendizagem, mas sim, a presença das contribuições de reforço;

* A teoria de Skinner é fundamentada no poderoso papel da “recompensa” ou “reforço” e parte da premissa fundamental de que toda ação que produz satisfação tenderá a ser repetida e aprendida;

* A aprendizagem ocorre devido ao reforço. Não é a presença do estimulo ou da resposta que leva a aprendizagem, mas sim a presença das contingências de reforço. O importante é arrancar situações tais que as respostas dadas pelo aprendiz sejam reforçadas e tenham sua probabilidade de ocorrência aumentada;

* As idéias de Skinner dão maior ênfase

ao desempenho ou “performance”;

* A necessidade de prestar atenção às diferenças individuais;

* O professor tem a função de programador de contingências. Programar contingências significa dar o reforço no momento apropriado, reforçar respostas que aumentarão a probabilidade de que o aprendiz exiba o comportamento terminal desejado.

  1   2   3   4   5


©principo.org 2016
enviar mensagem

    Página principal